21 Ago, 2017

Eredivisie 2016/2017 – Antevisão

Filipe CoelhoAgosto 5, 201622min0

Eredivisie 2016/2017 – Antevisão

Filipe CoelhoAgosto 5, 201622min0

Sem a Laranja no Euro’2016, este foi um longo Verão na Holanda. Que termina hoje. 18 equipas voltam à acção para mais uma edição de uma competição que é jogada desde 1888. Com um campeão à prova de bala, com um Ajax em reconstrução e com um Feyenoord à procura de quebrar um prolongado jejum; mas com mais, muito mais, num campeonato que se revela a cada ano um viveiro de novos talentos. Uma por uma, todas as equipas ao detalhe, com as estrelas e as pérolas a seguir. Eis a Eredivisie 2016/2017.

PSV

2015/2016: Campeão
Estrela: Luuk de Jong
A seguir: Gastón Pereiro
Treinador: Phillip Cocu
Estádio: Philips Stadion (35 600 lugares)
Títulos: 23

O PSV arrancou 2016/2017 tal como havia terminado 2015/2016: a vencer. O triunfo na Supertaça diante do Feyenoord (1-0) ajudou a confirmar que os homens de Cocu partem na linha da frente para o ataque ao título. O cenário catastrofista que apontava para a saída de vários elementos preponderantes apenas teve concretização nos casos de Jeffrey Bruma (Wolfsburg) e de Van Ginkel (regressado ao Chelsea depois do empréstimo). Em sentido contrário, Daniel Schwaab chegou a custo zero proveniente do Estugarda e o talentoso Hidde Jurjus (De Graafschap) perfila-se como a alternativa a Zoet na baliza. Mantendo praticamente incólume a base da equipa, Cocu deverá continuar a apostar num 433 que, apesar de pouco espectacular, destaca-se pelo pragmatismo e eficácia. O PSV é, actualmente, uma equipa muito adulta, que não titubeia e que tem laivos de matreirice. Confirmar a hegemonia interna é o objectivo dos Boeren para 2016/2017, ao mesmo tempo que tentarão chegar mais longe do que os Oitavos-de-Final na Champions.

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(Foto: Twitter Hector Moreno)

 

Ajax

2015/2016: 2º lugar
Estrela: Davy Klaassen
A seguir: Riechedly Bazoer
Treinador: Peter Bosz
Estádio: Amsterdam ArenA (53 502 lugares)
Títulos: 33

O reinado de Frank de Boer terminou. Depois de levar o Ajax a um tetracampeonato, o técnico holandês saiu após perder dois títulos para o PSV, o último dos quais de forma quase dramática, tendo em conta que aconteceu na última jornada de 2015/2016. Para o seu lugar chegou Peter Bosz, responsável pelo fascinante futebol apresentado pelo Vitesse na 1ª metade de 2015/2016 (haveria depois de sair para Israel). A transição, porém, não tem sido suave – a pré-época contou com várias derrotas e exibições frouxas, e o Playoff da Champions foi ultrapassado a muito custo (triunfo sobre o PAOK por 3-2 no agregado). Há, pois, muitas incógnitas em Amesterdão, também devido à saída do influente Milik (Napoli) e de 2ªs linhas relevantes como Fischer (Middlesbrough), Van der Hoorn (Swansea) ou Van Rhijn (Club Brugge). À excepção de Heiko Westermann (Betis), o Ajax reforçou-se sobretudo com jovens como Mateo Cassierra (Deportivo Cali) e Davinson Sánchez (Atlético Nacional), para além de ter promovido à equipa A o promissor Kasper Dolberg – ou seja, tudo apostas a médio-longo prazo, que não garantem a competitividade necessária no imediato. Peter Bosz terá de dar tão rápido quanto possível uma nova identidade à equipa ajacied, esperando ainda por possíveis reforços que venham trazer profundidade e outra qualidade ao elenco de uma turma muito jovem mas que tem, ainda assim, como objectivo o resgate do título.

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(Foto: Facebook Ajax)

 

Feyenoord

2015/2016: 3º lugar
Estrela: Dirk Kuyt
A seguir: Tonny Vilhena
Treinador: Giovanni van Bronckhorst
Estádio: De Kuip (51 177 lugares)
Títulos: 14

1999 já lá vai há muito tempo. Mas é exactamente desde essa altura que o Feyenoord não saboreia o doce momento de erguer a Eredivisie. São já 17 anos num ciclo que, em 2015/2016, pareceu próximo de ter o seu fim; todavia, os homens de Roterdão soçobraram de forma gritante no inicio da 2ª volta, apenas conseguindo recuperar até ao último lugar do pódio. Para a nova temporada o Feyenoord corre mais uma vez por fora. Tem, no entanto, a vantagem de não ter sofrido nenhuma baixa significativa, tendo ainda o mérito de ter conseguido recrutar nomes interessantes como Brad Jones (NEC), Nicolai Jörgensen (Copenhaga) e o internacional holandês Steven Berghuis (empréstimo por parte do Watford). Falta, no entanto, uma certa star quality, um elemento diferenciador que permita aos donos da Banheira de Roterdão dar um passo em frente para se assumirem como reais candidatos. A época começou com um desaire na Supertaça às mãos do PSV, onde foi mais uma vez notória a predilecção por jogar pelos flancos (Elia será muito importante), com Kuyt a assumir-se como o elo de ligação entre o meio-campo e o ataque, numa estrutura de 4231 de que Giovanni van Bronckhorst não deverá abdicar.

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(Foto: Facebook Feyenoord)

 

AZ Alkmaar

2015/2016: 4º lugar
Estrela: Ron Vlaar / Markus Henriksen
A seguir: Joris van Overeem
Treinador: John van den Brom
Estádio: AFAS Stadion (17 023 lugares)
Títulos: 2

Que AZ Alkmaar teremos em 2016/2017? O que terminou a 1ª metade de 2015/2016 em 10º lugar ou o que fez uma tremenda 2ª volta a ponto de chegar ao 3º lugar e de ter feito 47 golos em 17 jogos? Boa questão! Os problemas defensivos – principal responsável pelo descalabro no 1º semestre de 2015/2016 – desapareceram em Janeiro com a chegada de Vlaar e, tendo em conta a contração de Rens van Eijden (NEC), deverão manter-se ao largo de Alkmaar. Todavia, Haye (Willem II), Ortiz (Monterrey) e, principalmente!, Janssen (Tottenham) deixaram o clube, ficando o AZ com um problema para resolver na zona do #9. Friday (Lillestrom) e Weghorst (Heracles) representam um investimento de 3M€ para tentar debelar este problema, e um deles tenderá a assumir a posição mais adiantada num esquema que deverá alternar entre o 433 e o 4231. Até ver, a época do AZ arrancou da melhor forma, tendo ultrapassado o PAS Giannina na 3ª pré-eliminatória da Liga Europa.

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(Foto: Facebook AZ Alkmaar)

 

Utrecht

2015/2016: 5º lugar
Estrela: Sébastien Haller
A seguir: Kristoffer Peterson
Treinador: Erick Ten Haag
Estádio: Stadion Galgenwaard (23 750 lugares)
Títulos: 1

Quase tudo o que havia a ser dito em relação ao Utrecht já aqui o foi. 2015/2016 acabou por ser uma época algo inglória para os comandados de Ten Haag, na medida em que a Taça da Holanda e o apuramento para a Liga Europa lhe fugiram no último momento. O desafio para a nova época passa por confirmar as boas indicações deixadas na última Eredivisie, tentando, desta feita, ter mais sucesso na etapa final. Não será fácil, todavia: o Utrecht tem sido um alvo preferencial do mercado, sendo que nos últimos dias Timo Letschert (pilar defensivo) acertou a sua ida para o Sassuolo. Já antes disso, Bednarek (De Graafschap), Kum (Roda JC) e Boymans (Al-Shabab) haviam deixado o clube, ainda que, em abono da verdade, tenham sido sempre 2ªs escolhas para Ten Haag. Até final de Agosto o desafio passa por tentar sobreviver, segurando as restantes pérolas, como Strieder, Ramselaar e, principalmente, Haller. Caso contrário, e mesmo que Peterson tenha regressado depois do empréstimo ao Roda JC e Joosten possa confirmar todo o potencial que demonstra, os Utregs terão mesmo de lutar para se regenerar. Até ver, David Jensen (Nordsjaelland) é a única entrada confirmada.

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(Foto: Facebook Utrecht)

 

Heracles Almelo

2015/2016: 6º lugar
Estrela: Iliass Bel Hassani
A seguir: Vincent Vermeij / Brandley Kuwas
Treinador: John Stegeman
Estádio: Polman Stadion (12 400 lugares)
Títulos: 2

O bonito sonho vivido em 2015/2016 terá continuidade? Cabe aos pupilos de John Stegeman responder. A verdade é que o Heracles fez muito mais do que o que lhe era exigido e já neste inicio de nova época, pese embora o afastamento da Liga Europa às mãos do Arouca, deixou indicações muito interessantes. Algo que não será mais do que consequência da manutenção da estrutura-base, em que se destaca apenas a saída da máquina de golos Wout Weghorst para o AZ Alkmaar. Mas os homens de Almelo não dormiram: entre Excelsior (Kuwas e Van Mieghem) e De Graafschap (Propper e Vermeij), o Heracles recrutou 4 elementos com critério e que lhe poderão trazer maior profundidade e qualidade ao elenco já de si muito homogéneo. O 433 será para manter, com Bel-Hassani como patrão do meio-campo e da equipa, e com extremos muito ágeis e imprevisíveis, a procurar assiduamente as diagonais nas costas das linhas defensivas contrárias.  Será difícil ao Heracles repetir a performance da época passada – andou durante imenso no top4 – mas, pelo menos em termos teóricos, tudo está a fazer para que o conto de fadas tenha novos episódios.

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(Foto: Facebook Heracles)

 

Groningen

2015/2016: 7º lugar
Estrela: Albert Rusnák
A seguir: Juninho Bacuna
Treinador: Ernest Faber
Estádio: Euroborg (22 500 lugares)

2015/2016 foi um ano de grande instabilidade para os moradores do Euroborg. A equipa sofreu muito na 1ª metade fruto da presença na Liga Europa, com altos e baixos contantes e com o técnico de então, Van de Looi (hoje no Willem II), a anunciar, ainda em Janeiro, a sua saída no final da temporada. Curiosamente, o cenário melhorou a partir daí e o Groningen ainda foi a tempo de chegar ao 7º lugar. Hoje sob o comando de Ernest Faber (ex-NEC) e sem figuras relevantes e com peso no balneário como Rasmus Lindgren (Hacken) e Michael de Leeuw (Chicago), os verdes e brancos mantêm um poder ofensivo assinalável (Rusnák, Drost, Idrissi, Bacuna ou Sorloth) a que acrescentaram o interessante Van Weert (Excelsior) e um jovem avançado italiano proveniente da Juventus de seu nome Nicolò Pozzebon, para além do internacional norueguês Ruben Jenssen (Kaiserlauten). Com um elenco com potencial, resta perceber se Faber replicará o 4231 com que fez o NEC atingir plenamente os seus objectivos; em Groningen, porém, a fasquia a atingir chama-se Liga Europa.

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(Foto: Facebook Groningen)

 

PEC Zwolle

2015/2016: 8º lugar
Estrela: Ryan Thomas
A seguir: Hachim Mastour
Treinador: Ron Jans
Estádio: MAC³PARK Stadion (12 500 lugares)

O período dourado iniciado em 2013 parece não ter fim. De lá para cá, o PEC venceu uma Taça, uma Supertaça, atingiu um 6º lugar em 2014/2015 e, no último exercício, quedou-se pelo 8º posto. É, assim, uma das equipas com um crescimento mais interessante no contexto holandês. Um dos obreiros de tal feito é Ron Jaans, o técnico que parte para esta nova época com renovadas ilusões de repetir as últimas campanhas. As saídas de Van Hintum (Gaziantepspor), Lam (Nottingham Forest), Bouy (retornado à Juventus) e Veldwijk (regressado ao Nottingham Forest) podem preocupar mas a turma de Zwolle conseguiu recrutar os interessantes Verdonk (Feyenoord), Mastour (AC Milan) e manter Menig (Ajax) – todos por empréstimo –, sabendo ainda que tem o promissor Ryan Thomas finalmente recuperado de uma complicada lesão. Jaans irá por certo manter o 4231, esperando-se que Achahbar (ex-Feyenoord) possa assumir como #9. Se o plano A não resultar, Jaans pode sempre experimentar o B, com Stef Nijland como arma secreta, alargando a frente ofensiva e aproximando a equipa de um 442 (ou, em alguns momentos, 424).

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(Foto: Facebook PEC Zwolle)

 

Vitesse

2015/2016: 9º lugar
Estrela: Valeri Qazaishvili
A seguir: Milot Rashica
Treinador: Henk Fraser
Estádio: Gelredome (25 500 lugares)

A 9º posição na última época teve um sabor demasiado amargo para o Vitesse. Uma das equipas que melhor qualidade no seu futebol apresentou e que, durante largo tempo, andou próximo do topo da tabela acabou por não resistir à saída do técnico Peter Bosz, em Janeiro, e Rob Maas jamais conseguiu agarrar a equipa. Para a nova temporada, Henk Fraser (vindo do ADO Den Haag) é o homem escolhido e terá como objectivo voltar a colocar o Vitesse na rota europeia. As manutenções de Room, Kashia, Nakamba, Qazaishvili e Rashica são boas notícias, às quais se juntam a chegada de Foor (NEC) e de Van Wolfswinkel (Norwich). O avançado ex-Sporting, de 27 anos, tem, em Arnhem, a oportunidade de relançar a sua carreira, cabendo-lhe substituir Solanke, que, tal como Brown, regressou ao Chelsea. Os Blues, porém, voltaram a ceder Baker e Nathan, que terão de mostrar mais nesta nova temporada. O VItesse apresenta um plantel equilibrado e que dá garantias, pese embora as saídas importantes de Diks (Fiorentina), Ibarra (América) e Oliynyk (sem clube). Resta saber se Fraser repristinará o perfume futebolístico da 1ª volta de 2015/2016 ou se apostará num estilo mais pragmático (como era o futebol do seu ADO Den Haag).

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(Foto: Facebook Vitesse)

 

NEC Nijmegen

2015/2016: 10º lugar
Estrela: Gregor Breinburg
A seguir: Dario Dumic
Treinador: Peter Hyballa
Estádio: Goffertstadion (12 500 lugares)

Em 2015/2016, a fantástica performance da 1ª volta não encontrou espelho na 2ª metade e o NEC acabou por quedar-se pelo meio da tabela, fora da zona europeia. Todavia, isso não apaga, por um lado, a grande força apresentada a jogar em casa (4ª equipa com melhor pontuação neste capítulo) e, por outro, o interesse em muitas das suas individualidades. Resultado? Debandada. Saiu o treinador Ernest Faber (Groningen), bem como Jones (Feyenoord), Kane (de regresso ao Chelsea), Foor (Vitesse), Santos (Alavés) e Limbombe (Club Brugge). Sobram, pois, muitas dúvidas, desde logo em relação ao novo líder – Peter Hyballa é um alemão que já passou pelos escalões de formação de Borussia Dortmund, Wolfsburg e Bayer Leverkusen. Mas com tantas saídas relevantes a sua tarefa avizinha-se muito complicada – como, aliás, o testemunha a pré-época com vários resultados pesados frente a Hannover 96, Zulte Waregem e até Achilles ’29. Se na transacta temporada o NEC foi uma surpresa (pelo menos a tempo parcial), por ora é apenas uma incógnita. Por certo toma-se, porém, que o português Janio Bikel continue a ser peça preponderante no meio-campo dos de Nijmegen.

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(Foto: Facebook NEC)

 

ADO Den Haag

2015/2016: 11º lugar
Estrela: Mike Havenaar
A seguir: Danny Bakker / Dennis van der Heijden
Treinador: Zeljko Petrovic
Estádio: Kyocera Stadion (15 000 lugares)
Títulos: 2

A tranquilidade de 2015/2016 poderá dar lugar ao sobressalto em 2016/2017? É a dúvida-desafio que o ADO Den Haag enfrenta. Perdeu o seu timoneiro – o bom trabalho de Henk Fraser redundou em convite do Vitesse – e para o seu lugar recrutou Zeljko Petrovic, um sérvio que já fora adjunto no Feyenoord, Sunderland, West Ham, Hamburgo e na própria selecção sérvia. Ah, e que teve uma breve passagem por Portugal, em 2006/07, onde orientou o Boavista durante 7 jogos. Em Haia há também hesitações em relação à defesa depois das saídas do keeper Hansen (Ingolstadt) e dos defesas Wormgoor (Aalesunds FK) e Zuiverloon (ainda sem clube), sendo que na frente o trio Duplan-Havennar-Schaken permanece intacto e é garante de bastantes golos. Crentes de que a concretização ofensiva possa suplantar alguma da instabilidade no sector recuado (por via das inúmeras mexidas), os pupilos do mecenas Hui Wang (investidor chinês que recuperou o clube) procurarão garantir ao ADO mais uma época inconvulsa na Eredivisie.

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(Foto: Facebook ADO Den Haag)

 

Heerenveen

2015/2016: 12º lugar
Estrela: Sam Larsson
A seguir: Jerry St. Juste
Treinador: Jurgen Streppel
Estádio: Abe Lenstra Stadion (26 100 lugares)

A temporada transacta foi de decepção para o Heerenveen – se é verdade que nunca se deixou cair em posição intranquila, também nunca foi capaz de se imiscuir na luta pela Europa. O carismático Foppe de Haan deu lugar a Jurgen Streppel (Willem II) no comando técnico da equipa e o conjunto que actua no Abe Lenstra Stadion parte com expectativas interessantes para 2016/2017. Primeiro, porque, à excepção do capitão Joey van den Berg (Reading), não perdeu nenhum elemento-chave; depois, porque Schaars (PSV) e o iraniano Reza Ghoochannejhad (emprestado pelo Charlton) têm tudo para acrescentar qualidade à equipa, sendo potenciais titulares. Juntando estes a nomes como Mulder, St. Juste, Cavlan, Thern, Larsson e Zeneli, o Heerenveen apresenta condições para construir uma equipa competitiva e que abra possibilidades para entrar na corrida europeia.

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(Foto: Facebook Heerenveen)

 

Twente

2015/2016: 13º lugar
Estrela: Hakim Ziyech / Kamohelo Mokotjo
A seguir: Enes Ünal
Treinador: René Hanke
Estádio: De Grolsch Veste (30 205 lugares)
Títulos: 1

Não é que a vida corra bem ao Twente mas só o facto de poder arrancar 2016/2017 na Eredivisie já é, por si só, uma grande vitória. Aos problemas financeiros acresceram-se os problemas directivos e o clube de Enschede esteve na corda-bamba para perder a autorização para competir no escalão máximo do futebol holandês; à ultima da hora, porém, a decisão da KNVB foi revertida e … eis o Twente na Eredivisie! Mas agora sem Bruno Uvini (regressou a Nápoles), Felipe Gutierrez (Bétis) e Jerson Cabral (Bastia). Todavia, em Enschede permanece uma pérola escondida – por quanto tempo? Hakim Ziyech continua a ser alvo dos mais insistentes rumores mas (ainda) não saiu e, caso realmente fique, será em tono dele que a equipa será (re)construída. Jovens valores como Andersen, Ter Avest, Mokotjo, Oosterwijk e Ünal (promissor avançado turco emprestado pelo Manchester City) tentarão dar o mínimo de garantias a René Hanke para este segurar os cavalos vermelhos na Eredivisie.

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(Foto: Facebook Twente)

 

Roda JC

2015/2016: 14º lugar
Estrela: Tom van Hyfte
A seguir: Abdul Ajagun
Treinador: Giannis Anastasiou
Estádio: Parkstad Limburg Stadion (19 979 lugares)
Títulos: 1

Eis mais uma revolução! Em Janeiro último as instalações do Parkstad Limburg Stadion viveram um corrupio com entradas e saídas em catadupa; pouco mais de meio ano depois, o Roda volta a revirar a casa. A saída de Kalezic já era pública e para o seu lugar chegou o ex-treinador do Panathinaikos: o grego Giannis Anastasiou. Muitos dos protagonistas da campanha (desequilibrada) de 2015/2016 também viram o seu futuro deixar de se pintar de amarelo mas resta saber se Inceman, Faik, Juric, Poepon ou Van Duinen terão substitutos de valia. Aparentemente, Kum (Utrecht), Auassar (Excelsior) e Bouwers (Borussia Monchegladbach) são adições satisfatórias, sendo que este último regressa ao Roda para fechar a carreira onze anos depois de ter partido rumo à Alemanha. Resta saber se Anastasiou terá o condão para, ao mesmo tempo que dá o seu cunho à equipa, perceber que os primeiros tempos poderão não ser suaves. O Roda é, bem assim, uma das verdadeiras incógnitas para esta edição da Eredivisie.

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(Foto: rodajc.nl)

 

SBV Excelsior

2015:/2016: 15º lugar
Estrela: Ryan Koolwijk
A seguir: Terell Ondaan
Treinador: Mitchell van der Gaag
Estádio: Woudestein (4 500 lugares)

Depois da saída da comando técnico de Alfons Groenendijk, o nosso bem conhecido Mitchell van der Gaag assumiu o lugar e o desafio. Que não é menos do que hercúleo. Depois de dois 15ºs lugares consecutivos, o Excelsior alimenta a esperança de não ter de conviver de novo com a corda no pescoço. Todavia, a saída de várias peças fulcrais do plantel como Fischer (Go Ahead Eagles), Kuwas (Heracles) ou Van Weert (Groningen) parece longe de estar colmatada, sendo o Excelsior um dos conjuntos com mais indefinições e susceptível de maiores interrogações no arranque da nova temporada. Sobra um destaque: aquele que vai para um dos reforços do conjunto de Roterdão, de seu nome Fredy, extremo internacional angolano que já passou por Portugal, onde fez carreira no Belenenses.

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(Foto: sbvexcelsior.nl)

 

Willem II Tilburg

2015:/2016: 16º lugar; Salvou-se no Playoff depois de ultrapassar Almere City e NAC Breda
Estrela: Erik Falkenburg
A seguir: Jari Schuurman
Treinador: Erwin van de Looi
Estádio: Koning Willem II Stadion (14 700 lugares)
Títulos: 3

Várias mudanças em Tilburg depois de uma época decepcionante. À cabeça, Jurgen Streppel deixou o clube rumo ao Heerenveen, assumindo-se Erwin van de Looi (Groningen) como novo treinador. Depois, os empréstimos de Hupperts e Andersen terminaram, sendo que também Ondaan e Nemec rumaram a outras paragens. Uma mudança considerável numa equipa que apresenta acrescentos interessantes, como são os casos dos jovens Lieftink (Vitesse), Haye (AZ), Fran Sol (Villarreal) e do também promissor Schuurman (emprestado pelo Feyenoord). É possível que chegue mais gente para a defesa assim como para dar largura ao ataque do Willem II (que se deverá dispor em 4231), ataque esse que contará com o internacional sub-19 português Asumah Ankra e com o nigeriano Bartholomew Ogbeche, quiçá o melhor reforço depois da lesão que o impediu de dar o seu contributo à equipa durante alguns meses.

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(Foto: Facebook Willem II)

 

Sparta Rotterdam

2015:/2016: Vencedor da Jupiter League
Estrela: Thomas Verhaar
A seguir: Craig Goodwin e Zakaria El Azzouzi
Treinador: Alex Pastoor
Estádio: Het Kasteel (10 599 lugares)
Títulos: 6

Um dos históricos de Roterdão e do futebol holandês regressa em 2016/2017 à Eredivisie depois de, em 2015/2016, ter garantido de forma relativamente tranquila o título do 2º escalão. E as perspectivas não deixam ser interessantes: o Sparta não só não perdeu nenhum elemento vital da sua campanha na transacta temporada, como ainda acrescentou elementos com elevado potencial. Bart Vriends (Go Ahead Eagles), Craig Goodwin (apelidado de Bale australiano e proveniente do Adelaide United), Zakaria El Azzouzi (emprestado pelo Ajax) e David Mendes da Silva (antigo internacional holandês de origem cabo-verdiana) têm capacidade para acrescentar qualidade e profundidade ao plantel liderado por Pastoor. Se a capacidade de fogo de Thomas Verhaar se mantiver (24 golos e 17 assistências em 2015/2016) e os bons resultados da pré-temporada tiverem seguimento (empataram com o Groningen a 3, por exemplo), o Sparta pode ser uma das surpresas a despontar na Holanda.

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(Foto: Facebook Sparta Rotterdam)

 

Go Ahead Eagles

2015/2016: 5º na Jupiter League; Garantiu a subida depois de ultrapassar Venlo e De Graafschap no playoff de promoção
Estrela: Leon de Kogel
A seguir: Sam Hendriks
Treinador: Hans de Koning
Estádio: De Adelaarshorst (10 400 lugares)
Títulos: 4

O clube com um dos nomes mais exóticos do panorama competitivo holandês está de regresso à Eredivisie. Hans de Koning pegou na equipa em Fevereiro de 2016 numa altura em que esta nem sequer sonhava com a possibilidade da subida de divisão; porém, o caminho foi sustentado e redundou em felicidade extrema. Mas os tempos agora não se avizinham fáceis … A saída do central e capitão Bart Vriends é uma baixa significativa, colmatada(?) pelo recrutamento de Sander Fischer (Excelsior). No meio-campo, um duo proveniente de Breda – Kevin Brands e Joey Suk – tentará dar a consistência necessária a esse sector, num conjunto que deverá actuar próximo de um 4231. A esperança da manutenção passará certamente e em grande dose pelo nº9 Leon de Kogel, ele que marcou 24 golos na última temporada com a colorida camisola das Águias.

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(Foto: Facebook Go Ahead Eagles)


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