21 Out, 2017

Pires, um goleador de primeira

António Pereira RibeiroOutubro 27, 20164min0

Pires, um goleador de primeira

António Pereira RibeiroOutubro 27, 20164min0

Com uma dúzia de golos apontados em igual número de jogos, Pires continua a pulverizar o seu recorde de melhor marcador da história da Segunda Liga. Já subiu duas vezes de divisão, uma delas com o Portimonense, e outra com Vítor Oliveira. Aos 35 anos, Pires caminha a passos largos para aquela que poderá vir a ser uma das temporadas mais felizes da sua valorosa carreira. Razões mais do que suficientes para o ‘Fair Play’ entrevistar este goleador que de segunda só tem mesmo a divisão onde actua.

Qual dirias que foi a tua maior aprendizagem durante a formação em Braga?

«Aprendi a não estar acomodado e a demonstrar uma vontade enorme em aprender para evoluir.»

O início da tua carreira de sénior tem como denominadores comuns Lito Vidigal e a Madeira. Como explicas este sucesso partilhado?

«O sucesso explica-se com uma vontade enorme por parte do Lito Vidigal de incutir um espírito enorme de entreajuda e vontade de mostrar os nossos valores.»

Do que é que sentes mais falta da Madeira?

«Da temperatura e das pessoas da Madeira.»

Já subiste de divisão com o Portimonense em 2009/10, num ano acidentado em que voltaste a cruzar-te com Lito Vidigal. Como se sobe de divisão com quatro treinadores diferentes? Ainda por cima numa temporada onde não foste especialmente prolífero?

«Foi fundamental a união de grupo e de jogadores que demonstravam uma força incrível.»

Seguiu-se a tua única experiência na Primeira Liga até agora, pautada por dois golos ao Sporting, um deles no Estádio de Alvalade. Apesar das marcas individuais, o Portimonense não evitou a descida de divisão. A teu ver, o que falhou colectivamente?

«Acho que não foi colectivamente, mas sim pelo facto de termos jogado a maior parte dos jogos em casa fora de Portimão.»

Retornaste à Segunda Liga para representar o D. Aves, e por pouco que não voltaste a subir, orientado por Paulo Fonseca. Não surgiram na altura propostas interessantes que te permitissem manter no primeiro escalão?

«Não surgiu algo que fosse bom.»

Também já subiste de divisão com Vítor Oliveira, em 2013/14, ao serviço do Moreirense. Como consegues descrever o ‘rei das subidas’? Qual o segredo para o sucesso do técnico neste escalão?

«Um técnico ambicioso, experiente e com muito conhecimento da Segunda Liga.»

Numa das melhores fases da tua carreira, o que te levou a tomar a decisão de viajar até Angola, ao invés de tentar novamente a Primeira Liga?

«O que me levou a Angola foi um bom contrato.»

Como classificas a experiência em Angola?

«Experiências únicas e também uma realidade completamente diferente.»

Com Vítor Oliveira no comando, vários pontos de avanço sobre os perseguidores mais próximos, e a tua veia de goleador em altas, podemos dizer que está tudo encaminhado para mais uma subida de divisão?

«O caminho é longo e sabemos o quão difícil é a Segunda Liga.»

Aos 35 anos, sentes-te capaz de ultrapassar a tua própria barreira dos 26 golos numa temporada de Segunda Liga, fixada no Moreirense em 2013/14?

«Tudo é possível mas primeiro está a equipa.»

Tornaste-te recentemente o melhor marcador de sempre da Segunda Liga. Como é que te sentes por ter ultrapassado o lendário Bock? Chegaste a cruzar-te com ele nos relvados?

«Sinto-me orgulhoso pelo feito. É fruto de muito trabalho e do abdicar de muitas coisas. Sim, já joguei contra ele e já me deu os parabéns pela marca. Toda a gente falava do Bock pelos golos que marcou em todo o lado que passou.»

De todos os golos que já apontaste, qual é o teu preferido?

«Todos os golos dão alegria, mas marcar em Alvalade foi especial.»

Do que é gostas mais em Portimão?

«Gosto de tudo, sinto me em casa.»

Para o goleador Pires e para o invicto Portimonense, segue-se uma recepção difícil ao Vizela, já no próximo Domingo, pelas 16h.


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