18 Ago, 2017

Diogo Coelho e uma “vida às costas”

Francisco IsaacAgosto 8, 20167min1

Diogo Coelho e uma “vida às costas”

Francisco IsaacAgosto 8, 20167min1

Diogo Coelho, jogador de futebol que já passou pelo Nacional, SC Covilhã e GD Chaves, partilhou algumas confidências e experiências nestes dois últimos anos de carreira. O “filho” da Madalena do Mar na luta pelo Sonho

Diogo Coelho, com 22 anos já passou por várias experiências a nível Nacional, assim como conviveu com vários treinadores conhecidos do público português. Uma casa às costas em busca do sonho de vingar na 1ª divisão. Entre bi-diários pelo Nacional, a partida para Coimbra, jogos de cartas efusivos (com amigos) e “viver” a sua Madalena do Mar, Diogo arranjou tempo para conversar com o Fair Play sobre o antes, o agora e o depois.

fpDiogo, dois anos, passaram-se de uma 1ª entrevista que deste a um outro site… em treze palavras o que se passou de então para agora?

DC. À beira de subir numa época, rodar na seguinte e subir de divisão no final. 

fpCovilhã, Chaves e Nacional, com a possibilidade/confirmação de ida para a Académica por empréstimo. Tens aprendido alguma coisa com as tuas passagens pelas diferentes cidades portuguesas?

DC. Tem sido experiências um pouco diferentes, o futebol do Covilhã era diferente em relação ao Chaves, após estes dois anos tenho certeza que conseguiria adaptar-me com facilidade na 1ª liga. Infelizmente, não estou a ter as oportunidades no Nacional, mas gostei bastante de estar na 2ª Liga. A ida para a Académica espero que seja a continuação da minha evolução, será interessante e bom, para mim, representar um clube com uma história tão rica como a Académica de Coimbra.

fpO que é que te mais marcou na Covilhã? Repetirias a experiência de “viver” na Serra?

DC. Foi o 1º clube que me deu a oportunidade me mostrar, lancei lá a minha carreira como sénior… guardo boas recordações dessa época, desde o staff, aos colegas à direcção. Gostei do meu tempo na Serra mas quero outros horizontes.

fpPessoa com quem mais gostaste de estar no SC Covilhã?

DC. Todas as pessoas com que trabalhei ficaram-me na memória, só tenho a elogiar todos os que tiveram comigo nesse ano.

fpDepois de teres conseguido efectuar mais de 40 jogos pela Covilhã, seguiu-se novo empréstimo ao Chaves. Primeira impressão que tiveste da cidade?

DC. Primeiras impressões que tive foram os adeptos, que estavam ansiosos em voltar à 1ª liga, a frustração de não terem subida na temporada anterior fez “mossa”. É uma cidade de futebol, quando jogávamos em casa parava tudo. É uma cidade acolhedora, extremamente bem recebido.

fpE confirma-se que a comida transmontana é das melhores do país?

DC. Claramente que sim. A carne, por exemplo, tem outro sabor… come-se muito bem mesmo.

fpComo foi vestir a camisola de um clube histórico? Tens boas recordações do público flaviense?

DC. Tenho bastantes. Foi com muito orgulho e adrenalina que representei o Chaves em toda a época, a pressão do público era positiva, fizeram-nos sentir que era o ano da subida. O objectivo foi cumprido por todos.

fpAlgum momento mais cómico ou caricato na tua passagem por Chaves?

DC. Assim mais divertido foi a forma como os meus colegas brincavam com a minha pronúncia de madeirense, existia um excelente espírito de grupo.

fpGostaste de trabalhar com Vítor Oliveira, o Mestre das Subidas? Há algum segredo para o sucesso dele?

DC. Gostei muito de trabalhar com o Professor Vítor Oliveira, sabe dar a volta à equipa quando tínhamos um resultado menos positivo, tinha uma postura equilibrada, conhecimento amplo e profundo da 2ª liga, prepara-se muito bem para o desafio a cada fim-de-semana.

Orgulho e Adrenalina  por Representar o Chaves

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fpAo fim de quase 80 jogos em dois anos, achas que os calendários estão demasiado alongados ou gostas de como está? Faz-vos confusão ter pouco tempo para descansar?

DC. O facto de ter muitos jogos acaba por dar oportunidade a todos no plantel, há que existir gestão… são demasiados jogos, com taças e campeonato, é muito carregado. Mas quando estás no meio daquela “maratona”, entras n’Jogo e queres estar no meio do “barulho”, da competição.

fpTer a “casa” às costas durante dois anos, e agora para um terceiro, é algo que te importas ou as experiências têm valido a pena?

DC. As experiências têm sido melhor do que inicialmente tinha previsto… mas andar de um lado para o outro não é algo que se queira, vai chegar o ponto da estabilidade.

fpSentes que o jogador português é mais criticado que um estrangeiro? Ou há uma aproximação maior com os adeptos?

DC. Acho que não, o adepto mesmo que perceba mais ou menos de futebol vai criticar o rendimento e não a nacionalidade. Se o atleta mostrar valor, vai ser sempre acarinhado.

fpMelhor crítica que ouviste na tua carreira? E melhor “boca” que ouviste da bancada para o campo?

DC. Lembro-me do Pedro Caixinha, quando estava a dar os primeiros “passos” no Nacional, que me disse que era «demasiado perfeccionista, que queria fazer as coisas sempre bem e que acabava por errar em alguns momentos». Esta época pelo GD Chaves, o Vítor Oliveira, demonstrou toda a sua experiência quando me disse  que «temos de nos proteger quando as coisas não nos estão a sair, para não insistir quando o movimento ou passe não está a sair com naturalidade.

fpCom 22 anos, quase 100 jogos em duas ligas diferentes, jogos frente a Históricos de Portugal, é esta a “tua” profissão?

DC. Sem dúvida alguma, gosto muito do que faço, faço-o com muita dedicação, com uma vontade de triunfar na profissão que escolhi.

fpGostas do Fair Play? Achas que há  ausência desse espírito no campo de futebol?

DC. Acho que não, felizmente é um processo e um espírito que todas as equipas sentem e querem tornar como princípio. O Fair Play ajuda o futebol a ser vista como modalidade limpa, séria e que pode ser diferente.

A Académica é um clube Histórico… será um orgulho para mim

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