20 Fev, 2018

Mundial de Clubes: Pachuca, os Jacarés mexicanos

Gonçalo MeloDezembro 8, 20174min0

Mundial de Clubes: Pachuca, os Jacarés mexicanos

Gonçalo MeloDezembro 8, 20174min0
Com um golo decisivo de Franco Jara derrotaram Gignac e companhia para subirem ao pódio como campeões da CONCACAF... quem são eles? O Pachuca! Conhece a energia mexicana que vai ao Mundial

7 Equipas preparam-se para disputar o mundial de clubes, que opõe as melhores equipas de cada continente. Da América do Norte chega o vencedor da Liga dos Campeões da CONCACAF: os mexicanos do Pachuca.

Os “jacarés” como são conhecidos os jogadores da equipa mexicana chegam a esta competição depois de vencerem a prova norte americana mais importante de futebol ao vencer na final o Tigres, rival mexicano. Nesta competição, destacou-se o jovem talento Hirving Lozano com 8 golos, entretanto transferido para o PSV.

Mas, mesmo apos a saída da sua principal figura, o Pachuca apresenta uma equipa de grande qualidade, e com nomes bastante sonantes.

No banco está um jovem e ambicioso treinador, o uruguaio Diego Alonso, responsável pela grande melhoria da equipa desde 2014, ele que trouxe consigo uma forma rápida e agressiva de abordar o jogo, bem ao estilo charrua. Começando pela baliza, onde mora o mais velho jogador do campeonato mexicano, o veterano de 44 anos Óscar Pérez. Dotado de belos reflexos, o internacional mexicano ainda parece estar aí para as curvas, tendo neste seu fim de carreira a oportunidade de disputar a competição mais importante a nível de clubes em todo o mundo.

Na defesa, os mexicanos apresentam uma boa panóplia de soluções. Os laterais Emmanuel Garcia e Raul López dão grande profundidade aos corredores, nunca se coibindo de atacar e desequilibrar o adversário. No eixo, dois internacionais pelos seus respectivos países, dois seguranças de elevado porte atlético. O norte-americano Omar González e o colombiano Óscar Murillo são uma parede difícil de transpor, tento o técnico a hipótese de colocar outro central, o uruguaio Robert Herrera.

No meio campo ou na esquerda mora a principal figura da equipa. O japonês Keisuke Honda. Com passagens marcantes por CSKA de Moscovo (onde se destacou) e por AC Milan, o criativo nipónico rumou a terras mexicanas para expor a sua criatividade e capacidade de decisão (no México pagam-se elevados ordenados aos melhores jogadores).

Vagueando pelo meio-campo ofensivo e pela esquerda do ataque, o internacional japonês é fundamental para a sua equipa, com golos, assistências e muito futebol (6/1 em golos e assistências esta época). No meio campo tem a companhia do jovem capitão Érick Gutiérrez, médio completíssimo e intenso, com grande amplitude, grande qualidade de passe e que parece aparecer em todo o campo, ele que pode muito bem figurar nos eleitos mexicanos para o mundial da Rússia.

Mais atrás, o trincão Jorge Hernández é fundamental para equilibrar a equipa, ele que apesar dos seus 170 cm consegue limpar quase tudo à sua volta. Para além destes o técnico Diego Alonso conta ainda com os jovens Victor Guzman e Érick Aguirre para colocar no meio campo da equipa e refrescar o setor.

No ataque do Pachuca jogam e brilham dois bem conhecidos dos benfiquistas. Franco Jara é o ponta de lança da equipa, com 3 golos e duas assistências esta época. Nas alas o Pachuca conta com várias opções de qualidade. Para alem do já mencionado Honda, os mexicanos contam ainda com o internacional uruguaio ex-Benfica Jonathan Urretaviscaya e com os rápidos internacionais chilenos Édson Puch e Angelo Sagal, jogadores muito perigosos quando têm espaço.

Que hipóteses terá o Pachuca na competição? Os mexicanos têm tudo para chegar à meia-final, onde defrontando o Cruzeiro têm boas hipóteses de seguir para a final. O nível das duas equipas é semelhante, por isso, caso o Pachuca cumpra frente ao Wydade Casablanca tem 50% de hipóteses de chegar à decisão que será quase de certeza com o Real Madrid.

Nesta equipa, chamamos a atenção para a velocidade a que a equipa joga, e a capacidade de pressão que os agressivos médios apresentam. Para alem disso, o perfume e visão de Keisuke Honda, a velocidade e dribles de Urretaviscaya e a intensidade e agressividade aliada à qualidade de passe que possui Érick Gutiérrez são razões suficientes para prestar atenção a esta equipa.

Em suma isto é o que precisam reter:

MVP: Keisuke Honda (criatividade e precisão naquele pé esquerdo);
Jogador a seguir: Érick Gutiérrez ( um dos maiores talentos mexicanos da atualidade)
Outros jogadores importantes: Urretaviscaya, Jara, Murillo e Omar González;
Treinador: Diego Alonso (o mais inovador treinador uruguaio do momento)
Porque é que entram? Ganharam a Liga dos Campeões da CONCACAF em 2016/2017;
Até onde vão? meias finais/ final, grande disputa com o Grémio no segundo jogo;
Pontos fracos: Permeabilidade dos laterais e demasiada dependência na primeira fase de construção, onde só Érick Gutiérrez se destaca; pouco poder de fogo na frente (Jara falha muitos golos);
Pontos fortes: criatividade dos homens da frente, velocidade da maioria dos elementos e capacidade defensiva dos defesas centrais;
Primeiro jogo: vs Wydad Casablanca dia 9 de Dezembro às 13h00 (horas portuguesas)


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