21 Ago, 2017

Tomé Brito, Author at Fair Play

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Tomé BritoMarço 11, 20178min2

Falta uma jornada para o final da fase de grupos da EHF Champions League e há uma equipa que tem vindo a desiludir muito nesta fase. Falamos do Kielce, o atual detentor do troféu, que com apenas uma jornada para se jogar, se encontra no 4º lugar do Grupo B e corre sérios riscos de enfrentar já nos oitavos de final um colosso, como o Veszprem. Algo se passa nos gigantes Polacos e com este artigo o Fair Play vai tentar explicar o que é.

A época passada foi de sonho para os adeptos do Kielce que viram a sua equipa manter o seu domínio interno e com Talant Dujshebaev no comando da equipa conquistaram pela primeira vez na sua história a Liga dos Campeões, naquela que foi a final mais épica de sempre. Para este ano as expectativas eram as mesmas, manter o domínio na Polónia e chegar, no mínimo, à Final Four da Champions. Tal como Barcelona ou Veszprem, clubes que têm o campeonato nacional (praticamente) garantido a cada época, o grande objetivo do Kielce é vencer a maior competição de clubes, mas este ano isso parece estar difícil, assistindo-se a um Kielce fraco e que tem vindo a somar más exibições.

Da época passada para esta até sofreram algumas perdas consideráveis (Cupic, Buntic ou Sego) mas os reforços que chegaram (Bombac, Ivic ou Djukic) vieram elevar ainda mais a qualidade da equipa (supostamente) e partiram para 2016/2017 com um plantel bastante profundo, talvez aquele com mais opções da Europa (taco a taco com Veszprem). No entanto, e apesar de na Polónia ainda estarem em 1º confortavelmente e de estarem nas meias da Taça, a época na Champions não tem corrido bem somando maus resultados, a que se juntam más exibições, nas últimas jornadas, tendo mesmo Dujshebaev já posto o seu lugar como treinador à disposição. Os problemas vão acumulando para o Kielce e os adeptos e a direção parece, estar a ficar sem paciência.

Dujshebaev e os típicos ataque de raiva (Foto: Getty Images)

RESULTADOS E ÉPOCA EUROPEIA

A época na Europa até começou bem para os Polacos que iniciaram a sua caminhada com 4 vitórias consecutivas, mas nos últimos 9 jogos venceram apenas 4 vezes, tendo perdido 5. Sendo que 3 destas derrotas foram já em 2017. As derrotas na 10º e 11ª jornadas, contra Lowen e Celje, vieram trazer muita pressão à equipa e principalmente ao treinador mas na 12ª jornada a vitória sobre o Pick Szeged veio aliviar um pouco desta pressão. Já na última jornada perderam na Suécia contra o Kristianstad e a equipa voltou a ficar sob fogo. O que preocupa não é a passagem à próxima fase, porque essa já está garantida, mas sim a irregularidade e amá qualidade de jogo que a equipa tem vindo a demonstrar desde Novembro e que nos oitavos, contra um Veszprem ou Flensburg, pode sair muito caro e podemos assistir a uma saída prematura da competição dos atuais campeões.

DEFESA, A PRINCIPAL RAZÃO PARA A MÁ ÉPOCA?

Para tentar triar algumas conclusões do que se passa com o Kielce, fomos rever os últimos três jogos da equipa Polaca na Liga dos Campeões. Estes jogos foram contra o Celje (derrota por 34-33), Pick Szeged (vitória por 28-24) e Krisitianstad (derrota por 29-25).

Nestes três jogos foi bem notória que o principal problema do Kielce se encontra na defesa acumulando erros defensivos jogo após jogo e muitas vezes são os mesmos erros a causar as derrotas da equipa, o que ainda é mais grave. Vamos proceder então aos aspetos mais técnico-tácticos.

Um dos grandes erros defensivos tem passado pela pouca ou muita agressividade que os dois defensores do centro da defesa do Kielce tem mostrado, nomeadamente, a falta de comunicação, um dos principais aspetos defensivos na táctica coletiva defensiva. Resultado disso é ver Aguinagalde e Chrapkowski a saírem ao mesmo tempo ao central ou portador da bola, deixando o pivot sozinho para receber e poder ter todo o espaço e tempo do mundo para finalizar. Noutras situações não há qualquer saída de um dos defensores, ficando assim o central com um espaço enorme para trabalhar um simples 2 contra 2 – contra o Celje, Zarabec aproveitou isto, para marcar 6 golos em 6 remates da zona central e fazendo também uns 5/6 passes para o pivot -. Chrapkowski tem sido mesmo o principal visado pelos erros defensivos, ele que devia ser o “especialista” defensivo do Kielce mas tem sido tudo menos isso. Também é justo dizer que o Polaco tem defendido ao lado de Aguinagalde nos últimos jogos e isso é quase como que defender por dois.

Outro dos problemas observados tem sido nos extremos que ora ajudam demasiado, ora não ajudam nada. Mais uma vez patente a falta de táctica coletiva defensiva. Na 1ª situação deixam um ângulo enorme para o ponta atacante, bastando só o lateral atacar entre o primeiro e segundo defensor e largar para o ponta poder finalizar. Na 2ª situação o lateral fica com um espaço enorme para atacar o seu defensor e poder trabalhar tanto para dentro como para fora (se o pivot fixar no lado onde existe esta vantagem, ainda melhor ficando assim 3 atacantes – lateral, pivot e ponta – para apenas 2 defensores – primeiro e segundo – porque quem estava com o pivot não costuma acompanhar, o que está mal).

No ataque, o Kielce apresenta grandes dificuldades  contra equipas que utilizam o sistema defensivo 5-1 (com marcação ao central). Estas dificuldades devem-se à marcação ao central que obriga os laterais a jogar mais no 1 contra 1, porque não conseguem embalar pelo central ou através de cruzamentos, quando a maior força dos laterais do Kielce é o remate exterior. O facto dos laterais receberem a bola parados e de o ataque ser muito estático, dependendo muito do que os centrais conseguem fazer, não ajuda.

Para terminar, notou-se por diversas vezes uma precipitação do ataque em querer resolver rapidamente. O facto de quererem resolver tudo muito depressa leva à acumulação de falhas técnicas e ao contra-ataque adversário, o que contra equipas de valor mais pequeno costuma ser fatal para o resultado final.

Chrapkowski, o “especialista” defensivo do Kielce tenta parar Narcisse (Foto: Getty Images)

DESTAQUES INDIVIDUAIS? POUCOS

O título deste tópico diz tudo. Têm sido muito poucos os destaques (positivos) individuais do Kielce esta época. Para começar Aguinagalde tem sido o melhor jogador da equipa (a nível atacante) e tem continuado a mostrar que é sem sombra de duvidas o melhor pivot da atualidade. É impressionante a capacidade do Espanhol a ganhar o espaço e a sua facilidade para finalizar, podendo marcar golo de qualquer forma. Lijewski, que esta época ganhou em definitivo o lugar a lateral-direito, também tem sido muito importante, porque ao contrário de Bielecki ou Jurecki, e apesar de também ter a sua força no remate exterior é um lateral que se consegue safar no 1 contra 1 fazendo valer nesta situação o seu físico.

Foto: Getty Images

Passando aos negativos, há um nome que se destaca de todos os outros. Dean Bombac. Uma sombra da época passada quando marcou mais de 100 golos na Champions pelo Pick Szeged. No ano passado espalhava magia no campo de Andebol a cada ataque, seja com um passe para o pivot, com uma finta, ou com um fantástico golo apoiado, agora, parece que se arrasta em campo, não consegue fazer a diferença e a sua continuidade no Kielce no final da época parece estar em risco. Para terminar, falaremos também de Michal Jurecki, este não por se estar a arrastar em campo, mas sim fora dele. Em forma é o melhor jogador desta equipa, um misto de força e técnica, mas que esta época devido a lesões não tem podido dar o seu contributo a 100%. O sucesso do Kielce parece passar muito pela saúde do Polaco e caso queiram continuar em prova nos oitavos era bom que Jurecki estivesse em forma.

Bombac tem desiludido em Kielce (Foto: Getty Images)

Hoje o Kielce recebe o Meshkov Brest e joga a possibilidade de defrontar, ou não, um colosso nos oitavos. Em caso de vitória terminam em 2º lugar do grupo e defrontam assim o 6ç do grupo A – Wisla Plock ou Silkeborg – em caso de derrota ou empate irão terminar entre o 3º e 5º lugar, o que faz com que marquem encontro com um dos colossos do grupo A – Veszprem, Flensburg ou Kiel. Espera-se uma última jornada muito disputada. Para seguir atentamente na ehf.tv.

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Tomé BritoFevereiro 5, 20178min0

Terminou no passado domingo mais uma edição do Mundial de Andebol que viu a França sagrar-se pela 6ª vez na sua história campeã mundial, tendo este feito ganho um sabor especial por ter sido conseguido em casa. Grande golos, grandes defesas, uma grande organização, um recorde de espectadores presentes no pavilhão, mas acima de tudo, grandes espectáculos de Andebol. O Fair Play faz aqui um pequeno balanço Mundial onde irá falar de 5 pontos cruciais deste Mundial.

Podemos começar por falar do facto de este mundial ter sido cheio de surpresas. Da Noruega conseguir um inédito 2° lugar, a Eslovénia ter chegado pela primeira vez às medalhas, o Chile ter conseguido a sua primeira vitória em mundiais no 1º jogo, ou a Espanha e a Dinamarca não terem sequer chegado às meias-finais. Individualmente novas estrelas surgiram como Sagosen ou Blaz Janc e outros foram os jokers das suas seleções como Vincent Gerard ou Bezjak. A verdade é que no andebol cada vez há mais selecções/equipas “fortes”, ou seja, há um maior equilíbrio de forças, onde todos podem ganhar a todos. Vamos seguir então para o primeiro ponto.

PELA 6ª VEZ NA HISTÓRIA, A FRANÇA É CAMPEÃ MUNDIAL

Não foi no futebol, mas sim no andebol que a França conquistou uma grande competição desportiva a jogar em casa, repetindo o feito de 2001. Esta vitória pode também marcar o regresso da dominância francesa no Andebol, visto que depois de um período de anos avassalador onde conquistaram tudo, estavam em branco desde Janeiro de 2015 (Mundial do Qatar). Em termos de andebol, o jogo Francês não se afastou muito do normal. A presença de Dinart no banco vem trazer uma mais valia ao processo defensivo, que só por si já era fortíssimo, e no ataque foi o típico jogo de atacar os 6 metros tendo níveis de eficácia bastante altos. Individualmente são dois os jogadores que queremos destacar, Vincent Gerard, para nós o MVP da seleção Gaulesa, que aproveitou um “pior” período de Omeyer para se destacar na baliza, e Valentin Porte, que provou mais uma vez que com um pouco mais de regularidade no seu jogo poderia chegar ao top-3 de melhores do mundo, tal é diferença que consegue fazer a lateral ou à ponta, de remate exterior ou no 1 contra 1. Sem deslumbrar mas bastante certos, assim se descreve esta seleção Gaulesa durante o Mundial.

Jogadores Franceses celebram a vitória na final (Foto: ChannelNewsAsia)

OVERRASKELSE (SURPRESA)!

Em 2016 foram a sensação do Europeu ao garantir o 4º lugar e na nossa previsão nem os tínhamos a passar a fase de grupos, mas a verdade é que os Noruegueses surpreenderam e convenceram todos ao conquistar o 2º lugar no Mundial. Aos 20 anos Sander Sagosen assumiu-se como o líder desta seleção e para muitos (Fair Play incluído) é considerado o MVP da competição. Com espaço, é um jogador extraordinário no 1 contra 1, muito rápido nos seus movimentos e caso ganho um pouco mais de poder físico pode vir a ser ainda melhor. Bergerud foi para muitos o melhor guarda-redes da competição. Com o seu estilo descontraído o guarda redes de 22 anos terminou o Mundial com um grande número de fantásticas defesas e com uma eficácia a rondar os 43%. Em termos de andebol destacaram-se pelo seu jogo muito rápido e com constantes cruzamentos para tentar abrir espaços na defesa. O contra-ataque (apoiado e direto) foi a grande arma durante a competição, sendo bastante eficazes e rápidos a conseguir uma boa situação de remate. O 6-0 defensivo era pouco coeso, com bastantes espaços no meio, mas isso era compensado com a agressividade com que atacavam o portador da bola tendo logo acabar com o ataque em falta. 2016 foi a ameaça, 2017 a confirmação dessa ameaça. Estamos perante uma nova potência.

Sander Sagosen, para nós o MVP do Mundial (Foto: Getty Images)

DESILUSÃO POLACA

Não houve maior desilusão neste Mundial que a Polónia. Se era verdade que não se esperava tanto como noutros anos devido às baixas de alguns dos seus melhores jogadores, também é verdade que a qualidade dos atletas presentes neste Mundial era mais que suficiente para, pelo menos, chegar aos quartos de final. Acontece que nem da fase de grupos passaram. Dujshebaev, selecionador, bem avisou que este Mundial seria para testar novos jogadores e novos processos e foi isso que aconteceu, com vários jogadores a sobressaírem, como Gebala (lateral poderosíssimo fisicamente e muito forte no remate exterior), ou o guarda-redes Malchar. Mas em termos de andebol, deixaram muito a desejar. No ataque eram muito estáticos, sem atacar a baliza e revelaram uma grande dependência do que Gebala conseguia fazer. Um aspecto positivo a tirar é que o andebol Polaco melhorava sempre que o central Gierak estava em campo, ele que impunha muita mais velocidade no jogo e embalava muito bem os atiradores. Na defesa utilizam o seu maior poderio físico para tentar fazer a diferença mas os erros que cometiam eram tantos que nem aí deixaram uma boa imagem, ficando na memória a dificuldade de defender os pontas adversários. Há muito para trabalhar nesta seleção caso Dujshebaev queira conseguir concretizar o objetivo de vencer os Jogos de 2020.

Nem Dujshebaev no banco salvou a Polónia do fracasso (Foto: Getty Images)

MESMO SEM AS ESTRELAS A ESLOVÉNIA CHEGOU ÀS MEDALHAS

Desta seleção bem avisámos que caso tudo corresse bem poderiam chegar a um grande resultado e o seu primeiro pódio (3º lugar) da história representa isso mesmo. Mesmo sem os três jogadores de maior renome da Eslovénia (Bombac, Zorman e Gajic) outros apareceram para brilhar e conseguir levar esta seleção a uma pequena glória. Em conjunto com a Noruega devem ter jogado o melhor andebol do Mundial, pelo menos aquele que mais gozo deu de ver e que só foi travado pela França numa espetacular meia-final. Um andebol muito rápido de ataque onde Bezjak brilhou. Pouca gente dava algo por este central, mas a verdade é que foi um dos melhores jogadores do Mundial. Muito discreto no seu jogo que privilegia o jogo de equipa, optando sempre por um passe para um colega em melhor posição do que um remate seu, foi notória a importância deste jogador no andebol da Eslovénia. A defesa por vezes deixou algo a desejar, mas o ataque compensava as falhas defensivas que eram regularmente causadas pelas dificuldades de vários jogadores no 1 contra 1 defensivo. Há muito potencial nesta equipa (Blaz Janc ou Henningman) para explorar e acreditamos que Veselin Vujovic e companhia não fiquem por aqui.

Os jogadores Eslovenos celebram a medalha de bronze (Foto: Getty Images)

OS SAMURAIS QUE DESLUMBRARAM OS ADEPTOS FRANCESES

Japão. Não iremos falar desta seleção pelos resultados que conseguiu (apenas uma vitória) mas pela surpresa que causaram com a qualidade do seu andebol. Eram desconhecidos, pouco se esperava deles, mas com Antonio Ortega no banco era sabido que algo de bom podia aí vir. E assim foi, com jogadores muito limitados tecnicamente mas sem medo de atacar a baliza e ir para cima do defensor, o Japão e o seu andebol “atabalhoado” foram causando dificuldades a quase todos os seus adversários na fase de grupos. Na memória ficam os grandes contra-ataques apoiados que faziam, com o destaque aqui a ir para o ponta esquerda Doi. Quem se sobressaiu bastante neste Mundial e pode ter ganho um contrato numa equipa Europeia é Hiroki Shida, central/lateral-esquerdo. Com certeza o jogador mais evoluído da seleção, apresenta um remate exterior muito forte e com um grande leque de opções (apoiado, em suspensão, na passada). A evolução tem sido constante e agora com o novo selecionador, Dagur Sigurdsson (venceu o Europeu 2016 com a Alemanha) só parecem existir condições para melhorar.

Shida, o desconhecido Samurai (Foto: Getty Images)

CLASSIFICAÇÃO FINAL (4 PRIMEIROS)

1º Lugar: França

2º Lugar: Noruega

3º Lugar: Eslovénia

4º Lugar: Croácia

DISTINÇÕES FAIR PLAY – 7 IDEAL E MVP

Guarda-Redes: Torbjorn Bergerud (Noruega)

Ponta-Esquerda: Jerry Tollbring (Suécia)

Lateral-Esquerdo: Sander Sagosen (Noruega)

Central: Daniel Narcisse (França)

Lateral-Direito: Valentin Porte (França)

Ponta-Direita: Kristian Bjornsen (Noruega)

Pivot: Bjarte Myrhol (Noruega)

MVP: Sander Sagosen (Noruega)

Melhor Marcador: Kiril Lazarov (Macedónia) com 50 golos

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Tomé BritoJaneiro 10, 201716min0

Para concluir esta antevisão iremos fazer a análise dos Grupos C e D, bem como, uma pequena previsão para este Mundial. Dois grupos bastante equilibrados e nivelados por cima e onde com certeza iremos assistir a uma grande batalha pelos lugares de qualificação à Main Round? Qual a nossa aposta para vencer o Mundial? Bem, se leu com atenção a Parte I desta antevisão então certamente já sabe a resposta a esta pergunta.

GRUPO C – ROUEN

Grupo bastante nivelado por cima, com quatro seleções praticamente apuradas (Alemanha, Croácia, Hungria e Bielorrússia) restando apenas saber a ordem na classificação final. Alemanha e Croácia são candidatas à vitória final, enquanto que Hungria espera surpreender e a Bielorrússia fazer história. Já Arábia Saudita e o Chile devem lutar para não ficar em último do grupo.

ALEMANHA

Palmarés: 1 título Olímpico; 2 títulos Mundiais; 3 títulos Europeus
Treinador: Dagur Sigurdsson
Jogador-Chave: Uwe Gensheimer
Previsão FairPlay: 1º lugar do grupo;

Depois de ter passado uma fase “menos boa” da sua história, a Alemanha parece ter-se reerguido sob o comando de Dagur Sigurdsson com a vitória no último Europeu e a medalha de Bronze nos Jogos Olímpicos do Rio. Conhecidos pela garra e ambição que demonstram em cada jogo esta seleção Alemã tem tudo para voltar a chegar ao pódio em Mundiais, que já não alcançam desde 2007. Uwe Gensheimer, excêntrico ponta-esquerda, e Andreas Wolff, guarda-redes que devia ter sido o MVP do último Europeu, são as estrelas e as grandes bases de uma seleção muito equilibrada em todos os aspetos do jogo. Conjugam muita juventude (Paul Drux) com alguma experiência (Patrick Wiencek) o que por vezes pode ser mau, mas a Alemanha já provou no último Europeu que até mesmo “miúdos” podem levar um país à glória. Jogam um Andebol muito aguerrido, nunca desistindo de um ataque tentando sempre até à última encontrar uma boa situação de remate e na defesa são bastantes coesos cometendo poucos erros. Podem não dar o maior espetáculo de Andebol mas jogam sempre pela certa e com o objetivo de vencer qualquer jogo.

(Foto: Timeout Magazine)

CROÁCIA

Palmarés: 2 títulos Olímpicos; 1 título Mundial
Treinador: Zeljko Babic
Jogador-Chave: Domagoj Duvnjak
Previsão FairPlay: 2º lugar do grupo;

Capazes do melhor (vitória por 14 golos frente à Polónia no Euro 2016) e do pior (6º lugar no Mundial de 2015) esta Croácia é uma seleção muito difícil de prever. O grupo em que estão inseridos permite-lhes o apuramento (quase) automático, mas a partir da Main Round tudo pode acontecer à seleção dos Balcãs. Domagoj Duvnjak, visto por muitos como o melhor jogador da atualidade tal é a sua capacidade de fazer a diferença tanto na defesa como no ataque, lidera esta seleção bem secundado por Manuel Strlek ou Marko Kopljar. São conhecidos por jogarem muito para os 6 metros (apesar de contarem com jogadores bastante altos) e utilizar muito o contra-ataque dos pontas. Uma das histórias a seguir nesta seleção é como Luka Stepancic vai jogar, visto que o jovem canhoto tem evoluído bastante de ano para ano e esta competição pode ser a sua grande afirmação. São uns dos grandes candidatos e tudo o que não seja pódio será considerado um fracasso.

A afirmação de Luka Stepancic? (Foto: Getty Images)

BIELORRÚSSIA

Palmarés:
Treinador: Yuri Shevtsov
Jogador-Chave: Siarhei Rutenka
Previsão FairPlay: 4º lugar do grupo;

Esta irá ser a 4ª participação da Bielorrússia em Mundiais e pela “sorte” que tiveram no sorteio pode bem vir a ser a 1ª vez que se qualificam para a Main Round. Basta cumprir contra Chile e Arábia Saudita e logo aí esta nação já poderá fazer história, tudo o que vier a seguir será um extra. Siarhei Rutenka, o melhor jogador da história da Bielorrússia, deverá realizar a sua última competição pelo seu país, ele que já leva mais de 400 golos pela sua seleção. Para este mundial o selecionador Shevtsov decidiu dar continuidade à renovação da seleção, sendo vários os jovens promissores que fazem parte da convocatória (destaque para Artsem Karalek, pivot, e Uladzislau Kulesh, lateral-esquerdo). Contudo, apesar da renovação, a ideia de jogo deverá continuar a passar por fazer uso da maior capacidade dos laterais no tiro exterior e pelo que Pukhouski conseguirá criar a central. Partem para este mundial com boas esperanças de ultrapassar a primeira fase e fazer história.

Para fazer história? (Foto: France Handball 2017)

HUNGRIA

Palmarés:
Treinador: Xavi Sabate
Jogador-Chave: Laszlo Nagy
Previsão FairPlay: 3º lugar do grupo

Uma das boas seleções da Europa mas que ultimamente tem carecido de algo para chegar mais longe. Com um novo selecionador que está mais decidido em alcançar pódios do que em renovar, como Dujshebaev tinha expressado quando estava no cargo, a Hungria pode chegar longe nesta competição caso tudo corra a seu favor. Uma coisa é certa, talento não lhes falta. Mikler é dos melhores guarda-redes da atualidade, Jamali (Iraniano de origem) está cada vez melhor e com mais confiança e Laszlo Nagy, apesar dos 35 anos ainda consegue fazer a diferença no ataque mantendo-se como um excelente defensor. Uma equipa que defende excecionalmente bem, ou não contasse com grandes defensores como Schuch ou Szolossi, tendo aqui a sua grande força e que no ataque, apesar de não serem muito móveis e de os laterais utilizarem essencialmente o seu “corredor” de ação, possuem jogadores discretos mas muito eficazes (foram a equipa com a melhor média de eficácia no Euro 2016 com 78%). Com um bom 7 inicial e um banco de qualidade esperem podem esperar um bom mundial da Hungria.

Laszlo Nagy ainda é a estrela da Hungria (Foto: Getty Images)

CHILE

Palmarés:
Treinador: Mateo Garralda
Jogador-Chave: Marco Oneto
Previsão FairPlay: 5º lugar do grupo

Quaisquer hipóteses do Chile conseguir pontuar em França vão depender de Marco Oneto e se o pivot recupera da sua lesão ou não. O recentemente confirmado jogador do Sporting é um excelente defensor, um dos melhores dos últimos anos mesmo, e no ataque costuma fazer a diferença com o seu físico ao abrir grandes espaços da defesa adversária. Caso Oneto jogue o Chile pode aspirar a conseguir pelo menos uma vitória neste grupo, mas sem o pivot tal vai ser bastante complicado. De qualquer maneira, são uma seleção limitado mas que conta com bons jogadores como Rodrigo Salinas, excelente atirador, ou Emil Feuchtmann, central muito rápido e inteligente nos seus movimentos e ataques. Não se pode esperar muito desta seleção que deverá ir lutar pela President’s Cup.

Marco Oneto ao serviço do Chile (Foto: Emol)

ARÁBIA SAUDITA

Palmarés:
Treinador: Nenad Klajic
Jogador-Chave: Mohamad Alnassfan
Previsão FairPlay: 6º lugar do grupo;

Difícil de dizer o que se esperava desta seleção do Médio Oriente, que só está presente neste mundial devido ao Qatar ter garantido a qualificação por terem sido 2º classificados no mundial 2015. São poucos os jogadores relativamente conhecidos, tendo em Mohamad Alnassfan, guarda-redes muito rápido de movimentos e com grandes reflexos, o seu jogador mais brilhante. Outros bons nomes são os de Aljanabi e Alsalem, que marcaram 25 e 22 golos respetivamente no mundial do Qatar em 2015. Deverão lutar com o Chile para não ficarem em último do grupo.

Mohamad Alnassfan, o bom guarda-redes da Arábia Saudita (Foto: HandNews)

GRUPO D – NANTES

Este é um grupo que tem desde logo duas seleções praticamente apuradas, “As irmãs Nórdicas” Dinamarca e Suécia, com o Qatar a tentar intrometer-se na luta pelo 1º lugar. No entanto Egipto e Argentina são seleções muito perigosas e não seria uma grande surpresa se eliminassem já o Qatar, estando aqui a grande “diversão” do grupo. Por último o Bahrain não deverá fugir ao 6º e último lugar do grupo.

QATAR

Palmarés: 2 torneios Asiáticos
Treinador: Valero Rivera
Palmarés: Daniel Saric
Previsão FairPlay: 3º lugar do grupo;

Talvez a seleção mais odiada no mundo do Andebol pela controvérsia que houve com as arbitragens e jogadores naturalizados no mundial 2015, onde terminaram o mundial em 2º lugar a jogar em casa. Se deixarmos de parte estes problemas, podemos ver que o Qatar tem bastante qualidade na sua seleção, Zarko Markovic é um atirador de elite, Capote é um lateral muito completo e Daniel Saric já foi um dos melhores guarda-redes do mundo, tendo mesmo terminado o último mundial com 35% de eficácia de defesas. No entanto, apesar do nome de Markovic e Capote, o jogador mais importante no ataque do Qatar é Mallash. Central muito desvalorizado, que privilegia o jogo coletivo e que faz mexer o ataque Qatari, sem ele, não estaríamos perante os segundos classificados do último mundial certamente. A defesa, apesar de terem bons defensores, não é a melhor com os jogadores a ficarem muito parados nos 6 metros e a pressionarem pouco o portador da bola. Tendo em conta o grupo em que estão inseridos deverão conseguir o apuramento à Main Round mas nada mais.

Daniel Saric, outrora dos melhores guarda-redes (Foto: HandNews)

DINAMARCA

Palmarés: 1 título Olímpico; 2 títulos Europeus
Treinador: Gudmundur Gudmundsson
Jogador-Chave: Mikkel Hansen
Previsão FairPlay: 1º lugar do grupo;

Um país de Andebol e um dos que tem mais história no desporto. Depois da conquista do último torneio Olímpico a Dinamarca parte para este mundial com a confiança em alta e com a ambição de chegar ao seu 1º título da competição. Para tal a base da equipa mantém-se, com Mikkel Hansen, melhor jogador do Mundo para a IHF e que dispensa apresentações, e Niklas Landin, para muitos o melhor guarda-redes da atualidade, como líderes da equipa. São uma seleção pouco regular, mas que nos momentos de maior pressão raramente vacila, sendo exemplo disso os Jogos do Rio. O ataque pode parecer básico à partida, muito tiro exterior e em momentos de aflição tentar largar para o pivot ou pontas, mas é bastante eficaz e tem dado resultado. A defesa conta com defensores de elite e tem um estilo bastante agressivo mas às vezes um pouco atabalhoado, sendo usuais os erros nas trocas durante cruzamentos. Contudo, têm tudo o que é preciso para alcançar o pódio ou a vitória final.

Os jogadores Dinamarqueres festejam a conquista do título Olímpico (Foto: The Indian Express)

SUÉCIA

Palmarés: 4 títulos Mundiais; 4 títulos Europeus
Treinador: Kristjan Andresson
Jogador-Chave: Lukas Nilsson
Previsão FairPlay: 2º lugar do grupo;

Mais um país de Andebol e que conta com um palmarés gigante mas que está em “seca” desde 2002, quando conquistaram o seu último europeu. Juventude é a palavra de ordem desta seleção, visto que contam com uma média de idades abaixo de 26 e o seu selecionador conta apenas 36 anos. São exemplos desta juventude Lukas Nilsson, lateral de 20 anos que tem tudo para chegar ao topo do Andebol mundial, ou Jerry Tollbring, ponta esquerda de 20 anos que tem fascinado os adeptos de andebol com os seus grandes jogos na EHF Champions League. Com uma seleção tão jovem podemos esperar um andebol muito rápido no ataque e com constantes cruzamentos. Na defesa Mattias Andersson, guarda-redes, aos 38 anos ainda demonstra qualidade e é o líder no verdadeiro sentido da palavra da equipa, contando com a ajuda de Nicklas Ekberg ou Tobias Karlsson para serem uma espécie de mentores aos mais novos. Têm uma seleção bastante completa e quem sabe se com tanta juventude não estaremos perante uma “Alemanha versão Euro 2016”?.

Lukas Nilsson, o novo menino do Andebol mundial (Foto: Handbal123)

EGIPTO

Palmarés: 6 títulos Olímpicos
Treinador: Marwan Ragab
Jogador-Chave: Ahmed El-Ahmar
Previsão FairPlay: 5º lugar do grupo;

Estamos perante uma seleção que à para o mais desatento adepto não parece ter quaisquer chances de apuramento, mas que na verdade pode vir a lutar por um lugar na Main Round contra a Argentina e Qatar. O Egipto é como que uma seleção de surpresas, em 2012 nos Jogos Olímpicos venceram a Suécia e no último mundial conseguiram o apuramento para os oitavos deixando para trás a favorita Republica Checa, portanto não é uma seleção que se deva descartar desde já. A estrela da companhia é Ahmed El-Ahmar, lateral direito, que já leva mais de 1300 golos pela sua seleção. Com um andebol muito físico e com jogadores bastante rápidos podemos estar perante uma das surpresas deste mundial.

Ahmed El-Ahmar, 1300 golos pelo Egipto (Foto: HandNews)

BAHRAIN

Palmarés:
Treinador: Jaafar A.Qader
Jogador-Chave: Al Salatna Jassim
Previsão FairPlay: 6º lugar do grupo;

A seleção mais fraca em prova e que não terá nenhumas hipóteses de sequer ficar perto de pontuar. O Bahrain e os seus jogadores partem para este mundial com apenas um objetivo, o de darem o seu melhor e de conquistarem a sua primeira vitória em mundiais, nesta que é a sua 2ª participação depois de 2011. Al Salatna Jassim, jogador do Al Khaleej da Arábia Suadita, é o nome maior desta seleção e por onde passa todo o andebol da equipa. Grandes adversidades esperam esta seleção no caminho pela 1ª vitória.

Jogadores do Bahrein festejam a qualificação para o Mundial (Foto: Gulf Daily News)

ARGENTINA

Palmarés: 6 títulos Pan-Americano;
Treinador: Eduardo Gallardo
Jogador-Chave: Diego Simonet
Previsão FairPlay: 4º lugar do grupo;

Por último, temos a Argentina, uma das boas seleções fora do continente Europeu. Uma coisa é certa neste mundial para a Argentina, Diego Simonet “O Messi do Andebol”, vai poder jogar, depois de ter recuperado de uma grave lesão e logo aí as chances de apuramento desta seleção sobem drasticamente. É que o central/lateral-esquerdo tem um papel bastante importante na criação de espaços no ataque, ou não fosse ele um dos melhores jogadores da atualidade no um contra um, a sua grande força. Privilegiam o ataque, atacando com constantes cruzamentos e rápido circulação de bola para depois atacar os 6 metros rematando de fora apenas em última opção. Sebastian Simonet, irmão de Diego, é outra das estrelas, bem como Federico Pizarro, ponta muito eficaz nas suas ações. Naquele que deve ser o ultimo mundial do histórico Gonzalo Carou espera-se uma competição muito boa desta Argentina.

“O Messi do Andebol”, Diego Simonet (Foto: VAVEL)

PREVISÕES DO FAIR PLAY

Terminadas as análises a cada uma das seleções dos grupos C e D, está na hora de realizarmos umas previsões quanto ao que se vai passar neste mundial. O andebol é um desporto onde todos podem vencer todos, ou, no mínimo, empatar, dando como exemplo a Alemanha no Euro 2016, ou o empate entre Dinamarca e Argentina no mundial de 2015. Tendo isto em conta, vamos então passar às previsões:

Campeão: Espanha
Vice-Campeão: França
3º lugar: Dinamarca
4º lugar: Suécia

Melhor Marcador: Valero Rivera (Espanha)
MVP: Alex Dujshebaev (Espanha)

Surpresa: Suécia
Desilusão: Croácia

Da nossa parte, a antevisão está feita, tem já amanhã início este Mundial, que tem tudo, (jogadores, treinadores, organização,…) para ser fantástico. Não perca!

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Tomé BritoJaneiro 9, 201718min2

França, Janeiro de 2017. É por esta altura, de 11 a 29 de Janeiro, que se realiza no país Gaulês a 25ª edição do Mundial de Andebol da IHF. Uma coisa é, desde já, certa para este Mundial, nunca me lembro de ter partido para uma grande competição internacional sem conseguir delinear um real favorito à vitória final. A França, talvez pelos seus jogadores e por jogar em casa seja a grande favorita? Mas o que dizer da aguerrida Alemanha, que surpreendeu tudo e todos no ano passado ao ganhar o Europeu? E claro, não nos podemos esquecer dos crónicos candidatos Dinamarca, Croácia ou Espanha. Esta é a parte I da análise a esta competição.

É na Accorhotels Arena, em Paris, pelas 19:45h da próxima quarta-feira, dia 11, que terá lugar o jogo de inauguração entre França e Brasil. Também no mesmo pavilhão terá lugar a final de 29 de Janeiro, dia onde se vai decidir quem irá subir a um dos tronos mais altos do Andebol internacional (há uma grande disparidade na comunidade andebolística no que à maior competição internacional diz respeito – Mundial ou Jogos Olímpicos). Nesta 1ª parte da antevisão iremos destacar os Grupos A e B, para na 2ª parte (amanhã), destacar os Grupos C e D, bem como, fazer uma pequena previsão de como irá decorrer a competição.

Qual o formato do Mundial? De início são 24 selecções divididas por 4 grupos de 6 selecções cada. No final das 5 jornadas iniciais as 4 primeiras classificadas de cada grupo terão classificação garantida para a Main Round, enquanto a 5ª e 6ª classificadas de cada grupo irão disputar a President’s Cup. Em seguida as 16 selecções apuradas para a Main Round irão ser distribuídas num grupo final que divide as selecções de acordo com a classificação na 1ª ronda. Assim, a selecção colocada em 1º lugar de um grupo enfrentará a 4ª classificada de outro grupo e cada 2ª classificada enfrentará uma 3ª classificada. No final deste grupo irão ficar determinadas as equipas que se classificam para os quartos-de-final. Depois a competição toma um formato de eliminatórias (quartos-de-final -> meias-finais -> final).

GRUPO A – PARIS

O “grupo da morte”. Conta com, talvez, a principal favorita no geral, França, e outra grande candidata, a Polónia. Estas duas selecções devem decidir entre si o 1º lugar do grupo, mas sempre com as perigosas Rússia e Noruega (sensação do último Europeu) à espera de surpreender. No entanto, o Brasil, que tem vindo a crescer nos últimos anos, tem qualidade suficiente para surpreender Rússia ou Noruega e aspirar a um lugar na fase seguinte. A última equipa do grupo é o Japão que não deve ter quaisquer chances de apuramento, devendo aproveitar esta competição para se mostrar.

FRANÇA

Palmarés: 2 títulos Olímpicos; 5 títulos Mundiais; 3 títulos Europeus
Jogador-Chave: Nikola Karabatic
Treinador: Didier Dinart
Previsão FairPlay: 1º lugar do grupo;

Na última década, falar de Andebol tem sido sinónimo de falar da selecção Francesa, tal é o domínio que os Gauleses alcançaram. Contudo, nas últimas duas grandes competições de selecções (Europeu e Jogos Olímpicos), a França ficou aquém das expectativas na primeira – o Europeu -, tendo apenas alcançado o 5º lugar, e nos Jogos Olímpicos sucumbiu na final perante uma Dinamarca mais forte. Tendo isto em conta, juntando o facto de a França jogar em casa, podemos considerar a selecção Gaulesa como a principal favorita à vitória final. Contam com um grupo de jogadores muito experiente, onde constam alguns dos melhores jogadores do mundo, como Nikola Karabatic, Luc Abalo ou Thierry Omeyer, mas recentemente são vários os jovens talentos que têm aparecido e mostrado qualidade suficiente para fazer parte desta selecção – Nadim Remili (21 anos), Dika Mem (19 anos) ou Ludovic Fabregas (20 anos). Desta selecção poderemos esperar uma defesa “de betão” e um ataque que possui armas para ultrapassar qualquer defesa, seja no contra-ataque, um para um ou tiro exterior.

“Les Blues” (Foto: Infront Sports & Media AG)

POLÓNIA

Palmarés: –
Jogador-Chave: Michal Jurecki
Treinador: Talant Dusjhebaev
Previsão FairPlay: 3º lugar do grupo;

“Especialistas” em perder meias-finais, esta geração de jogadores da Polónia parece ter ficado sem tempo para alcançar o ouro numa grande competição visto que alguns dos seus principais jogadores – Szmal, Lijewski e Bielecki – já anunciaram o final das suas carreiras internacionais e outros encontram-se lesionados – Syprzak. Apesar destas baixas, são várias as armas que Talant Dujshebaev tem à sua disposição e com qualidade suficiente para alcançar um pódio. Michal Jurecki tem-se vindo a afirmar nos últimos anos como um jogador de elite, fazendo a diferença nos remates de 9 metros ou no um contra um, Tomasz Gebala tem tido um crescimento meteórico e Mateusz Kus afirmou-se como um dos melhores defensores da actualidade. Caso Dujshebaev consiga conjugar bem a experiência com a juventude da equipa, esta selecção tem tudo para ir até ao fim.

Gebala, a promessa Polaca (Foto: Alamy)

RÚSSIA

Palmarés: 1 título Olímpico; 2 títulos Mundiais; 1 título Europeu
Jogador-Chave: Timur Dibirov
Treinador: Dmitri Torgovanov
Previsão FairPlay: 2º lugar do grupo;

Capazes do melhor e do pior, assim se pode descrever esta selecção Russa. Num dia bom, caso consigam utilizar a sua maior vantagem, o contra-ataque, por Dibirov ou Shishkarev, podem derrotar qualquer selecção, mas num dia mau é hábito começarem a perder a cabeça, fazendo acumularem-se as exclusões de dois minutos e no final acabam num desapontante 19º lugar, como no Mundial de 2015 no Qatar. Como mencionado acima, possuem uma das melhores duplas de pontas titulares com os dois jogadores do Vardar a conseguirem finalizar de mil e uma maneiras diferentes. A 1ª linha também é muito variada, com jogadores bastante completos como Dereven ou Zhitnikov. A sua dupla de treinadores – Torgovanov e Voronin (adjunto) – sabe o que é vencer grandes competições, tendo feito parte das equipas que compuseram a “Golden Age” do Andebol Russo que venceu tudo na década de 90. Caso consigam passar esta mentalidade vencedora para os seus jogadores e consigam mantê-los concentrados e bem equilibrados nos dois lados do campo, esta selecção Russa pode ambicionar a lugares altos na classificação final.

Os Czar’s Russos (Foto: France Handball 2017)

NORUEGA

Palmarés: –
Jogador-Chave: Sander Sagosen
Treinador: Christian Berge
Previsão FairPlay: 5º lugar do grupo;

Um país de Andebol mas que no Andebol masculino nunca conseguiram chegar perto do sucesso que as senhoras têm. Estiveram perto no ano passado contudo, mas depois de conseguirem ultrapassar todos os obstáculos que lhes apareceram pela frente, acabaram por perder nas meias-finais perante a outra grande sensação da prova, a Alemanha. Contam com um dos jogadores mais promissores da actualidade e é no jovem Sander Sagosen e no que o futuro jogador do PSG pode fazer dentro de campo que estão todas as esperanças da Noruega conseguir um bom resultado em França. Com apenas 21 anos, Sagosen já se assumiu como a estrela da equipa e já é um jogador que pode decidir um ataque de qualquer maneira, seja com um excelente passe para o pivot, um grande “nó” ou um inesperado remate apoiado. Esta selecção Nórdica gosta de jogar um Andebol muito rápido, mas apenas em ataque organizado. Com constantes cruzamentos e uma rápida circulação de bola que faz abrir buracos na defesa adversária, é assim que joga a Noruega. Mas e a defesa? Aí está o problema desta selecção que tem por hábito deixar o lado defensivo do jogo para segundo plano, sendo regular ver grandes buracos aos 6 metros e fraca saída ao portador da bola. É esta razão pela qual não achamos que a Noruega consiga o apuramento para a Main Round, mas esperem com certeza magia de Sander Sagosen.

A Noruega (Foto: France Handball 2017)

BRASIL

Palmarés: 3 títulos Pan Americanos
Jogador-Chave: José Guilherme de Toledo
Treinador: Washington Nunes
Previsão FairPlay: 4º lugar do grupo;

Pode ser uma aposta bastante arriscada, mas acho que está aqui, na selecção Brasileira, a grande sensação deste mundial. Não falo em poder chegar a uma medalha mas talvez, quem sabe, a uns quartos-de-final tal como nos últimos Jogos Olímpicos, realizados em sua casa. É uma das selecções que joga um estilo de Andebol muito agradável, nunca nos cansamos a ver um jogo do Brasil. Trazem um pouco de samba para o Andebol e talvez seja por isso que durante um encontro não param de lutar, de correr, ou de tentar chegar a um bom resultado. José Toledo, potente lateral direito que faz a diferença essencialmente no tiro exterior, Thiagus Petrus, defensor de elite que tem tido uma grande ascensão no Andebol e Rogério Moraes, pivot que foi um pouco mal aproveitado no Kiel mas que esta época tem mostrado todo o seu valor no Vardar Skopje, são os principais nomes desta selecção Brasileira, que nos últimos anos tem vindo a crescer consideravelmente e pode ser neste Mundial que atinjam o patamar seguinte.

Toledo, a jovem estrela Brasileira (Foto: O Globo)

JAPÃO

Palmarés: 2 títulos Asiáticos
Jogador-Chave: Atsushi Mekaru
Treinador: Antonio Ortega Perez
Previsão FairPlay: 6º lugar do grupo;

Estamos perante uma das selecções mais limitadas da prova e com certeza deste grupo. Tendo falhado o apuramento para os últimos três mundiais, foi necessária a contratação de Antonio Carlos Ortega – vencedor da EHF Champions League como jogador e ex-treinador do Veszprem – para que o Japão se voltasse a qualificar para um mundial. Está aqui mesmo, no banco, a grande força desta selecção e aquela que os poderá levar, ao menos, a tentar pontuar neste complicadíssimo grupo. A maioria dos jogadores irá ter aqui a sua grande chance para se mostrar ao mundo do Andebol. Atsushi Mekaru é o melhor jogador desta selecção, o central tem sido um dos jogadores que mais tem impressionado na Liga Asobal (Espanha) ao serviço do Angel Ximenez. Com certeza, poderemos esperar muita luta e garra por parte do Japão mas garantir pontos vai ser tarefa quase impossível.

Atsushi Mekaru e o seleccionador Japonês Antonio Carlos Ortega (Foto: clubbalonmanopuentepuentegenil)

GRUPO B – METZ

Este é um grupo onde a primeira e última classificada não são muito complicados de prever, sendo elas a Espanha e Angola, respectivamente. A Eslovénia é das selecções em prova com mais talento e, para esta fase, isso deve chegar para alcançar o 2º lugar. Quanto a Islândia, Macedónia e Tunísia já se torna mais complicado de prever. À partida Islândia e Macedónia partem na linha de frente, pela maior qualidade dos seus jogadores, mas a selecção Africana tem qualidade suficiente para derrotar ambas e quem sabe até chegar mesmo à fase seguinte. Uma verdadeira luta a seguir entre estas três.

ESPANHA

Palmarés: 1 título Mundial
Jogador-Chave: Raul Entrerríos
Treinador: Jordi Ribera
Previsão FairPlay: 1º lugar do grupo;

Depois de não se ter qualificado para os Jogos Olímpicos do Rio, a selecção de “Nuestros Hermanos” parte para este Mundial com o intuito de voltar a cimentar a sua posição como uma das melhores selecções da actualidade e lutar pela vitória final na competição. Com uma convocatória recheada de estrelas, onde constam nomes como Sterbik e Perez de Vargas, uma das melhores duplas de guarda-redes nas selecções, ou Julen Aguinagalde que é visto por muitos como o melhor pivot da actualidade no aspecto atacante do jogo, a Espanha possuiu aquele que é talvez o plantel mais completo a nível de selecções, visto que conta com pelo menos dois jogadores de elite para todas as posições e com qualidade para jogar qualquer estilo de jogo. Caso queiram jogar um andebol que preferencie o remate exterior, possuem jogadores como Maqueda, Entrerríos ou Gurbindo, mas caso optem por um ataque mais móvel e de ataque aos 6 metros, Cañellas, Dujshebaev ou António Garcia podem fazer esse trabalho. Com uma defesa de elite e um ataque que pode quebrar qualquer defesa a Espanha é a nossa aposta para vencer o mundial.

Alex Dujshebaev (no ar) tem-se assumido como um dos melhores jogadores Espanhóis (Foto: Getty Images)

ESLOVÉNIA

Palmarés:
Jogador-Chave: Jure Dolenec
Treinador: Veselin Vujovic
Previsão FairPlay: 2º lugar do grupo;

Muito talento e tão poucas conquistas ou feitos alcançados descrevem esta selecção da Eslovénia. A força desta equipa está aí mesmo, no talento, pois em termos de qualidade individual dos seus jogadores contam com alguns jogadores verdadeiramente excepcionais, contudo o que tem falhado na Eslovénia é conseguir colocar todo o talento a trabalhar como um só e manter uma boa regularidade durante uma competição. Para além destes problemas, a Eslovénia não vai poder contar com dois dos seus melhores jogadores em França, Uros Zorman – desistiu da carreira internacional – e Dean Bombac – lesão. No entanto, jogadores como Miha Zarabec, Dolenec ou Gasper Marguc são alguns dos nomes que podem levar esta selecção a fazer um bom mundial. Gostam de jogar um Andebol de ataque, costumando dar espectáculo neste lado do campo, sendo assim uma das equipas que mais atenção pode ter neste mundial. Outro ponto de interesse na Eslovénia será seguir a competição de Blaz Janc, esquerdino, que aos 20 anos já é falado como um possível jogador de elite. Caso haja total entendimento entre todos os jogadores e os jovens jogadores não acusem a pressão, poderemos estar perante uma equipa bastante agradável.

A Eslovénia, uma equipa cheia de talento (Foto: IHF)

MACEDÓNIA

Palmarés:
Jogador-Chave: Kiril Lazarov
Treinador: Lino Cervar
Previsão FairPlay: 5º lugar do grupo;

Kiril Lazarov. Poderíamos deixar assim o parágrafo sobre esta selecção dos Balcãs, tal é a influência que o lateral-direito tem no jogo da sua equipa. Exímio goleador – luta pelo título de melhor marcador de todas as competições em que participa – todo o jogo da Macedónia passa pelo que o jogador do Barcelona poderá fazer. Num dia bom de Lazarov e com a ajuda dos fiéis escudeiros Manaskov – continua a ser desvalorizado em clubes mas na selecção demonstra toda a sua qualidade – Ristovski ou Stoilov, esta equipa pode bater qualquer um, mas a dependência de Lazarov acaba por ser um problema, pois um bom defensor que consiga anular o esquerdino “destrói” logo aí 90% do andebol atacante da Macedónia. Conhecidos por ter uma defesa bastante agressiva, com certeza irá ser aqui que poderão vencer os jogos caso o ataque falhe. Resumindo, a Macedónia chegará até onde Lazarov os conseguir levar.

Kiril Lazarov é a Macedónia (Foto: EHF Euro 2016)

ISLÂNDIA

Palmarés:
Jogador-Chave: Aron Pálmarsson
Treinador: Geir Sveinsson
Previsão FairPlay: 3º lugar do grupo;

O carrasco de Portugal (derrotaram a Selecção Nacional no play-off final de apuramento). São uma selecção que conta com grandes jogadores como Aron Palmarsson, um dos melhores centrais da actualidade e conhecido pelo seu potente remate apoiado, e Gudjon Valur Sigurdsson, que aos 37 anos ainda demonstra frescura física para muito mais e é um ponta de alto calibre. Para este Mundial, o seleccionador Geir Sveinsson decidiu convocar vários jogadores dos sub-21, iniciando já uma pequena renovação na selecção. O ataque desta equipa depende muito do que Palmarsson pode fazer, mas Gudmundsson é também ele uma peça chave nesta equipa nos dois lados do campo. A defesa é talvez o principal ponto forte da equipa, revelando uma defesa móvel, com constante pressão ao portador da bola, causando várias falhas técnicas ao ataque adversário fazendo depois uso da rapidez dos seus pontas para o contra-ataque. Um dos nomes a seguir nesta equipa é o de Arnar Arnarsson que aos 20 anos já demonstra uma maturidade incrível na defesa, sendo o líder neste aspecto do jogo. A passagem à Main Round é uma obrigação para esta equipa.

Aos 37 anos, Sigurdsson ainda é uma das grandes figuras da Islândia (Foto: Rúv)

TUNÍSIA

Palmarés: 9 títulos Africanos
Jogador-Chave: Wael Jallouz
Treinador: Hafedh Zouabi
Previsão FairPlay: 4º lugar do grupo;

Quem não se lembra daquela fantástica selecção Tunisina que surpreendeu o mundo ao chegar ao 4º lugar no Mundial de 2005? Infelizmente hoje em dia, tal feito parece ser quase impossível, no entanto, estes jogadores, conhecidos por nunca desistirem de um jogo certamente vão lutar por fazer um grande trabalho em França. Wael Jallouz é o principal nome desta selecção, contudo ao serviço da mesma costuma ficar um pouco aquém das expectativas, não fazendo bom uso do seu poderio físico e potente remate. A principal arma ofensiva da equipa está nas pontas, com Oussama Boughanmi à esquerda e Aymen Toumi, uma das grandes surpresas da época na EHF Champions League, à direita. Excelentes defensores, irá ser através deste aspecto que poderão causar um upset a alguma das melhores equipas do grupo. Com um conjunto de jogadores muito interessantes poderão ser uma das surpresas da competição caso tudo corra bem.

Será que Jallouz (17) vai finalmente convencer ao serviço da sua selecção? (Foto: Alchetron)

ANGOLA

Palmarés:
Jogador-Chave: Edvaldo Ferreira
Treinador: Alexandre Machado
Previsão: 6º lugar do grupo

Um pouco na mesma linha que o Japão (grupo A), Angola não deverá ter quaisquer chances de apuramento. Apenas contam duas participações em Mundiais e nunca foram além do 20º lugar. A selecção masculina está longe de ter o mesmo reconhecimento que a feminina, por isso em França os senhores quererão mostrar-se ao mundo do Andebol e tentar surpreender alguma das outras selecções do grupo. Edvaldo Ferreira é o nome mais sonante de uma equipa que irá tentar de tudo para jogar um Andebol agradável e evitar levar os típicos “cabazes” das outras selecções. O último lugar do grupo não lhes deverá falhar.

Edvaldo Ferreira, a rematar, ao serviço do seu clube (Foto: SAPO Desporto)

A parte II desta antevisão fica reservada para a análise aos Grupos C e D, bem como uma pequena previsão/apostas pessoais para os vencedores e prémios deste Mundial.

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Tomé BritoSetembro 23, 20169min0

Ontem foi a vez dos grupos A e B, os grupos dos papões e das equipas mais fortes, hoje o Fair Play antevê, uma a uma, as equipas dos grupos C e D, e claramente os mais “fracos” mas ao mesmo tempo aqueles que podem ser mais equilibrados e que onde há mais emoção.

Depois de no ano passado o Kielce ter vencido a sua primeira Champions naquela que pode muito bem ter sido a melhor final de sempre, quem irá erguer, em 2017, em Colónia, o mais conceituado troféu de clubes do Andebol mundial?

Análise aos Grupos

Grupo C        

O Grupo C é constituído por: Naturhouse La Rioja (Espanha); Chekhovskie Medvedi (Rússia); HC Metalurg (Macedónia); Montpellier (França); Elverum (Noruega); TATRAN Presov (Eslováquia).

Entre ambos os grupos C e D, aqueles que contêm as equipas mais “fracas” em prova, este é o grupo mais fraco, contando com uma equipa de nível claramente superior às outras – Montpellier -. Já La Rioja e Medvedi deverão lutar pelo 2º lugar, que dá acesso ao “play-off”. Quanto às restantes 3 equipas podem tentar surpreender mas é claro que estão num nível mais baixo e não devem ter grandes chances de apuramento.

Naturhouse La Rioja

Os vice-campeões Espanhóis partem para esta época claramente mais limitados depois das perdas de Malmagro, Cederholm ou Pedro Rodriguez, mas ainda contam com um plantel muito experiente e que tem todas as capacidades para atingir o 1º ou 2º lugar de apuramento. Kapellin, um dos guarda-redes que mais surpreendeu na época passada e Albert Rocas, outrora dos melhores pontas-direitas, são as principais figuras de uma equipa muito equilibrado nas duas fases do jogo – ataque e defesa – e que tem na sua casa, Palacio de Los Deportes de Logroño uma das suas grandes vantagens.

A ESTRELA: Albert Rocas

O JOKER: Angel Montoro

TREINADOR: Jesus Gonzalez Fernandez

Chekhovskie Medvedi

Os campeões Russos pouco mudaram no seu plantel desde a última época e partem para este novo ano com grandes ambições de atingir de novo os oitavos da Champions. Constam uma equipa que mistura uma boa dose de juventude com experiência e onde vão despontando novos talentos como Santalov ou Kuretkov. Privilegiam um andebol de ataque e muito contra-ataque. Uma das grandes armas da equipa está no pivot, Chernoivanov, que com os seus 2.02m e 105kg é dificílimo de parar e consegue abrir muitos buracos na defesa que usualmente Kotov, o central, tenta aproveitar. Podemos esperar muitos golos desta equipa e principalmente muita garra.

A ESTREL A: Dmitri Kovalev

O JOKER: Dmitrii Santolov

TREINADOR:

HC Metalurg

Depois da 2ª melhor equipa da Macedónia ter quase acabado de vez – chegaram mesmo a anunciar falência – parece que esta se tem conseguido vindo a afirmar de novo no panorama Europeu e parte para esta edição da Champions com ligeiras ambições de realiza uma melhor campanha que o ano passado e quem sabe, chegar ao “play-off”. Com um plantel ligeiramente mais forte que a época passada e com a qualidade de Mladenovic ou Kuzmanovski por exemplo, quem sabe se o Metalurg não consegue voltar ao bom nível do passado.

A ESTRELA: Nemanja Mladenovic

O JOKER: Nemanja Obradovic

TREINADOR: Lino Cervar

Montpellier HB

Claramente a equipa mais forte do grupo, o Montpellier tem passado uns últimos anos complicados a nível de competições Europeias tendo atingido os 4ºs de final desta competição pela ultima vez em 2009/2010. Para esta época a grande ambição é tentar figurar novamente nas oito melhores equipas da Europa e as adições de Nikola Portner – grande potencial que o guarda-redes Suiço tem – Valentin Porte – fortíssimo lateral/ponta direita que tem bastante qualidade tanto a atacar como a defender – e de Miha Zvizej – boa opção para a alternativa ao jovem Ludovic Fabregas – vêm ajudar a isso mesmo. Com um ataque muito forte que conta com uma 1ª linha muito móvel, forte no 1 contra 1 e com capacidade de tiro exterior, esta equipa tem o potencial para dominar o grupo C.

A ESTRELA: Diego Simonet

O JOKER: Miha Zvizej

TREINADOR: Patrice Canayer

Diego Simonet (Foto: midilibre.fr)
Diego Simonet (Foto: midilibre.fr)

Elverum Handball

Das equipas mais limitadas em prova mas ao mesmo tempo daquelas que mais vontade mostram para lutar pela vitória e que mais gosto de ver jogar. É assim que podemos sumarizar como é o clube da pequena cidade Norueguesa de Elverum. O plantel é dos mais fracos em prova e ainda por cima perderam a sua maior “estrela”, Luka Mitrovic, para os Eslovenos do Gorenje Velenje, no entanto, quem saber se Petter Overby, Tamas Ivancsik e companhia não surpreendem ao conseguir umas vitórias.

A ESTRELA: Petter Overby

O JOKER: Josef Pujol

TREINADOR: Michael Apelgren

TATRAN Presov

Os campeões Eslovacos certamente querem esquecer a horrível prestação de 2015/2016, onde praticaram talvez o pior andebol da competição. Para esta época partem sem grandes ambições e com um plantel ainda mais fraco que o da época passada – saíram Antl, Kopco, Ivkovic ou Furlan – e nem a qualidade de Lukas Orban e Tomas Cip podem salvar esta equipa.

A ESTRELA: Lukas Orban

O JOKER: Stefan Jankovic

TREINADOR: Radislav Trtik

Grupo D

O grupo D é constituído por: Besiktas (Turquia); Nantes (França); Motor Zaporozhye (Ucrânia); Holstebro (Dinamarca); Dinamo Bucaresti (Roménia); ABC de Braga (Portugal).

É o grupo mais forte deste dois e é também bastante equilibrado, ou não contasse com 5 equipas que tem a qualidade e ambições claras de atingir o “play-off”. O Besiktas parece ser aquela que mais probabilidades que tem de atingir o 1º lugar do grupo, sendo que Motor, Holstebro, Nantes e ABC têm todas as potencialidades para dar luta aos Turcos. Já o Dinamo Bucaresti está num nível abaixo das demais e deve ficar pelo último lugar do grupo.

Besiktas Mogaz HT

Os campeões Turcos são uma equipa fortíssima no ataque, sendo sempre das equipas que mais golos marcam no tempo em que estão prova nas temporadas anteriores. No entanto defendem muito mal e às vezes, a defender, são mesmo demasiado agressivos o que já os prejudicou por diversas vezes. Contudo,  a qualidade de jogadores como Ramazan Done – lateral direito muito forte fisicamente e muito potente – ou Nemanja Pribak e a experiência e conhecimentos do treinador – Mufat Arin é o treinador principal do clube desde 2003 – parecem ser suficientes para a equipa garantir o 1º lugar do grupo.

A ESTRELA: Ramazan Done

O JOKER: Ivan Nincevic

TREINADOR: Mufit Arin

Ramazan Done (Foto: kartalsozluk.com)
Ramazan Done (Foto: kartalsozluk.com)

HBC Nantes

Os vice-campeões Franceses têm tido um passada recente de grandes vitórias, tendo conquistado a EHF Cup em 2013 e 2016. Para poder atingir o “play-off” a equipa Francesa movimentou-se extremamente bem no mercado, tendo garantido a contratação de jogadores que vêm tapar as grandes lacunas do plantel. Arnaud Siffert e Cyril Dumulin – típicos suplentes na seleção Francesa – são dois guarda-redes de excelente nível, Eduardo Gurbindo é um lateral com experiência ao mais alto nível – ex- Barcelona – e Dominik Klein foi talvez o ponta esquerda em melhor forma na 2ª metade da época passada. Possuem tudo o que é preciso para atingir os oitavos de final desta competição.

A ESTRELA: Dominik Klein

O JOKER: Olivier Nyokas

TREINADOR: Thierry Anti

HC Motor Zaporozhye

Depois de terem sido uma das principais surpresas na época passada, ao atingirem os quartos de final com um dos plantéis mais limitados em prova, o Motor parte para esta nova época com ambições de tentar repetir a façanha. Sergii Burka, lateral direito que é um portento físico – 2,08m e 110 kg – e Barys Pukhouvski são os principais jogadores de uma equipa bastante limitada no ataque e que vive muito do que estes dois jogadores conseguem fazer.

A ESTRELA: Barys Pukhouvski

O JOKER: Igor Soroka

TREINADOR: Mykola Stepanets

Dinamo Bucaresti

Um clube histórico, já venceu mesmo a Taça dos Campeões – ex-Liga dos Campeões – mas que nos últimos anos 10 ficou arredado desta competição. Para este regresso a equipa parte com o objetivo de se tentar mostrar à Europa e de tentar não ser o “saco de pancada” do grupo. Sajad Esteki , lateral esquerdo que surpreendeu na época passada ao serviço do TSV Stuttgart, é o jogador-chave desta equipa, que quererá tentar repetir o que o Baia Mare fez no ano passado, quando lutou quase até ao final da fase de grupos pelo “play-off”.

A ESTRELA: Sajad Esteki

O JOKER: Jankov Vrankovic

TREINADOR: Eliodor Voica

ABC de Braga

Novamente e depois de uma longa espera temos o ABC novamente na ribalta do andebol Europeu. Em 1994 estiveram a apenas dois golos de ganhar esta mesma competição naquela que foi a 1ª edição da mesa, e este ano, o “grande” do andebol Nacional irá tentar o apuramento para os oitavos de final, objetivo que está perfeitamente ao alcance dos Portugueses. Com um andebol de ataque muito moderno, de ataque aos 6 metros e com constantes cruzamentos na 1ª linha e entradas a 2º pivot, o ABC tem tudo o que é necessário para atingir um dos dois lugares de apuramento para o “play-off”. Nuno Pereira, Pedro Spínola e Pedro Seabra Marques compõem uma 1ª linha muito móvel e que irá com certeza causar grandes problemas nos palcos Europeus.

A ESTRELA: Pedro Spínola

O JOKER: Diogo Branquinho

TREINADOR: Carlos Resendo

ABC, vencedor da Challenge Cup e do Andebol1 (Foto: modalidades.pt)
ABC, vencedor da Challenge Cup e do Andebol1 (Foto: modalidades.pt)

Previsões Fair Play

Campeão: Kielce

2º lugar: PSG

3º lugar: Veszprem

4º lugar: Vardar Skopje

 Equipa Surpresa: Vardar Skopje

Equipa Desilusão: FC Barcelona

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Tomé BritoSetembro 22, 201619min0

Ontem iniciou-se a 24ª edição da EHF Champions League com o jogo entre o Besiktas e o ABC de Braga, vitória dos Turcos por 33-31 no regresso da equipa Portuguesa à maior competição de clubes no Andebol, como tal, e com um ligeiro atraso, o FairPlay vai lançar dois artigos de antevisão  sobre todas as equipas em competição e aos 4 grupos. Hoje o artigo é de antevisão aos grupos A e B, onde se encontram as melhores equipas da atualidade.

Depois de no ano passado o Kielce ter vencido a sua primeira Champions naquela que pode muito bem ter sido a melhor final de sempre, quem irá erguer, em 2017, em Colónia, o mais conceituado troféu de clubes do Andebol mundial?

Formato:

28 equipas vão participar na competição, divididas em quatro grupos. Os Grupos A e B serão disputados com oito equipas cada. A 1ª classificada em cada grupo qualifica-se directamente para os quartos-de-final, os dois últimos de cada grupo ficam de fora da competição e as restantes 10 equipas qualificam-se para os oitavos-de-final.

Os grupos C e D são constituídos por seis equipas cada. As duas primeiras classificadas de cada grupo, vão realizar um play-off (1º do Grupo C vs 2º do Grupo D; 2º do Grupo C vs 1º do Grupo D) com os dois vencedores a passar para os oitavos-de-final. As restantes equipas ficam de fora da competição.

Oitavos de Final

As 12 equipas classificadas (10 dos grupos A e B; 2 dos Grupos C e D) vão a sorteio de forma a decidirem-se os jogos, e jogam contra o respetivo oponente numa eliminatória a duas mãos.

Quartos de Final

Os seis vencedores das partidas dos oitavos juntam-se aos vencedores dos grupos A e B, e vão a sorteio. Depois de decididos os jogos, as equipas jogam uma eliminatória a duas mão contra o respetivo oponente.

Final Four

O sonho de qualquer equipa, a VELUX EHF FINAL4, continuará no seu antigo formato – duas meias-finais, com os vencedores a disputar a final e os derrotados a disputar o 3º e 4º lugar  –  com as quatro equipas ainda em competição a competir pelo título.

Equipas presentes na EHF Champions League (Foto: eurohandball.com)
Equipas presentes na EHF Champions League (Foto: eurohandball.com)

Análise aos Grupos

Grupo A

O grupo A é constituído por: Veszprem (Hungria); Barcelona (Espanha); PSG (França); Bjerringbro-Silkeborg (Dinamarca); Wisla Plock (Polónia); Flensburg (Alemanha); Kadetten Schaffhausen (Suiça); e Kiel (Alemanha).

É claramente o grupo mais complicado, pois conta com 4 crónicos candidatos à Final Four – Veszprem, Barcelona, PSG e Kiel – e uma das equipas mais fortes fora dos habituais grandes favoritos que é o Flensburg. Para além disso o Wisla Plock já demonstrou ter capacidade para ombrear com estas 5 equipas e pode causar algumas surpresas. Este grupo de equipas deverá conseguir o apuramento para a fase seguinte, sendo que o Bjerringbro vai tentar dar luta ao Plock pelo 6º e último lugar de apuramento. Já a equipa suiça do Kadetten deverá ficar-se pelo último lugar do grupo A.

MVM Veszprém KC

Finalistas vencidos há três anos consecutivos e depois de terem perdido na dramática final da edição passada em Junho passado, os campeões Húngaros e da SEHA League, fazem agora novo assalto à maior competição de clubes e o mínimo exigido para esta equipa deverá ser a Final Four. Contam com um plantel de excelência, talvez o mais profundo da actualidade, e com pelo menos duas opções de grande qualidade para todas as posições. Os ingressos de Marko Kopljar (ex-Barcelona) e de Dragan Gajic (ex-Montpellier) vieram aumentar a qualidade do plantel, ou não fossem estes dois jogadoresdos melhores nas suas posições, lateral e ponta direita respectivamente. Sabaté, o treinador, tem uma equipa que lhe permite jogar vários estilos de andebol em todas as fases do jogo. Apresenta uma elevada potência no ataque tanto de tiro exterior como em jogo para o pivot. A sua defesa de grande poderio físico e agressividade proporciona um jogo forte de contra-ataque.

A ESTRELA: Aron Palmarsson

O JOKER: Andreas Nilsson

TREINADOR: Xavier Sabate

FC Barcelona Lassa

Depois do grande fracasso da época passada onde não chegaram à Final Four a equipa mais titulada da competição deverá querer regressar às vitórias. Para isso contam com um plantel muito forte mas que não parece estar ao nível de Veszprem ou PSG.  Apesar de terem perdido várias peças importantes da equipa como Sigurdsson, Kopljar ou Sarmiento, contrataram Valero Rivera bem como, três jogadores bastante promissores: o francês N’Guessan, Lasse Anderson e Dika Mem. Caso queiram voltar a ganhar a Champions, jogadores como Filip Jicha, que se exibiu a um nível muito mau na época passada, terão que começar a jogar o seu melhor andebol. Contudo, têm um plantel fortíssimo, com grandes estrelas como Lazarov ou Entrerrios, e que mistura muita experiência com juventude. Apesar de estarem inseridos num grupo complicadíssimo a frescura física não deverá ser um problema, tal é a facilidade com que dominam a Liga Asobal, tendo aqui uma vantagem sobre os mais directos adversários.

A ESTRELA: Kiril Lazarov

O JOKER: Kamil Syprzak

TREINADOR: Xavier Pascual

PSG

Mais um ano se passou e apesar de mais um super plantel o PSG voltou a falhar o seu principal objetivo, que é a conquista da Champions. São insucessos atrás de insucessos para a qualidade do plantel, mas o investimento não pára, como demonstra a contratação daquele que é visto por muitos como o melhor ponta esquerda do mundo, Uwe Gensheimer que vem colmatar uma das posições mais débeis da equipa. Para  lateral direito, a posição mais fraca da equipa na época passada, chegou Luka Stepancic, uma das melhores opções que havia. Contudo, o Croata regressou há pouco tempo de uma grave lesão sendo por isso uma incógnita como se irá apresentar nesta nova época. Para além destes dois atletas, Remili e Jesper Nilsen são excelentes opções para dar mais profundidade ao plantel. Este ano não há desculpas para não vencerem a competição tal é a qualidade que o técnico Serdarusic tem ao seu dispor.

A ESTRELA: Mikkel Hansen

O JOKER: Daniel Narcisse

TREINADOR: Zvonimir Serdarusic

psg

Bjerringbro-Silkeborg

Os novos, surpreendentes, campeões Dinamarqueses partem para a sua 4ª presença na maior competição de clubes no Andebol e quererão com certeza causar nova surpresa e tentar o apuramento para os oitavos de final – feito apenas conseguido uma vez na época 2012/2013 -. Com um elenco muito experiente onde figuram alguns nomes com currículo na Dinamarca como, Kristian Klitgaard, Michael V. Knudsen ou Nikolaj Markussen o Bjerringbro destaca-se mais pela sua defesa e por ser uma equipa muito aguerrida e que dá sempre muita luta. Conhecidos por serem exportadores de bons talentos, como Niklas Landin (Kiel), Henrik Toft Hansen (Flensburg) ou Rasmus Lauge (Flensburg) é provável que vejamos vários jovens a emergir nesta equipa e a mostrarem-se nesta edição da Champions.

A ESTRELA: Nikolaj Markussen

O JOKER: Sebastian Skube

TREINADOR: Peter Bredsdorff-Larsen

Orlen Wisla Plock

Há três anos consecutivos a ficar pelos oitavos de final o Wisla Plock quererá finalmente juntar-se ao lote das 8 melhores equipas europeias da actualidade, o que seria um feito inédito na história do clube Polaco. Para tentar este objectivo conseguiram manter o seu núcleo duro intacto e investiram em outros jogadores que já mostraram qualidade para a alta roda do andebol europeu. Entre eles está Gilberto Duarte, lateral-esquerdo Português, que já há vários anos fazia por merecer a saída para um clube com outras ambições e agora junta-se a outro Português, o pivot Tiago Rocha. Também o jovem lateral-direito SIme Ivic, que surpreendeu no ano passado no Celje, assinou pelos Polacos e vem dar mais qualidade a uma posição já por si forte – Racotea e Toledo são jogadores de boa qualidade. Podemos esperar uma Orlen Arena sempre cheia a apoiar os seus jogadores, formando uma autêntica fortaleza.

A ESTRELA: Rodrigo Corrales

O JOKER: Marcin Wichary

TREINADOR: Piotr Przybecki

SG Flensburg-Handewitt

Já há vários anos que o Flensburg se tem assumido como uma equipa de elite no andebol mundial, e mesmo sem contar com uma autêntica superestrela, o clube Alemão tem vindo a obter excelentes resultados esperando este ano conseguir regressar à Final Four. Com praticamente o mesmo plantel da época passada – saiu Kozina, entrou Horvat – é no banco que o Flensburg tem a sua grande arma, ou não fosse Ljubomir Vranjes dos melhores treinadores da actualidade. Com um plantel bastante forte e equilibrado destacam-se essencialmente o “velho” guarda-redes Mattias Andersson que aos 38 anos ainda se encontra na melhor das formas, Rasmus Lauge que se tem vindo a afirmar como um dos melhores centrais da atualidade, ou Kentin Mahe um autêntico polivalente – jogou a ponta esquerda, lateral esquerdo, central e lateral direito na época passada – e capaz de inventar uma jogada num piscar de olhos. São muito fortes na defesa o que lhes permite utilizar a velocidade dos seus pontas para contra-atacar, sendo desta forma a origem das suas vitórias. Podemos esperar um Flensburg forte e que vai lutar pela Final Four até à última.

A ESTRELA: Rasmus Lauge Schimdt

O JOKER: Kentin Mahe

TREINADOR: Ljubomir Vranjes

Ljubomir Vranjes, no meio, treinador do Flensburg (Foto: gettyimages.co.uk)
Ljubomir Vranjes, no meio, treinador do Flensburg (Foto: gettyimages.co.uk)

Kadetten Schaffhausen

Depois do desastre que foi a época passada, onde a equipa falhou o apuramento para o “play-off” num grupo bastante acessível, os campeões Suíços quererão mostrar outra imagem. Nikola Portner, guarda-redes, e um dos esteios da equipa saiu e ainda não foi encontrado substituído à altura, para além de que as contratações feitas – exceção a Szyba – não vieram aumentar a qualidade da equipa. Apesar dos valores de Gabor Csaszar – poderia ser importante em algumas equipas de elite – ou Dimitrij Kuttel, o plantel parece demasiado curto para tentar lutar pelo apuramento num grupo desta dimensão.

A ESTRELA: Gabor Csaszar

O JOKER: Ivan Karacic

TREINADOR: Lars Walther

THW Kiel 

Apesar de na época passada terem estado abaixo do nível esperado – más exibições até aos quartos de final – o histórico clube Alemão conseguiu a presença na Final Four e mais uma vez este ano deverão apontar à conquista desta competição. Apesar da saída de dois dos melhores jogadores da época passada Joan Cañellas e Dominik Klein, outros jogadores mais jovens e com grande potencial, como Lukas Nilsson e Raul Santos, chegaram ao clube, fazendo com o que o plantel não perca assim muita qualidade. A saída de Cañellas e a entrada do Sueco, Nilsson, deverão fazer com que Duvnjak, a estrela da companhia, passe para a sua posição natural de central, onde poderá ter ainda mais influência no jogo do Kiel – uma 1ª linha com Nilsson, Duvnjak e Vujin é entusiasmante e promete muito . Também a chegada de Andreas Wolff – o guarda-redes da moda – vem aumentar a qualidade da equipa e faz com que o clube possua agora aquela que é talvez a melhor dupla de guarda-redes da atualidade, Landin e Wolff. Crónicos favoritos à vitória final, caso se exibam ao melhor nível podem ambicionar à conquista da 4ª Liga dos Campeões.

A ESTRELA: Domagoj Duvnjak

O JOKER: Raul Santos

TREINADOR: Alfred Gislason

Andreas Wolff, o novo guardião do Kiel (Foto: handballwoche.de)
Andreas Wolff, o novo guardião do Kiel (Foto: handballwoche.de)

GRUPO B

O grupo B é constituído por: Rhein Neckar Lowen (Alemanha); Vive Tauron Kielce (Polónia); Vardar Skopje (Macedónia); Zagreb (Croácia); Meshkov Brest (Bielorrússia); Pick Szeged (Hungria); Celje (Eslovénia); Kristianstad (Suécia)

Em comparação com o grupo A é um grupo com equipas de um nível mais baixo, onde se destaca um dos grandes candidatos e o actual campeão, o Kielce, que, com mais ou menor dificuldade, deverá conseguir o 1º lugar. A tentar dar luta ao Kielce estará o Vardar que este Verão se reforçou muitíssimo bem e possui agora um plantel de fazer inveja aos grandes candidatos. Lowen, Zagreb e Pick Szeged são três equipas de créditos firmados e que podem dar luta aos grandes favoritos do grupo. Já as restantes três equipas, Meshkov, Celje e Kristianstad deverão lutar pelo último lugar de apuramento, sendo que a equipa Bielorrussa leva alguma vantagem.

Rhein-Neckar Löwen

 A época passada foi de grande sucesso para os “Leões de Manheim” visto que finalmente conseguiram a conquista da Bundesliga – tanto em 2013/2014 como 2014/2015 perderam o campeonato nas últimas jornadas – contudo a presença na Champions ficou aquém das expetactivas, ficando-se pelos oitavos de final. Esta época vai ser a 1ª desde 2003 sem Uwe Gensheimer – a figura da equipa nos últimos anos – mas para o seu lugar contrataram Gudjon Valur Sigurdsson que aos 37 anos ainda é dos melhores pontas esquerdas. A saída do guarda-redes Borko Ristovski – um dos guardiões mais underrated da actualidade – também pode vir a custar e nenhum dos dois guarda-redes do plantel – Appelgren ou Palicka – demonstram a mesma consistência que o Macedónio. No entanto possuem um plantel com excelentes valores, como André Schmid – MVP da última Bundesliga – Ekdahl du Rietz ou Mensah Larsen, e jogam um Andebol do mais entusiasmante que existe na Europa. Têm potencial para muito e não será surpreendente caso consigam chegar longe na competição.

A ESTRELA: André Schmid

O JOKER: Harald Reinkind

TREINADOR: Nikolaj Jacobsen

KS Vive Tauron Kielce

Os campeões em título da dramática final da época passada partem para esta nova época novamente com grandes ambições e com um plantel ainda mais forte e completo que o do ano passado. A chegada de Dean Bombac – 3º melhor marcador da edição passada – acrescenta muita qualidade à equipa e é um jogador que encaixa na perfeição neste plantel. O seu jogo de um contra um aos 6 metros vai fazer com que os grandes atiradores Jurecki,  Bielecki e Buntic tenham mais espaço para trabalhar, o que só vai tornar mais difícil a tarefa de travar a 1ª linha dos campeões Polacos. Também Darko Dukic, ponta direita que aos 21 anos tem vindo a surpreender a cada jogo, chegou ao clube e não será surpresa nenhuma caso ao longo da época tire o lugar ao Alemão Reichmann. No entanto a grande força desta equipa encontra-se no banco. Talant Dujshebaev, outrora melhor jogador do mundo, tem vindo a cimentar a sua posição como melhor treinador da actualidade. É um treinador com uma experiência gigante e de grande exigência aos seus atletas, que possui os conhecimentos necessários para levar (quase) qualquer equipa ao topo. Com um plantel fortíssimo e um treinador deste nível com certeza veremos o Kielce a lutar pela 2ª Champions consecutiva em Colónia.

A ESTRELA: Michal Jurecki

O JOKER: Darko Dukic

TREINADOR: Talant Dujshebaev

Dean Bombac, já a jogar pelo Kiel (Foto: em.kielce.pt)
Dean Bombac, já a jogar pelo Kiel (Foto: em.kielce.pt)

HC Vardar Skopje

A um plantel que já conta com jogadores como Sterbik, Maqueda, Alex Dujshebaev, Dibirov ou Karacic, juntamos Juan Cañellas ou Ivan Cupic, com o que é que ficamos? Um candidato ao título. Esta é uma equipa que nos últimos anos tem tido uma ascensão meteórica e este ano poderemos perfeitamente ver o Vardar a disputar a Final Four caso tudo corra da melhor maneira. Contam com jogadores de qualidade necessária para jogar vários estilos de andebol em todas as fases do jogo, seja tiro exterior – Maqueda, Dujshebaev, Dereven – ou jogo para os 6 metros – Cañellas, Karacic, Cindric – e têm uma profundidade de plantel que poucas equipas têm – só mesmo Veszprem e Kielce é que conseguem possuir tantas opções da mesma qualidade para pelo menos 5 posições . Serão com certeza uma equipa a ter muito em conta e que irão fazer da Jane Sandaski Arena uma das suas grandes forças durante a competição.

A ESTRELA: Arpad Sterbik

O JOKER: Rogerio Moraes Ferreira

TREINADOR: Raúl González

HC Zagreb

Enfraquecidos! É como se pode descrever esta equipa Croata, que nos últimos anos tem ficado muito perto de surpreender os chamados colossos nos quartos de final da Champions. Este ano perderam 2 dos seus melhores jogadores – Luka Stepancic e Filip Ivic – e para os seus lugares não conseguiram arranjar substitutos à altura. No entanto a chegada de Igor Vori, outrora dos pivots mais dominadores, a juntar à qualidade de Mandalinic, Horvat, Sebetic, criam uma boa base para esta equipa se conseguir manter nas 16 melhores da Europa, para além do fato de contarem com um excelente treinador em Veselin Vujovic. Com um andebol de muita luta e muita garra não será surpreendente caso vejamos esta equipa a vencer adversários de “outra liga”.

A ESTRELA: Zlatko Horvat

O JOKER: Josip Valcic

TREINADOR: Veselin Vujovic

HC Meshkov Brest

Esta equipa Bielorrussa caso tudo corra da melhor maneira e joguem o seu melhor andebol, é uma equipa que pode surpreender muita gente. Mantendo a mesma base do ano passado que conta com jogadores muitíssimo experientes e com bastante qualidade como, Rastko Stojkovic, Pavel Atman ou Dainis Kristopans, conseguiram ainda o empréstimo de Iman Jamali do Veszprem, que continua – injustamente diga-se – sem ter uma devida oportunidade no clube Húngaro. Com a adição do Iraniano/Híungaro a equipa fica com uma 1ª linha bastante alta – Atman tem 1,90m, Jamali 2.02m e Kristopans 2.15m – e muito potente no tiro exterior. Caso as defesas adversárias decidam pressionar e sair-se mais, Atman pode perfeitamente trabalhar para o pivot, Stojkovic, que apesar dos 35 anos continua a demonstrar um grande poder desequilibrador.

A ESTRELA: Iman Jamali

O JOKER: Dzianis Rutenka

TREINADOR: Serhiy Bebeshko

MOL-Pick Szeged

Esta equipa Húngara é uma equipa muito habituada aos grandes palcos tendo ultrapassado a fase de grupos da Liga dos Campeões em 14 das 16 vezes que participou na competição. É uma equipa sempre muito ativa no mercado de transferências e este ano não foi diferente, havendo muitas entradas e saídas no clube. Apesar de terem perdido as estrelas da equipa, Gabor Ancsin e principalmente Dean Bombac, vários jogadores de grande qualidade chegaram como é o caso de Buntic, Sego – guarda-redes que surpreendeu na última época ao serviço do Kielce – ou Gorbok. Apesar de serem uma equipa e de terem um treinador que privilegia o ataque – são sempre dos melhores ataques da competição – possuem bons especialistas defensivos como Jonas Kalmann – o “estranho” ponta de 2.02m – Matej Gaber ou Richard Bodó. Desta equipa pode esperar-se grandes espetáculos, muito golos e o apuramento para a fase seguinte.

A ESTRELA: Denis Buntic

O JOKER: Matej Gaber

TREINADOR: Juan Carlos Pastor

Jonas Kallman o ponta de 2.02m (Foto: gettyimages.pt)
Jonas Kallman o ponta de 2.02m (Foto: gettyimages.pt)

RK Celje Lasko

São uma equipa com grande história, venceram mesmo esta competição em 2003/2004, mas nos últimos anos as suas participações têm ficado pela fase de grupos. Possuem o plantel mais jovem em prova e um dos grandes objetivos da equipa passa por começar a mostrar estes jovens jogadores à Europa. Blaz Janc é um dos jogadores mais promissores da equipa e do mundo e apesar de contar apenas com 20 anos na época passada marcou 67 golos nesta mesma competição. Miha Zarabec é a estrela da companhia, ele que depois de um 2014/2015 espetacular baixou muito o nível na época passada, sendo notório que caso o Celje queira ter algumas chances de apuramento precisa do Zarabec “antigo”, aquele que é capaz de marcar dos 9 metros ou de ultrapassar no 1 contra 1 alguns dos melhores defensores da atualidade.

A ESTRELA: Miha Zarabec

O JOKER: Borut Mackovsek

TREINADOR: Branko Tamse

IFK Kristianstad

Quem não se lembra da fantástica fase de grupos do Kristianstad na época passada, onde chocaram o mundo do Andebol ao conseguir resultados fantásticos apesar de terem falhado o apuramento para os oitavos?! No entanto, para esta época, e como seria mais ou menos de esperar, o plantel sofreu uma razia e alguns dos melhores jogadores – Jamali, Bjornsen, O’Sullivan e Cederholm , sairam. Agora a equipa está claramente mais limitada. Contudo ainda há vários pontos de atenção nos campeões Suecos como o irreverente ponta Jerry Tollbring ou o central Olafur Gudmundsson. No banco encontra-se a principal “estrela” da equipa, o treinador Ola Lindgren, que até já deixou o comando da seleção Sueca para se dedicar inteiramente ao Kristianstad. Com um andebol de muito contra-ataque e que privilegia a fase mais avançada do jogo podemos esperar muito espetáculo desta equipa e quem sabe, umas quantas vitórias.

A ESTRELA: Jerry Tollbring

O JOKER: Nebosja Simic

TREINADOR: Ola Lindgren

Ola Lindgren, treinador do Kristianstad (Foto: expressen.se)
Ola Lindgren, treinador do Kristianstad (Foto: expressen.se)

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Tomé BritoAgosto 25, 20168min1

No passado domingo terminaram os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 e com isto também o Andebol no Rio; Infelizmente não foi possível ao Fair Play fazer um acompanhamento “em directo” do torneio, portanto é com este artigo que pretendemos partilhar três dos momentos que mais marcaram o torneio Olímpico de Andebol.

Dinamarca vence pela primeira vez os Jogos Olímpicos

Nunca uma selecção Escandinava – entenda-se Islândia, Suécia, Dinamarca,  Noruega ou Finlândia – tinha ganho o torneio Olímpico de Andebol, apesar de 4 destas serem das selecções com maior história neste deporto, e muito menos, ainda, esperava-se que fosse este ano que Dinamarca ou Suécia, únicas selecções do respectivo ponto da Europa presentes no Rio iriam vencer, quando ambas estão num momento mais debilitado no que diz respeito a resultados em grandes competições, e quando França, Alemanha, Croácia têm vindo a demonstrar uma maior hegemonia. Contudo, a “semi-surpresa” aconteceu, e a Dinamarca conseguiu vencer pela 1ª vez na sua história os Jogos Olímpicos ao derrotar na final a favorita França por 28-26.

Quanto aos resultados, a Dinamarca saiu do Rio com apenas 2 derrotas, contra Croácia e França na Fase de Grupos, curiosamente os jogos mais complicados e que deram a sensação da selecção Dinamarquesa estar um pouco abaixo do nível daquelas duas selecções. No entanto nos “quartos” e nas “meias” o nível da equipa aumentou e derrotaram a Eslovénia – uma das selecções em melhor forma na fase de grupos – e a Polónia – em crescendo de forma até aí – no caminho até à final, onde voltaram a defrontar a França. No jogo da final apareceu Mikkel Hansen a um elevadíssimo nível, que coadjuvado pelos bons jogos dos irmãos Toft Hansen e Morten Olsen lideraram a equipa à vitória final. Do lado da França, as demasiadas falhas técnicas e a precipitação das principais estrelas – vontade de assumir – nos momentos finais saíram caro, tendo que se contentar com o 2º lugar, ficando as fantástica exibições de Daniel Narcisse e Valentin Porte um bocado “à sombra”.

O Andebol não foi o melhor. Pouco fluido, sem ideias – a ausência do 2º melhor jogador atacante, Rasmus Lauge não ajudou – e voltou a notar-se uma excessiva dependência do que Mikkel Hansen conseguia fazer no ataque. Assente numa forte defesa, e nos contra-ataques dos pontas, a Dinamarca conseguiu chegar à vitória final. A nível individual foram vários os jogadores que se destacaram: Mikkel Hansen, a estrela da equipa e o MVP do torneio, voltou a ser determinante e cimentou ainda mais a sua posição como o melhor atirador do planeta. É impressionante a facilidade de remate que o lateral-esquerdo do PSG demonstra, e mesmo sem ser muito vistoso no 1 x 1 ou na construção de jogadas, foi por várias vezes o “central”  da equipa. Morten Olsen, que começou como suplente na competição, teve um início de competição algo nervoso, mas com o agarrar da titularidade assumiu muito bem a posição de central e fez, a espaços, esquecer Rasmus Lauge. Surpreendeu essencialmente pelos golos de 1ª linha que marcou. Mas onde se notou a verdadeira força foi no bloco central da defesa, onde os irmãos Toft Hansen – Rene e Henrik – demonstraram mais uma vez serem dos melhores defensores da modalidade, sendo igualmente importantes no ataque, essencialmente, a pivot com a sua facilidade em ganhar o espaço. Importa também realçar os bons, mas por vezes irregulares torneios dos pontas Casper Mortensen – finalmente titular após o abandono de Anders Eggert – e Svan Hansen.

Foi portanto um torneio de sentimentos mistos para os amantes do Andebol por parte da Dinamarca. Se por um lado é bom ver uma das seleções com mais história neste desporto voltar a vencer uma grande competição, por outro o Andebol demonstrado não foi o mais atractivo. Contudo penso que entre jogar bem e não ganhar, e jogar “assim-assim” e ganhar, a maioria escolheria a 2ª opção.

Mikkel Hansen o MVP da Dinamarca (Foto: tvi24.iol-pt)
Mikkel Hansen o MVP da Dinamarca (Foto: tvi24.iol-pt)

Rússia quebra hegemonia da Escandinávia nas senhoras

Desde os Jogos de Atlanta em 1996 que duas selecções Escandinavas – Dinamarca em 96′, 00′ e 04′ e Noruega em 08′ e 12′ – vinham a dominar o torneio Olímpico de Andebol Feminino e tendo em conta os resultados mais recentes nas grandes competições seria de esperar que a Noruega conseguisse o 3º título Olímpico consecutivo, contudo, uma outra selecção de elevado palmarés na modalidade demonstrou os críticos errados e venceu pela 1ª vez os Jogos Olímpicos. Esta selecção é a Rússia.

A Rússia jogou aquele que foi talvez o melhor andebol por terras Brasileiras a nível atacante. Um ataque muito móvel, com a 1ª linha sempre em movimento e em constantes cruzamentos, que iam complicando as marcações às defesas adversárias abrindo, por isso, espaços nestas, que eram eficazmente aproveitados pelas jogadoras Russas. O jogo era “pendia” excessivamente para os 6 metros, procurando sempre o 1 x 1 ao invés do remate de 1ª linha, como explica o número de livres de 7 metros que a equipa teve por jogo, 5 em média. A defesa não foi a melhor – apenas por uma vez em 8 jogos sofreram menos de 25 golos e foi na final – demonstrando grande falta de pressão sobre o portador da bola e pouca agressividade.

A nível individual vale a pena destacar uma (pequena) grande jogadora de apenas 21 anos, Anna Vyakhireva. Ponta-direita de origem, a jogadora de apenas 1,68m foi quem ganhou a final para a Rússia a jogar a… central. Na verdade foi talvez uma das melhores exibições a nível individual que se viu neste torneio olímpico a de Vyakhireva na final. Sem medo de assumir o jogo a “central” marcou 5 golos mas foi no capítulo da criação de situações de finalização para as companheiras onde realmente impressionou e demonstrou grande capacidade no 1x 1 atacante. Se já é raro ver uma central de estatura tão baixa, ainda mais o é quando a mesma é esquerdina. Tendo em conta esta final é seguro dizer que a Rússia ganhou uma possível central para os próximos anos.

Anna Vyakhareva (13), a talismã da Rússia (Foto: japaninsider.com)
Anna Vyakhareva (13), a talismã da Rússia (Foto: japaninsider.com)

Andebol está bom e recomenda-se

Existe uma palavra que marcou este torneio Olímpico tanto nos masculinos como nos femininos: Competitividade.

E Competitividade porquê? Os momentos de forma de várias das equipas presentes foi mudando, como é exemplo a selecção do Qatar, que na 1ª jornada da fase de grupos derrotou a favorita Croácia, por uma margem de 7 golos, na 2ª jornada perdeu com a favorita França por 15 golos e na 3ª jornada apenas conseguiu um empate frente à Tunísia. Foi portanto um torneio muito imprevisível, cheio de emoção e de grandes jogos.

As guarda redes de Angola festejam uma vitória (Foto: zimbio.com)
As guarda redes de Angola festejam uma vitória (Foto: zimbio.com)

Outra razão foi a quantidade de resultados “surpreendentes” que ocorreram, para os adeptos mais desatentos, como a França “apenas” derrotar a Tunísia por 2 golos, a Croácia – depois de um mau início de competição – derrotar a França, ou no torneio feminino, a Angola que iniciou a sua participação com 2 vitórias seguidas contra selecções mais cotadas, a conseguir o apuramento para os quartos de final. É sempre bom ver que algumas selecções estão a voltar ao grande nível do passado – Alemanha nos masculinos – e outras que estão a marcar a sua posição na elite mundial – Holanda nos femininos.

Com cada vez mais selecções a (re)afirmarem-se como potências na modalidade. Isto só traz mais emoção ao Andebol e às grandes competições que aí estão para vir.

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Tomé BritoAgosto 22, 20162min0

Basileia contrata promessa Finlandesa; United e Everton emprestam defesas; Renovação no Sevilla; Ola John vai jogar no Championship; Josué de regresso à Turquia; Avançado do PSG vai jogar na Serie A; Central Português perto da Grécia; Everton quer internacional Argelino do Porto.

OFICIAL

  • Sergei Eremenko deixa o FF Jaro e assina pelos Suíços do Basileia.
  • O Manchester United anunciou o empréstimo do defesa Borthwick-Jackson ao Wolverhampton.
  • Nicolas Pareja renova com o Sevilla até 2019.
  • O Benfica anunciou o empréstimo de Ola John ao Wolverhampton. icon: O extremo Holandês, sem espaço no Benfica, vai jogar para um clube onde deverá certamente ser titular e ter o tempo de jogo necessário para se conseguir valorizar.
  • O promissor avançado do PSG, Jean-Cristophe Bahebeck foi emprestado pelo clube francês aos Italianos do Pescara.
  • Anis Ben-Hatira é reforço do Darmstadt.
  • Brendon Galloway (Everton) emprestado ao West Brom.
  • Josué (FC Porto) é reforço do Galatasaray. icon: O internacional Português regressa a um país onde já foi muito feliz – Bursaspor 2013/2014 – e desta vez vai poder lutar pelo título. Deverá lutar pela titularidade para que mais tarde possa regressar à Seleção Nacional.

RUMORES

  • Brahimi (FC Porto) muito perto de assinar pelo Everton por valores entre os 25 e os 30 milhões. (Calciomercato)
  • AC Milan vira atenções para as contratações de Mateo Kovacic (Real Madrid) e Stambouli (PSG). (Calciomercato)
  • Udinese estuda a contratação de Mario Balotelli (Liverpool). (Calciomercato)
  • Tiago Ilori (Liverpool) muito perto de assinar pelo Olympiakos por empréstimo. (Calciomercato)
  • Shkodran Mustafi (Valencia) novamente apontado ao Arsenal. Contudo o clube Espanhol pede 50 milhões pelo central Alemão. (BBC)
  • Deverá estar por dias a mudança em definitivo de Juan Cuadrado do Chelsea para a Juventus. (BBC)
  • Flamini e Adebayor  estarão perto de assinar pelo clube turco do Rizespor. (Goal)
  • Talisca (Benfica) já se encontra na Turquia e a sua transferência para o Besiktas deverá estar por horas. (Tuttomercato)

Quem somos

É com Fair Play que pretendemos trazer uma diversificada panóplia de assuntos e temas. A análise ao detalhe que definiu o jogo; a perspectiva histórica que faz sentido enquadrar; a equipa que tacticamente tem subjugado os seus concorrentes; a individualidade que teima em não deixar de brilhar – é tudo disso que é feito o Fair Play. Que o leitor poderá e deverá não só ler e acompanhar, mas dele participar, através do comentário, fomentando, assim, ainda mais o debate e a partilha.


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