24 Nov, 2017

O Bahia está de volta

Sávio AzambujaJunho 24, 20174min0

O Bahia está de volta

Sávio AzambujaJunho 24, 20174min0

Depois de 2 anos longe da série A, o Bahia volta à elite do futebol nacional e carrega consigo a esperança do retorno aos dias de glória.

Dono de um passado brilhante, o Esporte Clube Bahia foi o primeiro clube a conquistar uma competição nacional, a Taça Brasil de 1959 contra o Santos de Pelé. O torneio foi criado para apontar o representante brasileiro na recém-criada Taça Libertadores da América, portanto, o clube também foi o primeiro representante brasileiro a participar de uma edição da Libertadores, em 1960.

Em 1988, o tricolor baiano conquistou seu segundo título brasileiro, desta vez, derrotando o Internacional. Com tais títulos, o Bahia é o único clube fora do eixo Sul-Sudeste a deter dois títulos nacionais da principal divisão do futebol brasileiro.

Após as conquistas do Campeonato Brasileiro de 1959 e 1988, o Bahia não conseguiu manter a estabilidade administrativa e sofreu um declínio. A partir de 1997, o clube sofreu com constantes rebaixamentos, chegando em 2005 ao seu pior momento, com a queda para a terceira divisão do campeonato brasileiro.

Fotografia: Trivela Uol

Muitos adeptos atribuem a culpa desta queda de rendimento à gestão do controverso Marcelo Guimarães. Dessa forma, em 2007, após sua saída da presidência do clube, o Bahia iniciou sua reformulação e, aos poucos, iniciou sua caminhada de volta rumo à elite do futebol brasileiro.

Em 2016, após uma boa campanha na série B, o Bahia garantiu sua presença na primeira divisão e renovou a esperança dos fanáticos torcedores baianos.

Liderado pelo treinador Guto Ferreira, o Bahia obteve um grande salto de produção e apostou em uma mudança de postura nas partidas fora de casa. Diferente do que se viu ao longo da Série B de 2016, o Tricolor adotou uma maneira de jogar semelhante em Salvador e fora de casa: linhas altas na saída de bola adversária, pressão no portador adversário e tentativa de propor o jogo mesmo em território inimigo.

A carência de ideias ofensivas – que seguia como um constante problema da equipe baiana, foi renovada. A intensa movimentação do quarteto de frente criava espaços e atordoava as defesas adversárias, com infiltrações e mudanças de posição, sempre quebrando as linhas. Com Régis, Allione, Zé Rafael e Edigar Junio, o time trabalhava em ótima sintonia.

Com o título da Copa do Nordeste, tudo vinha muito bem, até que o técnico Guto Ferreira recebeu uma proposta do Internacional e aceitou o desafio de treinar a equipe gaúcha, que, nesta temporada, disputa a série B do campeonato brasileiro.

Fotografia: portalternurafm

O fato, é que em junho do ano passado, Guto Ferreira comandava a Chapecoense. Fazia boa campanha e não estava ameaçado de demissão, mas recebeu proposta do Bahia e gostou do que viu. Prontamente, trocou o time que disputava a primeira divisão pelo time baiano.

Desta vez, Guto percebeu no Inter a chance de fazer novamente o caminho pouco convencional. Depois de conquistar o direito de disputar a primeira divisão ao subir em quarto com o clube baiano e neste ano levar o título da Copa do Nordeste, ele recebeu a proposta do Inter e aceitou. Novamente, deixou a primeira divisão para ir à segunda.

Ao receber a investida do Inter, o Bahia não abriu mão do pagamento da multa rescisória de Guto e travou o acordo. Depois de se sentir ‘pressionado’ pelo Inter, o clube de Salvador acabou sem alternativas e acabou por liberar o seu treinador, logo no início da competição.

Jorginho foi o escolhido como o substituto de Guto Ferreira e já em sua estreia no comando da equipe, conseguiu uma bela vitória por 3X0 sobre o Atlético-GO, confirmando a expectativa da direção e dos torcedores ao dar continuidade ao trabalho do antigo treinador.

Passadas as nove primeiras rodadas do Brasileirão, o Bahia ocupa neste momento a 15ª posição na tabela, oscilando entre bons e maus momentos. Porém, a expectativa é que o clube engrene de vez nas rodadas seguintes, tendo em vista que enfrenta seu maior rival, o Vitória, no próximo domingo. Nada melhor do que uma vitória no clássico “Ba-Vi” para que Jorginho e seus comandados tragam a esperança de novos dias de glória para a Fonte Nova.


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