24 Ago, 2017

Arquivo de Entrevistas - Fair Play

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Xavier OliveiraAgosto 13, 201718min0
Ken Doherty, 47 anos, jogador profissional de snooker. Campeão mundial em 1997, surpreendeu tudo e todos ao bater Stephen Hendry na final, no Crucible Theatre. É um fã assumido do Manchester United e deu uma entrevista em exclusivo ao Fair Play onde fala sobre o passado e o presente do snooker, entre outros temas.

Para saberem mais sobre Ken Doherty e acompanhar todas as novidades sigam-no no Twitter

O Ken é um jogador profissional desde 1990. Nota algumas diferenças desde então até agora na maneira como o snooker é jogado?

KD: Não vejo qualquer diferença no jogo ao nível dos melhores do mundo. Penso que a principal diferença está nos jogadores abaixo do top 32, o nível standard do snooker como existia antes cresceu muito. Há muito mais torneios e com isso aparecem muito mais entradas acima de cem pontos.

Como jogador, joguei frente aos melhores de sempre, como Steve Davis (ele ainda joga bom snooker), Jimmy White e Stephen Hendry, claro. Nos anos 90 apareceram os jovens dourados como os casos de John Higgins, Ronnie O’Sullivan e Mark Williams, que como se sabe ainda jogam a um excelente nível.

O snooker está agora um nível acima, não só no top 16, mas também nos jogadores mais abaixo do ranking, o que é uma grande diferença relativamente ao passado. Nessa altura olhava-se para os quadros dos torneios e pensava-se logo nas rondas seguintes, não nas primeiras. Mas agora temos de pensar desde o nosso primeiro encontro porque todos os jogos são difíceis.

Quão incrível foi vencer o Stephen Hendry naquela mítica final do Campeonato do Mundo em 1997? A sua vitória naquela altura foi uma grande surpresa?

KD: Acho que a minha vitória foi uma grande surpresa, porque o Stephen Hendry vinha de seis títulos de campeão do mundo consecutivamente. Eu era um outsider e não estava a jogar propriamente bem nessa altura. Defrontei o Mark Davis na primeira ronda, e pensei, ele é a minha final basicamente, se conseguir ganhar a primeira ronda, consigo assegurar a presença no top 16. Quando venci esse encontro e assegurei o lugar no top 16, pensei ‘vamos ver o que vai acontecer agora’, essa foi mesmo a minha abordagem ao Campeonato do Mundo de 1997.

Nas rondas seguintes venci o Steve Davis, o John Higgins, o Alain Robidoux e claro o Stephen, na final. Senti um grande crescimento da minha confiança nesse torneio, mas o mais engraçado é que estava mais preocupado com o confronto frente ao Mark Davis na primeira ronda, do que estava quando fui jogar com o Stephen Hendry na final, e isto pode parecer estanho mas é a verdade.

Venci quatro encontros antes da final, sentia-me confiante, já tinha vencido o Stephen Hendry noutras ocasiões, não em finais, portanto é estranho mas estava realmente mais preocupado com a minha primeira ronda do que com a final.

Ken Doherty em ação (Fonte: World Snooker)

Esteve presente na meia-final do Riga Masters e qualificou-se para os próximos majors, portanto podemos assumir que tem sido uma grande temporada até agora? Recebeu algum tipo de poder mágico com aquele wild card de 2 anos no Crucible Theatre?

KD: Se fosse verdade que esse ‘wild card’ tivesse trazido algum tipo de poder com ele, gostava de já o ter recebido há alguns anos. Penso que ao receber este ‘wild card’ que tem a duração de dois anos, consegui encontrar o foco e a atitude que preciso para mais estes dois anos enquanto profissional. Prometo que vou trabalhar muito e dar cem por cento pelo jogo. Depois, se já não sentir forças, irei então dizer ‘muito bem, eu desisto’.

Neste momento está tudo a correr bem, mas ainda é cedo para retirar grandes conclusões. Estar na meia-final em Riga foi excelente, e trouxe-me boas memórias daquela final do Campeonato do Mundo de 1997. Como já disse, estou a dar tudo ao snooker, consegui vencer todos os jogos das qualificações até agora, no entanto a temporada ainda agora começou e não quero perder o controlo. A minha confiança está alta, e o nível de jogo está onde sempre quis!

O próximo torneio que irá jogar é o China Championship, quais são as suas expetativas? Veremos um Ken Doherty muito forte frente ao “The Magician” Shaun Murphy na primeira ronda?

KD: Não vou fazer nenhum esforço em especial frente ao Shaun Murphy na primeira ronda. Já o defrontei em outras ocasiões antes, ele é uma pessoa estável, ex-campeão do mundo, um dos melhores jogadores do mundo e um dos melhores com o taco em acção. A minha abordagem para esse encontro será como se fosse jogar uma final, só pretendo jogar ao meu melhor nível, dar tudo o que tenho, lutar como um tigre e ver o que acontece. Se perder, irei pensar ‘okay, ele é um jogador melhor’ , mas se ganhar será algo muito especial para mim. Será com certeza um encontro difícil, mas vou jogá-lo como se fosse realmente uma final.

Ken Doherty na mesa (Fonte: World Snooker)

O Ken é um dos três jogadores irlandeses profissionais de snooker. As pessoas reconhecem-no facilmente no seu país? Existe uma grande paixão pelo snooker na Irlanda?

KD: Em 1997 eles reconheciam-me, mas agora vinte anos depois, não tenho a certeza que isso seja assim. Ranelagh, na Irlanda, é uma pequena localidade e sinto-me um sortudo por viver lá. A Irlanda é um lindo país, as pessoas são fantásticas, elas não me deixam sentir o melhor do mundo, mas se for abaixo elas colocam-me novamente de volta com os pés na Terra.

Ao mesmo tempo que isso acontece, elas vêm ter comigo e dizem ‘Lembro-me onde estava quando o vi sagrar-se campeão do mundo’ ou ‘Lembro-me onde estava quando o vi falhar a bola preta para fazer uma entrada de 147 pontos na final’, e na verdade nunca sei muito bem o que dizer quando elas me abordam a falar sobre isso. Há muitas pessoas que ainda se lembram desse Campeonato do Mundo, não tanto os mais novos mas sim as pessoas mais velhas.

É um grande fã do Manchester United, e do José Mourinho e Cristiano Ronaldo também, espero. Pensa que seria importante para os clubes, não só em Inglaterra mas em geral, associarem-se ao snooker? Quão importante seria criar um género de Liga dos Campeões do snooker?

KD: Penso que isso seria uma excelente ideia, eles têm neste momento um género de Championship League como no passado.

Eu amo o Manchester United, vi o Cristiano Ronaldo correr o flanco do estádio Old Trafford de cima abaixo, e ele é uma das melhores visões que já vi em qualquer desporto e quando o vi jogar no United foi incrível. Espero que ele volte ao Manchester United depois de deixar o Real Madrid, penso que isso seja possível, mas não sei o que irá acontecer. Acho que ele é um grande embaixador de Portugal, e o facto de Portugal se ter sagrado campeão europeu foi excelente para ele e para o vosso país.

Sobre a criação da Liga dos Campeões, gostaria de ver algo desse género, não só em Inglaterra mas por toda a Europa, a ser jogada em diferentes cidades do continente, isso seria realmente algo muito especial.

Ken Doherty analisando o jogo (Fonte: World Snooker)

Falando um pouco do Manchester United, eles venceram a Liga Europa a época passada e irão jogar a SuperTaça Europeia dentro de alguns minutos. Quais são as suas expetativas para esta temporada no que toca ao Manchester United?

KD: Acho que o Mourinho não fez um trabalho brilhante na temporada passada, ele não fez um bom trabalho na liga inglesa, no entanto ter ganho a Liga Europa e com isso ter oportunidade de jogar a Liga dos Campeões esta temporada será fantástico. Ele fez grandes contratações para o plantel, tais como o Matic, Pogba a época passada, Lukaku e Lindelof. Eles não são tão bons jogadores como ter o Ronaldo numa ala e o Bale na outra, mas penso que isso será o suficiente para lutarmos pelo título.

Não esteve presente no Lisbon Open 2014, aqui em Portugal. Que opiniões ouviu sobre esse torneio e o que pensa sobre a possibilidade real de haver um major no próximo ano em Portugal?

KD: Penso que isso é uma notícia fantástica, Lisboa é uma cidade linda e estou triste por não ter estado presente essa última vez lá, mas desejo sinceramente que eles tragam de volta o snooker a Lisboa. É muito bom espalhar este desporto por todo lado, o snooker é uma modalidade jogada em todo mundo, por isso quanto mais países jogarem snooker, melhor será para a modalidade e a sua própria popularidade.

Desejo mesmo que o snooker esteja de regresso a Portugal, porque de todas as vezes que estive em Lisboa foi sempre muito bom. É uma cidade espectacular, um lugar muito histórico e cultural. Espero sinceramente que a World Snooker consiga um bom acordo com as entidades locais e traga de volta o snooker a Portugal.

Fair Play agradece ao Ken Doherty, pela disponibilidade e simpatia demonstrada em todo o processo da entrevista. Desejando as maiores felicidades e o maior sucesso a este grande profissional. Um agradecimento especial ao Vasco Simões, que em representação do Eurosport Portugal, tornou possível esta entrevista.

Ken Doherty no Estádio Old Trafford (Fonte: Twitter Ken Doherty)

ENGLISH VERSION | VERSÃO INGLESA

To keep update with everything about Ken Doherty follow him on Twitter

Ken Doherty, 47 years, professional snooker player. World Champion in 1997, surprised everyone beating Stephen Hendry in the final, at Crucible Theatre. He is a Manchester United fan and gave an exclusive interview to Fair Play, where talks about the past and the present of snooker, among other things.

You are a professional snooker player since 1990. Did you notice some differences between then and now in the way snooker is played?

KD: I don’t see any difference at the top of the game. I think the main difference it’s down to the top 32, the standard snooker as we knew increased. There’s a lot more tournaments, a lot more century breaks. As a player, I played against the best ever, like Steve Davis (he is still playing snooker), Jimmy White and Stephen Hendry, of course.

Then appeared the young golds in the 90’s like John Higgins, Ronnie O’Sullivan and Mark Williams who, as you know, are still around. The snooker is now a level up, not only in the top 16, but in the bottom rankings and that’s a big difference.

In the past you look at the draw and you thought about the next rounds, not the first ones. But now you have to think since your first match because every match is tough match.

How incredible for you was winning Stephen Hendry in that mythic final of the World Championship in 1997? Was your victory a big surprise in that time?

KD: I think my victory was a big surprise, because Stephen Hendry was coming from Six World Championship titles in a row. And I was an outsider as I wasn’t playing very good by that time. I had Mark Davis in the first round, and I was thinking, he was my final basically, if I can win the first round, it can guarantee me the presence in the top-16. When I won that match and I ensure my top-16 spot, I thought ‘let’s see what’s going to happen now’, that was really my approach to the 1997 World Championship.

In the next rounds I beat Steve Davis, John Higgins, Alain Robidoux and of course Stephen, in the final. I saw a grow up of confidence in that tournament, but the funniest thing is that I was more afraid to play against Mark Davis in the first round than I was to play against Stephen Hendry in the final, and it can sound strange to hear it but it’s truth.

I won four matches before that final, I was feeling confident, I beat Stephen Hendry in other matches before it, not in finals, so it’s strange but I really was more afraid about my first round than about final.

Ken Doherty in action (Source: World Snooker)

You were present in the Riga Masters semi-final and you qualified for the next majors, so can we assume that it has been a big season until now? Was the 2-year card tour a kind of magic power you received that day in the Crucible Theatre?

KD: I wish it was a kind of power with it and if it was truth, I wish received it some years ago. I think to get the wild card for two years, I found the focus and the attitude that I need for this two more years as professional, I’m going to work a lot harder and give one hundred percent to the game and after these two years or then if I don’t feel it, I will say ‘very well, I give up’.

At the moment it’s all being okay, but it’s still the early days. To be in semi-final in Riga was great, it brought me good memories of the World Championship final. I’m giving everything to the game, I won every qualifying games until now, It’s early in the season and I don’t want to get carried away, my confidence is up, my game is now where I wanted to be!

The next tournament you will play is China Championship, what are your expectations for it?  Will we see a big Ken Doherty against “The Magician” Shaun Murphy in the first round?

KD: I’m not looking any effort against Shaun in the first round. I played other times against Shaun Murphy before, he is well established, a world champion, one of the best players in the world and one of the best with the cue in action. My approach for that match it would be like a final, I just want to play my best and perform well, giving one hundred percent, fighting like a tiger and see what happens. If I lose, I will think ‘okay, he is a better player’ and if I win it will be very special for me. It will be a very tough match, but I’m going to play like it was a final.

Ken Doherty on the table (Source: World Snooker)

You are one of the three actual Irish professional snooker players. Do people recognize you easily in your country? Is there a big passion of snooker in Ireland?

KD: In 1997 they did, but now 20 years later I’m not so sure about it. Ranelagh, in Ireland, is a very small place and I’m very lucky to live there. Ireland is a beautiful country, people are fantastic, they don’t let you feel very big, and if you go down that path they will put you back on earth.

But at the same time, they come to me and say ‘I remember what I was when I saw you being World Champion’ or ‘I remember where I was when you missed the black pot for the 147 break in the final’ and I never know what to say when they come to me talking about it. A lot of people mind it, not so much the kids but the older ones yes.

You are a big fan of Manchester United, and of Jose Mourinho and Cristiano Ronaldo too, I hope. So do you think it would be important that the clubs, not only in England but in general, associate to snooker? How important would it be to create a kind of snooker Champions League?

KD: I think it’s a good idea, they have a kind of Championship League now like in the past.

I love Manchester United, I saw Ronaldo run up and down the wing in Old Trafford, and he was one of the greatest sights I had ever seen in any sport and when I saw him playing in United was incredible. I hope he comes back to Manchester United after he leaves Real Madrid, I think it’s possible, but I don’t know what’s going to happen. I think he is a big ambassador for Portugal too, and Portugal being European Champion was great for him and for your country.

About Champions League I would like to see some kind of it, just not in England but around Europe, playing in different cities of the continent, it would be very special.

Ken Doherty analyzing the game (Source: World Snooker)

Speaking of Manchester United, they won the Europa League last season and they will play European Super Cup in minutes. What are your expectations for this season concerning Manchester United?

KD: I think Mourinho wasn’t top brilliant last season, he wasn’t good in the league but won Europa League and to be able to play on Champions League this season is going to be fantastic. He made great additions to the squad, like Matic, Pogba last year, Lukaku and Lindelof. They are not so good as having Ronaldo in a wing and Bale in the other but I think it will be enough to challenge the league.

You weren’t present in Lisbon Open 2014, here in Portugal. What opinions did you hear about that tournament and what do you think about the possibility of having a major next year in Portugal?

KD: I think it’s fantastic, it’s a beautiful city and I’m sorry I missed last time there but definitely I hope they will come back to Lisbon. I think it’s great to spread this sport, snooker is a world game, so the more countries play snooker, it will be better for the sport in that country and the popularity of it.

I really hope it comes a reality that snooker will come back to Portugal. Every time I was in Lisbon was always very good. It’s a great city, very historic and cultural place. I hope that World Snooker can get a good deal with them and bring back snooker to Portugal.

Fair Play thanks Ken Doherty, for the availability and sympathy shown throughout the interview process. Wishing all the best and greatest success to this big professional. A special thanks to Vasco Simões, who represented Eurosport Portugal and made this interview possible.
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Davide NevesAgosto 8, 20176min0

Amaro Antunes é o último convidado na nossa mini-série de entrevistas a personalidades do ciclismo, depois dos irmãos Sabido, de Helena Dias e de Rui Vinhas. O ciclista português tem sido destaque nos últimos anos. No dia em que faz segundo no alto da Senhora da Graça, o Fair Play falou com Amaro Antunes.

 

fpAmaro, numa primeira instância gostaria de agradecer, em nome de toda a equipa do Fair Play, por ter aceitado o nosso convite com enorme prontidão e simpatia. A primeira pergunta passa por algo muito simples: como foi vencer no Alto do Malhão, no fecho da Volta ao Algarve 2017?

AA: Vencer na Volta ao Algarve já é algo inesquecível, ser junto de todos aqueles que mais carinho têm por mim é ouro sobre azul.

fp: A W52-FC Porto é uma equipa que domina no ciclismo nacional, havendo rumores de uma possível subida de escalão. O trabalho desenvolvido é diferente de outras equipas, ou a qualidade do grupo faz a diferença?

AA: Sem dúvida que a qualidade deste grupo é notória e creio que é a grande arma desta equipa.

fpQual foi a principal razão para a mudança para a W52-FC Porto?

AAFoi uma equipa que me reuniu todas as condições e oportunidades que ambicionava.

fpNeste ano, para além da vitória na Volta ao Algarve, e respetivo 5º lugar da geral, fechou também top-20 na Volta à Comunidade Valenciana e venceu o renomeado Troféu Joaquim Agostinho. Está a ser o melhor ano da carreira?

AA: Sim. Está a ser um ano fantástico tanto para mim como para a equipa.

fp: E qual foi a melhor vitória da carreira?

AA: Todas as vitórias têm o seu sabor especial, mas a vitória no Alto do Malhão é algo inesquecível para mim.

Amaro Antunes no Alto do Malhão. Um sonho tornado realidade.
(Foto: Região-Sul.pt)

fp: Qual é o significado de vencer um prémio que tem o nome do melhor ciclista português de todos os tempos?

AA: É algo que me enche de orgulho e motivação.

fp: Qual foi o país onde mais gostou/gosta de correr? 

AA: Itália.

fp: No ano passado, a W52 venceu a Volta a Portugal, colocando três ciclistas no top-5, com o Rui Vinhas a vencer. Como está a ser planeada a Volta a Portugal pela equipa e pelo Rui?

AA: É o principal objetivo da equipa. Logicamente, todos os atletas da equipa trabalham arduamente para aqui chegar na melhor forma e pudermos cumprir ao que nos propusemos.

fp: A Volta a Portugal é uma prova que, para nós, portugueses, tem grande importância, mas que, no entanto, não consegue atrair grandes equipas World Tour a participar. Qual é, na sua opinião, o grande problema?

AA: Creio que o facto de a data ficar bastante perto da Volta a Espanha poderá ser uma das causas.

fp: Proponho um desafio, então. Gostaria de saber, para si, quem foram os cinco melhores ciclistas que viu a atuar em Portugal, na Volta.

AA: Pessoalmente vibrava bastante com o Cândido Barbosa na Volta a Portugal.

fp: Quem parte com favoritismo para esta edição?

AA: Creio que esta edição da Volta está bastante equilibrada, todas as equipas têm as suas armas e todas elas são favoritas.

fpEm 2015 e 2016, ficou em 4ºlugar nos campeonatos nacionais de estrada. Quando poderemos ver o Amaro como campeão nacional?

AA: É algo que não se pode afirmar, mas é algo que posso assumir que ambicionava.

fp: Portugal apresenta um contingente elevado de ciclistas no escalão máximo do ciclismo, com o Rui Costa, o José Mendes, o Nélson Oliveira, o Tiago Machado, o José Gonçalves, o André Cardoso, o Rúben Guerreiro, entre outros. Acha que Portugal pode voltar a sonhar com nova vitória lusa numa prova World Tour?

AA: Sem dúvida alguma. Portugal tem muita qualidade.

fp: Em jeito de curiosidade, qual é, para si, o melhor ciclista de sempre? E o melhor português?

AA: Gosto bastante do Alberto Contador, pela sua entrega e garra. Em relação ao português, pelos resultados e por tudo o que tem feito pelo nosso país, Rui Costa.

fp: Qual é a sua opinião relativamente à ideia de incluir Portugal na Volta a Espanha, num futuro próximo? Não digo que seja completamente anexada, mas não daria maior visibilidade ao nosso país?

AA: Acho que seria benéfico tanto para o ciclismo português, como para todos nós, ciclistas.

fp: Num nível mais pessoal, como é a vida de ciclista? Muitas viagens, muito treino, pouco tempo em casa. Acredito que seja duro…

AA: É uma vida de bastantes sacrifícios e privacidades, mas é algo que já estamos habituados.

fpPor fim, e fazendo jus ao nome do Website, acha que existe Fair Play no ciclismo?

AA: Por vezes sim, outras vezes não.

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Davide NevesAgosto 3, 20177min0

Rui Vinhas é o próxima convidado na nossa mini-série de entrevistas a personalidades do ciclismo, depois dos irmãos Sabido e de Helena Dias. O ciclista português foi destaque no ano passado, com a vitória na Volta a Portugal. Este ano, por exemplo, foi segundo nos Campeonatos Nacionais de Estrada. A um dia do início da Volta a Portugal, o Fair Play falou com o atual dorsal nº1.

 

fp: Rui, numa primeira instância gostaria de agradecer, em nome de toda a equipa do Fair Play,
por ter aceitado o nosso convite com enorme prontidão e simpatia. A primeira pergunta passa por algo muito simples: qual é a sensação de vencer a nossa volta, a Volta a Portugal?

RV: Uma sensação muito boa. Trata-se da prova rainha do ciclismo nacional

fp: A W52-FC Porto é uma equipa que domina no ciclismo nacional, havendo rumores de uma possível subida de escalão. O trabalho desenvolvido é diferente de outras equipas, ou a qualidade do grupo faz a diferença?

RV: O trabalho é desenvolvido de forma normal com muita dedicação e muito profissionalismo. Quanto ao
grupo somos muito unidos e isso faz toda a diferença.

fpQual é a principal razão para o sucesso da W52-FC Porto?

RV: Muita dedicação de toda a equipa e uma boa tática por parte do diretor desportivo.

fp: 2016 foi o seu melhor ano?

RV: Sim, sem dúvida.

fp: E qual foi a melhor vitória da carreira?

RV: A Volta a Portugal e ser o atleta do ano do FC Porto

Rui Vinhas está optimista na vitória da W52-FC Porto.
(Foto: desporto.sapo.pt)

fp: O Rui disse, após a sua vitória na Volta, que é um ciclista que “faz o que lhe pedem”. A vitória na Volta a Portugal foi algo surpreendente, tendo em conta que não era o líder da equipa. Houve uma mudança de liderança na equipa depois daquela fuga fantástica?

RV: Não. O líder continuou a ser o Gustavo mas fui igualmente protegido, pela equipa, após a fuga.

fp: Qual foi o país onde mais gostou/gosta de correr? 

RV: Portugal.

fp: No ano passado, a W52 venceu a Volta a Portugal, colocando três ciclistas no top-5, com o Rui a vencer. Como está a ser planeada a Volta a Portugal pela equipa e pelo Rui?

RV: Da mesma forma que o ano transato. Temos o Gustavo como líder e eu estarei às ordens do diretor

fp: A Volta a Portugal é uma prova que, para nós, portugueses, tem grande importância, mas
que, no entanto, não consegue atrair grandes equipas World Tour a participar. Qual é, na sua
opinião, o grande problema?

RV: O calendário não é propicio devido ao “poder” das outras grandes voltas.

fp: Proponho um desafio, então. Gostaria de saber, para si, quem foram os cinco melhores ciclistas que viu a atuar em Portugal, na Volta.

RV: Nuno Ribeiro, Gustavo Veloso, Cândido Barbosa, David Blanco, e Joaquim Gomes

fp: Quem parte com favoritismo para esta edição?

RV: Gustavo Veloso, Raul Alarcón, Edgar Pinto, Sérgio Paulinho, Alejandro Marque, Rinaldo Nioncentini,
Vicente de Mateos e João Benta

fp: Em 2017, ficou em 2ºlugar nos campeonatos nacionais de estrada. Quando poderemos ver o Rui Vinhas a vestir como campeão nacional?

RV: É um dos grandes objetivos envergar as cores nacionais. Este ano estive perto, não foi possível mas
continuarei na luta.

fp: Portugal apresenta um contingente elevado de ciclistas no escalão máximo do ciclismo, com o Rui Costa, o José Mendes, o Nélson Oliveira, o Tiago Machado, o José Gonçalves, o André Cardoso, o Rúben Guerreiro, entre outros. Acha que Portugal pode voltar a sonhar com nova vitória lusa numa prova World Tour?

RV: Sim. O Rui Costa encontra-se num bom caminho e os restantes têm estado em bom plano e a qualquer
momento podem surgir essas vitórias

fp: A nível sub-23 também há enorme talento, com os irmãos Ivo e Rui Oliveira, o Rúben Guerreiro ou o João Almeida, que têm ganho algumas provas lá fora. Existe potencial para ambicionar, com a geração atual e com as próximas que começam a despontar, com novo campeão mundial, depois do Rui Costa?

RV: Sim. Os mais jovens têm mostrado garra e dedicação e espero ver grandes vitórias.

fp: Como viveu a vitória do Rui Costa em Florença, em 2013? Esse dia foi histórico para o desporto português, com a vitória também do tenista João Sousa num torneio ATP…

RV: Foi um orgulho para nós portugueses ver o Rui Costa a sagrar-se campeão mundial de ciclismo

fp: Em jeito de curiosidade, qual é, para si, o melhor ciclista de sempre? E o melhor português?

RV: Eddy Merckx e o Joaquim Agostinho, apesar do Rui Costa estar no caminho indicado para ser o melhor
ciclista português de todos os tempos.

fp: Qual é a sua opinião relativamente à ideia de incluir Portugal na Volta a Espanha, num futuro próximo? Não digo que seja completamente anexada, mas não daria maior visibilidade ao nosso país?

RV: Era bom isso acontecer.

fp: Num nível mais pessoal, como é a vida de ciclista? Muitas viagens, muito treino, pouco tempo em casa. Acredito que seja duro…

RV: Não é fácil. São muitos dias fora de casa, muito empenho, dedicação e sofrimento.

fpPor fim, e fazendo jus ao nome do Website, acha que existe Fair Play no ciclismo?

RV: Dentro da corrida cada equipa tem os seus objetivos, fora de competição existe uma boa relação entre
todos.

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Davide NevesAgosto 1, 201712min0

Helena Dias é a próxima convidada na nossa mini-série de entrevistas a personalidades do ciclismo, depois dos irmãos Sabido. Com um conhecimento vasto sobre o ciclismo nacional e com uma paixão imensa pela modalidade, Helena Dias realiza um trabalho verdadeiramente notável no acompanhamento das provas nacionais e na participação dos ciclistas portugueses em provas no estrangeiro. No dia de aniversário do Fair Play, Helena Dias antevê a Volta a Portugal.

 

fpHelena, numa primeira instância gostaria de agradecer, em nome de toda a equipa do Fair Play, por ter aceitado o nosso convite com enorme prontidão e simpatia. A primeira pergunta passa por algo muito simples e atual: como nasceu a paixão pelo ciclismo?

HD: A paixão pelo ciclismo surgiu com a Volta a Portugal. Em pequena ficava pregada ao televisor todos os verões a ver a Volta. Tudo me fascinava, desde o colorido do pelotão até à fuga, pela qual torcia diariamente. Para além disso, sempre nutri uma profunda admiração por Marco Chagas, primeiro como ciclista e posteriormente enquanto comentador, com quem aprendi a ouvir os seus comentários televisivos. Bem mais tarde, em 2010 comecei a olhar ao ciclismo internacional e a colaborar profissionalmente com a modalidade.

fpO FC Porto e o Sporting regressaram no ano passado ao ciclismo, depois de terem estado de fora durante vários anos. Existem rumores que o SL Benfica poderá regressar também. Acha que os seus regressos contribuíram para elevar a modalidade?

HD: Não sei se elevar será o melhor termo para descrever os seus regressos. Trouxeram um maior mediatismo, não tanto quanto pessoalmente esperava relativamente ao interesse dos meios de comunicação social. Trouxeram um melhoramento monetário às respectivas equipas, com as quais reentraram no ciclismo, e também um melhoramento nas condições dadas aos ciclistas. Contudo, neste tema tenho uma opinião muito similar à já referida por Marco Chagas. Gostaria que os clubes de futebol tivessem regressado com estruturas próprias e não as já existentes, principalmente no que toca ao caso da equipa Sporting-Tavira, que viu um clube histórico como o Clube de Ciclismo de Tavira ficar à sombra do clube leonino.

fpQual é a principal razão para o sucesso da W52-FC Porto?

HDA resposta a esta pergunta é complicada. Na minha modesta opinião, penso haver um conjunto de factores que conduzem ao sucesso da W52-FC Porto. Primeiramente, o factor Gustavo Veloso, pois foi um dos pilares que fez a estrutura permanecer de pé nos difíceis primeiros anos em que a equipa subiu ao escalão continental. Além de ser um ciclista de qualidade comprovada, não só pelas vitórias na Volta a Portugal como na Volta a Catalunha, Gustavo é visto carinhosamente como o “papá Veloso” por todos os que pedalam a seu lado e penso que isso diz muito do seu carácter, que une e fortifica o grupo. O factor monetário conjugado com a qualidade do plantel é também fundamental, pois esta equipa consegue contratar um conjunto de ciclistas de grande qualidade. Podemos vê-lo no ranking nacional da APCP “Ciclista do Ano”, onde tem actualmente cinco ciclistas no Top 20, liderando com Amaro Antunes e estando no comando do ranking “Equipa do Ano”. O factor Nuno Ribeiro, ex-ciclista profissional e vencedor da Volta, que exerce a função de director desportivo, sublinhando-se a forma como integra cada elemento da equipa e dá oportunidade a todos de competirem por igual nas diversas provas ao longo da temporada. Por último o factor união, pois ao interagir com o grupo percebemos que são muito mais do que uma equipa, mostrando respeito e lealdade entre todos.

fpA Volta a Portugal é uma prova que, para nós, portugueses, tem grande importância, mas que, no entanto, não consegue atrair grandes equipas World Tour a participar. Qual é, na sua opinião, o grande problema?

HD: O escalão em que a Volta a Portugal está actualmente inserida não pode receber equipas WorldTour no seu pelotão. Têm-se feito esforços para que suba de escalão, como aconteceu esta temporada com a Volta ao Algarve, que já anteriormente podia receber equipas WorldTour, e a Volta ao Alentejo, que passou a poder integrar estas equipas. A meu ver, um dos principais problemas da Volta a Portugal passa pelo descurar do calendário por parte da UCI, que ao longo dos anos deixou proliferar inúmeras corridas para os mesmos dias da nossa Volta, que já tem de lidar com a proximidade da Vuelta a España. Fala-se sobre mudar a Volta para outro mês do ano, pessoalmente não vejo que essa seja a melhor solução.

fpComo é comentar ocasionalmente, em televisão, provas como o Giro d’ Italia ou o Tour de France, na Eurosport Portugal?

HD: É o coroar de um sonho e de anos de estudo. Licenciei-me em Comunicação Social e Cultural e sempre sonhei trabalhar em televisão, mas tomei outro rumo profissional. O primeiro convite para comentar uma etapa do Giro surgiu em 2014, sem estar à espera, e este ano o Eurosport renovou o convite no Giro e no Tour. Acaba por ser a junção de duas paixões, a televisão e o ciclismo, com o acréscimo de se tratar de duas das maiores provas do ciclismo mundial.

Helena Dias faz o acompanhamento das provas nacionais ao detalhe. (Foto: Facebook Helena Dias)

fpQuem parte com favoritismo para esta edição da Volta a Portugal?

HD: Sem dúvida alguma, a W52-FC Porto e Gustavo Veloso. Esta temporada, tem mostrado ser a equipa mais forte nas provas disputas até ao momento e é a defensora do título da Volta a Portugal, que vem conquistando consecutivamente desde 2013. O Gustavo é o líder assumido e tem duas Voltas no seu palmarés, mas a equipa tem outros nomes capazes de vencer a Volta, como demonstrou na edição transacta o vice-campeão nacional Rui Vinhas.

fpPortugal apresenta um contingente elevado de ciclistas no escalão máximo do ciclismo, com o Rui Costa, o José Mendes, o Nélson Oliveira, o Tiago Machado, o José Gonçalves, o André Cardoso, o Rúben Guerreiro, entre outros. Acha que Portugal pode voltar a sonhar com nova vitória lusa numa prova World Tour?

HD: Tenho quase 100% de certeza. Não só com os nomes referidos, não esquecendo o talento em maturação Nuno Bico, como também um ou outro rosto que poderá subir ao WorldTour num futuro próximo.

fp: A nível sub-23 também há enorme talento, com os irmãos Ivo e Rui Oliveira, o Rúben Guerreiro ou o João Almeida, que têm ganho algumas provas lá fora. Existe potencial para ambicionar, com a geração atual e com as próximas que começam a despontar, com novo campeão mundial, depois do Rui Costa?

HDO Campeonato do Mundo é uma corrida muito particular, talvez das provas de um dia mais difíceis de vencer pelo seu significado e consequente entorno psicológico que envolve o ciclista. Ser campeão do mundo, seja qual for o desporto em causa, é de uma grandeza sem igual para qualquer atleta. O feito alcançado por Rui Costa, da forma lutadora e sábia como foi conseguido, tem um valor incomensurável para o ciclismo português. A vitória nesta prova depende muito do percurso em causa se adequar ou não às características de cada um dos ciclistas portugueses. O potencial de Rui Costa continua lá para envergar novamente a camisola arco-íris, mas não seria surpresa para mim ver no futuro essa camisola no corpo de Rúben Guerreiro.

fpA Helena faz a cobertura detalhada da participação nacional em provas lá fora, bem como a cobertura de todas as provas de ciclismo nacionais, algo que é notável… O seu trabalho já começa a ser reconhecido, nomeadamente através do seu blog?

HD: O meu trabalho começou por ter reconhecimento internacional, visto eu ter começado a colaborar no ciclismo com uma empresa espanhola, a Pedaleo, que me ligou aos meios de comunicação estrangeiros, ciclistas e equipas internacionais. Posteriormente, quando iniciei a colaboração com a Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais, chegou o maior dos reconhecimentos que poderia ter… o pelotão nacional e os ciclistas portugueses, a quem sempre agradeço a disponibilidade imediata na colaboração com o meu blog Cycling & Thoughts. Embora tenha em conta que este é um nicho de mercado em Portugal, estou satisfeita com o crescimento do blog e a receptividade dos fãs de ciclismo, com quem tento ter uma proximidade e troca de ideias através das redes sociais, pois é para eles que escrevo.

fpEm jeito de curiosidade, qual é, para si, o melhor ciclista de sempre? E o melhor português?

HD: Eu não tenho opinião quanto ao melhor ciclista de sempre. Penso que é sempre redutor dizer apenas um nome, quando não podemos comparar ciclistas de características diferentes. Há ciclistas que marcam as minhas memórias em diferentes momentos. No que toca aos portugueses, Marco Chagas por ser o português com maior número ganho de Voltas a Portugal, passando pela força da natureza que foi Joaquim Agostinho, o campeão do mundo Rui Costa e o nosso ciclista mais internacional dos recentes anos Sérgio Paulinho, que construiu uma carreira singular ao serviço das melhores equipas do pelotão internacional. Relativamente aos estrangeiros, Alberto Contador surge no topo da lista por ser um exemplo de superação pelo grave problema de saúde que passou em 2004, regressando à competição quando pouca probabilidade tinha de conseguir fazê-lo, por tudo o que conquistou até hoje e por ser dono de uma garra, classe, impetuosidade e querer quase inabalável, como referi há dias. Numa escala diferente, o vencedor de cinco Voltas a Portugal David Blanco, o galego mais luso de todos os tempos no coração dos portugueses.

fpQual é a sua opinião relativamente à ideia de incluir Portugal na Volta a Espanha, num futuro próximo? Não digo que seja completamente anexada, mas não daria maior visibilidade ao nosso país?

HD: A Volta a Espanha já esteve em Portugal, se não me engano em 1997 quando partiu de Lisboa. Nos mais recentes anos tem-se falado sobre a possibilidade de voltar a começar em território luso, nomeadamente no norte. Pelo que tenho tido conhecimento, o factor monetário tem sido o principal entrave para que tal suceda, pois como é do conhecimento de todos Portugal e consequentemente os municípios têm passado por restrições orçamentais. Mas é claramente benéfico para o ciclismo nacional voltar a ter Portugal no mapa da Vuelta.

fpA Volta a Portugal pretende inovar, mas a não inclusão de uma chegada na Torre causa alguma indignação. Acha que a Torre deveria ser quase obrigatória com final da etapa-rainha?

HD: Para a maioria do público, retirar o final de etapa na Torre é como retirar o ex-líbris da Volta a Portugal. Trata-se de um símbolo da Volta, que prende os aficionados ao ecrã da televisão para descobrir quem será o rei da Torre e retirar esse símbolo é um facto que causa a referida indignação. Para equipas e ciclistas, retirar a subida final ao ponto mais alto de Portugal Continental é negar a possibilidade de produzir maiores diferenças de tempo entre os candidatos à vitória final da camisola amarela.

 

fpPor fim, e fazendo jus ao nome do Website, acha que existe Fair Play no ciclismo?

HD: Penso que é dos desportos onde há maior fair play entre os atletas e isso pode comprovar-se no final das etapas, quando ciclistas de diferentes equipas cumprimentam o rival pela vitória acabada de alcançar.


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