18 Ago, 2017

O Rio de A a Z

João BastosAgosto 24, 201618min2

O Rio de A a Z

João BastosAgosto 24, 201618min2

Os Jogos Olímpicos terminaram e chegou a altura dos balanços, que antecede a fase do alheamento que durará uma olimpíada. O Rio ficará desportivamente marcado pelo ocaso das carreiras olímpicas das estrelas Phelps e Bolt, mas fica também marcado pela ascensão dos cometas Biles e Ledecky. Mas houve muitas mais histórias que ficam na História do Rio2016. Confira a “lista telefónica” dos destaques do Fair Play.

Almaz Ayana – Logo na primeira jornada do Atletismo no Rio, a etíope surpreendeu ao estabelecer um novo record do mundo dos 10 000 metros. O novo máximo podia ser só mais um entre os 19 estabelecidos no Rio de Janeiro, mas este era um dos considerados “imbatíveis”. É que a anterior recordista, a chinesa Wang Junxia era treinada pelo controverso Ma Juren que administrava sangue de tartaruga às suas atletas (substância que se veio a comprovar ter propriedades dopantes) e estabeleceu o record dos 10 000 metros nos Campeonatos Nacionais chineses de 1993, numa pista que ainda hoje se suspeita que teria menos do que os regulamentares 400 metros (Na mesma prova 5 atletas bateram o record mundial). Ayana desfez o mito e correu os 10 km nuns inacreditáveis 29 minutos, 17 segundos e 45 centésimos.

Brasil – Num país em colapso de regime, debatendo-se com problemas de saúde pública como a proliferação do vírus zika, com infra-estruturas por finalizar semanas antes do início dos JO e com os brasileiros na rua em protesto, os Jogos da XXXI Olimpíada tinham tudo para correr mal, mas o que é certo é que à boa maneira brasileira, quando se “cortou a fita” a organização esteve à altura do maior evento desportivo do planeta, marcando a diferença nos pequenos pormenores.

Canoagem – Faltou a legitimamente desejada medalha, mas o que é facto é que a canoagem portuguesa tem de ser distinguida pela sua prestação no Rio. Só o facto de em Londres a prata de Fernando Pimenta e Emanuel Silva ter sido uma surpresa e 4 anos volvidos se considerar uma desilusão não se ter repetido o feito já é sintomático da enorme progressão que a modalidade sofreu no nosso país. Com uma das delegações mais representativas em número dentro da modalidade, a canoagem trouxe para Portugal 3 diplomas olímpicos, tantos como aquela que tem sido a modalidade bandeira de Portugal em Jogos Olímpicos, o atletismo.

Foto: RTP
Só faltou a medalha para servir de atestado da evolução da canoagem portuguesa | Foto: RTP

Decatlo – Os atletas do decatlo são comummente apelidados de “super atletas”, e não é para menos, fazer 10 provas em dois dias não é para qualquer um, ainda para mais ao nível a que cada uma dessas provas tem de ser cumprida para os decatlonistas que têm aspirações elevadas. Mas entre estes super atletas, há um que é mais super que todos os outros: o americano Ashton Eaton, o bi-bi-campeão mundial (ao ar livre e em pista coberta) e agora bi-campeão olímpico. Eaton é recordista mundial desde 2012, quando superou a grande referência do decatlo (antes dele), o checo Roman Sebrle. O ano passado, nos mundiais, Eaton superou-se a si próprio e estabeleceu nova melhor marca de sempre com os 9045 pontos. No Rio “só” fez 8893 mas foi suficiente não só para ganhar como para igualar o record olímpico de Sebrle em Atenas.

EUA – Quem seguiu intensamente os Jogos vai dizer que o hit de Verão de 2016 foi o hino dos EUA. O Rio confirmou que o Team USA é a maior potência desportiva mundial. De resto, desde a última participação da URSS (como equipa unificada em 1992), os EUA só não ocuparam o primeiro lugar da tabela em Pequim 2008, quando a China teve “camiões” de campeões olímpicos de quem nunca mais se ouviu falar. Com o mesmo número de ouros que em 2012 (46), mas com mais 18 medalhas no total (121), os EUA tiveram a sua melhor edição de sempre, constituindo esta participação como certificado de qualidade da política desportiva americana, única no mundo inteiro.

Fraternidade – Foram vários os irmãos que competiam no Rio, fosse para conquistar títulos em conjunto, fosse para ocupar mais que um lugar no pódio, fosse para levar o ouro no masculino e no feminino para a família. O par mais famoso é o das irmãs Williams que não repetiram o ouro de Sydney, Pequim e Londres, ou os irmãos Bender, medalhados de prata pela Alemanha no Futebol, mas a família mais representada era a família Luik, da Letónia com as trigémeas Leina, Liina e Lily na maratona e a mais sui generis é a família  Gleghorne da Irlanda do Norte. Uma vez que podem escolher representar a Grã-Bretanha ou a Irlanda, Mark (o mais velho) jogou a competição de hóquei em campo pela GBR e Paul (o mais novo) pela Irlanda. Contudo, os mais bem sucedidos foram os Brownlee (ouro e prata no triatlo) e as Fisher, campeãs olímpicas de pólo aquático pelos EUA.

As trigémeas Leina, Liina e Lily da Estónia | Foto: Newsoxy.com
As trigémeas Leina, Liina e Lily da Estónia | Foto: Newsoxy.com

Grã-Bretanha – Para os “seus” JO há 4 anos, os britânicos puseram em prática um projecto que tinha como objectivo a obtenção de 20 medalhas de ouro. Conseguiram 29 e a terceira posição do medalheiro. Para os Jogos do Rio decidiram reforçar o orçamento em 10% adjudicando parte das receitas fiscais obtidas com as casas de apostas, e mais uma vez a aposta (passando a redundância) deu resultado. Apenas os EUA ganharam mais ouro que a Grã-Bretanha e apesar de ter levado menos dois títulos que há 4 anos, conseguiram mais duas medalhas no total (67). Um caso sério de estudo!

Horários – O público português que não estava de férias fez um esforço olímpico para acompanhar algumas provas. Por exemplo, o “prato forte” da primeira semana – a natação – era servida até às 4 da manhã…talvez por isso muitos opinadores tenham escrito sobre provas que aconteceram e atletas que competiram enquanto dormiam (mas disso falaremos mais à frente).

Ilhas Fiji – O rugby fez parte do calendário olímpico na sua vertente de 15 nos idos anos de 1900, 1908, 1920 e 1924. Volvidos 92 anos estreou-se na sua vertente de Sevens. E não foi só a disciplina a estrear-se; as Ilhas Fiji obtiveram a sua primeira medalha olímpica de sempre…e logo a de ouro. Um feito notável para uma pequena nação que em todas as edições dos JO soma 40 participações de atletas, maioritariamente ao abrigo do critério da universalidade. Um belo marco para recomeçar a história do rugby na história olímpica. E as Fiji não se limitaram a ganhar, na final “cilindraram” a Grã-Bretanha por 43-07!

Fiji
Um a um os jogadores das Fiji ajoelharam-se quando receberam a medalha das mãos da Princesa Anne | Foto: Reuters

Justiça – É a forma como podemos adjectivar a obtenção da medalha de bronze de Telma Monteiro. A competir nos seus quartos Jogos Olímpicos, a judoca penta-campeã da Europa tinha chegado a Pequim e a Londres com grandes perspectivas de medalha. Das duas vezes experimentou o amargo sabor da desilusão e chegando ao Rio, vinda de lesão, eram poucos (ou menos) os que nela apostavam. Mas Telma conseguiu finalmente um dos metais mais preciosos, sendo o único que Portugal trouxe do Brasil (apenas quisemos registar a ironia). Que a resiliência e a confiança de Telma sirva de exemplo a todos os atletas portugueses que nestes JO ficaram desapontados com a sua prestação para que em futuras edições aconteça justiça, como agora aconteceu a Telma Monteiro. #EuVimPraFicar

Telma Monteiro trouxe a única medalha portuguesa do Rio 2016 | Foto: Epa
Telma Monteiro trouxe a única medalha portuguesa do Rio 2016 | Foto: Epa

Katie Ledecky – Os amantes da natação já se estavam a mentalizar que iriam passar por um longo período de ressaca pós-Phelps, antevendo-se com o abandono do nadador americano um vazio e ao mesmo tempo uma disputa equilibrada pelo “título” de referência máxima das piscinas. Nada mais errado. A jovem Ledecky com apenas 19 anos confirmou-se como o grande nome a seguir nos próximos tempos, seguindo já com 5 ouros e uma prata na sua conta pessoal de medalhas olímpicas (Phelps aos 19 anos tinha 6 ouros e 2 bronzes) e juntando a isso 12 records mundiais (Phelps tinha 14 na sua idade). Há mais um fenómeno à solta nas piscinas.

Lochtegate – O nadador Ryan Lochte protagonizou uma cena lamentável que embaraçou não só a missão olímpica dos EUA, como a administração Obama. De forma a justificar à namorada a sua saída nocturna mais comprida que o previsto, inventou que tinha sido vítima de um assalto, horas antes de sair do Brasil, deixando os companheiros que consigo tinham sido “vítimas” para trás a acarretar com as consequências. Jack Conger e Gunnar Bentz (os caloiros da natação americana) tiveram de pagar 10 000 dólares para poderem sair do país. Resultado: A Speedo, principal patrocinador de Lochte, já anunciou que vai retirar o patrocínio.

Michael Phelps – Desta vez foi de vez. O Rio viu Michael Phelps terminar a carreira em glória. O desportista que mais medalhas ganhou em Jogos Olímpicos, na era moderna e na era antiga, “pendurou a sunga” aos 31 anos de idade com 28 medalhas conquistadas, 23 de ouro, um registo que muito dificilmente será alguma vez batido. No Rio, Phelps conquistou 5 ouros e uma prata, depois de ter abandonado em 2012 e regressado em 2014, e pelo caminho ter resolvido problemas relacionados com o álcool. Todo este “rise and shine” (ou o pré-argumento de filme/documentário à boa maneira americana) só tornou mais épico o final de carreira da bala de Baltimore.

Michael Phelps encerrou a sua carreira no Rio de Janeiro | Foto: USA Swimming
Michael Phelps encerrou a sua carreira no Rio de Janeiro | Foto: USA Swimming

Naturalizações – Num mundo global, é cada vez mais regular que vários atletas compitam por outro país que não aquele que o viu nascer. E muitas vezes revelam um patriotismo superior aos “nativos” pois reconhecem que foi esse país adoptivo que lhes permitiu ter a carreira e a vida que têm. Mas depois há outro tipo de naturalizações, as chamadas “naturalizações marteladas”, ou seja, de atletas que a única relação que têm com o país que representam é o fato de treino que vestem (e o saldo da conta bancária). Países como o Qatar, Turquia e Bahrein são useiros e vezeiros nessa prática. O Bahrein conquistou duas medalhas, uma de ouro e outra de prata por intermédio de duas atletas que nasceram, vivem e treinam no Quénia. Será que no futuro os JO serão uma competição de clubes sob a égide de nações?

Onze Mil – 11544 atletas estiveram a competir no Rio, um record absoluto, ultrapassando Londres em cerca de 1000 atletas. E o número promete crescer já que para Tóquio foram anunciadas mais 6 modalidades em disputa.

Público – Provavelmente, a maior marca identitária que fica destes Jogos Olímpicos foi o espectáculo dentro do espectáculo que é o público brasileiro. De sangue muito quente, todos os recintos desportivos do Rio tiveram um ambiente constante de festa e contínuo apoio aos atletas brasileiros. Porém, houve vários excessos que, em alguns casos, condicionaram o desempenho desportivo dos intervenientes. Desde falsas partidas por se confundir o sinal de start com o barulho das bancadas, ao episódio com Renaud Lavillenie, aos recorrentes apupos aos atletas russos. No meio do samba, faltou por vezes a bossa nova.

Quarenta e duas – Foi o número de modalidades em competição no Rio 2016. Um número mitológico no universo olímpico, nomeadamente para o atletismo (quilometragem da maratona). Em Londres foram 40 disciplinas (entrou rugby 7’s e golf) e para Tóquio já estão anunciadas mais 6 modalidades (karaté, baseball, softball, escalada, skateboarding e surf).

Rússia – Os Jogos do Rio ficam indelevelmente marcados pelo escândalo do esquema de dopagem do governo russo e da inacreditável demissão de responsabilidades do COI que atirou a decisão sobre a participação dos atletas russos para as Federações de cada modalidade, criando-se situações caricatas de atletas que estiveram, deixaram de estar e voltaram a estar admitidos aos JO “ene” vezes a uma semana de competirem. A (não) decisão do COI só veio contribuir para criar uma atmosfera hostil para os atletas russos e um clima de suspeição sobre os resultados obtidos. No final, mesmo com muitos ausentes, a Rússia acaba no 4º lugar do medalheiro.

Simone Biles – “Não sou o próximo Usain Bolt ou Michael Phelps, sou a primeira Simone Biles” a frase de Biles na primeira pessoa resume tudo sobre este cometa que apareceu na ginástica. Depois de Bolt e Phelps terem atingido uma dimensão maior que os próprios desportos que praticam, chegou a vez da ginástica ter a sua grande referência. Biles até pode não ultrapassar as impressionantes 18 medalhas olímpicas de Larissa Latynina ou nunca ter um “perfect 10” em JO como Nadia Comaneci (porque foi introduzido o critério da dificuldade dos exercícios), mas está destinada a fazer o que nunca ninguém fez, como nunca ninguém fez (porque foi introduzido o critério da dificuldade dos exercícios). No Rio, um desequilíbrio na trave impediu-a de ser isoladamente a ginasta com mais ouros numa só edição dos JO, mas aos 19 anos este foi apenas um prólogo de que aí vem por parte de “the Biles”.

giphy
Simone Biles promete dar uma volta de 360º à ginástica mundial.

Teddy Riner – Sem o protagonismo de outros olímpicos, Teddy Riner é provavelmente o desportista mais dominante na sua modalidade. A carreira do gigante judoca francês é absolutamente impressionante, dominando o escalão +100 kg desde 2007. Desde então, já foram 9 títulos mundiais (só não ganhou em 2012), 4 títulos europeus e agora é bi-campeão olímpico (foi bronze em Pequim). Apesar deste longo currículo, Riner ainda só tem 27 anos, numa modalidade com uma grande longevidade, ainda está para vir muito mais do Teddy Bear.

Usain Bolt – Pendura as botas no que aos Jogos Olímpicos diz respeito de forma invicta. Seja a correr sozinho ou em equipa, seja nos 100 ou nos 200 nunca ninguém poderá dizer que bateu Bolt em Jogos Olímpicos. O Trovão marcou uma era e deixou um legado difícil de superar (muitos biomecânicos afirmam que já não é possível correr 100 metros mais rápido que 9.58 segundos). Bolt deixa marca não só pelo atleta fenomenal que é, mas também pelo seu carisma que cativou muitos espectadores para o atletismo, que por isso muito lhe deve. No seu museu pessoal figuram as 9 medalhas de ouro conquistadas em Pequim, Londres e Rio de Janeiro.

Usain Bolt sempre esteve um passo à frente da concorrência | Foto: Sports Illustrated

Verde – Era a cor da piscina de saltos que intrigou o mundo. Em comunicado oficial, o Comité Organizador do Rio 2016 esclareceu que a culpa foi de uma alga, mas que a saúde dos saltadores estava salvaguardada. A explicação continuou a intrigar já que seria um problema facilmente resolúvel em qualquer piscina caseira, estranha-se que não o tenha sido na piscina olímpica de imediato.

Wayde van Niekerk – Apesar de ser o campeão do mundo dos 400 metros, muitos atribuíam o favoritismo da prova ao americano LaShawn Merritt e ao atleta de Granada Kirani James. Ainda para mais, na final calhou em sorte a pista 8 ao sul-africano, estando “condenado” a correr a prova sem qualquer referência. Nada disso o intimidou e partiu para a volta à pista mais rápido que todos. Quando se pensava que quebraria na recta da meta, ainda acelerou para fazer o impensável: marcar 43.03 segundos e apagar o mítico Michael Johnson da lista de recordistas mundiais. Ficou à beira de se tornar o primeiro homem a correr abaixo de 43 segundos, mas ainda agora fez 24 anos.

X – O gesto que Feyisa Lilesa fez com os braços cruzados acima da cabeça ao chegar à meta na maratona e que lhe pode custar a vida. O gesto simbolizava um protesto de Lilesa contra a limpeza étnica que o governo etíope está a levar a cabo dirigido ao povo oromo. Lilesa procura agora asilo nos EUA pois crê que será executado se voltar à Etiópia. Os Jogos Olímpicos sempre foram férteis em episódios de protestos a favor dos direitos humanos, como a icónica imagem do pódio dos 200 metros do México 68…o que é triste é que 50 anos depois as razões de protesto continuem a ser as mesmas.

O gesto que pode custar a vida a Feyisa Lilesa | Foto: OLIVIER MORIN/AFP/GETTY IMAGES
O gesto que pode custar a vida a Feyisa Lilesa | Foto: OLIVIER MORIN/AFP/GETTY IMAGES

Yusra Mardini – O nome pode não ser familiar, e a história desta nadadora de 18 anos não se conta com medalhas ou records, mas é uma história muito mais impressionante. Yusra, como muitos, atravessou o mediterrâneo desde a Síria com destino à Europa. O motor da embarcação onde seguia avariou e o barco começou a afundar. Foi quando Mardini e seis outras pessoas que seguiam viagem ataram uma corda à cintura e puxaram o barco durante 5 km a nado. Hoje reside e treina em Berlim e foi uma das representantes da equipa dos refugiados, pela primeira vez representada em Jogos Olímpicos. No Rio, houve muitos atletas que venceram a prova da sua vida, Yusra Mardini ainda antes de subir ao bloco no Rio já tinha vencido a prova pela sua vida!

Zapping – Com 102 provas em disputa, era impossível acompanhar a par e passo tudo o que se passava no Rio, mas o zapping por vezes também era necessário para evitar ouvir as incorrecções, equívocos e demonstrações de ignorância que alguns comentadores com frequência evidenciavam. É recorrente considerar que os portugueses são pouco dotados de cultura desportiva. É um facto que o futebol, quer enquanto desporto, quer enquanto fenómeno social, preenche fortemente os interesses de grande parte da população, “secando” a projecção de outras modalidades. Mas a parca cultura desportiva dos portugueses não resulta só do seu próprio desinteresse. Resulta na sua grande parte na total ignorância de opinion makers, comentadores e tudólogos que preenchem os órgãos de comunicação social nacionais. O facto de só existirem JO de 4 em 4 anos podia ser um pretexto para “dar a palavra” a especialistas que pudessem veicular fundamentos técnicos e tácticos das várias modalidades, bem como as diversas realidades. Em vez disso, assiste-se a uma sequência inenarrável de tiradas desinformadas de quem teria o dever de informar e de se informar.


2 comments

    • João Bastos

      Agosto 24, 2016 at 2:30 pm

      Obrigado, Filipe 🙂

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