14 Dez, 2017

A EHF Champions League está de volta – Parte 1

Tomé BritoSetembro 22, 201619min0

A EHF Champions League está de volta – Parte 1

Tomé BritoSetembro 22, 201619min0

Ontem iniciou-se a 24ª edição da EHF Champions League com o jogo entre o Besiktas e o ABC de Braga, vitória dos Turcos por 33-31 no regresso da equipa Portuguesa à maior competição de clubes no Andebol, como tal, e com um ligeiro atraso, o FairPlay vai lançar dois artigos de antevisão  sobre todas as equipas em competição e aos 4 grupos. Hoje o artigo é de antevisão aos grupos A e B, onde se encontram as melhores equipas da atualidade.

Depois de no ano passado o Kielce ter vencido a sua primeira Champions naquela que pode muito bem ter sido a melhor final de sempre, quem irá erguer, em 2017, em Colónia, o mais conceituado troféu de clubes do Andebol mundial?

Formato:

28 equipas vão participar na competição, divididas em quatro grupos. Os Grupos A e B serão disputados com oito equipas cada. A 1ª classificada em cada grupo qualifica-se directamente para os quartos-de-final, os dois últimos de cada grupo ficam de fora da competição e as restantes 10 equipas qualificam-se para os oitavos-de-final.

Os grupos C e D são constituídos por seis equipas cada. As duas primeiras classificadas de cada grupo, vão realizar um play-off (1º do Grupo C vs 2º do Grupo D; 2º do Grupo C vs 1º do Grupo D) com os dois vencedores a passar para os oitavos-de-final. As restantes equipas ficam de fora da competição.

Oitavos de Final

As 12 equipas classificadas (10 dos grupos A e B; 2 dos Grupos C e D) vão a sorteio de forma a decidirem-se os jogos, e jogam contra o respetivo oponente numa eliminatória a duas mãos.

Quartos de Final

Os seis vencedores das partidas dos oitavos juntam-se aos vencedores dos grupos A e B, e vão a sorteio. Depois de decididos os jogos, as equipas jogam uma eliminatória a duas mão contra o respetivo oponente.

Final Four

O sonho de qualquer equipa, a VELUX EHF FINAL4, continuará no seu antigo formato – duas meias-finais, com os vencedores a disputar a final e os derrotados a disputar o 3º e 4º lugar  –  com as quatro equipas ainda em competição a competir pelo título.

Equipas presentes na EHF Champions League (Foto: eurohandball.com)
Equipas presentes na EHF Champions League (Foto: eurohandball.com)

Análise aos Grupos

Grupo A

O grupo A é constituído por: Veszprem (Hungria); Barcelona (Espanha); PSG (França); Bjerringbro-Silkeborg (Dinamarca); Wisla Plock (Polónia); Flensburg (Alemanha); Kadetten Schaffhausen (Suiça); e Kiel (Alemanha).

É claramente o grupo mais complicado, pois conta com 4 crónicos candidatos à Final Four – Veszprem, Barcelona, PSG e Kiel – e uma das equipas mais fortes fora dos habituais grandes favoritos que é o Flensburg. Para além disso o Wisla Plock já demonstrou ter capacidade para ombrear com estas 5 equipas e pode causar algumas surpresas. Este grupo de equipas deverá conseguir o apuramento para a fase seguinte, sendo que o Bjerringbro vai tentar dar luta ao Plock pelo 6º e último lugar de apuramento. Já a equipa suiça do Kadetten deverá ficar-se pelo último lugar do grupo A.

MVM Veszprém KC

Finalistas vencidos há três anos consecutivos e depois de terem perdido na dramática final da edição passada em Junho passado, os campeões Húngaros e da SEHA League, fazem agora novo assalto à maior competição de clubes e o mínimo exigido para esta equipa deverá ser a Final Four. Contam com um plantel de excelência, talvez o mais profundo da actualidade, e com pelo menos duas opções de grande qualidade para todas as posições. Os ingressos de Marko Kopljar (ex-Barcelona) e de Dragan Gajic (ex-Montpellier) vieram aumentar a qualidade do plantel, ou não fossem estes dois jogadoresdos melhores nas suas posições, lateral e ponta direita respectivamente. Sabaté, o treinador, tem uma equipa que lhe permite jogar vários estilos de andebol em todas as fases do jogo. Apresenta uma elevada potência no ataque tanto de tiro exterior como em jogo para o pivot. A sua defesa de grande poderio físico e agressividade proporciona um jogo forte de contra-ataque.

A ESTRELA: Aron Palmarsson

O JOKER: Andreas Nilsson

TREINADOR: Xavier Sabate

FC Barcelona Lassa

Depois do grande fracasso da época passada onde não chegaram à Final Four a equipa mais titulada da competição deverá querer regressar às vitórias. Para isso contam com um plantel muito forte mas que não parece estar ao nível de Veszprem ou PSG.  Apesar de terem perdido várias peças importantes da equipa como Sigurdsson, Kopljar ou Sarmiento, contrataram Valero Rivera bem como, três jogadores bastante promissores: o francês N’Guessan, Lasse Anderson e Dika Mem. Caso queiram voltar a ganhar a Champions, jogadores como Filip Jicha, que se exibiu a um nível muito mau na época passada, terão que começar a jogar o seu melhor andebol. Contudo, têm um plantel fortíssimo, com grandes estrelas como Lazarov ou Entrerrios, e que mistura muita experiência com juventude. Apesar de estarem inseridos num grupo complicadíssimo a frescura física não deverá ser um problema, tal é a facilidade com que dominam a Liga Asobal, tendo aqui uma vantagem sobre os mais directos adversários.

A ESTRELA: Kiril Lazarov

O JOKER: Kamil Syprzak

TREINADOR: Xavier Pascual

PSG

Mais um ano se passou e apesar de mais um super plantel o PSG voltou a falhar o seu principal objetivo, que é a conquista da Champions. São insucessos atrás de insucessos para a qualidade do plantel, mas o investimento não pára, como demonstra a contratação daquele que é visto por muitos como o melhor ponta esquerda do mundo, Uwe Gensheimer que vem colmatar uma das posições mais débeis da equipa. Para  lateral direito, a posição mais fraca da equipa na época passada, chegou Luka Stepancic, uma das melhores opções que havia. Contudo, o Croata regressou há pouco tempo de uma grave lesão sendo por isso uma incógnita como se irá apresentar nesta nova época. Para além destes dois atletas, Remili e Jesper Nilsen são excelentes opções para dar mais profundidade ao plantel. Este ano não há desculpas para não vencerem a competição tal é a qualidade que o técnico Serdarusic tem ao seu dispor.

A ESTRELA: Mikkel Hansen

O JOKER: Daniel Narcisse

TREINADOR: Zvonimir Serdarusic

psg

Bjerringbro-Silkeborg

Os novos, surpreendentes, campeões Dinamarqueses partem para a sua 4ª presença na maior competição de clubes no Andebol e quererão com certeza causar nova surpresa e tentar o apuramento para os oitavos de final – feito apenas conseguido uma vez na época 2012/2013 -. Com um elenco muito experiente onde figuram alguns nomes com currículo na Dinamarca como, Kristian Klitgaard, Michael V. Knudsen ou Nikolaj Markussen o Bjerringbro destaca-se mais pela sua defesa e por ser uma equipa muito aguerrida e que dá sempre muita luta. Conhecidos por serem exportadores de bons talentos, como Niklas Landin (Kiel), Henrik Toft Hansen (Flensburg) ou Rasmus Lauge (Flensburg) é provável que vejamos vários jovens a emergir nesta equipa e a mostrarem-se nesta edição da Champions.

A ESTRELA: Nikolaj Markussen

O JOKER: Sebastian Skube

TREINADOR: Peter Bredsdorff-Larsen

Orlen Wisla Plock

Há três anos consecutivos a ficar pelos oitavos de final o Wisla Plock quererá finalmente juntar-se ao lote das 8 melhores equipas europeias da actualidade, o que seria um feito inédito na história do clube Polaco. Para tentar este objectivo conseguiram manter o seu núcleo duro intacto e investiram em outros jogadores que já mostraram qualidade para a alta roda do andebol europeu. Entre eles está Gilberto Duarte, lateral-esquerdo Português, que já há vários anos fazia por merecer a saída para um clube com outras ambições e agora junta-se a outro Português, o pivot Tiago Rocha. Também o jovem lateral-direito SIme Ivic, que surpreendeu no ano passado no Celje, assinou pelos Polacos e vem dar mais qualidade a uma posição já por si forte – Racotea e Toledo são jogadores de boa qualidade. Podemos esperar uma Orlen Arena sempre cheia a apoiar os seus jogadores, formando uma autêntica fortaleza.

A ESTRELA: Rodrigo Corrales

O JOKER: Marcin Wichary

TREINADOR: Piotr Przybecki

SG Flensburg-Handewitt

Já há vários anos que o Flensburg se tem assumido como uma equipa de elite no andebol mundial, e mesmo sem contar com uma autêntica superestrela, o clube Alemão tem vindo a obter excelentes resultados esperando este ano conseguir regressar à Final Four. Com praticamente o mesmo plantel da época passada – saiu Kozina, entrou Horvat – é no banco que o Flensburg tem a sua grande arma, ou não fosse Ljubomir Vranjes dos melhores treinadores da actualidade. Com um plantel bastante forte e equilibrado destacam-se essencialmente o “velho” guarda-redes Mattias Andersson que aos 38 anos ainda se encontra na melhor das formas, Rasmus Lauge que se tem vindo a afirmar como um dos melhores centrais da atualidade, ou Kentin Mahe um autêntico polivalente – jogou a ponta esquerda, lateral esquerdo, central e lateral direito na época passada – e capaz de inventar uma jogada num piscar de olhos. São muito fortes na defesa o que lhes permite utilizar a velocidade dos seus pontas para contra-atacar, sendo desta forma a origem das suas vitórias. Podemos esperar um Flensburg forte e que vai lutar pela Final Four até à última.

A ESTRELA: Rasmus Lauge Schimdt

O JOKER: Kentin Mahe

TREINADOR: Ljubomir Vranjes

Ljubomir Vranjes, no meio, treinador do Flensburg (Foto: gettyimages.co.uk)
Ljubomir Vranjes, no meio, treinador do Flensburg (Foto: gettyimages.co.uk)

Kadetten Schaffhausen

Depois do desastre que foi a época passada, onde a equipa falhou o apuramento para o “play-off” num grupo bastante acessível, os campeões Suíços quererão mostrar outra imagem. Nikola Portner, guarda-redes, e um dos esteios da equipa saiu e ainda não foi encontrado substituído à altura, para além de que as contratações feitas – exceção a Szyba – não vieram aumentar a qualidade da equipa. Apesar dos valores de Gabor Csaszar – poderia ser importante em algumas equipas de elite – ou Dimitrij Kuttel, o plantel parece demasiado curto para tentar lutar pelo apuramento num grupo desta dimensão.

A ESTRELA: Gabor Csaszar

O JOKER: Ivan Karacic

TREINADOR: Lars Walther

THW Kiel 

Apesar de na época passada terem estado abaixo do nível esperado – más exibições até aos quartos de final – o histórico clube Alemão conseguiu a presença na Final Four e mais uma vez este ano deverão apontar à conquista desta competição. Apesar da saída de dois dos melhores jogadores da época passada Joan Cañellas e Dominik Klein, outros jogadores mais jovens e com grande potencial, como Lukas Nilsson e Raul Santos, chegaram ao clube, fazendo com o que o plantel não perca assim muita qualidade. A saída de Cañellas e a entrada do Sueco, Nilsson, deverão fazer com que Duvnjak, a estrela da companhia, passe para a sua posição natural de central, onde poderá ter ainda mais influência no jogo do Kiel – uma 1ª linha com Nilsson, Duvnjak e Vujin é entusiasmante e promete muito . Também a chegada de Andreas Wolff – o guarda-redes da moda – vem aumentar a qualidade da equipa e faz com que o clube possua agora aquela que é talvez a melhor dupla de guarda-redes da atualidade, Landin e Wolff. Crónicos favoritos à vitória final, caso se exibam ao melhor nível podem ambicionar à conquista da 4ª Liga dos Campeões.

A ESTRELA: Domagoj Duvnjak

O JOKER: Raul Santos

TREINADOR: Alfred Gislason

Andreas Wolff, o novo guardião do Kiel (Foto: handballwoche.de)
Andreas Wolff, o novo guardião do Kiel (Foto: handballwoche.de)

GRUPO B

O grupo B é constituído por: Rhein Neckar Lowen (Alemanha); Vive Tauron Kielce (Polónia); Vardar Skopje (Macedónia); Zagreb (Croácia); Meshkov Brest (Bielorrússia); Pick Szeged (Hungria); Celje (Eslovénia); Kristianstad (Suécia)

Em comparação com o grupo A é um grupo com equipas de um nível mais baixo, onde se destaca um dos grandes candidatos e o actual campeão, o Kielce, que, com mais ou menor dificuldade, deverá conseguir o 1º lugar. A tentar dar luta ao Kielce estará o Vardar que este Verão se reforçou muitíssimo bem e possui agora um plantel de fazer inveja aos grandes candidatos. Lowen, Zagreb e Pick Szeged são três equipas de créditos firmados e que podem dar luta aos grandes favoritos do grupo. Já as restantes três equipas, Meshkov, Celje e Kristianstad deverão lutar pelo último lugar de apuramento, sendo que a equipa Bielorrussa leva alguma vantagem.

Rhein-Neckar Löwen

 A época passada foi de grande sucesso para os “Leões de Manheim” visto que finalmente conseguiram a conquista da Bundesliga – tanto em 2013/2014 como 2014/2015 perderam o campeonato nas últimas jornadas – contudo a presença na Champions ficou aquém das expetactivas, ficando-se pelos oitavos de final. Esta época vai ser a 1ª desde 2003 sem Uwe Gensheimer – a figura da equipa nos últimos anos – mas para o seu lugar contrataram Gudjon Valur Sigurdsson que aos 37 anos ainda é dos melhores pontas esquerdas. A saída do guarda-redes Borko Ristovski – um dos guardiões mais underrated da actualidade – também pode vir a custar e nenhum dos dois guarda-redes do plantel – Appelgren ou Palicka – demonstram a mesma consistência que o Macedónio. No entanto possuem um plantel com excelentes valores, como André Schmid – MVP da última Bundesliga – Ekdahl du Rietz ou Mensah Larsen, e jogam um Andebol do mais entusiasmante que existe na Europa. Têm potencial para muito e não será surpreendente caso consigam chegar longe na competição.

A ESTRELA: André Schmid

O JOKER: Harald Reinkind

TREINADOR: Nikolaj Jacobsen

KS Vive Tauron Kielce

Os campeões em título da dramática final da época passada partem para esta nova época novamente com grandes ambições e com um plantel ainda mais forte e completo que o do ano passado. A chegada de Dean Bombac – 3º melhor marcador da edição passada – acrescenta muita qualidade à equipa e é um jogador que encaixa na perfeição neste plantel. O seu jogo de um contra um aos 6 metros vai fazer com que os grandes atiradores Jurecki,  Bielecki e Buntic tenham mais espaço para trabalhar, o que só vai tornar mais difícil a tarefa de travar a 1ª linha dos campeões Polacos. Também Darko Dukic, ponta direita que aos 21 anos tem vindo a surpreender a cada jogo, chegou ao clube e não será surpresa nenhuma caso ao longo da época tire o lugar ao Alemão Reichmann. No entanto a grande força desta equipa encontra-se no banco. Talant Dujshebaev, outrora melhor jogador do mundo, tem vindo a cimentar a sua posição como melhor treinador da actualidade. É um treinador com uma experiência gigante e de grande exigência aos seus atletas, que possui os conhecimentos necessários para levar (quase) qualquer equipa ao topo. Com um plantel fortíssimo e um treinador deste nível com certeza veremos o Kielce a lutar pela 2ª Champions consecutiva em Colónia.

A ESTRELA: Michal Jurecki

O JOKER: Darko Dukic

TREINADOR: Talant Dujshebaev

Dean Bombac, já a jogar pelo Kiel (Foto: em.kielce.pt)
Dean Bombac, já a jogar pelo Kiel (Foto: em.kielce.pt)

HC Vardar Skopje

A um plantel que já conta com jogadores como Sterbik, Maqueda, Alex Dujshebaev, Dibirov ou Karacic, juntamos Juan Cañellas ou Ivan Cupic, com o que é que ficamos? Um candidato ao título. Esta é uma equipa que nos últimos anos tem tido uma ascensão meteórica e este ano poderemos perfeitamente ver o Vardar a disputar a Final Four caso tudo corra da melhor maneira. Contam com jogadores de qualidade necessária para jogar vários estilos de andebol em todas as fases do jogo, seja tiro exterior – Maqueda, Dujshebaev, Dereven – ou jogo para os 6 metros – Cañellas, Karacic, Cindric – e têm uma profundidade de plantel que poucas equipas têm – só mesmo Veszprem e Kielce é que conseguem possuir tantas opções da mesma qualidade para pelo menos 5 posições . Serão com certeza uma equipa a ter muito em conta e que irão fazer da Jane Sandaski Arena uma das suas grandes forças durante a competição.

A ESTRELA: Arpad Sterbik

O JOKER: Rogerio Moraes Ferreira

TREINADOR: Raúl González

HC Zagreb

Enfraquecidos! É como se pode descrever esta equipa Croata, que nos últimos anos tem ficado muito perto de surpreender os chamados colossos nos quartos de final da Champions. Este ano perderam 2 dos seus melhores jogadores – Luka Stepancic e Filip Ivic – e para os seus lugares não conseguiram arranjar substitutos à altura. No entanto a chegada de Igor Vori, outrora dos pivots mais dominadores, a juntar à qualidade de Mandalinic, Horvat, Sebetic, criam uma boa base para esta equipa se conseguir manter nas 16 melhores da Europa, para além do fato de contarem com um excelente treinador em Veselin Vujovic. Com um andebol de muita luta e muita garra não será surpreendente caso vejamos esta equipa a vencer adversários de “outra liga”.

A ESTRELA: Zlatko Horvat

O JOKER: Josip Valcic

TREINADOR: Veselin Vujovic

HC Meshkov Brest

Esta equipa Bielorrussa caso tudo corra da melhor maneira e joguem o seu melhor andebol, é uma equipa que pode surpreender muita gente. Mantendo a mesma base do ano passado que conta com jogadores muitíssimo experientes e com bastante qualidade como, Rastko Stojkovic, Pavel Atman ou Dainis Kristopans, conseguiram ainda o empréstimo de Iman Jamali do Veszprem, que continua – injustamente diga-se – sem ter uma devida oportunidade no clube Húngaro. Com a adição do Iraniano/Híungaro a equipa fica com uma 1ª linha bastante alta – Atman tem 1,90m, Jamali 2.02m e Kristopans 2.15m – e muito potente no tiro exterior. Caso as defesas adversárias decidam pressionar e sair-se mais, Atman pode perfeitamente trabalhar para o pivot, Stojkovic, que apesar dos 35 anos continua a demonstrar um grande poder desequilibrador.

A ESTRELA: Iman Jamali

O JOKER: Dzianis Rutenka

TREINADOR: Serhiy Bebeshko

MOL-Pick Szeged

Esta equipa Húngara é uma equipa muito habituada aos grandes palcos tendo ultrapassado a fase de grupos da Liga dos Campeões em 14 das 16 vezes que participou na competição. É uma equipa sempre muito ativa no mercado de transferências e este ano não foi diferente, havendo muitas entradas e saídas no clube. Apesar de terem perdido as estrelas da equipa, Gabor Ancsin e principalmente Dean Bombac, vários jogadores de grande qualidade chegaram como é o caso de Buntic, Sego – guarda-redes que surpreendeu na última época ao serviço do Kielce – ou Gorbok. Apesar de serem uma equipa e de terem um treinador que privilegia o ataque – são sempre dos melhores ataques da competição – possuem bons especialistas defensivos como Jonas Kalmann – o “estranho” ponta de 2.02m – Matej Gaber ou Richard Bodó. Desta equipa pode esperar-se grandes espetáculos, muito golos e o apuramento para a fase seguinte.

A ESTRELA: Denis Buntic

O JOKER: Matej Gaber

TREINADOR: Juan Carlos Pastor

Jonas Kallman o ponta de 2.02m (Foto: gettyimages.pt)
Jonas Kallman o ponta de 2.02m (Foto: gettyimages.pt)

RK Celje Lasko

São uma equipa com grande história, venceram mesmo esta competição em 2003/2004, mas nos últimos anos as suas participações têm ficado pela fase de grupos. Possuem o plantel mais jovem em prova e um dos grandes objetivos da equipa passa por começar a mostrar estes jovens jogadores à Europa. Blaz Janc é um dos jogadores mais promissores da equipa e do mundo e apesar de contar apenas com 20 anos na época passada marcou 67 golos nesta mesma competição. Miha Zarabec é a estrela da companhia, ele que depois de um 2014/2015 espetacular baixou muito o nível na época passada, sendo notório que caso o Celje queira ter algumas chances de apuramento precisa do Zarabec “antigo”, aquele que é capaz de marcar dos 9 metros ou de ultrapassar no 1 contra 1 alguns dos melhores defensores da atualidade.

A ESTRELA: Miha Zarabec

O JOKER: Borut Mackovsek

TREINADOR: Branko Tamse

IFK Kristianstad

Quem não se lembra da fantástica fase de grupos do Kristianstad na época passada, onde chocaram o mundo do Andebol ao conseguir resultados fantásticos apesar de terem falhado o apuramento para os oitavos?! No entanto, para esta época, e como seria mais ou menos de esperar, o plantel sofreu uma razia e alguns dos melhores jogadores – Jamali, Bjornsen, O’Sullivan e Cederholm , sairam. Agora a equipa está claramente mais limitada. Contudo ainda há vários pontos de atenção nos campeões Suecos como o irreverente ponta Jerry Tollbring ou o central Olafur Gudmundsson. No banco encontra-se a principal “estrela” da equipa, o treinador Ola Lindgren, que até já deixou o comando da seleção Sueca para se dedicar inteiramente ao Kristianstad. Com um andebol de muito contra-ataque e que privilegia a fase mais avançada do jogo podemos esperar muito espetáculo desta equipa e quem sabe, umas quantas vitórias.

A ESTRELA: Jerry Tollbring

O JOKER: Nebosja Simic

TREINADOR: Ola Lindgren

Ola Lindgren, treinador do Kristianstad (Foto: expressen.se)
Ola Lindgren, treinador do Kristianstad (Foto: expressen.se)


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