23 Nov, 2017

Arquivo de Surf - Fair Play

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Palex FerreiraJulho 19, 20175min0

Selfie Time Foto: Luisbento.com

 

Luís Bento é presença assídua nos line ups em dias clássicos, as suas fotos têm conquistado a atenção tanto de marcas como atletas, é actualmente apoiado por Dafin Europe, Theboardhole e DCK Boardshorts.

A paixão pela fotografia acompanha-te desde quando?

LB: Desde sempre, o meu avô paterno já era um amante da fotografia e o meu pai a mesma coisa, naturalmente segui as pisadas deles.

O que te inspira ao ir para dentro de água, esteja frio ou calor, para fotografar?

Flying Away Foto: LuisBento.com

LB: pelos registos que tenho desde que nasci, ir para dentro de água nunca foi um problema para mim. Em adolescente fui nadador federado no Benfica onde cheguei a ser campeão de Lisboa e vice campeão nacional e até ganhei umas medalhazitas em provas internacionais, por isso sinto-me muito bem dentro de agua seja a fotografar ou a surfar. Fotografar na agua é um 2 em 1.

Tens algum fotógrafo que desenvolva um trabalho semelhante ao teu que te sirva como inspiração?

LB: Quem me fez avançar foi o Brek (João Bracourt), uma viagem que fiz à Indonésia e ele era o fotografo de serviço. Fiquei fascinado com toda aquela logística e principalmente pelas fotos que tirava. Quando cheguei a Lisboa a primeira coisa que fiz foi encomendar uma caixa estanque para a minha maquina que na altura até era igual à dele. Sem duvida que continuo a te-lo como referencia e há alguns anos atrás conheci outro monstro da fotografia de surf mundial que dispensa apresentação, Diogo D´Orey.

Que elementos deve ter a fotografia “perfeita”?

LB: Luz, muito importante a luz para qualquer tipo de foto.

Que dificuldades alguém que queria iniciar esta atividade pode esperar encontrar?

LB: Algumas dificuldades, não é fácil estar la fora só de barbatanas e maquina. O meu primeiro conselho é a segurança. É fundamental saber nadar muito bem e “perceber” o surf, saber ler a linha da onda, saber posicionar-se para não interferir com o atleta.

Tubo no Zavial Foto: LuisBento.com

Qual a melhor sessão que tenhas fotografado que te lembras?

LB: Tenho várias mas deixo uma foto da minha ultima sessão no Zavial

Analisas de perto e constantemente o surf e o bodyboard, pois além de presenciares ao vivo voltas a ver as imagens várias vezes, tendo em conta que és um espectador privilegiado, o que achas sobre a evolução destas modalidades e o que o futuro reserva a Portugal?

LB: Com o impacto que o surf e o bodyboard têm na economia nacional não percebo porque razão não há revistas da especialidade em portugal. Elas sim são o principal meio de divulgação das tuas fotografias, sejam dentro ou fora de agua.

Perfection Foto: Luisbento.com

Quais o surfistas que mais te tem impressionado ultimamente?

LB: Sem duvida o Nicolau, não só pelo surfista que é como também com a preocupação que ele tem em trabalhar a sua imagem que por sua vez dá um excelente retorno aos patrocinadores. A imagem de um surfista é importantíssima para a sua evolução.

E os bodyboarders?

LB: Tó Cardoso, Manuel Centeno, Horta, Nuno Leitão “Batata” e André leite.

Nuno “Batata” Leitão, em Dropknee na Ericeira Foto: LuisBento.com

 

Qual o material que usas quando vais para dentro de água?

LB: Trabalho com Nikon, e Dafin e wave solution water housings

Pedro boonman Foto: Luisbento.com

Qual é o kit básico para alguém que queira iniciar esta atividade?

LB: Atitude, vontade, persistência :))

Uma mensagem para a nova geração e para quem é importante ter boas fotografias e filmagens para poderem mostrar o seu potencial ao mundo?

LB: Já o disse anteriormente, a imagem é importantíssima para a evolução de um atleta.

Para terminar, se te fosse dada a oportunidade de fotografar uma pessoa à escolha a fazer o que quisesses, quem seria e o que estaria a fazer?

LB: Adorava fotografar o Kely Slater a surfar em HT’s

 

Sigam os trabalhos do Luís Bento:

http://luisbento.com
https://www.facebook.com/LUISBENTOcom
https://www.instagram.com/luisbento_com/ 

Artigo criado em parceria com TheBoardHole.com

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Palex FerreiraJulho 13, 20174min0

Do decorrer desta série de entrevistas a alguns fotógrafos nacionais, (Ricardo Bravo e Nuno Fontinha) hoje o escolhido é João “Brek” Bracourt, conhecido surfista e fotógrafo no sul do país, mas precisamente na Costa Vicentina. Costuma estar sempre nas melhores ondas por ali espalhadas, com paisagens um pouco diferente do resto do país.

Desde há muito tempo, é um nome bem conhecido no que respeita a fotografias de surf no sul de portugal, onde figuram alguns dos melhores atletas nacionais de desportos de ondas (Surf, Bodyboard, Longboard entre outros). Onde sobressaem Marlon Lipke, Alex Botelho, Luís Esteves, Manuel e Zé Mestre (pai e Filho), Joana Schenker, Neuza Mochacho e seu irmão Ivo Mochacho entre outros tantos, que habitualmente são encontrados nesta zona do país a desfrutar das belas ondas existentes nesta área do nosso país.

100% Natural Enviroment Foto: João Bracourt

Os fotógrafos e o surf – com João “Brek” Bracourt

Há quanto tempo fazes surf/bodyboard?

JB: Faço surf há 30 anos

Deixaste de surfar, ou manténs essas atividades de fotografias e surfar umas ondas?

JB: Continuo a surfar, faço caça submarina e vela também.

Como surgiu essa paixão da fotografia?

JB: No rally de Portugal, ainda nos anos oitenta, tinha para aí 9 anos.

Selfie at the Office. Foto: João Bracourt

Onde gostas de fotografar mais?

JB: Na Costa Vicentina.

Como foi começar, quem foram as grandes inspirações para chegares onde chegaste e seguir alguns dos melhore surfistas dentro de água?

JB: Como apanhava perceves a mergulho, a fotografia aquática foi uma coisa natural. Por acaso comecei ao mesmo tempo do Clark Little, mas os fotógrafos que gosto não são de surf. Como fazia surf, lia bem as ondas e cedo consegui fotos boas na água de surfistas como o Owen Wright, Julian Wilson, por exemplo.

Já deves ter investido uma pequena fortuna em material, e depois como é colocar material tão caro dentro do mar?

JB: Tenho tido material de média gama e até baixa, acho que o material não é o mais importante, mas sim a criatividade, visão, etc. Tive alguns sustos com água na caixa estanque, mas consegui salvar o material. Já me roubaram uma teleobjetiva… Ossos do ofício.

Nic Von Rupp Açores Foto: João Bracourt

O estado da fotografia de surf

JB: É um pouco como a música, temos de nos adaptar à nova realidade e não chorar e dizer que antigamente é que era bom.

Qual a foto que falta teres?

JB: Qualquer fotógrafo tem de ter uma ideia, uma visão e deve por algo de si, algo original na imagem que cria. O melhor fotógrafo para mim é o Ray Collins.

Posing at the nose Eurico Romagueira. Foto: João Bracourt

O que achas do trabalho de Clark Little, gostavas de ter aquelas ondas (Waimea ShoreBreak para fotografar) ao pé de casa?

JB: Shorebreak há em todo o lado. Ele (Clark Little) tem fotos lindas, mas é um pouco repetitivo para o meu gosto.

Como vês o futuro da fotografia de surf em Portugal daqui a 10 anos?

JB: Está a evoluir bastante, se abrirmos uma revista de há 20 anos atrás as fotos são muito fracas. Tanto em Portugal como no estrangeiro vão aparecer talentos e vão ser feitas coisas que nunca imaginámos, acho

Podes seguir os trabalhos do João “Brek” Bracourt em:

https://www.instagram.com/joaobracourt/

https://joaobracourt.blog/

Artigo realizado em parceria com o The Board Hole

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Palex FerreiraJulho 6, 20177min0

Após o primeiro artigo, com o Ricardo Bravo, ter recebido alguns elogios, continuo a falar com mais fotógrafos, desta vez é o meu companheiro de café, que durante o ano todo está sempre pronto para tirar umas fotos antes de iniciar os seus dias na sua Loja, dedicada ao bodyboard –  “MiramarBBShop”.

Artigo com Ricardo Bravo. Leia aqui.

Apresento-vos o Nuno Fontinha, corpo cheio de tatuagens, amante do Bodyboard, prefere o dropknee (estilo de bodyboard, existe o deitado “Prone”) e o com um joelho e um pé (DropKnee) e uma mente sem receios de arriscar, aceitou o desafio da sua vida ao ficar à frente no projeto Miramarbbshop, fundado pelo Edmundo Veiga, peixeiro para os amigos.

Matinal Caparicana com Jaime Leitão. Foto: Nuno Fontinha

Mas antes da aventura da loja,  já estava a criar uma marca de fotografia a “NF” e começou a apoiar alguns dos talentos da Caparica, a nova escola do bodyboard nacional Rodrigo Carrajola, ao que juntou um lendário do bodyboard nacional Rodrigo Bessone. No surf é o Gonçalo Vieira, entre muitos outros novos talentos que surfam na Caparica. Costuma após as surfadas escolher a foto do dia e dinamiza através das redes sociais.

Foi escolhido este ano, devido à qualidade das fotos que capta na área da Costa de Caparica, tendo sido convidado para criar dos troféus do #PrimaveraSurfFest2017, bem como do Cartaz das etapas desse grande evento que abrange dezenas de modalidades de ondas e música.

Rodrigo Carrajola em “reunião” com o fotógrafo. Foto: Nuno Fontinha

Combinamos mais um café e fomos à descoberta de quem é o Nuno Fontinha,m.

Para a semana teremos connosco o João Bracourt, o “Brek” conhecido fotógrafo do sul do país.

Os fotógrafos e o surf – com Nuno Fontinha

Há quanto tempo fazes surf/bodyboard?

NF: Faço desde os meus 10 anos de idade.

Deixaste de surfar, ou manténs essas atividades de fotografias e surfar umas ondas?

NF: Não deixei de surfar, faço as duas coisas que me dão prazer.

O Brasileiro da LUFISURF Team, Jefson Silva que tem sido visita anual sempre na Caparica, e verdadeiros postais caparicanos. Foto: Nuno Fontinha

Como surgiu essa paixão da fotografia?

NF: Já a muito que gostava de fotografia, mas não dedicava muito tempo. Quando tive uma GoPro o bichinho da fotografia despertou mais por ter fotos na água

Onde gostas de fotografar mais?

NF: Costa de Caparica

Como foi começar, quem foram as grandes inspirações para chegares onde chegaste e seguir alguns dos melhore surfistas dentro de água?

NF: O começo foi difícil porque o material é caro. Sigo vários trabalhos de muitos fotógrafos que me ajudam a evoluir

Lipe Ferreira,  de 13 anos a divertir-se na Caparica, seja qual for a prancha. Foto: Nuno Fontinha

Já deves ter investido uma pequena fortuna em material, e depois como é colocar material tão caro dentro do mar?

NF: Sim, já gastei muitos euros. Sempre que vou para água tenho muito cuidado porque basta uma gota de água e lá vai o material.

o Autor do artigo a ganhar inspiração. Foto: Nuno Fontinha

Já perdeste dentro de água algum material?

NF: Nunca perdi material fotográfico na água, mas sim barbatanas.

Rodrigo Bessone – Ex-pentacampeão nacional – Foto: Nuno Fontinha

Numa sessão o que é que te dá mais prazer?

NF: É puxar pelo pessoal para ter a foto do dia ou então, fazer um quadro novo para a minha galeria.

Qual a foto que falta teres?

NF: Ando a trabalhar para ela todos os dias. Posso dizer que todas as pessoas que tirei fotos me deram alegrias porque vejo no rosto deles a alegria que transmitem.

Carlos Bahia – LUFISURF Team. Foto: Nuno Fontinha

Um fotografo na água passa muito mal, debaixo das ondas? (fala um pouco das sessões de inverno quando o frio se instala)

NF: É um pouco duro e alguns sustos pelo meio, quando chega o frio começo a puxar pelo o pessoal que está comigo na água para esquecer do frio.

A mostrar serviço aos Skaters no #PrimaveraSurfFest -Ollie de Lipe Ferreira Foto: Nuno Fontinha

Como conseguiram vingar no mercado cada vez mais tecnológico, e com mais pessoas a tentarem esse tipo de trabalho?

NF: Tens que estar sempre a inovar porque estamos sempre aprender, tenho uma loja que me deu ainda mais uma abertura para vender os meus trabalhos onde faço de galeria (loja MiramarBBSHOP).

O que achas do trabalho de Clark Little, gostavas de ter aquelas ondas (Waimea ShoreBreak para fotografar) ao pé de casa?

NF: Gosto muito do trabalho dele, mas tenho a Costa de Caparica a frente a casa não me queixo, mas sim Waimea é muito bom. Mas gosto muito de fotografar a minha Costa de Caparica.

Como vês o futuro da fotografia de surf em Portugal daqui a 10 anos?

NF: Acho que vai crescer mais, até porque cada vez mais irão aparecer novos fotógrafos na água, tal como já acontece com os que diariamente tiram fotografias nos pontões da Caparica ao pessoal na água.

Que futuro tem a fotografia no surf?

NF: O futuro o tempo dirá, mas temos vindo a descobrir cada melhores materiais, e mais acessíveis, o futuro e a tecnologia prometem outras surpresas, teremos que esperar.

Podem seguir os trabalhos do Nuno Fontinha nos links.

 

http://nfphotography.pt/

https://www.instagram.com/fontinha78/

https://www.instagram.com/nfphotography78/

Artigo feito em parceria com o TheBoardHole

 

 


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