23 Out, 2017

Arquivo de Automobilismo - Fair Play

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Luís PereiraMaio 18, 20175min0

Lewis Hamilton vence o GP de Espanha, na melhor corrida do ano; Vettel fica em 2º, depois de muita luta em pista, com a dupla da Mercedes; Ricciardo fica no último lugar do pódio, sem andamento para mais; Bottas esteve grande parte da corrida em 3º, mas abandona com o motor partido; luta intensa pelo campeonato, ainda com muitas incertezas.

Lewis Hamilton regressou às vitórias no GP de Espanha. Depois de uma intensa corrida e luta com Sebastian Vettel, Hamilton voltou ao topo do pódio, naquela que terá sido a melhor corrida desta temporada.

Uma temporada que tem sido bastante equilibrada, Hamilton igualou as duas vitórias que Vettel também tem nesta temporada, estando apenas separados por 6 pontos. Depois de ter perdido a liderança da corrida no arranque, bom andamento e boa estratégia conseguiram dar a oportunidade a Hamilton de ultrapassar Vettel para terminar na frente.

A completar o pódio ficou Ricciardo, apesar de o Red Bull nunca ter tido andamento para correr com os da frente. Ricciardo beneficiou do abandono de Bottas, com problemas no motor. A Mercedes não ficará totalmente desiludida, já que Bottas fez um excelente trabalho de equipa ao atrasar Vettel.

GRANDE PRÉMIO DE ESPANHA

(Foto: f1.com)

Melhor corrida da temporada

A corrida do GP de Espanha até agora foi considerada a melhor corrida da temporada, por ter tido emoção até ao final. Apesar de Hamilton ter cometido erros, ainda conseguiu lutar, ultrapassar e chegar à vitória.

Vettel, apesar de ter ficado apenas em 2º lugar, também teve de lutar muito em pista. Vettel teve de ultrapassar Bottas, que fez muito bom trabalho de equipa. Outras lutas em pista também tiveram importância, como a de Alonso com Kvyat, ou a de Max Verstappen e Kimi Raikkonen.

Apesar de o circuito de Barcelona geralmente ser considerado uma pista com poucas ultrapassagens, este ano não se verificou isso, para deleite dos adeptos. Isto vem a mostrar que este ano a preocupação de haver poucas ultrapassagens não se deve tanto aos novos carros (bem mais rápidos), mas depende do circuito e da escolha de pneus para cada Grande Prémio.

Hamilton vs. Vettel

(Foto: f1fanatic.co.uk)

Se já foi dito que esta corrida foi provavelmente a melhor corrida da temporada, a muito se deve a enorme disputa em pista entre os líderes do campeonato. Hamilton e Vettel são provavelmente os pilotos mais talentosos desta geração. Esta temporada está a ser aquela onde eles estão mais vezes em duelo direto em pista, para delírio dos fãs.

Em Barcelona a corrida começou com Vettel a arrancar melhor e Hamilton parecia estar destinado a terminar atrás do rival. A Mercedes, no entanto, estava a pensar como dar a volta à situação, e elaborou uma estratégia que permitiu a Hamilton apertar o cerco a Vettel. O enorme andamento de ambos atingiu o seu pináculo quando Hamilton tentou ultrapassar Vettel, mas Vettel fechou a porta e chocaram rodas. Isso não impediu Hamilton de voltar a tentar 5 voltas mais tarde, mas desta vez com sucesso.

Estava assim ganha a corrida para o inglês, mas o que ficou na retina foi a intensa batalha entre os candidatos ao titulo. Batalhas destas é aquilo que os fãs de F1 esperam que se volte a repetir muitas vezes nas próximas corridas. Espera-se mais porque a competitividade Mercedes e Ferrari está bastante apimentada, com cada pequeno erro a custar caro.

A corrida pelo título muito vai depender da capacidade de desenvolvimento de ambas as equipas, que estarão dispostas a apostar tudo nos pilotos estrela para ganhar o campeonato.

McLaren-Honda continua a desiludir

(Foto: f1fanatic.co.uk)

Depois de uma qualificação espetacular, onde foi à Q3, Alonso não conseguiu acabar a corrida nos pontos. A nova aliança McLaren-Honda continua a não funcionar e começa a haver cada vez mais dúvidas de que alguma vez irá. Não admira que Alonso tenha trocado a corrida em Mónaco (!!!!!!) para participar nas 500 Milhas de Indianápolis. O espanhol sente que tem mais hipótese de ganhar uma corrida oval, onde nunca participou, do que com a atual combinação McLaren-Honda.

O que vem a seguir?

Nada mais nada menos do que a corrida rainha da F1, o GP do Mónaco. Apesar da ausência chocante de Alonso e o regresso de Button também ser destaque, as verdadeiras cabeças de cartaz desta corrida são o glamour e os duelos Vettel vs Hamilton e Mercedes vs Ferrari. Vamos ver quem irá vencer no principado e terá direito a jantar com o Príncipe Alberto II.

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(Foto: f1.com)

 

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(Foto: f1.com)

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Luís PereiraMarço 26, 20173min0

Vettel e Ferrari voltam às vitórias, batendo Hamilton e a Mercedes; Hamilton não comete erros, mas fica em 2º; Vettel e Ferrari genuinamente rápidos; duelo Mercedes vs. Ferrari para a restante época?

Sebastian Vettel venceu a primeira corrida de 2017, que não teve muito em espetáculo, mas trouxe uma nova vida à Fórmula 1.

Os novos carros, mais rápidos, mais agressivos trouxeram uma corrida que teve poucas ultrapassagens em pista, mas que trouxe um vencedor que não se via no topo do pódio desde 2015.

Sebastian Vettel conseguiu derrotar os favoritos Mercedes e provar que 2017 pode vir a ser uma luta renhida entre a Mercedes e a Ferrari. A vitória na Austrália foi uma alívio para a Scuderia. Lewis Hamilton, que partiu da pole, arrancou bem e liderou o início da corrida, mas a Mercedes perdeu a corrida na estratégia e na velocidade.

Apesar de Lewis Hamilton não ter cometido qualquer erro durante todo o fim de semana, a vitória foi para os lados da Ferrari. Sebastian Vettel conseguiu estar sempre a acompanhar o ritmo de Hamilton. Depois, aproveitou as paragens nas boxes para passar à frente, de onde não voltou a sair.

Depois Vettel só teve de controlar o ritmo, já que Hamilton não se conseguiu chegar perto e nem tentou disputar a liderança com o alemão da Ferrari. Os papeis de 2016 ficaram invertidos, no ano passado a Ferrari estragou a estratégia e entregou a vitória à Mercedes.

Não muito longe, em 3º, ficou Bottas, na sua estreia pela Mercedes. Bottas bateu facilmente o compatriota Raikkonen, em 4º, numa corrida apagada. Em 5º ficou o Red Bull resistente, de Max Verstappen, sem andamento para chegar ao pódio.

Em 6º lugar ficou o só Felipe Massa, que mostrou que a Williams está à frente do restante pelotão. Pelotão esse que este ano parece estar bastante afastado dos lugares cimeiros, já que Massa foi o último a não ser dobrado e ficar uma volta atrás.

O top 10 foi completado por Sergio Perez, ambos os Toro Rosso, com Carlos Sainz na frente de Kvyat, e o último lugar a ir para o estreante Ocon, no segundo Force India.

O azarado do dia até foi Fernando Alonso, que depois de uma fantástica qualificação, onde ficou em 13º. Na corrida rodou sempre nos pontos, mas teve de retirar perto do fim, com uma falha na suspensão. Um verdadeiro milagre, já que Alonso alertou que a McLaren é capaz de ser a equipa mais lenta do pelotão, por causa do motor Honda estar sem potência a ser cerca de 30 km/h mais lento que o Mercedes.

Apesar de ser apenas a primeira corrida do ano, é seguro afirmar que este ano vai ser mais disputado do que nos anos anteriores. A Ferrari parece ser uma ameaça real para o domínio da Mercedes, que vai ter de lutar para se manter no topo.

O que se segue?

Um duelo entre Hamilton e Vettel com maquinas de valor semelhante é algo pelo qual os fãs de F1 sempre ansiaram. Pode ser que 2017 nos traga isso mesmo. Teremos de esperar pela próxima corrida, na China, no dia 9 do próximo mês. Shangai tem uma pista mais tradicional, onde dará para entender melhor as forças das respetivas equipas e se irá materializar-se um duelo Hamilton vs. Vettel.

GRANDE PRÉMIO DA AUSTRÁLIA

(Foto: F1.com)

MUNDIAL DE PILOTOS

(Foto: f1.com)

MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(Foto: f1.com)

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António Pereira RibeiroJulho 31, 20167min0

Numa altura em que o sistema de pontos da carta de condução foi recentemente implementado em Portugal, decidimos falar com alguém que sabe muito bem o que é conduzir pelos pontos. Tiago Monteiro, piloto que ocupa actualmente o segundo lugar do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCC), aceitou o desafio de revelar o seu perfil enquanto condutor fora da competição. Um questionário veloz e audacioso, à imagem de Tiago Monteiro na pista.

fpCostumavas brincar com carros em criança? Até teres idade para conduzir, todas as tuas brincadeiras iam parar aos automóveis?

TM. Brincava de facto muito com carros, fazia corridas com os meus carrinhos durante horas… Mas tinha preferência pelas motas.

fp. E carros de colecção?

TM. Sim, tenho uma paixão por clássicos.

fpCom que idade tiraste a carta de condução? Ainda te lembras onde? Passaste à primeira?

TM. Tirei com 16 anos porque na altura vivia em França e já se podia tirar com 16. No entanto só passei à segunda! O examinador viu que já sabia guiar… E achou que estava a fazer tudo demasiado bem, e não gostou… Então numa suposta prioridade à direita… (É verdade que vinha lá um carro mas estava muito longe mesmo…) ele travou por mim…E lá se foi a carta à primeira…

fpQual foi o teu primeiro carro?

TM. Volkswagen Golf.

fpQue carro utilizas no dia-a-dia?

TM. Honda CRV ou TypeR.

fpÉs muito picuinhas com a limpeza do teu carro?

TM. Um pouco sim, mas sem extremos, honestamente não tenho muito tempo para isso.

fpQuem são os teus grandes ídolos do automobilismo?

TM. Acho que como a grande maioria dos pilotos, o Ayrton Senna foi um piloto que marcou toda uma geração e eu não fui diferente, mas fui sempre um pouco mais Alain Prost, porque o meu pai também era.

fpComo te defines enquanto condutor fora da competição? Lidas bem com trânsito? E com os limites de velocidade?

TM. Com os limites de velocidade sim, com o trânsito nem por isso.

fpJá te escapou um palavrão devido a um condutor menos cauteloso?

TM. Não é que seja dado a grandes palavrões, mas às vezes é inevitável.

fpJá foste apanhado em alguma contraordenação?

TM. Por acaso poucas… Mas já fui sim… Pequenos excessos de velocidade…

fpTens alguma estrada predilecta?

TM. Tenho, todos os circuitos onde corro são de eleição!

fpPreferes conduzir com ou sem música?

TM. Sem.

fpConsomes tudo o que tenha a ver com automobilismo fora das corridas (revistas, programas de televisão, exposições, etc.)?

TM. Efectivamente não, porque não tenho tempo para isso. O pouco tempo que me resta é para dedicar à minha família.

fpExiste algum carro que gostarias de conduzir e ainda não o fizeste?

TM. Nem por isso. Já guiei a maioria dos meus carros de sonho!

fpCostumas andar de mota?

TM. Sim, sempre que possível. Adoro.

fpGostas de carrinhos de choque?

TM. Para uma brincadeira, porque não?

fpÉs adepto do tuning?

TM. Não, não sou. Não me revejo.

fpQual é a tua opinião sobre a nova carta de condução portuguesa por pontos?

TM. Pode ser uma boa solução. É algo que é praticado noutros países. Porque não em Portugal?

fpTendo em conta a tua diversificada carreira, serias capaz de considerar competir num tipo de prova mais insólito, como a NASCAR, por exemplo?

TM. Não considero a NASCAR insólito. Sempre gostei, cheguei a testar, e adorava ter corrido! E sim, gosto de novas experiências.

fpEntre todos os teus adversários das pistas, com qual deles te relacionas melhor?

TM. O Gabrielle Tarquini é um grande amigo, mas o António Felix da Costa, o Yvan Muller, o Benoit Treluyer, e o André Lotterer são grandes amigos também.

fpComo explicas este fantástico 2016 que promete ser um dos teus anos mais bem-sucedidos de sempre?

TM. Não sei se será o mais bem-sucedido de sempre mas em termos de WTCC poderá vir a ser. Está tudo a correr melhor do que em anos anteriores. Temos o Honda Civic mais competitivo e isso é meio caminho andado para o sucesso. Mas ainda faltam muitas corridas até ao final da época.

A próxima corrida de Tiago Monteiro é já no dia 7, no Autódromo Termas de Río Hondo, na Argentina.


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