23 Nov, 2017

Arquivo de Antevisoes - Fair Play

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João PortugalOutubro 17, 201716min0

Antevisão da nova época da NBA, na Conferência Oeste, onde os Warriors estão mais fortes do que nunca, existem 3 pretendentes de enorme valor e a luta pelos restantes lugares do playoff será uma selva autêntica.

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João PortugalOutubro 15, 201713min0

Antevisão da nova época da NBA, na Conferência Este, onde Cavs e Celtics vão dividir as atenções pelo terceiro ano consecutivo na luta para chegar à Final, contudo serão os Wizards a celebrar o topo da tabela da fase regular.

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André CoroadoSetembro 13, 201712min0

Começa já amanhã o maior evento de selecções do futebol de praia europeu do ano: a Superfinal! Pelo segundo ano consecutivo, a prova viaja até Itália, cabendo desta vez às areias de Terracina a honra de acolher a prova que irá coroar os novos campeões europeus da modalidade. Em campo, as 8 melhores selecções do continente irão disputar o título, que será atribuído ao vencedor da grande final de Domingo. A via rumo à partida decisiva é turtuosa e repleta de obstáculos, com pouca ou nenhuma margem para erros.

Os 8 candidatos foram divididos em 2 grupos de 4 equipas cada, com base na sua classificação nas etapas da fase regular. Dentro de cada grupo, as equipas jogam todas umas contra as outras entre 5ª feira e Sábado, sendo que apenas o vencedor de cada grupo avança para a grande final de Domingo. Eis a composição dos agrupamentos (entre parênteses está indicada a classificação registada na fase regular):

Grupo 1

PORTUGAL (1º)

ESPANHA (4º)

SUÍÇA (6º)

POLÓNIA (8º)

Grupo 2

UCRÂNIA (2º)

RÚSSIA (3º)

BIELORRÚSSIA (5º)

ITÁLIA (7º)

Em face dos promissores embates que se avizinham, o Fair Play lança um olhar sobre cada um dos participantes, perspectivando aquela que se espera vir a ser a Superfinal mais equilibrada de sempre.

PORTUGAL

A selecção das quinas parte para a Superfinal da Liga Europeia como principal favorita à conquista do troféu, após se ter classificado no 1º lugar da fase regular, fruto de 6 vitórias em outros tantos encontros que lhe valeram 15 pontos (as vitórias contra Suíça e Polónia foram obtidas em prolongamento e grandes penalidades, respectivamente). Na verdade, Portugal ainda não perdeu qualquer jogo contra uma selecção europeia no ano de 2017, em que averbou apenas 3 derrotas, todas diante de selecções sul-americanas (Brasil e Paraguai). Tratam-se de motivos mais do que suficientes para poder apontar os comandados de Mário Narciso como o principal candidato à vitória em Terracina, onde o conjunto porutuguês irá procurar repetir o feito de 2015, quando se sagrou campeão europeu em Parnu (Estónia). Para tal, as cores nacionais contam com um plantel recheado de qualidade, que combina 10 elementos da temporada áurea de 2015 com 2 jovens talentos que têm vindo a integrar as convocatórias da selecção nos dois últimos anos: Pedro Vasconcelos Silva e Ricardo Baptista, este último já com 5 golos apontados nesta Liga Europeia. Numa equipa cuja versatilidade táctica é imagem de marca e que tem vindo a aprimorar rigorosamente ao longo da época os mecanismos defensivos, os desequilíbrios podem brotar de qualquer parte, desde as rápidas combinações de Jordan (melhor jogador da etapa de Siófok) com os irmãos Bê e Léo Martins até à superioridade numérica gerada pelo sistema 2:2, no qual o guardião Elinton Andrade assume um papel fundamental, passando pelos remates indefensáveis do lendário Madjer, melhor jogador da etapa da Nazaré.

UCRÂNIA

Se reconhecemos o favoritismo de Portugal no plano teórico, não podemos deixar de considerar as hostes ucranianas igualmente merecedoras desse estatuto. Campeões europeus em título, os pupilos de Varenytsia chegam a Itália enquanto cabeça de série, mercê do 2º lugar obtido na fase regular, que incluiu a conquista da etapa de Warnemunde (Alemanha). Os soldados do Mar Negro raramente deslumbraram no seu périplo rumo a Terracina, mas deram provas de grande consistência defensiva e a habitual frieza táctica que os levou à final nos dois anos anteriores, perdendo apenas um encontro, pela margem mínima, diante da Espanha. Desta vez, nomes sonantes como os irmãos Borsuk e o incontornável Medvid (fundamental na conquista do ceptro no ano transacto) não estarão presentes, à semelhança do que se verificou na fase regular, cabendo a tarefa da revalidação do título a um plantel algo renovado. A experiência dos guarda-redes Sydorenko e Hladchenki, pelos quais passa grande parte do jogo ucraniano, revela-se um ponto chave no sucesso da equipa, que conta ainda com a liderança de Pachev, a eficácia matadora do temível Zborowski e a evolução meteórica de talentos como Voitok ou Glutskyi. Todas as razões se conjugam, portanto, para que a Ucrânia seja efectivamente respeitada como uma das grandes candidatas a chegar novamente à final de Domingo.

RÚSSIA

Mesmo atravessando um momento de reestruturação profunda, a Rússia constitui sempre um obstáculo temível para qualquer selecção do velho continente, apresentando-se como crónico candidato à conquista de qualquer competição. Após ter falhado o apuramento para o mundial deste ano, a armada de Mikhail Likhatchev procurou retomar o caminho do sucesso por via de uma estratégia focada no presente e no futuro. Assistiu-se, de facto, a uma renovação da selecção russa sem precedentes, com novos rostos a surgir nas fileiras tricolores na etapa de Belgrado da fase regular e no Mundialito (caso dos irmãos Kryshanov, que deixaram boas indicações). Todavia, seria apenas na etapa de Moscovo, em solo caseiro, que a Rússia finalmente daria provas de um regresso aos índices competitivos de outrora, conquistando os 9 pontos em disputa e carimbando o apuramento para a Superfinal. A caminhada que incluiu vitórias sobre Suíça e Bielorrússia e contou com Makarov em grande plano. Em Terracina, os czares não poderão contar com o seu emblemático número 4, mas jogadores de renome como Shkarin, Romanov e Nikonorov estarão presentes numa equipa que, introduzindo pequenos ajustes tácticos, mantém o seu ADN que tantas vitórias lhe valeu no passado. O objectivo não será outro que não a conquista de um título que lhes foge desde 2014.

SUÍÇA

Campeã europeia em 2012, a Suíça é outra das formações que se apresenta em Terracina com legítimas aspirações à conquista do troféu, tendo mantido um nível exibicional muito elevado nos últimos anos. Todavia, a caminhada helvética rumo à Superfinal foi pouco brilhante, pautando-se por um modesto 6º lugar com 9 pontos. Os comandados de Schirinzi até começaram bem, com um triunfo por 4-0 diante da Itália, mas após uma derrota contra Portugal por 7-6 no prolongamento, naquele que foi o jogo mais espectacular da época até ao momento, a Suíça perdeu a consistência competitiva e começou a cometer demasiados erros defensivos que se reflectiram na conquista de apenas duas vitórias frente às mais modestas formações da França e da Grécia, ambas fora da Superfinal. O problema dos helvéticos prende-se, efectivamente, com as grandes flutuações de intensidade ao longo da época e de cada torneio, muitas vezes sem explicação aparente, bem como pelo experimentalismo excessivo em que por vezes incorre (recorde-se a derrota por 8-4 frente à Bielorrússia em que Ott jogou como guarda-redes praticamente toda a partida). Todavia, não haverá provavelmente neste momento nenhuma equipa europeia tão perigosa no sistema 2:2 como a Suíça, que conta com a técnica fenomenal de jogadores como Ott, Misev, Spacca na construção e o poder finalizador dos acrobatas Stankovic e Hodel, este último regressado após lesão.

ESPANHA

A selecção espanhola apresenta-se em Terracina no âmbito de um período de renovação que tem vindo a desenvolver nos últimos anos, buscando agora a oportunidade para voltar a conqusitar um grande título europeu (algo que não consegue desde 2012, aquando da qualificação para o campeonato do mundo do Taiti). Numa temporada que começou com a ausência no mundial de futebol de praia, a Espanha surgiu muito motivada na Liga Europeia e conseguiu empreender um percurso consistente, averbando 12 pontos e erguendo mesmo o troféu de campeão na etapa de Belgrado. O trajecto do elenco dirigido por Joaquín Alonso contou com triunfos sobre grandes nomes do futebol de praia europeu, incluindo uma vitória por 4-3 diante da Ucrânia (4 pontapés de bicicleta por parte dos atletas de La Roja) e um triunfo sólido por 3-1 frente à Rússia. Ao mesmo tempo, Alemanha e Polónia, adversários teoricamente mais acessíveis, constituíram um obstáculo intransponível para a equipa espanhola. Caracteriada pela aposta no sistema 3:1 e em modelos clássicos, a abordagem desta selecção passa pela consistência defensiva e pelo talento de jogadores de classe mundial como Llorenç Gomez, Eduard Suarez e Antonio Mayor para fazer a diferença. Integrada no grupo 1, a Espanha tem claramente uma palavra a dizer na luta pelo apuramento, que deverá ser discutido com Portugal e Suíça.

BIELORRÚSSIA

Não seria coerente considerar a Bielorrússia uma possível surpresa nesta Superfinal, atendendo às provas de qualidade dadas por esta formação ao longo dos últimos anos. A inserção gradual de mais uma potência do leste europeu na elite do futebol de praia continental incluiu vitórias contra todos os outros emblemas que agora tomam parte nesta Superfinal, num processo de crescimento que contou com o trabalho de técnicos como Gilberto Costa (actual seleccionador brasileiro), Marco Octávio e Nico Alvarado, antiga lenda do futebol de praia espanhol que já começa a deixar a sua marca. Para já, os bielorrussos atingiram a Superfinal com 12 pontos obtidos nas etapas de Moscovo e Siófok, dos quais sobressaem os triunfos expressivos por 8-4 diante da Suíça e 6-0 frente à Polónia. Ainda assim, Portugal e Rússia mostraram ter aprendido as lições do passado e neutralizaram a equipa bielorrussa em jogos nos quais o rigor defensivo foi nota dominante. A grande questão será saber se a selecção de Nico conseguirá começar a vencer as suas partidas em vez de dificultar a tarefa dos adversários ao ponto de os poder vir a surpreender. Para já, o poder físico, a consistência defensiva e o jogo directo no pivô e na subida dos alas são pontos estruturantes do jogo bielorrusso, que encontra no guardião Makarevich e no pivô Bryshtel os seus crónicos principais intérpretes. Será interessante ver como a Bielorrússia reage perante as vizinhas (e mais experientes) Rússia e Ucrânia no grupo 2.

POLÓNIA

Grande sensação do Verão passado ao vencer o torneio de apuramento para o mundial, a Polónia desiludiu já em Abril deste ano, ao abandonar a competição global nas Bahamas sem uma única vitória. No entanto, e já sem a sua grande referência (o acrobático Saganowski), as hostes do comandante Marcin Stanislawski deram provas de resiliência ao conquistarem os 7 pontos que lhes deram o acesso à última vaga na Superfinal da Liga Europeia. Incapaz de manter um caudal de jogo ofensivo tão expressivo como os principais candidatos ao título, a Polónia conta no entanto com o poderio físico da sua linha defensiva para manter a equipa adversária longe da sua baliza e revela-se profundamente letal nas transições ofensivas, criando muito perigo com base na exploração das alas e das bolas paradas. Foi assim que os polacos conseguiram levar os jogos da fase regular contra Espanha e Portugal a grandes penalidades, tendo inclusivamente alcançado 1 ponto fruto do triunfo frente aos espanhóis. As vitórias diante de gregos e azeris providenciaram à Polónia os pontos que ainda lhe faltavam para garantir a presença em Terracina, onde irá tornar a encontrar precisamente as duas selecções ibéricas. O historial polaco não deixa margem para dúvidas: jogadores como Ziober e Frizkemut devem ser vigiados de perto, da mesma forma que será preciso trabalhar colectivamente para encontrar espaços numa muralha defensiva erguida por Jesionowki, Gac, entre outros. Muito dificilmente a Polónia repetiria o feito de Jesolo há 12 meses, mas é evidente que o conjunto polaco pode roubar pontos a qualquer equipa.

ITÁLIA

O grupo 2, por seu turno, fica completo com a Squadra Azurra, equipa que, na nossa opinião, conta com menos hipóteses de chegar à almejada final de Domingo, pese embora o facto de jogar em casa. Tendo o apuramento já garantido como anfitriã de acordo com as regras da BSWW, a Itália mostrou uma pálida imagem na fase regular, conquistando 9 pontos que são lisonjeiros para uma equipa sem ideias e débil tacticamente. Os homens de Massimo Agostini lograram apenas superar (sempre pela margem mínima) as selecções da França, da Alemanha e do Azerbeijão, todas elas arredadas da Superfinal. Suíça, Portugal e Ucrânia não deram tréguas aos transalpinos, que ainda assim contarão com um elenco de luxo para tentar recuperar a sua melhor forma. De facto, o plantel italiano conta com nomes como Ramacciotti, Palmacci e Gori, melhor marcador do último mundial (em que a Itália foi a equipa europeia que obteve melhor classificação, no 4º lugar), passíveis de fazer a diferença em quaisquer circunstâncias. No entanto, será necessário uma evolução do nível de jogo colectivo apresentado nas etapas da fase regular para a Itália poder superar equipas mais organizadas e tão ou mais talentosas como são as formações de leste que irá degladiar.

CALENDARIO (horas PT)

5ª feira (14 de Setembro)

12:30 – Espanha X Suíça

13:45 – Bielorrússia X Rússia

15:00 – Polónia X Portugal

16:15 – Itália X Ucrânia

6ª feira (15 de Setembro)

12:30 – Espanha X Polónia

13:45 – Ucrânia X Rússia

15:00 – Portugal X Suíça

16:15 – Bielorrússia X Itália

Sábado (16 de Setembro)

12:30 – Suíça X Polónia

13:45 – Ucrânia X Bielorrússia

15:00 – Portugal X Espanha

16:15 – Rússia X Itália

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Pedro NunesAgosto 22, 201712min0

Já começou, em Espanha, mais uma época de futebol onde se esperam muitas emoções fortes. Neymar saiu e deixou a liga sem uma das suas estrelas mais cintilantes. O Real parece estar a caminho de dominar a competição por mais um ano. O Barcelona está em queda enquanto que o Atlético se quer reerguer. A luta europeia está mais divertida que nunca. O Girona fará a sua estreia. Mas há mais e está tudo aqui.

Alavés

A fasquia está bem elevada no Mendizorroza. A equipa basca conseguiu um óptimo 9º lugar na época transacta a somar a uma chegada à final da Taça do Rei, que perdeu para o Barcelona, tornando-se assim numa das sensações da liga espanhola. Agora, muita coisa mudou e será bastante complicado repetir o feito. Houve mudanças no banco – Luís Zubeldia estará no lugar de Mauricio Pellegrino – e o plantel também apresentará muitas caras novas como Wakaso, Ely ou Enzo Zidane. Mesmo assim, a confiança está em alta e o Alavés não quer desiludir em 2017/2018.

 

Athletic de Bilbao

A diferença maior estará no banco de suplentes, onde os bascos apresentarão agora o antigo treinador dos B’s, Ziganda, para assumir o comando técnico da equipa principal, depois de Valverde rumar à Catalunha. Este facto mantém a formação com a sua identidade bem vincada, trazendo um conhecedor dos jogadores das equipas secundárias e jovens do clube, para os fazer chegar à equipa principal. Ziganda já tem algum trabalho desenvolvido neste papel visto que foi ele que chamou a atenção dos responsáveis para que estes fizessem subir à equipa A jogadores como o avançado Williams e o guarda-redes Kepa. Agora, poder-se-á pedir a Ziganda que também demonstre a mesma qualidade exibicional de Valverde, que será bem difícil de replicar, ou que apenas tenha uma época tranquila – mas estamos todos avisados que esta equipa é sempre capaz de surpreender.

 

Atlético de Madrid

Após algumas temporadas em que o Atlético se intrometeu entre Barcelona e Real, chegando mesmo a quebrar o duopólio espanhol com um título, a época passada ficou um pouco aquém do esperado. Esta época, os rojiblancos querem voltar a competir contra os maiores, pois sentem que é lá que pertencem. As dores de crescimento são muitas e a proibição de contratar jogadores até Janeiro complicou ainda mais as contas. Apesar disto, Vitolo foi contratado e chegará em Janeiro, por enquanto ficando emprestado ao Las Palmas. Continuar sólido na defesa – a principal chave da equipa – mas precisar de fazer mais golos é o desafio que se propõe a Simeone e aos seus pupilos para esta nova temporada.

 

Barcelona

Completamente entranhados numa crise existencial, há várias questões que se colocam à volta da equipa culé. A saída de Neymar deixou o trio da frente órfão da sua asa esquerda, que perderá qualidade obrigatoriamente, quer venha Coutinho ou Dembelé. No banco, é Ernesto Valverde quem tem a tarefa de não deixar o gigante cair. A contestação começa a ser muita e já chega mesmo ao presidente. Vivem-se tempos sem definição em Barcelona e o que acontecerá esta época é uma incógnita em toda a linha.

 

Bétis

Seguramente um dos projectos mais interessantes desta La Liga. Apesar de todas as novidades: desde o vice-presidente ao diretor desportivo, passando pelo treinador e por, pelo menos, nove caras novas no plantel, o trabalho parece ter sido bem planeado e Quique Sétien tem ao seu dispor um plantel com bastante qualidade, para por em prática o seu futebol atacante. Boudebouz é o nome mais sonante no que concerne às movimentações no mercado dos verdiblancos. Exige-se uma posição na tabela na primeira metade à equipa da Andaluzia.

 

Celta de Vigo

No ano que passou, Berizzo colocou os adeptos do Celta a sonhar. Conseguiu alcançar as meias-finais da Liga Europa, assim como da Taça do Rei. Agora saiu do clube e há novidades no banco. O argentino viajou para Sul para treinar o Sevilha e agora é Unzué, antigo assistente de Luís Enrique no Barça, que está encarregue de comandar a formação da Galiza. Sem saídas de maior nomeada e ainda com as entradas de Maxi Gomez e a assinatura definitiva de Jozabed, o Celta tem tudo para lutar por uma nova qualificação europeia.

 

Deportivo da Corunha

Na Galiza, depois de uma época em que foi necessário lutar contra o sufoco da despromoção, espera-se uma temporada mais calma. O técnico que conseguiu salvar a equipa, Pepe Mel, vai ficar para a nova época e já viu chegarem alguns reforços importantes. Para a frente de ataque, o Depor conseguiu os empréstimos de Adrian Lopez e de Zakaria Bakkali e ainda continua a novela à volta do regresso de Lucas Peréz, vindo do Arsenal. Para além disto, Fabian Schar e Guilherme também chegaram, para uma equipa que não teve saídas muito significativas e que espera passar esta nova temporada com menos sobressalto.

 

Eibar

O objetivo neste clube basco é claro: dar continuidade ao que tem vindo a ser feito nas últimas temporadas. Conhecido pela excelente gestão financeira que faz, os armeros venderam Lejeune para o Newcastle, numa movimentação que lhes trouxe 10M€ aos cofres. Com esse valor, recrutaram Paulo Oliveira ao Sporting por 3.5M€ e compensaram a perda do central gaulês. Este minúsculo emblema, tentará de novo consolidar a sua posição no futebol espanhol, sendo que já vem fazendo parte da mobília nos últimos anos.

Foto: Mantos do Futebol

Espanhol

O maior desafio de Quiqué Sanchéz Flores será dar coesão a uma defesa que já na época transacta havia sofrido bastante. Apesar dos reforços pedidos, a direção não correspondeu, o que obrigará a um jogo de cintura maior por parte do técnico. Na época passada, o clube catalão surpreendeu toda a gente com o futebol jogado e o 8º lugar conquistado, mas esta temporada parece bem mais difícil repetir esse feito, embora perfeitamente possível, face àquilo que Quiqué conseguiu. Diego Lopez e Pablo Piatti assinaram contratos definitivos e serão duas das caras mais importantes nesta nova época.

 

Getafe

A formação dos arredores de Madrid está de volta à principal competição espanhola e de futebol e consigo traz a base que permitiu a subida. Apesar de muitos dos jogadores não terem experiências nestas andanças, a manutenção do núcleo duro da equipa pode ser um factor decisivo para o técnico Bordalás, que aponta à manutenção. Nos reforços, nota ainda para a chegada do português Antunes, que vem da Ucrânia trazer mais experiência à lateral esquerda azulón.

 

Girona

Quem espera sempre alcança. Depois de muito tentar nos anos anteriores, esta foi a época em que o objectivo ficou cumprido. Para trás ficaram quatro quatros lugares nas últimas cinco épocas, o primeiro que não dá direito à subida. Pela primeira vez nestas lides, o Girona não tem nada a perder nesta nova época. Agora, tudo o que vier é por acréscimo. Com o Manchester City por detrás a colocar alguns jogadores a rodar, o Girona conseguiu montar uma equipa competitiva e disposta a lutar olhos nos olhos com qualquer clube. Vindos do clube inglês, jogadores como Maffeo, Douglas Luis e Aleix Garcia ligam as luzes da esperança para o clube catalão.

Foto: Umbro

Las Palmas

Muito investimento no ataque mas a defesa pode ser um problema, devido à carência de soluções de qualidade. As previsões apontam para uma temporada bem complicada para a formação da Gran Canaria. Boateng e Roque Mesa saíram e para os substituir chegou Vitolo, que jogará até Janeiro e depois rumará ao Atlético, e o avançado Calleri. Fazer uma boa primeira metade da temporada é obrigatório para fugir depressa ao terror da despromoção.

 

Leganés

Depois de garantida a permanência a estreia na Primera, o segundo ano tem tradição de ser bem complicado para estes emblemas. A permanência do técnico Asier Garitano é o a melhor notícia que podiam ter. Os pepineros, viram chegar alguns reforços como Ezequiel Muñoz e estão fazer valer a boa relação com a Juve, que já havia emprestado Gabriel Pires. A rivalidade com o Getafe será também um condimento para esta temporada, visto que é a primeira vez que ambos as formações jogam o principal escalão do futebol espanhol.

 

Levante

O campeão da Adelante da época passada quererá fugir rapidamente à zona dos lanternas vermelhas para fazer uma época descansada neste regresso aos escalão principal. No entanto, as más notícias não tardaram a chegar. Ainda na pré-temporada souberam que o seu goleador, Roger Matri, teria que parar 6 meses devido a uma lesão séria no joelho. Posto isto, arranjar forma de colmatar esta perda será o grande desafio que se coloca a Juan Muniz, técnico do emblema valenciano.

 

Málaga

Pode ser um ano com alguma turbulência no Sul de Espanha. Muitas saídas de grande nome podem causar dificuldades ao clube. Ignacio Camacho, Carlos Kameni, Sandro Ramirez, Pablo Fornals, entre outros, serão jogadores muito difíceis de substituir e adivinha-se uma tarefa bem complicada para Michel no La Rosaleda. É em Borja Baston e em Paul Baysse, antigo capitão do Nice, que os adeptos do clube depositam as esperanças numa época que, pelo menos, repita os níveis da anterior.

 

Real Sociedad

Já depois de ter conseguido a qualificação para a Liga Europa na época passada, a Real Sociedade aponta ainda para algo de maior esta temporada. As soluções de ataque já eram bastante boas e ainda melhoraram com as adições de Janujaz e Diego Llorente, necessárias já que a equipa vai entrar em três frentes. A saída de Yuri Berchiche para o PSG será colmatada com o regresso de lesão de Agirretxe. Há ainda a noticiar as permanências de Inigo Martinez, que vinha sendo muito cobiçado pelo Barcelona e do guarda-redes Geronimo Rulli, que esteve com um pé no Nápoles. Os muitos produtos da formação tentarão também ajudar o emblema a lutar por uma época bem conseguida.

 

Real Madrid

Por esta altura é difícil encontrar quem não considere que este Real é a melhor equipa da liga e que se sagrará vencedor da competição. Com uma equipa completa em praticamente todos os pontos, tentará continuar a hegemonia a que se tem proposto. Neste seguimento, virou-se para a renovação com reforços jovens carregados de potencial de futuro, para encaixar nas posições mais necessitadas. Vallejo, Ceballos e Theo Hérnandez darão ainda mais profundidade e qualidade a um plantel que se propõe a vencer tudo o que joga.

 

Sevilha

Na Andaluzia, as mudanças no corpo técnico não devem reflectir alterações muito significativas no jogo jogado. Sampaoli saiu para tomar conta da seleção argentina e Eduardo Berizzo foi uma solução quase natural para o substituir no cargo. O legado deixado por Monchi a nível de contratações parece ter feito boa escola e, apesar da saída do histórico diretor desportivo para a Roma, os andaluzes conseguiram reforçar-se com muita qualidade. Nomes como Nolito, Jesus Navas, Luís Muriel e Ever Banega vão estar ao serviço de Berizzo e adivinha-se uma nova época a lutar pelo altos voos.

 

Valência

Adivinha-se mais um ano como os últimos – na corda bamba entre voar alto ou cair em queda livre. Depois de muitos anos de gastos desmesurados, esta temporada o Valência tentou virar-se para os bons negócios, apesar das muitas saídas a registar. O acordo permanente com Zaza, a chegada por empréstimo de Gonçalo Guedes dão o mote para esta época, em que os ché querem quebrar o enguiço de terem ficado em 12º. A equipa, que conta com a média de idades mais baixa da liga, viu sair uma das figuras: João Cancelo está a caminho do Inter. No banco, estará Marcelino Garcia Toral, que já conseguiu devolver o Villarreal aos altos voos e tentará agora replicar o feito, mas com maior exigência que estão num nível diferente e já com um historial de treinadores falhados bem longo. A paciência começa a esgotar-se para os adeptos mas é improvável ver um Valência a terminar na parte superior da tabela.

 

Villarreal

O Submarino amarelo foi uma das defesas menos batidas e será novamente esse o mote que Fran Escribá quererá usar para esta nova temporada. A campanha da época passada foi impressionante, terminando em 5º, e esta temporada os adeptos voltam a colocar a fasquia a esse nível. Ainda chegou Carlos Bacca, que se juntará a Bakambu na frente e Semedo entrou para suplantar a saída de Musacchio. Tudo somado, mais uma vez pode lutar por um lugar na Liga dos Campeões.

Foto: Goal

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Tomás da CunhaAgosto 18, 20179min0

O paradigma do futebol italiano tem vindo a mudar nos últimos anos. O calcio já não é aquele futebol ultra-defensivo, sem espaço para magia, e o facto de ter sido a liga das top-5 com maior número de golos marcados é prova disso mesmo. A renovação está em curso e o elevado número de jovens talentosos que vão ganhando espaço nas diversas equipas é também um sinal das diferenças em relação ao passado. Muitas dessas promessas são aqui apresentadas, para que não se percam de vista.

Alex Meret (SPAL) – Já é conhecido o potencial formador da Itália no que diz respeito aos guarda-redes. Nos últimos anos, a qualidade não parou de surgir e a concorrência promete ser apertada nos próximos tempos. Alex Meret é um dos nomes mais talentosos da nova geração e um candidato firme a assumir a baliza da Squadra Azurra. Formado na Udinese mas sem espaço no Friuli, o jovem de 20 anos foi cedido ao SPAL e brilhou na subida de divisão da equipa de Ferrara. Um guarda-redes sereno e maduro, evoluído no posicionamento e com uma agilidade impressionante entre os postes, parecendo voar para cada bola com relativa facilidade. Este ano terá a oportunidade de jogar na Serie A, campeonato mais desafiante e que exponenciará as suas qualidades. No SPAL, será posto à prova com bastante frequência, o que até lhe permite mostrar-se aos responsáveis dos zebrette, onde acabará por regressar em breve. Aí, terá a concorrência de Simone Scuffet, outro futuro monstro das balizas. Só podendo jogar um, veremos quem vencerá a corrida.

Andrija Balic (Udinese) – Numa liga que tem saudades de Pirlo, um regista de classe mundial, o pé direito de Balic, um predestinado, pode servir de recordação. Pela visão de jogo invulgar, pela precisão no passe longo e até pela cabeleira, o diamante formado no Hajduk Split não vai passar despercebido cada vez que estiver em campo. Aos 20 anos (sim, são apenas 20 anos, apesar de parecer que anda cá há muito tempo), o médio ignorou vários convites de emblemas de topo e escolheu a Serie A para prosseguir a carreira. Terminou a temporada como titular, e este ano tem tudo para ser de afirmação definitiva. Podendo actuar em qualquer posição do meio campo, é um jogador que gosta de ter a bola e que transborda confiança sempre que a tem sob controlo. Alto mas com muita habilidade, constrói a partir de zonas recuadas com imenso critério. É um “lançador” de excelência e um exímio marcador de bolas paradas. Se for bem protegido (isto é, se não for sobrecarregado com tarefas defensivas), vai fazer a diferença no meio campo da Udinese.

Rolando Mandragora (Crotone) – A abundância de médios no plantel da Juve dificulta bastante a afirmação dos mais jovens. Mandragora, tal como Bentancur, pode vir a impor-se no futuro mas, por enquanto, terão de dar provas de valor noutras paragens. Em Crotone, o jovem italiano será provavelmente uma das figuras da equipa e uma das principais esperanças para conseguir o objectivo da manutenção. Pode jogar à frente da defesa, mantendo a posição, ou um pouco mais adiantado, ligando-se aos homens do ataque com facilidade. Com um pé esquerdo excepcional, resiste bem à pressão e constrói com critério, de cabeça levantada. Tem várias soluções no seu jogo, mas a qualidade no passe longo – notória no último Mundial sub-20 – promete fazer estragos na Serie A.

 

Sem espaço na Juve, Mandragora terá mais tempo de jogo em Crotone [Foto: Signoria Mia Calcio News]
 

Filippo Romagna (Cagliari) – Para um jogador jovem é altamente complicado ganhar espaço num dos melhores plantéis do mundo. Romagna, apesar do enorme potencial, deixou a Juventus em definitivo, passo que lhe valerá mais tempo de jogo. O Cagliari está longe de ser uma equipa consistente do ponto de vista defensivo, mas vai certamente beneficiar da presença do jovem de 20 anos. Com todas as características de um central moderno, o italiano poderá ser o líder do quarteto defensivo rossoblu, ocupando a vaga do português Bruno Alves. Não é um jogador tão agressivo nos duelos, mas compensa com um posicionamento inteligente e uma velocidade acima da média. Depois, apresenta um nível técnico muito razoável, que lhe permite assumir a saída de bola com relativa facilidade. Sente-se confortável nesse papel e consegue desequilibrar através do passe. Vale a pena seguir a sua evolução.

Riccardo Orsolini (Atalanta) – Nos últimos anos, a Juventus tem adoptado a “política do eucalipto”, garantindo grande parte das jovens promessas que actuam no país. Se resultarem, o clube terá proveitos desportivos e financeiros. Se não evoluírem como se perspectivava, pelo menos não foram parar aos rivais. Tendo de apostar, não hesitaria em colocar as fichas em Riccardo Orsolini. Depois de brilhar na Serie B, ao serviço do Ascoli, e no último Mundial sub-20, o extremo esquerdino terá a oportunidade de demonstrar o seu talento numa das melhores equipas da temporada anterior. Partindo da direita, de forma a explorar as diagonais para o espaço interior, cria desequilíbrios com facilidade e tem um perfil de decisão bastante evoluído para a idade e, sobretudo, para o estilo que apresenta. Um jogador que gosta de ter a bola, sem problemas em assumir o 1×1 ou mesmo a finalização (marcou 8 golos na última época). Candidato indiscutível a revelação da Serie A.

Pol Lirola (Sassuolo) – O espanhol já foi uma das revelações da última época mas, por ainda ser algo desconhecido, tem lugar nesta lista. Emprestado pela Juventus ao Sassuolo pelo segundo ano consecutivo, é um dos laterais-direitos mais interessantes do campeonato italiano e ainda tem imensa margem de progressão. Destaca-se essencialmente pela facilidade com que se integra no ataque, fazendo um vaivém constante durante os 90 minutos. Ainda assim, está longe de ser um jogador que sobressaia pela capacidade física; é muito evoluído tecnicamente e aproveita para criar desequilíbrios em zonas interiores. Caso Berardi não seja colocado na zona central, a sociedade entre o espanhol e o italiano no flanco direito vai ser bem interessante de seguir.

Pol Lirola é um dos laterais-direitos mais interessantes da Serie A [Foto: goal.com]
Nicolò Barella (Cagliari) – Não faltam médios talentosos nesta Serie A e o jovem do Cagliari é mais um com potencial elevado. Os 28 jogos que realizou no último campeonato levaram-no ao Mundial sub-20, de onde uma lesão inesperada o afastou prematuramente. Ainda assim, mostrou valor no tempo que esteve em campo e esta época deverá fazer com que a sua cotação dispare. Terá lugar garantido no meio campo rossoblu, seja como 6 ou como 8, e a sua qualidade com bola dificilmente vai passar despercebida. Sempre com um papel activo na construção, é um jogador bastante resistente à pressão e procura entregar com critério, de preferência verticalizando. Quando joga como segundo médio arrisca mais no transporte, queimando linhas adversárias com facilidade. Apesar de ser mais forte nas tarefas ofensivas, não só pelo nível técnico mas também pela capacidade de decisão, é igualmente disponível no processo defensivo. Um médio completo.

Daniele Verde (Hellas Verona) – O potencial ofensivo do Hellas Verona é deveras assustador para um clube recém-promovido. Ao lado dos experientes Pazzini e Cerci estará Daniele Verde, um jovem irreverente e com um estilo de futebol bastante atractivo, que faz lembrar Ezequiel Lavezzi. A facilidade que tem em jogar com os dois pés, apesar de ser canhoto, coloca-o como uma opção válida para ambos os flancos, embora beneficie quando parte da direita. Atrevido e imprevisível, desequilibra no 1×1 e aparece bem nas zonas de finalização. Depois de se destacar no Avellino, marcando 8 golos, terá uma oportunidade de se mostrar de forma consistente num escalão mais competitivo. Em Roma, onde já se estreou, esperam por ele.

Dawid Kownacki (Sampdoria) – No último Europeu sub-21 foi um dos poucos destaques positivos da Polónia, selecção da casa, confirmando as credenciais que já tinha apresentado ao serviço do Lech Poznan, onde marcou 11 golos na temporada anterior. A Sampdoria tem descoberto talentos em diversas paragens, e a contratação do jovem avançado de 20 anos enquadra-se na política recente do clube genovês. Kownacki, que não deu um passo maior do que a perna, pode valer benefícios desportivos e financeiros, caso a adaptação corra como é expectável. Não sendo talhado para jogar como única referência do ataque, pode actuar em qualquer posição da frente e será sempre garantia de alguns golos. Melhorando os índices de eficácia terá números ainda melhores, já que aparece com facilidade em zonas de finalização e não lhe falta poder de remate com ambos os pés. Móvel mas com uma presença forte nas imediações da área adversária, dá-se bastante ao jogo e cria condições vantajosas para si e para os colegas. Ainda com enorme margem de progressão, vai acabar por ganhar o seu espaço na Sampdoria e pode tornar-se – ainda mais – um valor seguro do futebol polaco.

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Tomás da CunhaAgosto 16, 201718min0

Não é um dado adquirido que todas estas equipas terminem na segunda metade da tabela (a Fiorentina, por exemplo, ganhou vida nos últimos dias), mas é garantido que muitas delas vão lutar pela manutenção. Na diversidade que a Serie A possui, há espaço para surpresas e autênticos milagres por parte de equipas com poucos argumentos. 

Fiorentina

O mercado não foi fácil em Florença, e a certa altura chegou a pensar-se que a época se preparava para ser um descalabro. Borja Valero, Vecino e Bernardeschi estavam de saída e Kalinic forçava a transferência, deixando o projecto da Fiore a abanar por todos os lados. As contratações sucediam-se, mas a maioria apresentava qualidade duvidosa. Entretanto, os dirigentes do clube ganharam consciência e decidiram dar algum ânimo aos adeptos viola. Benassi, um dos jovens médios com mais potencial do calcio, foi adquirido ao Torino, e Jordan Veretout, que errou ao transferir-se para o Aston Villa, chegou para colmatar a saída de Vecino. Dois reforços que deverão ter lugar garantido no onze base de Stefano Pioli, ficando a outra vaga em aberto. Cristóforo, Badelj e Sánchez são mais disponíveis para tarefas defensivas, mas Matias Fernández e Riccardo Saponara poderão dar um toque de criatividade. Mais à frente, o português Gil Dias foi o escolhido para assumir funções semelhantes às de Bernardeschi, partindo do flanco direito para zonas interiores. Uma decisão de carreira bastante interessante por parte do esquerdino, ainda que a titularidade não esteja garantida. Eysseric, contratado ao Nice, e Federico Chiesa (enorme expectativa para perceber a evolução do italiano) são outras opções de grande nível para os corredores, além do explosivo Rebic e dos irreverentes Zekhnini e Hagi. O eixo do ataque é que não tem tanta abundância, faltando claramente um substituto à altura de Kalinic. Se quiser lutar pelos lugares europeus, a Fiorentina terá de encontrar um goleador até final do mercado e, se possível, aumentar a qualidade do sector mais recuado, onde o português Bruno Gaspar figurará.

Gil Dias escolheu a Fiorentina para evoluir
[Foto: Facebook de Gil Dias]

Bolonha

O desafio de um clube como o Bolonha passa por manter a motivação até final, já que, depois de conseguida a manutenção, não há qualquer objectivo pelo qual lutar. Começou mal a temporada, com a eliminação da Coppa Italia na recepção ao Citadella, mas a equipa de Donadoni tem condições para realizar um campeonato tranquilo, embora não deva haver potencial para mais do que isso. Apesar de a última época não ter sido famosa, o plantel rossoblu – que é uma verdadeira sociedade das nações, contando com 15 nacionalidades diferentes – tem boas armas, sobretudo do meio campo para a frente. As opções para o sector intermédio já davam garantias, e a chegada de Andrea Poli, o reforço mais sonante, acrescenta valor e experiência a essa zona do campo. Mais jovem mas não menos talentoso, o húngaro Ádám Nagy deverá assumir um papel muito relevante na manobra do Bolonha, podendo dar o salto para um emblema com outras ambições. Tem muito futebol no corpo. Pulgar, Verdi, Taider e Crisetig, outro médio com bastante qualidade, também entrarão na rotação, dando dores de cabeça positivas a Donadoni. No ataque, Destro deverá manter-se como a principal referência no eixo, bem acompanhado pelo esquerdino Krejci (para seguir com atenção) e pelos jovens Petkovic e Di Francesco.

Sassuolo

Será um ano de mudança para os neroverdi. Depois da saída de Eusebio di Francesco, sobrou um vazio no clube, pois foi o técnico que fez a equipa subir a pulso nos últimos anos, tendo jogado a Liga Europa na passada temporada. Para Roma, o técnico levou consigo dois dos principais jogadores do plantel: Lorenzo Pellegrini e Grégoire Defrel, baixas de vulto e que deixam uma sensação de que este pode ser um ano zero para a equipa. É certo que a estrela do conjunto, Domenico Berardi, se vai mantendo (estranhamente, dada a qualidade) no clube, para bem da equipa, mas é certo que esta temporada não teremos um plantel tão forte. O Sassuolo apostou em jogadores jovens para esta temporada, com destaque para a contratação do médio centro Francesco Cassata à Juventus e a manutenção em definitivo de Federico Ricci, dois jovens craques que podem a vir dar muito que falar. De resto, ainda no que toca a reforços, destaque para a contratação do central Goldaniga ao despromovido Palermo e para o regresso do ponta de lança Diego Falcinelli, que, depois de um empréstimo produtivo ao Crotone, pode ocupar a vaga deixada por Defrel. O técnico Cristian Bucchi, que terá o desafio de manter o clube estável, deverá construir a equipa em torno de jogadores como Consigli, Francesco Acerbi, Alfred Duncan, Matteo Politano e a estrela Berardi, que, neste ano de transição, poderá ter ainda maiores responsabilidades. Um lugar a meio da tabela parece o destino mais provável para os neroverdi.

Génova

As últimas épocas não têm sido fáceis para o conjunto rossoblu. A equipa tem potencial para fazer mais do que tem feito nas últimas temporadas, sendo obrigatório garantir a manutenção com maior margem – no último ano, o emblema que joga no Luigi Ferraris ficou no 16º posto, com apenas 4 pontos de vantagem para os lugares de despromoção. O mercado de Verão trouxe algumas mexidas importantes no plantel, com a chegada de Lapadula e os regressos de Bertolacci (figura importante no passado) e de Ricardo Centurión, polémico mas talentoso argentino. Ivan Juric conta com um elenco bem apetrechado, diga-se, contribuindo para isso a manutenção em definitivo de Oscar Hiljemark e a entrada dos experientes centrais Spolli, do Chievo, e Zukanovic, por empréstimo da Roma. Estes reforços dão um maior grau de profundidade e obrigam o Génova a fazer muito mais, visto que, do plantel principal, apenas saíram Lucas Órban e Ezequiel Muñoz, além dos emprestados Ocampos, Cataldi, Pinilla e Ntcham. A baliza está assegurada por Mattia Perin, um dos melhores guarda-redes do calcio, que há vários anos é apontado a outras paragens. O meio campo, com Miguel Veloso, Hiljemark, Cofie e agora Bertolacci, também apresenta uma qualidade bastante razoável. Diego Laxalt, explosivo uruguaio, é um nome a ter em conta nas alas, bem como Darko Lazovic, Centurión e o regressado Gakpé. À partida, Lapadula será o líder do ataque, já que Giovanni Simeone deverá deixar Génova, podendo abrir espaço para a evolução do teenager Pellegri, de apenas 16 anos. Resumindo, Ivan Juric precisa de provar o porquê da sua contratação em Abril e está obrigado a superar o modesto 16º lugar da última temporada.

Pellegri, aos 16 anos, estreou-se a marcar na Serie A [Foto: Corriere della Sera]

Chievo

Ano após ano, o Chievo Verona tem partido com um dos plantéis menos apetrechados da Serie A. No entanto, está desde 08/09 na elite do futebol italiano e não parece com vontade de a abandonar. O segredo dos gialloblu parece estar na estabilidade: Rolando Maran vai para a quarta temporada no comando técnico da equipa e nunca esteve em apuros na fuga à despromoção (em 15/16 conseguiu, inclusive, um belíssimo nono lugar). O plantel também não costuma sofrer muitas mudanças, sendo, por esse motivo, um dos mais envelhecidos do Calcio. No sector defensivo, por exemplo, Cesar já leva 35 anos, tal como Gamberini, Frey tem 33 e Dainelli carrega 38 anos no corpo. É precisamente essa a idade de Sergio Pellissier, mais um caso que comprova que a experiência é mesmo um posto – pelo menos em Itália. Vai para a 17ª (!) época ao serviço do Chievo, é uma lenda para os adeptos do clube e ainda consegue manter intactas as qualidades de goleador. Com a idade avançada do capitão, Roberto Inglese, que apontou 10 golos no último ano, e Riccardo Meggiorini poderão ter de assumir mais vezes as despesas do ataque. No apoio estará Valter Birsa, médio criativo que tem sido um dos jogadores mais destacados do conjunto de Maran. Marcou 7 golos e fez 9 assistências, números extremamente relevantes num clube como o Chievo. Mais responsáveis pelas tarefas defensivas estarão Ivan Radovanovic e o argentino Lucas Castro, dando liberdade ao esloveno.

Udinese

Há uns anos, a Udinese era um dos melhores exemplos de prospecção no futebol europeu. Foi ali que despontaram nomes como Alexis Sánchez, Juan Cuadrado ou Allan, antes de rumarem aos grandes palcos do futebol europeu. Entretanto, o clube do Friuli travou o seu crescimento e não conseguiu cimentar a sua posição entre os melhores do Calcio. Aliás, não é exagerado catalogar os zebrette (zebras, em português) como uma das principais desilusões dos últimos anos. Para esta temporada, a expectativa passa apenas e só por conseguir a manutenção de forma tranquila, se possível valorizando alguns jogadores do plantel. Luigi Del Neri conta, desde logo, com uma das maiores promessas das balizas italianas. Simone Scuffet deverá aproveitar a previsível saída de Karnezis para finalmente conquistar o seu espaço. Meret, também ele com um talento enorme, vai rodar novamente no SPAL. Outra das posições mais interessantes é a lateral-esquerda, onde Ali Adnan terá a concorrência de Pezzella, que se destacou no último Mundial sub-20. Samir, central de origem, também poderá desempenhar este papel. O meio campo ganhou um reforço de peso com a chegada de Valon Behrami, que parece destinado a ocupar a posição 6, mas o principal motivo de interesse será o maestro Andrija Balic. Dono de um talento extraordinário, o jovem médio croata apareceu bem no final da última temporada e é expectável que conquiste o seu espaço na equipa. Seko Fofana, mais agressivo no transporte de bola, oferece outras características a um sector particularmente entusiasmante. Quem não deve ter ficado entusiasmado com a saída de Duván Zapata são os adeptos da Udinese, que viram uma das referências do ataque regressar a Nápoles. Para o seu lugar chegou Lasagna, mas Théréau deve manter-se como o principal goleador do conjunto bianconero. De Paul e Jankto serão os desequilibradores a partir das alas.

Sampdoria

Não sendo candidata a altos voos, a Sampdoria é uma das equipas que pode surpreender. O plantel sofreu uma espécie de revolução, com a saída de várias figuras fundamentais, mas o clube genovês tem demonstrado bastante astúcia na abordagem ao mercado. Ainda assim, não será fácil colmatar as baixas de Skriniar, central eslovaco que rumou ao Inter, de Bruno Fernandes ou de Luis Muriel, que saltou para Sevilha. Além destes, espera-se que a transferência de Patrik Schick se confirme (o negócio com a Juve falhou, mas não faltam interessados), o que significaria a perda da maior revelação do último campeonato. Um avançado que combina qualidade técnica, inteligência nas movimentações e uma capacidade extraordinária de utilizar o corpo. Talvez por isso o comparem com Zlatan. Marco Giampaolo deverá ter uma réstia de esperança na permanência do checo, mas a Samp precaveu-se e garantiu a contratação de Gianluca Caprari, que deu nas vistas ao serviço do Pescara, e do promissor David Kownacki, um dos mais talentosos da nova geração polaca. Não sendo talhado para jogar como referência, pode actuar nos flancos ou no apoio a um jogador que procure constantemente as zonas de finalização. O meio campo, indiscutivelmente o sector mais forte do emblema de Génova, conta com opções de luxo, entre as quais os promissores Lucas Torreira (junta a fibra uruguaia a uma qualidade no passe notável), Dennis Praet e Karol Linetty, ambos com potencial para mais do que o que demonstraram na última temporada. Gastón Ramírez foi contratado ao Boro e volta à Serie A, campeonato mais adequado às suas características, como uma das estrelas cintilantes dos bluecerchiati. Tem um pé esquerdo fantástico. Valerio Verre, embora possa ter dificuldades para jogar regularmente, é outro nome a ter em conta, bem como o experiente paraguaio Barreto. Djuricic e Ricky Álvarez, cuja explosão definitiva parece eternamente adiada, são duas incógnitas e nem sequer é possível afirmar que vão fazer parte do plantel. O excesso de opções para o sector intermediário vai certamente condicionar as escolhas de Marco Giampaolo, que não estará tão satisfeito com as alternativas para a linha defensiva. Murru, contratado ao Cagliari, é um lateral-esquerdo com potencial, mas parece faltar um líder que faça esquecer Milan Skriniar.

Ainda não há certezas sobre a permanência de Schick na Samp [Foto: around-j.com]

Cagliari

Em ano de regresso à Serie A, o emblema da Sardenha construiu um plantel com algumas individualidades de excelente nível e terminou no 11º lugar. O Cagliari foi uma das defesas mais batidas do campeonato, mas também conseguiu um registo assinalável de golos marcados. Esta temporada não deverá ser diferente, e o Comunale Sant’Elia poderá assistir a espectáculos bastante interessantes. As mudanças no plantel foram significativas, nomeadamente no sector mais recuado, que perdeu Bruno Alves, Isla e Murru. Apesar das chegadas de Andreolli e Romagna, promissor central italiano que deixou a Juve em definitivo, restam dúvidas sobre a capacidade de Massimo Rastelli formar uma defesa consistente. Como 6, embora possa jogar mais à frente, Nicolò Barella deverá assumir-se como o pensador e o principal construtor de jogo dos rossoblu. É um médio com uma qualidade técnica superior, distinguindo-se de Padoin e Dessena. João Pedro, criativo brasileiro, está encarregue de fazer a ligação com os dois avançados, que se complementam bastante bem. Sau, mais móvel, procura abrir espaços para o letal Borriello, que, aos 35 anos, ainda é uma ameaça constante para os adversários (16 golos no último campeonato). Duje Cop, caso não volte a ser emprestado, terá certamente uma palavra a dizer.

Crotone  

Parecia impossível, mas o estreante Crotone, depois de uma recuperação simplesmente notável, conseguiu a manutenção na última jornada. Esta época ninguém quererá sofrer tanto, por certo, mas o clube da Calábria dificilmente se livra de ter a corda ao pescoço. À excepção do talentoso médio Rolando Mandragora, cedido pela Juventus para ocupar a vaga deixada em aberto por Crisetig, o plantel não teve adições de valor significativo e Davide Nicola precisa de mais uma volta a Itália em bicicleta. Confuso? A explicação é simples: o técnico do Crotone, ciente de quão improvável era segurar o clube na primeira divisão, prometeu percorrer o país de bicicleta caso houvesse um milagre. E lá pedalou 1300 quilómetros. Diego Falcinelli, com 13 golos marcados, foi um dos principais responsáveis pela proeza, mas o Sassuolo, casa de origem, não prescindiu dos seus serviços para a nova temporada. Sem o seu goleador, os squali terão ainda mais problemas num ataque que anseia a chegada de reforços.

SPAL

Foi preciso esperar 49 anos para ver o SPAL 2013 (data da última refundação) de novo na elite do futebol italiano. O clube da cidade de Ferrara regressa como vencedor da Serie B, depois de uma campanha quase imaculada sob o comando do técnico Leonardo Semplici. A segurança defensiva foi uma das imagens de marca dos spallini, muito por culpa da serenidade transmitida pelo guarda-redes Alex Meret. O eixo defensivo também parece estar assegurado: a Gasparetto e Cremonesi juntam-se Felipe, proveniente da Udinese, e Oikonomou, cedido pelo Bolonha. O plantel do SPAL conta com vários emprestados, mas a grande maioria tem condições para dar uma contribuição importante. Alberto Grassi, que pertence aos quadros do Nápoles, é um dos médios com mais potencial da nova geração e tem no SPAL um óptimo espaço de afirmação. A seu lado deverão estar Federico Viviani e Luca Rizzo, emprestados pelo Hellas Verona e pelo Bolonha, respectivamente. No ataque, ao contrário do Crotone, rival na luta pela manutenção, o conjunto recém-promovido possui muitas e boas opções. Mirco Antenucci foi decisivo na subida, encontrando as redes contrárias em 18 ocasiões, e ainda há Alberto Paloschi (flop na Premier League, mas tem muita qualidade) e o experiente Sergio Floccari. Há razões para sonhar com a permanência.

Benevento

A estreia na Serie A é, por si só, um prémio simpático para o Benevento, clube que no ano passado disputou pela primeira vez a Serie B. Ainda assim, os stregoni não quererão desperdiçar a oportunidade de garantir o seu lugar no escalão máximo. A viver um autêntico conto de fadas, com duas promoções consecutivas, o elenco de Marco Baroni recebeu um upgrade significativo para tentar a manutenção. A Lazio cedeu Danilo Cataldi, médio com qualidade para se impor no meio campo da equipa, e poderá libertar também o talentoso (mas inconstante) Ricardo Kishna. Por empréstimo do Inter continua George Puscas, avançado romeno com nome de craque, decisivo na “finalíssima” frente ao Carpi. Venuti, lateral-direito que pertence aos quadros da Fiorentina, continuará a evoluir no Stadio Ciro Vigorito, onde o ganês Chibsah, fundamental na temporada anterior, permanecerá em definitivo depois de ter sido adquirido ao Sassuolo. Para acrescentar experiência ao plantel, o emblema recém-promovido “pescou” Panagiotis Kone na Udinese e Memushaj no despromovido Pescara. Percebe-se, portanto, que houve um esforço para compor um plantel de primeira divisão. Veremos se será suficiente para escrever mais uma página de glória em Benevento.

Hellas Verona

Ao colo de Pazzini. Foi assim na última temporada e será assim na época que se avizinha. O experiente goleador italiano marcou nada mais, nada menos do que 23 golos na Serie B e contribuiu de forma decisiva para o regresso do Hellas Verona à primeira divisão. Este ano terá a companhia de Alessio Cerci, que, depois de uma má experiência no Atlético e de sucessivos empréstimos, tem a ambição de recuperar o nível que demonstrou em Turim. O trio de ataque fica fechado com o promissor Daniele Verde, avançado rápido, desequilibrador e com golo. Está cedido pela Roma e tem potencial para eventualmente voltar ao Olímpico. As principais figuras do conjunto de Fabio Pecchia, jovem treinador de 43 anos, estarão na frente, mas haverá alguma qualidade à disposição nos restantes sectores. Bruno Zuculini, ainda à procura de atingir um patamar superior na carreira, é o nome mais sonante de um meio campo que conta com Daniel Bessa, Büchel, Marco Fossati e Mattia Valoti. O uruguaio Martin Cáceres foi contratado para ser o patrão do sector defensivo, mas a contratação de Heurtaux à Udinese também acrescenta valor a uma zona algo carente de qualidade. Em suma, teremos uma equipa bastante dependente dos seus avançados.

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Xavier OliveiraAbril 13, 20179min0

O snooker é considerado um dos desportos mais importantes no mundo para o desenvolvimento intelectual de qualquer pessoa, pelo esforço mental a que sujeita os seus praticantes. O fair play, o cavalheirismo e o desportivismo presentes nos panos verdes são atributos que dificilmente se encontram tão bem representados noutra modalidade quanto aqui.

Se nunca viu snooker, ou raramente costuma acompanhar, saiba que o ponto mais alto da época começa já no próximo dia 15 de abril. Esse referido ponto alto é o mundial, que se joga em Sheffield, em Inglaterra. Facilmente pode perceber abaixo o porquê de este ser um ano memorável e de ser, simultaneamente, uma excelente oportunidade para começar a acompanhar mais de perto este desporto.

Esta edição do mundial tem um simbolismo especial em Sheffield – celebram-se os 40 anos da realização desta prova no Crucible Theatre. É praticamente impossível apontar um único favorito à vitória este ano, sendo que há vários jogadores a perfilarem-se como candidatos ao título. De todos os 16 jogadores já apurados para o quadro final, fizemos uma análise sobre aqueles que são provavelmente os oito maiores candidatos a sagrar-se campeões do mundo, com base no que fizeram esta época e no seu historial. Deste lote, há vários que nunca provaram o sabor da vitória, com outros repetentes também à mistura.

Mark “The Shark” Selby

Apontado pela maioria dos especialistas como o grande favorito à vitória do mundial deste ano, após mais uma época a grande nível. Será o nº 1 do ranking mundial capaz de renovar o título de campeão do mundo e destronar a concorrência com o seu estilo de jogo particularmente defensivo? Ou terão os adversários os seus tacos bem preparados para abater a muralha defensiva natural de Leicester? Para que se perceba um pouco melhor a qualidade deste jogador, segue um pequeno resumo da sua carreira e da sua época.

Nacionalidade: Inglaterra (Leicester)

Idade: 33 anos

Profissional desde 1999

Ranking Atual: 1º lugar

Finais 2016/2017: 5 (Paul Hunter Classic, Shanghai Masters, International Championship, UK Championship e China Open)

Títulos 2016/2017: 4 (Paul Hunter Classic, International Championship, UK Championship e China Open)

Títulos de Campeão do Mundo: 2014 e 2016

Tacadas centenárias (Acima 100 Pontos): 466

Tacadas máximas (147 pontos): 2

Prémios monetários amealhados: 4.081.766 Libras

Foto: Mark Selby no mundial de 2016 (Fonte: Snookerclub)

Judd “The Ace in the Pack” Trump

Desde que apareceu a jogar como profissional no ano de 2005, nunca mais ninguém perdeu de vista este jovem prodígio. Tornou-se profissional aos 16 anos e desde então tem vindo sempre a crescer como jogador. Ano após ano é apontado como um dos grandes favoritos à vitória mas tem falhado sempre até agora. No entanto esta época esteve particularmente bem, tal como comprovam os números.

Nacionalidade: Inglaterra (Bristol)

Idade: 27 anos

Profissional desde 2005

Ranking Atual: 2º lugar

Finais 2016/2017: 5 (European Masters, English Open, Welsh Open, Gibraltar Open e Players Championship)

Títulos 2016/2017: 2 (European Masters e Players Championship)

Títulos de Campeão do Mundo: Nada a assinalar

Tacadas centenárias (Acima 100 Pontos): 459

Tacadas máximas (147 pontos): 3

Prémios monetários amealhados: 2.356.314 Libras

Judd Trump a celebrar vitória no Players Championship (Fonte: Getty Images)

Stuart “Ball-run” Bingham

Era o “patinho feio” da modalidade até 2015, altura em que deixou o mundo do snooker boquiaberto ao sagrar-se campeão do mundo. Mas desde então tem passado muito ao lado dos bons resultados. Desde essa altura só atingiu duas finais de torneios pontuáveis para o ranking, tendo vencido apenas uma delas. Será que a vitória do Welsh Open este ano dará o “boost” necessário para Bingham erguer o troféu de campeão do mundo? A jogar com menos pressão do que ano passado, tudo é possível para este inglês.

Nacionalidade: Inglaterra (Essex)

Idade: 40 anos

Profissional desde 1995

Ranking Atual: 3º lugar

Finais 2016/2017: 2 (China Championship e Welsh Open)

Títulos 2016/2017: 1 (Welsh Open)

Títulos de Campeão do Mundo: 2015

Tacadas centenárias (Acima 100 Pontos): 328

Tacadas máximas (147 pontos): 3

Prémios monetários amealhados: 2.199.581 Libras

Ding “Star of the East” Junhui

É o único chinês a perfilar no top-16 atualmente. É sem dúvida um dos grandes favoritos a erguer o título de campeão do mundo em Sheffield, depois de em 2016 ter mostrado ser capaz de ombrear com os melhores, ao ter alcançado a final onde perdeu para Selby. Uma coisa é certa, se Ding estiver mentalmente bem, será extremamente difícil alguém parar o “dragão da China”.

Nacionalidade: China (Jiangsu)

Idade: 30 anos

Profissional desde 2003

Ranking Atual: 4º lugar

Finais 2016/2017: 2 (International Championship e Shanghai Masters)

Títulos 2016/2017: 1 (Shanghai Masters)

Títulos de Campeão do Mundo: Nada a assinalar

Tacadas centenárias (Acima 100 Pontos): 440

Tacadas máximas (147 pontos): 6

Prémios monetários amealhados: 2.837.750 Libras

Ding Junhui no Shanghai Masters 2016 (Fonte: China Daily)

Ronnie “The Rocket” O’Sullivan

Dispensa qualquer tipo de apresentações, pois estamos a falar daquele que é considerado por muitos um dos melhores jogadores de todos os tempos. Dotado de um talento natural para a modalidade, O’Sullivan tem no Crucible o seu teatro dos sonhos, mas também dos pesadelos, já que por várias vezes lá protagonizou episódios no mínimo caricatos. De qualquer forma veremos se será este ano que o britânico alcança Sir Steve Davis em número de títulos de campeão do mundo.

Nacionalidade: Inglaterra (West Midlands)

Idade: 41 anos

Profissional desde 1992

Ranking Atual: 12º lugar

Finais 2016/2017: 4 (European Masters, UK Championship, Champion of Champions e Masters)

Títulos 2016/2017: 1 (Masters)

Títulos de Campeão do Mundo: 2001, 2004. 2008, 2012 e 2013

Tacadas centenárias (Acima 100 Pontos): 868

Tacadas máximas (147 pontos): 13

Prémios monetários amealhados: 8.892.134 Libras

Foto: Ronnie O’Sullivan no Masters 2017 (Fonte: BBC)

John “The Wizard of Wishaw” Higgins

Estamos perante um dos nomes mais sagrados do snooker mundial. Sir John Higgins é invariavelmente um candidato crónico a campeão do mundo, algo que já não acontece desde 2011. Terá a idade um peso grande nas horas de maior pressão? Ou será que Higgins está como o “vinho do Porto, quanto mais velho melhor”? Certo é que esta temporada venceu apenas dois títulos e nenhum deles pontuável para o ranking, o que diz muito da época do escocês.

Nacionalidade: Escócia (Wishaw)

Idade: 41 anos

Profissional desde 1992

Ranking Atual: 6º lugar

Finais 2016/2017: 3 (Scottish Open, China Championship e Champions of Champions)

Títulos 2016/2017: 2 (China Championship e Champions of Champions)

Títulos de Campeão do Mundo: 1998, 2007, 2009 e 2011

Tacadas centenárias (Acima 100 Pontos): 664

Tacadas máximas (147 pontos): 8

Prémios monetários amealhados: 6.911.769 Libras

John Higgins a celebrar mais um título com a família (Fonte: World Snooker)

Marco “Hong Kong Fuey” Fu

É o segundo asiático mais bem classificado no ranking mundial, apenas com Ding à sua frente. Marco Fu é sempre uma grande incógnita e esta época é prova disso mesmo, tendo tido uma temporada de altos e baixos. Chegou à final do Players Championship e venceu o Scottish Open, onde venceu John Higgins na final deste último. Resta saber em que forma chegará Fu a Sheffield, sendo certo que este é sempre um nome a ter em conta.

Nacionalidade: Hong Kong

Idade: 39 anos

Profissional desde 1998

Ranking Atual: 8º lugar

Finais 2016/2017: 2 (Scottish Open e Players Championship)

Títulos 2016/2017: 1 (Scottish Open)

Títulos de Campeão do Mundo: Nada a assinalar

Tacadas centenárias (Acima 100 Pontos): 448

Tacadas máximas (147 pontos): 4

Prémios monetários amealhados: 2.362.339 Libras

Foto: Marco Fu no Scottish Open 2016 (Fonte: Eurosport)

Barry “The Hawk” Hawkins

A “Águia” do circuito voou alto esta época, tendo vencido um major, atingido a final de outro e a fixar-se como o quarto jogador que amealhou mais pontos para o ranking esta época. Já atingiu uma final do mundial em 2013 onde perdeu para O’Sullivan. É sempre difícil saber o que esperar de Hawkins, mas “por entre os pingos da chuva” este inglês pode fazer estragos este mundial.

Nacionalidade: Inglaterra (Kent)

Idade: 37 anos

Profissional desde 1996

Ranking Atual: 7º lugar

Finais 2016/2017: 2 (Northern Ireland Open e World Grand Prix)

Títulos 2016/2017: 1 (World Grand Prix)

Títulos de Campeão do Mundo: Nada a assinalar

Tacadas centenárias (Acima 100 Pontos): 232

Tacadas máximas (147 pontos): 2

Prémios monetários amealhados: 1.798.592 Libras

Barry Hawkins no World Grand Prix 2017 (Fonte: Ronnieo.com)

O presente artigo foi realizado no âmbito da parceria que o Fair Play estabeleceu com o Sapo24, e a sua publicação original pode ser consultada aqui.

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Luís PereiraMarço 22, 20177min0

A Fórmula 1 está prestes a arrancar. Quem estará mais forte na Austrália? Será uma luta a três? Ou voltará a Mercedes a dominar? A antevisão da nova temporada de F1 chegou.

Mercedes

Pilotos: Lewis Hamilton e Valtteri Bottas

Os anos de mudanças de regras costumam ser complicados para os Campeões do Mundo, mas a Mercedes não parece ter sido muito afetada. A equipa germânica continua genuinamente competitiva, com tempos muito competitivos e muitos quilómetros amealhados (1,096 voltas).

A vantagem competitiva parece não ser tão grande quanto costumava ser, mesmo Lewis Hamilton questionou se não seria a Ferrari a equipa mais rápida, mas sabemos que a Mercedes gosta de fazer as coisas com calma nos testes, para depois mostrar toda a velocidade quando realmente importa, na corrida.

Ninguém na Mercedes se está a assumir como concretos favoritos, já que ainda não estão totalmente confiantes no novo carro, mas toda a gente sabe que a Mercedes tem a experiência em ganhar, principalmente nesta Fórmula 1 mais recente.

Red Bull

Foto: f1fanatic.co.uk

Pilotos: Daniel Ricciardo e Max Verstappen

A Red Bull é uma das favoritas para 2017. O RB13, ainda parece ser bastante “simples”, mas novidades são esperada na Austrália. A nível de motor, a Renault melhorou o suficiente para os franceses considerarem que a Red Bull vai estar pronta para lutar pelo título em 2017.

Os testes não ocorreram sem alguns incidentes de percurso, mas nada que impeça a equipa de estar confiante em fazer uma época onde irá estar na luta.

Ferrari

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Pilotos: Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen

Tanto a McLaren como Lewis Hamilton apontam a Scuderia como favoritos e isso quer dizer qualquer coisa. Quer dizer que a Ferrari mostrou um excelente desempenho em todos os testes, tendo feito inclusive o tempo mais rápido, com um 1:18.634 de Kimi Raikkonen. Mas atenção, isso ainda não prova nada. Em 2016 os testes também correram de feição à equipa de Maranello e isso não se comprovou no restante do ano, com uma época sem qualquer vitória.

Apesar de estarem com uma postura pragmática, é verdade que algum otimismo está presente na Ferrari, otimismo esse que só na Austrália é que se verá se serão ventos de mudança na F1.

Force India

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Pilotos: Sergio Perez e Esteban Ocon

A Force India foi uma das boas surpresas do ano passado. Este ano a equipa começou com um teste bastante discreto, ao qual decidiu apresentar mais cor, apresentando uma pintura…cor de rosa.

Mas a cor de um carro não o faz andar mais depressa, para isso a Force India conta com uma base sólida, um motor Mercedes que é um ponto forte, e muito trabalho pela frente para garantir uma classificação tão boa como a do ano passado.

Williams

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Pilotos: Felipe Massa e Lance Stroll

Depois de um primeiro teste muito complicado, a Williams teve uma sessão calma onde conseguiu muitas voltas e, inclusive, os mais rápidos de um dos dias de testes.

Depois de todos os incidentes, a Williams conseguiu também fazer uma simulação de corrida, com tempos competitivos, e utilizar apenas um único motor, durante todo o teste.

Mais boas notícias? O antigo diretor da Mercedes, Paddy Lowe, está a chegar, com muitas melhorias também.

McLaren

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Pilotos: Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne

Que se pode dizer mais sobre o desastre que tem sido este início de temporada da McLaren-Honda? Na opinião de Alonso é fácil, a culpa é da Honda. Segundo o espanhol o motor nipónico é pouco fiável e lento. Já Boullier, o chefe de equipa, diz que com um motor Mercedes a McLaren estaria a ganhar corridas.

A pressão está assim no lado dos japoneses, que no 3º ano de F1, não parecem conseguir atinar com um motor verdadeiramente competitivo.

Qual será o futuro desta parceria? Divorcio anunciado? Ou um verdadeiro milagre ainda por chegar?

Toro Rosso

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Pilotos: Daniil Kvyat e Carlos Sainz Jr

A Toro Rosso não teve um primeiro teste de época fácil, mas o segundo já foi diferente. No último teste a “equipa B” da Red Bull conseguiu fazer o dobro das voltas que tinha completado, acabando o teste com um carro que foi descrito pelo chefe de equipa, Franz Tost, como “competitivo e rápido”. A fiabilidade ainda é um problema, mas isso é algo que a Toro Rosso espera que melhore com a chagada da nova versão do motor Renault na Austrália.

No geral, o Toro Rosso parece promissor e não apenas pelo seu aspeto.

Haas

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Pilotos: Romain Grosjean e Kevin Magnussen

A equipa mais jovem do pelotão parece ter um carro sólido. A competitividade parece ser uma base sólida, mas ainda com alguns “glitches” por apurar. A base parece ser competitiva, principalmente com o motor Ferrari a dar potência, mas ainda faltam muitos acertos no carro.

Prometeram à jovem equipa americana que o 2º ano ia ser muito mais complicado, mas toda a gente na Haas quer provar aos críticos que isso não será assim.

Renault

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Pilotos: Nico Hulkenberg e Jolyon Palmer

Depois do terrível 2016 a Renault quer um 2017 bem mais fácil. Até agora o novo monolugar parece ser uma clara evolução, apesar de a unidade motriz ainda ter alguns problemas de fiabilidade.

A Renault sabe quais os problemas mecânicos que foram afetando a pré-temporada e a solução pode estar no conjunto de melhorias esperadas em Austrália.

Sauber

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Pilotos: Marcus Ericsson e Pascal Wehrlein

A Sauber sabe que não vai ter uma vida fácil, muito por culpa de ser a única equipa a utilizar um motor de 2016 no seu carro. Apesar de o Ferrari de 2016 ter sido uma boa unidade motriz, este ano há total liberdade de melhoria dos motores, algo que via deixar a Sauber para trás, especialmente com o progresso da temporada.

Apesar de fiáveis, a Sauber sabe que tem uma longa temporada, com muitas dificuldades pela frente.

O que aí vem?

Com o GP da Austrália mesmo à porta a excitação pelo regresso da F1 está no ar. O cheiro a borracha queimada, o som dos motores a gritar, as espectativas para ver quem é o mais rápido, tudo isso está prestes a chegar. O GP da Austrália realiza-se entre os dias 24 e 26 deste mês.

Nesta fase as perguntas são muitas e não é na 1ª corrida do ano que se tem as respostas, mas a espera é sempre longa para quem ama a maior potência automobilística do mundo.


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