14 Dez, 2017

FP Scouting – Diogo Coelho

Francisco IsaacFevereiro 23, 20176min0

FP Scouting – Diogo Coelho

Francisco IsaacFevereiro 23, 20176min0

Diogo Alexis Rodrigues Coelho, jovem central português que tem despontado na 2ª divisão portuguesa nas últimas três temporadas, é a nova “vítima” do Talent Spy do Fair Play. Entre a ambição de sair a jogar com a bola, à raça de garantir o último corte, Diogo Coelho pode e deve ser uma opção para o futuro da Liga NOS

A formação da Académica está em 4º lugar, a 9 pontos do 2º lugar, tendo consentido só 22 golos em 28 jornadas (segunda melhor defesa da competição). Um registo de relevo, que prova que há uma “muralha” em Coimbra. Mas o que isto nos diz do assunto em questão? Bem, Diogo Coelho foi titular em 24 dos 28 jogos, sendo um dos pontos de referência da equipa de Costinha.

Diogo falhou apenas as três primeiras jornadas por estar ainda no Nacional da Madeira, seu clube de origem e que emprestou à formação da Académica, e outra por ter sido admoestado com cartão vermelho frente ao Penafiel já em tempo de descontos.

Temos dois factos inseridos no parágrafo anterior, com o primeiro a ser a não ausência do central em 98% dos jogos em que participou. Em segundo lugar, o vermelho directo foi só o 2º da sua carreira como sénior, o que prova que estamos longe de termos um central “agressivo” e impulsivo, que num momento pode comprometer a equipa.

Em 82 jogos na 2ª liga, Diogo Coelho “recebeu” 16 amarelos, um registo de interesse. Melhor que tudo, Diogo Coelho fez sempre parte de conjuntos com as melhores defesas da prova nas últimas três épocas.

Fonte: Soccerway

No Sp. Covilhã, fez parte daquela “turma” de jogadores que quase meteram o clube serrano na 1ª divisão (46 golos sofridos), ficando à porta do “sonho”. Seguiu-se novo empréstimo ao GD Chaves, onde ganhou preponderância no eixo defensivo de Vítor Oliveira tendo sido um dos “obreiros” da subida de divisão dos flavienses (3ª melhor defesa, com 38 golos sofridos).

Quando se esperava nova oportunidade na equipa do Nacional da Madeira (formação que o foi recrutar ao Pontassolense quando ainda era júnior), Manuel Machado decidiu apostar na dupla de emprestados, Tobias Figueiredo e César (com Rui Correia a assumir a titularidade sempre que não estivesse lesionado).

Nova “viagem” para a Ledman Liga Pro, desta feita para um dos clubes mais emblemáticos dos campeonatos nacionais portugueses, a Académica. Já mencionámos o registo dos estudantes até ao momento e devemos agora nos concentrar naquilo que são as melhores qualidades do central, onde pode evoluir e se é uma aposta séria para campeonatos mais exigentes.

Não sendo um “portento” físico, Diogo Coelho faz um bom uso da sua forma física para ganhar a frente a avançados que gostam de praticar um futebol mais veloz ou dinâmico. Tem uma subtil visão de jogo em termos de como abordar os lances cerca da grande área, denotando-se inteligência na altura de “assaltar” o ataque adversário.

Jogo q.b. no risco de chegar à bola, não apostando tanto no carrinho desmesurado mas sim tenta nivelar o adversário com alguma carga física (legal). Isto em termos de jogo pelo chão a defender.

Nas bolas altas, a altura (1,83 metros) faz alguma diferença na hora de tentar “ombrear” com o possível desvio de um avançado contrário. Não é tanto pela altura, mas sim pelo bom impulso de que é dotado e que efectivamente contraria, no geral, as insistências do ataque opositor.

Seja nas bolas paradas (boa comunicação e concentração, para além de ter melhorada, e muito, a sua movimentação dentro da grande área) ou em centros com o jogo em movimento, Coelho possui uma percepção de nível e que tem feito diferença pelas equipas por onde jogou.

Não se coíbe de avançar com a bola no pé, já que é dotado de um passe de eficácia alta, podendo servir de trinco “encapotando” quando a estratégia passa por essa “aposta”. Há uma vontade em sair a jogar, um assumir do “risco” que faz lembrar jogadores como Ricardo Carvalho, Paulo Oliveira, entre outros.

Porém, este é um dos pormenores a ter em atenção já que por algumas (escassas) vezes pôs em risco a sua equipa seja por má leitura ofensiva ou por as linhas de passe/cobertura estarem mais afastadas que o suposto.

Rápido, ágil e fisicamente dotado de uma boa capacidade de choque, com os traços técnicos bem limados (não fosse Pedro Caixinha exercer um interesse profundo em Diogo Coelho, já que era apreciador de jogadores dotados tecnicamente) e que podem servir de “ajuda” à equipa na hora de sair a jogar, Coelho é, neste momento, um jogador preparado para enfrentar campeonatos mais exigentes. Agenciado pela Rolo Sports, de Nuno Rolo, Diogo Coelho tem contrato com o Nacional até Maio de 2018, sendo que na altura terá 24 anos de idade.

BOA OPÇÃO PARA…

GD Chaves – Os flavienses têm sido uma das boas surpresas da primeira liga nos últimos anos. Futebol agressivo em termos de dinâmicas, ideias de construção de jogo curiosas e uma vontade em assumirem o risco de sair em ataque, são um futebol perfeito para Coelho. Seria uma adição de alto quilate para esta formação, seja pelas suas qualidades físicas (entraria bem no eixo defensivo podendo assumir um papel de “pêndulo” entre a defesa e o meio-campo defensivo) assim como técnicas (o Chaves depende de um futebol de bom passe, comunicação e de acerto técnico) para além de conhecer bem a “casa”.

CF “Os Belenenses” – A equipa do Restelo padece de alguns problemas e desacertos, especialmente no ataque. Contudo, a defesa perdeu Gonçalo Brandão e no final de época pode ter lugar nova “reestruturação” do plantel. Diogo Coelho poderia ser uma boa escolha para compor uma defesa bem articulada, dinâmica e que gosta de subir no terreno.


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