18 Fev, 2018

Mundial de Clubes: Al Jazira, a jóia dos Emirados Árabes Unidos

Francisco IsaacDezembro 5, 20175min0

Mundial de Clubes: Al Jazira, a jóia dos Emirados Árabes Unidos

Francisco IsaacDezembro 5, 20175min0
O Mundial de Clubes começa já quarta-feira e o Fair Play lança uma análise a cada um dos envolvidos: Al Jazira é o primeiro! Descobre a Jóia de Abu Dhabi

Dezembro, mês de festividades, prendas e muito futebol também, com o famoso Boxing Day em Inglaterra ou o fim dos campeonatos nos Estados Unidos da América ou Brasil. Por isso, emoção ao rubro!

Para além disso chega a competição mais importante (ou que devia ser a mais importante) do Mundo do Futebol de clubes: o FIFA Club World Cup 2017. Sete super-clubes apuram-se para esta competição, com duas delas a entrar já em campo no dia 6 de Dezembro: o Al Jazira, dos Emirados Árabes Unidos, e os kiwis do Auckland City.

A equipa dos EAU apurou-se para esta competição ao ganhar o UAE Pro-League 2017 (o campeonato nacional dos Emirados), destacando-se bem na frente do campeonato com 11 pontos de diferença para o 2º, assumindo um super ataque com 72 golos marcados! O máximo goleador não foi nenhum estrangeiro (nesta liga jogam/jogavam nomes conhecidos como Asamoah Gyan, Jorge Valdivia ou Balázs Dzsudzsák) mas sim Ali Mabkhout. Quem?

Ali Mabkhout é um dos super avançados a nível mundial, somando 40 golos em 60 internacionalizações pelos Emirados Árabes Unidos, munido de um faro para golo bem interessante e uma excelente capacidade para se mexer dentro da área. Soma a isto um toque de bola de “malabarista”, o que torna o dia mais complicado à defesa adversária. E, muita atenção Cristiano Ronaldo, Mabkhout é um “mestre” a marcar livres directos…

Formado e lançado no Al Jazira, onde já tem 116 golos na sua conta pessoal, o avançado de 27 anos é um dos nomes a reter da equipa, mas não o único. Lassana Diarra, o trinco/lateral, que jogou no Arsenal, Real Madrid ou Marselha, assume um papel preponderante no esquema dos Orgulho de Abu Dhabi, onde a experiência e a estratégia de jogo fazem a diferença nesta formação. (ADENDA: Diarra foi desconvocado do jogo para com o Auckland City, uma vez que está de saída do clube dos Emirados).

A meio subsiste Mbark Boussoufa, o marroquino munido de uma visão de jogo letal e rápida, que faz diferença no lançamento das linhas mais avançadas… aí, mora a grande estrela da formação do Al Jazira: Romarinho.

O brasileiro pode tanto jogar nas costas do ponta-de-lança (o tal Ali Mabkhout), “viajar” para as alas ou aparecer como um “fantasista” nº10, evocando aqueles traços do futebol brasileiro: show de bola, saída rápida para o ataque, bastante forte no 1×1 e com uma predilecção para fazer grandes golos.

Romarinho também ganha ainda mais interesse quando nos apercebemos que já alinhou em jogos do Campeonato do Mundo de Clubes, no ano de 2012, pelo Corinthians. Os brasileiros, na altura, tinham levantado a Libertadores, com Romarinho a marcar um dos golos do jogo em Buenos Aires frente aos orgulhosos do Boca Juniors.

Esta formação é comandada pelo holandês Hen ten Cate, um homem conhecedor do futebol destas paragens (treinou o Al-Ahli Dubai, dos EAU, e Umm Salal, do vizinho Catar), foi o “obreiro” do título nacional do Al Jazira em 2016/2017. Ten Cate é um treinador que gosta de controlar o jogo, de manter a bola sob controlo e de arriscar o quanto baste no ataque à baliza adversária. Um treinador entre os pormenores da Laranja Mecânica do passado e do modernismo do jogo de posse e controlo de bola, não está porém a ter uma 2ª época pacífica dos Emirados, uma vez que a equipa está a 6 pontos do 1º lugar, algo .

Por isso, olhando para estes (poucos) pormenores sobre a equipa dos Emirados o que podemos dizer sobre as suas pretensões ao título no Mundial de Clubes? Bem muito poucas, talvez nenhumas. Deverá conseguir passar a pré-eliminatória frente ao Auckland City (muita atenção ao ponta-de-lança português João Moreira) e depois esbarra com uma formação bem atractiva e motivada dos Urawa Red Diamonds do Japão, a equipa que só eliminou André Villas-Boas, Hulk e Óscar.

Mas será uma excelente oportunidade para ver em acção Romarinho e Ali Mabkhout, uma dupla que combina excelentemente bem, onde a magia encontra a total eficácia. O Fair Play já tinha lançado o aviso ao público sobre a qualidade de Ali Mabkhout num artigo dedicado aos Sete Jogadores a seguir do Futebol asiático.

Jóia de Abu Dhabi entra pela primeira vez nesta prova e tão rápida entra como sai… mas imprevistos acontecem e no Mundial de Clubes isso (costumava) ser regra.

Em suma isto é o que precisam reter:

MVP: Romarinho (“magia” e explosão em excesso);
Striker: Ali Mabkhout (a pérola dentro da Jóia);
Treinador: Hen ten Cate (o típico “aluno” da escola da Laranja Mecânica);
Porque é que entram?: Ganharam o UAE Pro-League 2016-2017;
Até onde vão?: quartos-de-final e perdem contra o Urawa Red Diamonds;
Pontos fracos: instabilidade no meio-campo defensivo quando submetidos a pressão alta; ausência de um guarda-redes de qualidade;
Pontos fortes: gostam de marcar golos e de criar alguns lances mais vistosos;
Primeiro jogo: vs Auckland City dia 6 de Dezembro às 18h00 (horas portuguesas)

O típico livre de Mabkhout


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