22 Out, 2017

Bundesliga 2016/2017 – Antevisão

Pedro NunesAgosto 26, 201621min0

Bundesliga 2016/2017 – Antevisão

Pedro NunesAgosto 26, 201621min0

Chegou ao fim a contagem decrescente para o início da liga alemã. A última das Big-5 da Europa começa hoje e lançamos aqui os prognósticos para o que se pode passar no futebol alemão, um dos campeonatos mais entusiasmantes de seguir. Os candidatos ao título, à Europa e à descida, assim como as estrelas e os jovens prontos a explodir. Willkommen in der Bundesliga.

Werder Bremen

2015/2016: 13º lugar
Estrela: Max Kruse
A seguir: Florian Kainz
Treinador: Viktor Skripnik
Estádio: Weserstadion (42100 espectadores)
Títulos: 4

Quando a 8 de julho o clube anunciou a renovação do ucraniano Skripnik no comando técnico, a estratégia para 2016/2017 foi revelada. Apesar de ditar muitas divisões de opinião, o treinador permanecerá à frente do clube com o objectivo de repetir o que conseguiu na primeira época, quando ficou no top-10 da liga. Nesta verdadeira família – o diretor desportivo Baumann, o treinador Skripnik e o adjunto Frings são todos ex-jogadores do clube – é necessária uma maior coordenação para que tudo corra melhor do que na época passada. A verdade é que o Bremen tem vindo a descer de produtividade e uma eventual descida de divisão chegou a rondar o Weserstadion. A saída de Ujah no ataque deixou essa zona com algum défice de qualidade pelo que no mercado o clube procurou reforçar-se com jogadores de ligas menores, a baixo custo, como os casos de Justin Eilers e Lennart Thy. O forever young Claudio Pizarro será a estrela da companhia e terá a seu cargo a tarefa de liderar esta equipa e de fazê-la colocar a bola nas balizas adversárias.

Foto: Worldfootball
Foto: Worldfootball

Bayern Munique

2015/2016: Campeão
Estrela: Thomas Muller
A seguir: Renato Sanches
Treinador: Carlo Ancelotti
Estádio: Allianz Arena (75024 espectadores)
Títulos: 26

Auf Wiedersehen Pep. Hallo Carlo, wilkommen. É no banco que se notará a principal diferença no Bayern deste ano. A questão é quão diferente será. Com Guardiola, a equipa foi dominadora na Bundesliga como nunca havia sido e é conhecida a exigência que o catalão coloca nos seus jogadores a nível tático e mental, num futebol todo ele maleável, controlador e intenso. Ancelotti é bastante diferente e é com curiosidade que se tentará perceber como é que o italiano lidará com os seus jogadores nesta nova era. Os jogadores tanto podem entrar em descompressão e relaxar na produção, como pode essa calmaria que Ancelotti traz ser o ideal para esta equipa se afirmar como todo-poderoso e fazer frente a Real e Barça na elite europeia. Dentro de portas, a concorrência será ainda maior e isso até pode ajudar aos homens da Baviera. O plantel contou com duas adições de grande nível – Hummels e Renato Sanches – capazes de oferecer (ainda mais) opções de jogo a uma equipa que já tinha pouco por onde melhorar.

Foto: Worldfootball
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Augsburgo

2015/2016: 12º lugar
Estrela: Raul Bobadilla
A seguir: Philipp Max
Treinador: Dirk Schuster
Estádio: WWK Arena (30660 espectadores)

Nos últimos dois anos, o Augsburgo deu-nos a conhecer duas facetas completamente diferentes de si mesmo. No primeiro foi capaz de ficar em 5º lugar e ir à Europa, enquanto no ano passado os homens da região da Baviera fizeram um campeonato mais mediano quedando-se na 12ª posição. Para esta nova temporada, mudaram algumas coisas e tudo pode acontecer no SGL Arena. Markus Weinzierl deixou o comando técnico da equipa para ruma a Gelsenkirchen deixando a equipa órfã de uma das suas mais vistosas mais-valias. Para o seu lugar, foi contratado o ex-timoneiro do Darmstadt, Dirk Schuster. Conhecido pelo seu futebol defensivo de grande categoria, é exatamente na linha defensiva onde os fuggerstädter se viram mais desfalcados com a saída da sua dupla de centrais, Jeong-Ho Hong e Klavan, a saírem para JS Suning e Liverpool, respectivamente. Schuster mostrou no Darmstadt que é capaz de extrair tudo quanto possível a uma equipa sem grandes recursos e é nessa senda que terá de continuar a trabalhar neste novo desafio. Finnbogasson chegou em janeiro para diminuir as carências ofensivas da formação com 7 golos e assinou agora em definitivo. Usami e Kacar também entraram para dar mais soluções a um plantel que continua a pecar por escasso.

Foto: Worldfootball
Foto: Worldfootball

Borussia Dortmund

2015/2016: 2º lugar
Estrela: Pierre-Emerick Aubameyang
A seguir: Ousmane Dembélé
Treinador: Thomas Tuchel
Estádio: Signal Iduna Park (81359 espectadores)
Títulos: 8

Tuchel e o seu departamento tiveram um verão bastante atarefado na projecção desta nova época. Primeiro, porque viram sair três das suas principais estrelas – Hummels, Gundogan e Mkhitaryan –, depois porque conseguiram preencher estes vazios com nomes também eles de grande qualidade. Götze voltou a casa e tem tudo para relançar a sua carreira enquanto que Bartra chegou para reforçar o centro da defesa dos Yellow Boys. Schurrle e Rode são dois jogadores muito experientes e ainda foi trazido para o clube uma mão cheia de jovens jogadores com estatuto de autênticos craques. Entre eles, está Ousmane Dembélé, um rapaz que em poucos jogos conquistou o futebol francês com o seu infindável menu de recursos, assim como o bem conhecido Raphael Guerreiro e Emre Mor. A tarefa de Tuchel está agora em juntar todos estes ingredientes num só bolo, de modo a ter a receita para finalmente atacar o cetro alemão.

Foto:Weltfussball
Foto:Weltfussball

Mainz 05

2015/2016: 6º lugar
Estrela: Yunus Malli
A seguir: Levin Oztunali
Treinador: Martin Schmidt
Estádio: Opel Arena (34000 espectadores)

Nova época neste clube que é uma verdadeira encubadora de treinadores. Martin Schmidt continua à frente do emblema mas perdeu algumas peças fundamentais da sua obra, principalmente o diretor Christian Heidel que foi para Gelsenkirchen, ele que é conhecido pela gestão perfeita a nível de organização de clube e de transferências. Para além de Heidel, saíram também o keeper Karius e o médio incansável Baumgartlinger. São ausências bastante complicadas de serem supridas. A equipa tem uma das melhores academias da Alemanha e é com esses pressupostos que tentará fazer novamente o assalto à Europa, onde já jogará neste ano. Lössl, contratado ao Guingamp, foi o escolhido para o lugar de Karius numa janela de transferências onde também chegou Jose Rodriguez do Galatasaray. A continuidade é o lema em Mainz.

Foto: Tercerequipo
Foto: Tercerequipo

Eintracht Frankfurt

2015/2016: 16º lugar
Estrela: Michael Hector
A seguir: Marc Stendera
Treinador: Niko Kovac
Estádio: Commerzbank Arena (51500 espectadores)
Títulos: 1

Nada fazia prever que a época passada fosse tão amarga em Frankfurt. Aquilo que tinha tudo para ser um ano de estabilização saiu ao contrário do previsto e a formação foi obrigada a ir aos play-offs, com Niko Kovac a ser chamado para fazer este resgate, depois de conseguir ultrapassar o Nuremberga e garantir a permanencia. Para esta nova etapa, o panorama não parece ter melhorada muito e, em teoria, a equipa lutará pela manutenção mais uma vez. As adições ao plantel foram bastantes mas são sobretudo empréstimos – Hrgota, Vallejo, Rebic, Varela e Hector chegam de alguns emblemas de elite europeia vão rodar durante algum tempo nos adler. Além disso, a equipa perdeu alguns jogadores contrais na sua manobra colectiva como os casos de Zambrano e Aigner, que foram vendidos abaixo do seu valor de mercado e deixam Kovac com os problemas ainda mais vincados de forma a montar uma equipa combativa para garantir a manutenção o mais rapidamente possível.

Foto: Fear The Wall
Foto: Fear The Wall

Schalke 04

2015/2016: 5º lugar
Estrela: Benedikt Höwedes
A seguir: Breel Embolo
Treinador: Markus Weinzierl
Estádio: Veltins-Arena (62271 espectadores)
Títulos: 7

Nova era em Gelsenkirchen. Heidel como diretor de operações e Weinzierl no comando técnico foi a fórmula encontrada para fazer renascer este monstro adormecido do futebol alemão. O clube tem vindo a ser bastante inconsistente nas suas épocas que passaram e com estes novos ares na equipa técnica, há condições para uma maior estabilização. Os mineiros são um clube com dinheiro e instalações privilegiadas e serão capazes de atrair nomes maiores para o seu plantel. Naldo foi contratado para colmatar a saída de Matip para o Liverpool enquanto que Embolo poderá ser a nova coqueluche depois de Sané ter viajado para Manchester. Este até pode não ser um ano de grandes conquistas por parte dos Royal Blues, mas tem tudo o que é necessário para ser um ponto de viragem.

Foto: Worldfootball
Foto: Worldfootball

Colónia

2015/2016: 9º lugar
Estrela: Jonas Hector
A seguir: Timo Horn
Treinador: Peter Stöger
Estádio: RheinEnergie Stadion (49968 espectadores)
Títulos: 3

Depois de alguns anos atribulados com subidas e descidas, este histórico alemão quer cimentar de novo o seu estatuto por entre a elite. Peter Stöger é o homem do leme que conseguiu garantir estabilidade e conforto para duas temporadas que são sempre difíceis, depois da promoção. No plantel houve algumas mudanças com a principal a ser a saída do promissor Yannick Gerhardt para o Wolfsburgo, depois os effzeh tentaram reforçar-se com jogadores experientes de baixo custo e jovens com potencial preparados para ter o seu ano de afirmação vindos da equipa secundária do clube. Guirassy, de 20 anos, foi contratado ao Lille sendo a transferência mais cara do verão, em quem os responsáveis do Colonia depositam muitas esperanças. A base da equipa manteve-se e é deste ponto de partida que Stöger vai tentar imprimir algo mais à sua equipa, de modo a tentar atingir a Europa, num sonho que não é impossível de ser realizado caso as coisas corram de feição aos Billy Goats. Horn na baliza, Hector na defesa, Jojic e Bittencourt na linha média e Modeste no ataque são um garante de qualidade e de continuidade, sobretudo. A esperança é grande e a descida está fora de questão.

Foto: Worldfootball
Foto: Worldfootball

Darmstadt

2015/2016: 14º lugar
Estrela: Aylac Sulu
A seguir: Immanuel Höhn
Treinador: Norbert Meier
Estádio: Merck-Stadion am Böllenfalltor (17000 espectadores)

No Merck-Stadion, pede-se ao veterano Norbert Meier que replique as façanhas no banco do seu antecessor, Schuster, e garanta a manutenção. Simples assim na teoria, mas bem difícil na prática. Schuster tem detida para ele grande parte do sucesso do ano anterior, em que foi capaz de montar uma equipa com uma coesão defensiva superada por poucos na Bundesliga e fazer isto novamente será uma desafio ainda maior do que o do ano passado. A situação agrava-se quando olhamos para o plantel e vemos que foi desfalcado. O avançado Sandro Wagner rumou ao Hoffenheim e o guardião Mathenia saiu para o Hamburgo, eles que eram duas das pedras fundamentais neste xadrez. Meier vai precisar de muito jogo de cintura para repor a qualidade que saiu e encontrar a fórmula vencedora que permita continuidade no principal escalão. Há um futuro hipotecado nos lírios.

Foto: Worldfootball
Foto: Worldfootball

Hamburgo

2015/2016: 10º lugar
Estrela: Filip Kostic
A seguir: Alen Halilovic
Treinador: Bruno Labbadia
Estádio: Volksparkstadion (57000 espectadores)
Títulos: 6

A expectativa para esta época está muito alta neste histórico alemão. Depois de épocas vividas no fio da navalha – por duas vezes a equipa esteve perto de descer – no ano passado já houve maior tranquilidade no Imtech Arena, finalizando a liga no 10º posto. Mas o verdadeiro motivo de excitação dos adeptos está no mercado de transferências que foi muito bem aproveitado pelos dino. Bobby Wood, Filip Kostic e Alen Halilovic são três jovens jogadores muito promissores que vão, certamente, elevar a qualidade de ataque do Hamburgo. Mathenia chega para a baliza depois de se afirmar no Darmstadt é ainda há em Waldschimdt outro potencial jogador. Sem perder o que já tinha, o Hamburgo conseguiu adicionar estes talentos. O técnico Bruno Labbadia só pode estar satisfeito e tem como tarefa fazer renascer este Hamburgo para os lugares superiores da tabela.

Foto: Footyheadlines
Foto: Footyheadlines

Ingolstadt

2015/2016: 11º lugar
Estrela: Pascal Groß
A seguir: Max Christiansen
Treinador: Markus Kauczinski
Estádio: Audi Sportspark (15800 espectadores)

Se olharmos apenas na diagonal para a tabela da liga do ano passado, nem nos apercebemos que no 11º lugar da mesma, está uma equipa chamada Ingolstadt. Essa equipa vai agora para a sua segunda temporada de sempre ao mais alto nível no futebol alemão e quer firmar o seu lugar. Porém, as dores de crescimento poderão ser duras de aguentar neste segundo ano. Ralph Hasenhüttl, antigo treinador da equipa, assinou contrato com o RB Leipzig e, do Audi-Sportspark, saíram também os dois pilares da linha defensiva, assim como o guarda-redes Ozcan. Para o seu lugar, chegou do ADO Den Hagg, Martin Hannsen (esse mesmo que marcou de calcanhar ao PSV). Lezcano, um dos melhores da liga suíça, também é reforço. O novo treinador não tem experiência de primeira liga e quando somamos tudo nesta equação, o resultado pode ser duro de verificar, pois tudo indica que a equipa da cidade da Audi descerá uns lugares.

Foto: Worldfootball
Foto: Worldfootball

Bayer Leverkusen

2015/2016: 3º lugar
Estrela: Chicharito
A seguir: Julian Brandt
Treinador: Roger Schmidt
Estádio: Bay Arena (30210 espectadores)
Títulos: 1

Se se afirma que a corrida deste ao título deste ano é a dois, a principal tarefa do Leverkusen está em argumentar contra isso e ser a terceira equipa a entrar nesse comboio. Não vai ser fácil, mas os esforços têm sido feitos nesse sentido visto que os homens do Bay-Arena estão cada vez mais maduros, principalmente depois de fazerem um 3º lugar na época transacta. Com novas opções em praticamente todos os sectores, este é um ano para acompanhar esta formação de perto, não só pelo futebol que consegue apresentar em vários jogos, como pela possibilidade de se aproximar da conquista de competições. A rivalidade na luta pelas conquistas é dura na Alemanha e foi com isso em mente que o clube resgatou Ozcan, Baumgartlinger e Volland de modo a reforçar todas as suas zonas.

Foto: Worldfootball
Foto: Worldfootball

Wolfsburgo

2015/2016: 8º lugar
Estrela: Julian Draxler
A seguir: Josip Brekalo
Treinador: Dieter Hecking
Estádio: Volkswagen Arena (30122 espectadores)
Títulos: 1

Após uma temporada marcada por um dececionante 8º lugar, o Wolfsburgo procura fazer render os milhões investidos em grandes figuras e promessas do futebol mundial. Com algumas mexidas de grande impacto no plantel, os lobos viram sair Naldo para o Schalke 04, Dante para o Nice, Andre Schurrle para o Borussia de Dortmund e ainda Max Kruse para o Werder Bremen. Os lobos não se deixaram adormecer e desde logo atacaram o mercado, fazendo chegar o central ex-PSV Jeffrey Bruma, os médios Gerhardt (ex-Colónia), Didavi (ex-Estugarda) e ainda o concurso definitivo de Josuha Guilavogui, médio que fora fundamental nas duas épocas transatas embora sempre por empréstimo do Atlético de Madrid. Na frente há muitas e excitantes novidades para atacar os primeiros lugares da Bundesliga. Kuba Blaszczykowski chega como candidato direto ao lugar de Schurrle, mas há ainda a promessa espanhola que chega do Real Madrid por empréstimo, Borja Mayoral, bem como uma das maiores coqueluches das escolas de formação croatas: aos 18 anos, Josip Brekalo, que despontou ao serviço do Dínamo de Zagreb, levou o Wolfsburgo a dar 6 milhões de euros pelo seu passe. Na frente de ataque, chega o matador alemão que dispensa apresentações, Mario Gómez. Esta sonante contratação dá maior força à possível saída de Bas Dost, que tem sido apontado como potencial reforço do Sporting CP. Perante tal reforço do plantel, os lobos apontam aos lugares europeus e principalmente a vencer a concorrência direta na luta por destronar o tetracampeão Bayern de Munique.

Foto: Worldfootball
Foto: Worldfootball

Hoffenheim

2015/2016: 15º lugar
Estrela: Eduardo Vargas
A seguir: Niklas Süle
Treinador: Julian Nagelsmann
Estádio: Wirsol Rhein-Neckar-Arena (30150 espectadores)

Numa pequena região de cerca de 3000 habitantes, o nome de quem se fala é Julian Nagelsmann. O treinador de 29 anos foi notícia pela idade em que começou a treinar um clube desta dimensão – é o mais novo de sempre da Bundesliga –, finalizando a época passada no Hoffenheim. Os jogos em casa na segunda parte da época permitiram ao Hoffenheim e a Nagelsmann assegurar a manutenção e ter uma indicação de por onde seria o caminho a seguir no futuro. O timoneiro viu sair Volland para Leverkusen e logo assegurou Sandro Wagner para suprir essa perda, a mais complicada de colmatar pois o avançado era o ganha-pão da equipa a nível de golos. Apesar disso, o Hoffenheim quer mais e tem como objetivo atingir a Europa. Com Vargas, Uth e Wagner a equipa tem muito poder de fogo no ataque enquanto que Hübner é um garante de uma defesa sólida.

Foto: Worldfootball
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Borussia Mönchengladbach

2015/2016: 4º lugar
Estrela: Mahamoud Dahoud
A seguir: Andreas Christensen
Treinador: André Schubert
Estádio: Stadion im Borussia-Park (54010 espectadores)
Títulos: 5

Foi duma camisola verde com capuz que saiu a solução do Gladbach na época que passou. Favre tinha iniciado o campeonato com cinco derrotas consecutivas quase inexplicáveis e saiu do comando técnico da equipa. Schubert pegou no ‘touro pelos cornos’ e conseguiu dar a volta ao cenário negro, acabando na 4ª posição, sendo que só uma última fase da época menos boa não permitiu voos mais altos aos potros. Para este ano, a saída de Xhaka, líder e capitão deixa a equipa bem mais pobre, ficando obrigada a se reinventar. No mercado de transferências a direção andou bem entretida e conseguiu pescar algumas boas trutas. Os casos mais óbvios, onde estão investidos 27,5M €, são os de Kramer e Vestegaard. Hazard e Raffael continuam no clubes e são também boas notícias para André Schubert. O ‘se’ do treinador está agora na sua capacidade de dar sequência ao que foi conquistado nos últimos anos.

Foto: Footyheadlines
Foto: Footyheadlines

Hertha Berlim

2015/2016: 7º lugar
Estrela: Vladimir Darida
A seguir: John Brooks
Treinador: Pál Dárdai
Estádio: Olympiastadion Berlin (74649 espectadores)
Títulos: 2

Pál Dárdai é um treinador húngaro com muito carisma e no ano passado a equipa Alte Dame foi o espelho desta personalidade. Dardai é capaz de aumentar as capacidades dos jogadores, assim como ajudá-los a estar mais focados em campo e isso foi percetível quando a equipa esteve a rondar os lugares de Champions durante a primeira metade da temporada. Na Rückrunde a equipa acabar por cair umas posições para 7º lugar mas a ideia da sua capacidade ficou bastante evidente. A Europa ficou perto mas não foi atingida e a não existência desses jogos a meio de semana podem até ser uma vantagem para uma formação a precisar de amadurecer. Ondrej Duda foi contratado ao Légia de Varsóvia e vem cotado como um jovem bastante promissor. Será difícil repetir o sucesso da época passada, mas com a magia que Dárdai tem na manga, tudo é possível em Berlim.

Foto: Weltfussball
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Friburgo

2015/2016: Campeão da 2. Bundesliga
Estrela: Vincenzo Grifo
A seguir: Caglar Söyüncü
Treinador: Christian Streich
Estádio: Schwarzwald-Stadion (24000 espectadores)

Tal como todas as equipas que descem de divisão, a vontade é voltar rapidamente. Foi com isto em mente que o Friburgo terminou a segunda divisão alemã à frente de toda a gente. Nos últimos 20 anos, o Friburgo já desceu e subiu 4 vezes e esta sensação de iô-iô é o dia-a-dia do emblema. Com uma das melhores academias do país, o seu espírito combativo trá-los sempre de volta e, desta vez, Christian Streich espera que seja para uma estadia mais duradoura. A batalha da sobrevivência é sempre dura mas o clube abriu os cordões à bolsa para tentar reforçar-se com jogadores de crédito. Söyüncü é um central que estava no radar de vários clubes e será interessante ver como desenvolve nesta humilde equipa. Na história, nunca desceram na primeira época depois de serem promovidos e pode ser essa ‘fé’ a mover o emblema para lugares a salvo.

Foto: Fear The Wall
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RB Leipzig

2015/2016: 2º lugar na 2. Bundesliga
Estrela: Timo Werner
A seguir: Naby Keita
Treinador: Ralph Hasenhuttl
Estádio: RedBull Arena (42959 espectadores)

Uma bebida energética faz milagres. Diz que revitaliza corpo e mente. Imagine-se os proveitos da marca que as vende. Diz que chega para subir cinco ligas em sete anos. É desta forma que o RB (RasenBall visto que a liga não deixa utilizar RedBull no nome) chega à primeira liga e aponta à Europa desde logo. A formação tem dinheiro para investir e todos os anos tem vindo a preparar esta chegada à elite com a contratação de jogadores com muito espaço de progressão, prontos a explodir no imediato. Esta gestão não é a forma mais tradicional de ascensão de um clube, pelo que muitos adeptos estão poucos contentes com os contornos que estas questões tendem a tomar. Para o comando técnico foi contratado o austríaco Ralph Hasenhuttl, que sabe o que é manter uma equipa no primeiro ano pós-subida, visto quer já o fez com o Darmstadt na época que passou. Os jogadores têm pouca lide de elite alemã mas David Selke, Timo Werner e Naby Keita vão, certamente, complicar a vida a muito boa gente.

Foto: Worldfootball
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