20 Set, 2017

Pedro Nunes, Author at Fair Play

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Pedro NunesSetembro 14, 20174min0

Neymar e Mbappé foram as duas transferências mais badaladas do último defeso. Um comentário a esta nova política de transferências do PSG, que tem protagonizado autênticas novelas produzidas e financiadas pelo Qatar.

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Pedro NunesAgosto 22, 201712min0

Já começou, em Espanha, mais uma época de futebol onde se esperam muitas emoções fortes. Neymar saiu e deixou a liga sem uma das suas estrelas mais cintilantes. O Real parece estar a caminho de dominar a competição por mais um ano. O Barcelona está em queda enquanto que o Atlético se quer reerguer. A luta europeia está mais divertida que nunca. O Girona fará a sua estreia. Mas há mais e está tudo aqui.

Alavés

A fasquia está bem elevada no Mendizorroza. A equipa basca conseguiu um óptimo 9º lugar na época transacta a somar a uma chegada à final da Taça do Rei, que perdeu para o Barcelona, tornando-se assim numa das sensações da liga espanhola. Agora, muita coisa mudou e será bastante complicado repetir o feito. Houve mudanças no banco – Luís Zubeldia estará no lugar de Mauricio Pellegrino – e o plantel também apresentará muitas caras novas como Wakaso, Ely ou Enzo Zidane. Mesmo assim, a confiança está em alta e o Alavés não quer desiludir em 2017/2018.

 

Athletic de Bilbao

A diferença maior estará no banco de suplentes, onde os bascos apresentarão agora o antigo treinador dos B’s, Ziganda, para assumir o comando técnico da equipa principal, depois de Valverde rumar à Catalunha. Este facto mantém a formação com a sua identidade bem vincada, trazendo um conhecedor dos jogadores das equipas secundárias e jovens do clube, para os fazer chegar à equipa principal. Ziganda já tem algum trabalho desenvolvido neste papel visto que foi ele que chamou a atenção dos responsáveis para que estes fizessem subir à equipa A jogadores como o avançado Williams e o guarda-redes Kepa. Agora, poder-se-á pedir a Ziganda que também demonstre a mesma qualidade exibicional de Valverde, que será bem difícil de replicar, ou que apenas tenha uma época tranquila – mas estamos todos avisados que esta equipa é sempre capaz de surpreender.

 

Atlético de Madrid

Após algumas temporadas em que o Atlético se intrometeu entre Barcelona e Real, chegando mesmo a quebrar o duopólio espanhol com um título, a época passada ficou um pouco aquém do esperado. Esta época, os rojiblancos querem voltar a competir contra os maiores, pois sentem que é lá que pertencem. As dores de crescimento são muitas e a proibição de contratar jogadores até Janeiro complicou ainda mais as contas. Apesar disto, Vitolo foi contratado e chegará em Janeiro, por enquanto ficando emprestado ao Las Palmas. Continuar sólido na defesa – a principal chave da equipa – mas precisar de fazer mais golos é o desafio que se propõe a Simeone e aos seus pupilos para esta nova temporada.

 

Barcelona

Completamente entranhados numa crise existencial, há várias questões que se colocam à volta da equipa culé. A saída de Neymar deixou o trio da frente órfão da sua asa esquerda, que perderá qualidade obrigatoriamente, quer venha Coutinho ou Dembelé. No banco, é Ernesto Valverde quem tem a tarefa de não deixar o gigante cair. A contestação começa a ser muita e já chega mesmo ao presidente. Vivem-se tempos sem definição em Barcelona e o que acontecerá esta época é uma incógnita em toda a linha.

 

Bétis

Seguramente um dos projectos mais interessantes desta La Liga. Apesar de todas as novidades: desde o vice-presidente ao diretor desportivo, passando pelo treinador e por, pelo menos, nove caras novas no plantel, o trabalho parece ter sido bem planeado e Quique Sétien tem ao seu dispor um plantel com bastante qualidade, para por em prática o seu futebol atacante. Boudebouz é o nome mais sonante no que concerne às movimentações no mercado dos verdiblancos. Exige-se uma posição na tabela na primeira metade à equipa da Andaluzia.

 

Celta de Vigo

No ano que passou, Berizzo colocou os adeptos do Celta a sonhar. Conseguiu alcançar as meias-finais da Liga Europa, assim como da Taça do Rei. Agora saiu do clube e há novidades no banco. O argentino viajou para Sul para treinar o Sevilha e agora é Unzué, antigo assistente de Luís Enrique no Barça, que está encarregue de comandar a formação da Galiza. Sem saídas de maior nomeada e ainda com as entradas de Maxi Gomez e a assinatura definitiva de Jozabed, o Celta tem tudo para lutar por uma nova qualificação europeia.

 

Deportivo da Corunha

Na Galiza, depois de uma época em que foi necessário lutar contra o sufoco da despromoção, espera-se uma temporada mais calma. O técnico que conseguiu salvar a equipa, Pepe Mel, vai ficar para a nova época e já viu chegarem alguns reforços importantes. Para a frente de ataque, o Depor conseguiu os empréstimos de Adrian Lopez e de Zakaria Bakkali e ainda continua a novela à volta do regresso de Lucas Peréz, vindo do Arsenal. Para além disto, Fabian Schar e Guilherme também chegaram, para uma equipa que não teve saídas muito significativas e que espera passar esta nova temporada com menos sobressalto.

 

Eibar

O objetivo neste clube basco é claro: dar continuidade ao que tem vindo a ser feito nas últimas temporadas. Conhecido pela excelente gestão financeira que faz, os armeros venderam Lejeune para o Newcastle, numa movimentação que lhes trouxe 10M€ aos cofres. Com esse valor, recrutaram Paulo Oliveira ao Sporting por 3.5M€ e compensaram a perda do central gaulês. Este minúsculo emblema, tentará de novo consolidar a sua posição no futebol espanhol, sendo que já vem fazendo parte da mobília nos últimos anos.

Foto: Mantos do Futebol

Espanhol

O maior desafio de Quiqué Sanchéz Flores será dar coesão a uma defesa que já na época transacta havia sofrido bastante. Apesar dos reforços pedidos, a direção não correspondeu, o que obrigará a um jogo de cintura maior por parte do técnico. Na época passada, o clube catalão surpreendeu toda a gente com o futebol jogado e o 8º lugar conquistado, mas esta temporada parece bem mais difícil repetir esse feito, embora perfeitamente possível, face àquilo que Quiqué conseguiu. Diego Lopez e Pablo Piatti assinaram contratos definitivos e serão duas das caras mais importantes nesta nova época.

 

Getafe

A formação dos arredores de Madrid está de volta à principal competição espanhola e de futebol e consigo traz a base que permitiu a subida. Apesar de muitos dos jogadores não terem experiências nestas andanças, a manutenção do núcleo duro da equipa pode ser um factor decisivo para o técnico Bordalás, que aponta à manutenção. Nos reforços, nota ainda para a chegada do português Antunes, que vem da Ucrânia trazer mais experiência à lateral esquerda azulón.

 

Girona

Quem espera sempre alcança. Depois de muito tentar nos anos anteriores, esta foi a época em que o objectivo ficou cumprido. Para trás ficaram quatro quatros lugares nas últimas cinco épocas, o primeiro que não dá direito à subida. Pela primeira vez nestas lides, o Girona não tem nada a perder nesta nova época. Agora, tudo o que vier é por acréscimo. Com o Manchester City por detrás a colocar alguns jogadores a rodar, o Girona conseguiu montar uma equipa competitiva e disposta a lutar olhos nos olhos com qualquer clube. Vindos do clube inglês, jogadores como Maffeo, Douglas Luis e Aleix Garcia ligam as luzes da esperança para o clube catalão.

Foto: Umbro

Las Palmas

Muito investimento no ataque mas a defesa pode ser um problema, devido à carência de soluções de qualidade. As previsões apontam para uma temporada bem complicada para a formação da Gran Canaria. Boateng e Roque Mesa saíram e para os substituir chegou Vitolo, que jogará até Janeiro e depois rumará ao Atlético, e o avançado Calleri. Fazer uma boa primeira metade da temporada é obrigatório para fugir depressa ao terror da despromoção.

 

Leganés

Depois de garantida a permanência a estreia na Primera, o segundo ano tem tradição de ser bem complicado para estes emblemas. A permanência do técnico Asier Garitano é o a melhor notícia que podiam ter. Os pepineros, viram chegar alguns reforços como Ezequiel Muñoz e estão fazer valer a boa relação com a Juve, que já havia emprestado Gabriel Pires. A rivalidade com o Getafe será também um condimento para esta temporada, visto que é a primeira vez que ambos as formações jogam o principal escalão do futebol espanhol.

 

Levante

O campeão da Adelante da época passada quererá fugir rapidamente à zona dos lanternas vermelhas para fazer uma época descansada neste regresso aos escalão principal. No entanto, as más notícias não tardaram a chegar. Ainda na pré-temporada souberam que o seu goleador, Roger Matri, teria que parar 6 meses devido a uma lesão séria no joelho. Posto isto, arranjar forma de colmatar esta perda será o grande desafio que se coloca a Juan Muniz, técnico do emblema valenciano.

 

Málaga

Pode ser um ano com alguma turbulência no Sul de Espanha. Muitas saídas de grande nome podem causar dificuldades ao clube. Ignacio Camacho, Carlos Kameni, Sandro Ramirez, Pablo Fornals, entre outros, serão jogadores muito difíceis de substituir e adivinha-se uma tarefa bem complicada para Michel no La Rosaleda. É em Borja Baston e em Paul Baysse, antigo capitão do Nice, que os adeptos do clube depositam as esperanças numa época que, pelo menos, repita os níveis da anterior.

 

Real Sociedad

Já depois de ter conseguido a qualificação para a Liga Europa na época passada, a Real Sociedade aponta ainda para algo de maior esta temporada. As soluções de ataque já eram bastante boas e ainda melhoraram com as adições de Janujaz e Diego Llorente, necessárias já que a equipa vai entrar em três frentes. A saída de Yuri Berchiche para o PSG será colmatada com o regresso de lesão de Agirretxe. Há ainda a noticiar as permanências de Inigo Martinez, que vinha sendo muito cobiçado pelo Barcelona e do guarda-redes Geronimo Rulli, que esteve com um pé no Nápoles. Os muitos produtos da formação tentarão também ajudar o emblema a lutar por uma época bem conseguida.

 

Real Madrid

Por esta altura é difícil encontrar quem não considere que este Real é a melhor equipa da liga e que se sagrará vencedor da competição. Com uma equipa completa em praticamente todos os pontos, tentará continuar a hegemonia a que se tem proposto. Neste seguimento, virou-se para a renovação com reforços jovens carregados de potencial de futuro, para encaixar nas posições mais necessitadas. Vallejo, Ceballos e Theo Hérnandez darão ainda mais profundidade e qualidade a um plantel que se propõe a vencer tudo o que joga.

 

Sevilha

Na Andaluzia, as mudanças no corpo técnico não devem reflectir alterações muito significativas no jogo jogado. Sampaoli saiu para tomar conta da seleção argentina e Eduardo Berizzo foi uma solução quase natural para o substituir no cargo. O legado deixado por Monchi a nível de contratações parece ter feito boa escola e, apesar da saída do histórico diretor desportivo para a Roma, os andaluzes conseguiram reforçar-se com muita qualidade. Nomes como Nolito, Jesus Navas, Luís Muriel e Ever Banega vão estar ao serviço de Berizzo e adivinha-se uma nova época a lutar pelo altos voos.

 

Valência

Adivinha-se mais um ano como os últimos – na corda bamba entre voar alto ou cair em queda livre. Depois de muitos anos de gastos desmesurados, esta temporada o Valência tentou virar-se para os bons negócios, apesar das muitas saídas a registar. O acordo permanente com Zaza, a chegada por empréstimo de Gonçalo Guedes dão o mote para esta época, em que os ché querem quebrar o enguiço de terem ficado em 12º. A equipa, que conta com a média de idades mais baixa da liga, viu sair uma das figuras: João Cancelo está a caminho do Inter. No banco, estará Marcelino Garcia Toral, que já conseguiu devolver o Villarreal aos altos voos e tentará agora replicar o feito, mas com maior exigência que estão num nível diferente e já com um historial de treinadores falhados bem longo. A paciência começa a esgotar-se para os adeptos mas é improvável ver um Valência a terminar na parte superior da tabela.

 

Villarreal

O Submarino amarelo foi uma das defesas menos batidas e será novamente esse o mote que Fran Escribá quererá usar para esta nova temporada. A campanha da época passada foi impressionante, terminando em 5º, e esta temporada os adeptos voltam a colocar a fasquia a esse nível. Ainda chegou Carlos Bacca, que se juntará a Bakambu na frente e Semedo entrou para suplantar a saída de Musacchio. Tudo somado, mais uma vez pode lutar por um lugar na Liga dos Campeões.

Foto: Goal

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Pedro NunesJulho 23, 20174min0

Há uns meses, o Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, apresentou um Livro Branco aos eurodeputados em que delineava os possíveis cenários da União Europeia. Resumidamente, Juncker previa que a União podia evoluir de cinco formas: recuando muito, recuando pouco, ficando na mesma, avançando pouco ou avançando muito.

Talvez pareça que o primeiro parágrafo não tenha nada a ver com o tema que se vai tratar em seguida, por isso é melhor contextualizar. Ora, não há dúvidas que Juncker usou uma excelente forma de prever o futuro – até porque dificilmente poderá falhar. E já que as boas ideias são para ser aproveitadas, o momento do Barça pode ser pensado da mesma forma, tentando imaginar as possibilidades futuras da equipa blaugrana.

Segundo a Lei de Murphy, tudo o que puder correr mal, correrá. Se assim é, combater Murphy será o desafio de Ernesto Valverde. O técnico que chegou de Bilbau tem agora de recuperar um império em queda, onde não há espaço para margem de erro. Outras mudanças, talvez mais profundas, vão sendo noticiadas na comunicação social. A mais impactante é que Neymar pode estar de saída numa transferência astronómica. Entra muito dinheiro, sai muito talento. Qual valerá mais neste momento para o Barcelona? Com a hegemonia europeia a voltar-se para a capital espanhola a grande velocidade, Camp Nou começa a ver o seu império desmoronar-se aos pouquinhos.

Neste momento, as principais decisões estão centradas naquilo que o mercado pode, ou não, oferecer. A direção sabe o que quer mas não sabe como fazer para ter. O buraco deixado por Dani Alves na ala direita tem sido bem difícil de colmatar. Sergi Roberto remendou, mas não chega para cumprir toda uma época ao nível Champions, tal como é requisito obrigatório em Camp Nou. Semedo chegou para o lugar. Para complicar, o interior daquele lado tem sido o lugar mais rotativo do plantel, pois não há quem o assuma totalmente. Rakitic caiu de forma, Denis não vingou e André Gomes apanhou-se num contexto em que não consegue fazer valer as suas capacidades. Agora, é falado Paulinho para o lugar, visto que a escolha inicial, Verratti, parece não ter modo de sair de Paris.

A previsão mais conservadora aponta para que tudo fique na mesma em Barcelona. Imagine-se este cenário hipotético. Se este ano Valverde vencer a Taça do Rei e cair na Champions e no campeonato, isso será uma boa ou má época? A resposta não é clara. Uns dirão que ficou aquém, outros que já foi um bom trabalho. Objectivamente falando, ganhar o mesmo é ficar na mesma – e não é assim tão descabido que tal volte a acontecer.

As melhores recordações da temporada passada para os adeptos culés foram a vitória para a Taça do Rei, a remontada épica contra o PSG e a partida no Santiago Barnabéu. Após estes dois últimos momentos, o Barça cedeu e deu passos em falso, que os fizeram cair dessas mesmas competições. São experiências como as de Turim e Málaga que os dirigentes não querem que volte a acontecer. Costuma-se dizer que as grandes organizações mudam antes de ser obrigadas a mudar. Numa visão progressista, para os fãs culés estas mudanças eram necessárias e foram efectuadas no momento certo, de maneira a não perder totalmente a hegemonia para a capital.

Num cenário de revolução como o que se vive em Camp Nou, a perspectiva mais positivista – que assume que este envolvimento tem sido o melhor para todas as partes – é praticamente inexistente. Mudanças na direcção, treinador novo, tácticas novas e novos reforços. É o primeiro ano de uma nova era e a reconstrução de um Barcelona que, em tempos, já foi totalmente dominador. A melhor notícia já chegou – a renovação de Leo Messi. A partir daí, é aguardar por mais desenvolvimentos.

Foto: Mantos do Futebol

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Pedro NunesMaio 4, 201712min0

Têm 18 aninhos (ou até menos) mas para eles não é a idade que define o posto. Estes meninos saltaram a fase de serem considerados jovens promessas e já são opções regulares nas suas equipas. Montamos um onze com jogadores deste perfil, que poderão ser as grandes estrelas do mundo do futebol nos próximos tempos.

Nota: para este artigo filtramos apenas jogadores que nasceram depois de 1998 (inclusive) e que já sejam presenças habituais nas suas formações.

Gianluigi Donnarumma (AC Milan | Itália | 25-02-1999 | 18 anos)

Buffon pode ter um final de carreira mais descansado. A passagem do testemunho está a ser feita aos poucos e a sucessão devidamente acautelada. De Gianluigi para Gianluigi, a comparação é óbvia, obrigatória e fácil de fazer. São já várias as vozes que assumem que a seleção italiana tem um homem destinado à sua baliza para mais 20 anos. Donnarumma é feito de tudo o que um guarda-redes de alto nível deve ter. Com cento e noventa e seis centímetros e uma agilidade pouco comum, multiplica-se em defesas de encher o olho, muitas delas completamente decisivas e que já salvaram muitos pontos ao clube.

Para além disto, revela uma capacidade de comando de área “especial” para a idade. Com 15 anos, Inzaghi deu-lhe a oportunidade de se sentar no banco de suplentes contra o Cesena. A estreia deu-se pouco depois, quando um Diego Lopez em baixa forma deu lugar ao menino. Naquela que é, muito provavelmente, uma das piores fases da sua história, este ano zero da formação transalpina pode ser o indicador do que aí vem. A reconstrução começará pela baliza, onde o keeper já pegou de estaca.

Felix Passlack (Borussia Dortmund | Alemanha | 29-05-1998 | 18 anos)

O nome deste versátil alemão surge sempre lado a lado com o de Pulisic, visto que ambos despontaram aproximadamente na mesma altura, aparecendo na equipa principal do Dortmund. No entanto, há algumas diferenças entre ambos que devemos vincar. Enquanto Pulisic é um criativo, Passlack é mais “pau para toda a obra”. Apesar de ter feito a formação como médio ofensivo, não são raras as vezes que o vemos a actuar nas laterais, à esquerda ou à direita. Isto deve-se à excelente capacidade do jovem perceber o jogo, fazendo esquecer a tenra idade.

A estes atributos, adiciona ainda uma capacidade de tackle muito aprimorada e sabe usar muito bem o físico para ganhar duelos individuais. A questão de ter jogado em zonas mais adiantadas do terreno durante a formação faz também com que consiga emprestar à equipa uma capacidade de passe de excelente nível, seja qual for a posição em que jogue. Passlack é, por isso, um dos jogadores mais completos dos “Golden Boys” de Dortmund.

Dayot Upamecano (RB Leipzig | França | 27-10-1998 | 18 anos)

Dayotchanculle Upamecano é, de longe, o nome mais hipster desta lista. Mas não é só isso que faz deste central um jogador diferente. Com apenas 18 anos, contempla um físico de respeito e já se revela um central muito completo, capaz de ser influente em ambas as áreas. Este produto da escola dos clubes da Red Bull já passou por várias etapas na formação dos vários emblemas da empresa. Há poucos sítios melhores para um jovem evoluir neste momento. Os holofotes começaram a apontar para este central quando o RB Salzburgo deu 4 milhões de euros ao Valenciennes pelos seus serviços — valores nada comuns quer para a posição, quer para a idade. Na altura tinha ainda 16 anos.

Antes de ser opção regular para Hasenhüttl em Leipzig, passou pela “filial” em Salzburgo e ainda pelo Liefering, da segunda divisão austríaca, clube que também faz parte da companhia de bebidas energéticas. Pelo meio, foi também campeão Europeu sub-17 juntamente com Mbappé. Numa eventual parelha com Sarr, Upamecano vem para garantir que a ‘zaga’ francesa está aí para durar.

Malang Sarr (Nice | França | 23-01-1999 | 18 anos)

Numa nação que parece não conseguir parar de produzir talento, Malang Sarr é outro dos nomes a seguir com atenção. Só nesta lista cujos perfis são bastante restritos, a França consegue apresentar uma dupla de centrais que pode ser a titular da seleção dentro de 10 anos. Com poucas jornadas por jogar na liga francesa, o Nice continua a ser uma das surpresas da época. E isso tem algumas justificações que saltam à vista. Uma delas é ser uma das melhores defesas da liga.

Lucien Favre pegou na equipa e não torceu o nariz a dar a titularidade a um rapaz de 17 anos, atirando-o às feras. Neste momento, Sarr é um dos jogadores com mais minutos na liga e continua a ser uma das bases da equipa. Dominador no jogo aéreo e, ao mesmo tempo, muito rápido, é um bom protótipo daquilo que se pede a um central do futuro. A falta de experiência não tem sido um problema, pois é um dos factores que este adolescente consegue fazer passar despercebido. A aposta do clube na sua formação é conhecida e os frutos do trabalho desenvolvido começam a ser notados.

Ryan Sessegnon (Fulham | Inglaterra | 18-05-2000 | 16 anos)

Da lista, é talvez o menos conhecido e também o mais novo. O único que nasceu já depois de virar o milénio. Essa questão não o impede de ser titular e cada vez mais influente no Fulham, da segunda divisão inglesa. Ainda adolescente, está no clube desde os 9 anos e estreou-se aos 16 anos e 81 dias. Uma marca absurda. Embora jogue a defesa esquerdo, já fez vários golos com a camisola dos The Whites, fruto da excelente capacidade de chegar à área para finalizar. São 5 golos, 3 assistências e várias nomeações como o melhor em campo.

O grande companheiro de Sessegnon nesta aventura tem sido Scott Parker. O experiente médio tem ajudado o menino a adaptar-se às novas lides, à fama e a manter os pés na terra. Com esta idade e estas capacidades, obviamente já começa a entrar nas cogitações dos grandes europeus. Um caso sério a acompanhar.

Foto: The Sun

Manuel Locatelli (AC Milan | Itália | 8-01-1998 | 19 anos)

A base de uma grande equipa que se quer ganhadora é a chamada ‘prata da casa’. É denominador comum praticamente para todas elas. Normalmente, os jogadores que cresceram e fizeram a formação num clube são os que têm mais entrega quando é tempo de o representar profissionalmente. A revolução rossoneri assenta em devolver ao clube os jovens que foram lá formados e posicioná-los de maneira a que possam ser opções regulares. A par de Donnarumma, Manuel Locatelli é o outro grande talento saído das camadas jovens do gigante adormecido AC Milan. A carreira ainda curta já tem algumas histórias para contar. A mais bonita delas no golo que deu a vitória ao Milan sobre a Juventus – a primeira desde 2012.

O médio foi entrando na equipa para fazer frente às sucessivas lesões que iam aparecendo nas opções do plantel principal para aquela posição. Substituindo Montolivo, tem um papel muito similar de Busquets em Barcelona, colocando-se à frente da linha defensiva e fazendo girar o jogo da equipa para os todos os lados. Usa a capacidade de posicionamento como grande aliado para a sua postura em campo. Para além disso, conta com uma excelente capacidade chegada à área para fazer golos. Com Locatelli, a posição de regista não será dor de cabeça para quem treinar a equipa do AC Milan nos próximos anos.

Christian Pulisic (Dortmund | EUA | 18-09-1998| 18 anos)

Do país do soccer, chega-nos a mais recente coqueluche e grande esperança do país para os próximos tempos – onde lhe colocaram o rótulo de ‘American Messi’. A ascenção deste jovem foi rapidíssima. Tornou-se no estrangeiro mais novo de sempre a marcar na Bundesliga e um mês depois registou a marca de mais jovem a marcar com a seleção dos yanks. As prestações ao serviço das seleções jovens americanas fizeram soar o alarme na prospeção do Dortmund.

Antes disso teve ainda o seu bocadinho de globetrotter — fez testes no Porto, Chelsea, Barcelona e PSV Eindhoven — mas o físico não deixou que a sua carreira prosseguisse nesses clubes. Solucionadas algumas questões relacionadas com a nacionalidade do jogador, está num dos clubes mundiais com melhor ambiente para ajudar à sua progressão. É opção regular de Thomas Tuchel e a história deste menino melhora de dia para dia a olhos vistos.

Tom Davies (Everton | Inglaterra| 30-06-1998 | 18 anos)

Meias para baixo, cabelo loiro sem grandes manias e calções por cima do joelho. Tudo é nostalgia em Tom Davies. O último talento das escolinhas de Finch Farm estreou-se com Roberto Martinez, foi opção válida para David Unsworth e cimentou o seu lugar com Ronald Koeman.

O jogo da consagração foi contra o City, em que o Everton venceu por 4-0, no qual culminou a partida com a sua estreia a marcar. E que golo. Com De Bruyne e David Silva pela frente, o ‘puto’ não se sentiu, de todo, amedrontado e fez uma exibição de encher o olho. Isto apesar de ser apenas a sua segunda partida a titular na Premier League. Volvidos alguns meses, é seguro admitir que estamos perante um dos pilares da equipa de Ronald Koeman. Com todos estes argumentos, o Everton apressou-se a renovar-lhe o seu contrato por 5 anos. O futuro do miolo da equipa de Liverpool passará por aqui.

Foto: Goal

Kai Havertz (Bayer Leverkusen | Alemanha | 11-06-1999 | 17 anos)

Num Leverkusen a tentar encontrar-se a si próprio, Havertz tem sido uma das boas notícias da equipa. O estilo de jogo deste playmaker é o que mais impressiona. A calma com que joga com os mais velhos, procurando sempre ser racional e tomar a melhor decisão possível, augura-lhe um futuro risonho. Nos farmacêuticos, tem vindo a fazer história. Foi o mais novo de sempre a vestir a camisola do Leverkusen na Bundesliga e foi também o mais novo de sempre a marcar pelo clube.

Numas vezes a sair do banco, noutras a titular, a verdade é que o jovem de 17 anos vai ganhando o seu espaço. E até a seleção alemã também começa a ver nele uma das grandes apostas dos próximos anos. É o próprio capitão do Leverkusen, Lars Bender, que se desfaz em elogios ao companheiro de equipa, admitindo que nunca viu ninguém tão completo nesta fase tão embrionária da carreira e que ficou espantando com a maturidade do miúdo ao chegar a um balneário com jogadores profissionais há quase tantos anos como ele tem de vida. Com serenidade e simplicidade – na vida e em campo – o futuro será risonho para este jovem alemão. Ballack e Özil têm aqui um possível sucessor.

Justin Kluivert (Ajax | Holanda | 05-05-1999 | 17 anos)

Kluivert é um apelido já com bastante história no futebol holandês e mundial. A herança é pesada e isso, desde logo, é um desafio ainda maior para aquilo que o Kluivert mais novo poderá vir a ser no futebol. Para já, não se tem notado nem um bocadinho dessa pressão de ter um pai como lenda. Este driblador nato tem vindo a confirmar o seu potencial jornada após jornada e é cada vez mais figura de proa neste Ajax.

O clube de Amesterdão é, como se sabe, uma excelente incubadora para estes jovens talentos em bruto e Justin Kluivert é mais um para lapidar. O estilo de jogo equipara-se a Neymar num contexto mais europeu, com menos técnica e mais ordem tática. Pelas alas, já se estreou a marcar pela equipa — curiosamente no Dia do Pai — e tem sido utilizado a titular, somando minutos numa formação que ainda luta para chegar à final da Liga Europa deste ano.

Kylian Mbappé Lottin (Mónaco | França | 20-12-1998 | 18 anos)

Nasceu em 1998, ano em que Buffon jogava o Mundial de França. Hoje estarão frente-a-frente numa meia final da Champions. Kylian Mbappé Lottin tem deixado a Europa rendida aos seus feitos e à sua maturidade. Os números dizem-nos que, comparativamente a Messi e Ronaldo aos 18 anos, o francês é melhor que ambos. Foi o mais novo jogador de sempre a chegar aos 15 golos na liga. Uma capacidade goleadora astronómica.

Tem marcado em quase todos os jogos com uma consistência inacreditável para um rapaz desta idade. Fez golos nos quartos da Liga dos Campeões, em Dortmund, e é uma das peças fundamentais do Mónaco de Jardim, que vai deixando a Europa de queixo caído. Um bom menino, com a cabeça no lugar. Alia uma capacidade física e técnica a uma humildade significativa para a idade e para a forma como lhe está a correr a carreira. O grande ídolo é Ronaldo e a possibilidade de o enfrentar pela primeira vez na final da Champions está em cima da mesa. A ver vamos.

O presente artigo foi realizado no âmbito da parceria que o Fair Play estabeleceu com o Sapo24 e a sua publicação original pode ser consultada aqui.

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Pedro NunesMarço 30, 20175min0

Os muitos golos de Modeste têm sido um dos temas quentes desta edição da Bundesliga. Um francês que até agora vinha passando pelos pingos da chuva, acaba por estar também à espreita da Bota de Ouro. À beira de fazer 29 anos, segue entre Aubameyang e Lewandowski, na melhor forma da sua carreira. Para Modeste, vestir a camisola do Colónia tem funcionado como um incentivo para chegar a estas marcas estratosféricas.

Flop em Inglaterra, questionado em França, goleador na Alemanha e pretendido pela China. Nos últimos tempos, têm sido estas as diferentes perspectivas acerca de Anthony Modeste. Até há cerca de duas temporadas, o avançado gaulês vinha passando meio que despercebido aos olhos do comum adepto. No entanto, a chegada a Colónia para jogar no maior clube da cidade acabou por mudar tudo o que se pensava dele.

Foi uma carreira de altos e baixos até chegar a este ponto. Depois de fazer finalizar a formação nas escolinhas do Nice, o clube da Riviera emprestou-o por uma temporada ao Angers, onde começou a ganhar visibilidade. Os 20 golos em 37 jogos na segunda liga francesa chamaram a atenção do Bordéus, que desembolsou 3,7M€ para a sua contratação. Nos girondins demorou a afirmar-se e foi emprestado por duas vezes. A experiência em terras de Sua Majestade não correu nada bem. Nove jogos na Premier League e um total acumulado de zero golos pelo Blackburn, valeram-lhe o rótulo de flop. No segundo empréstimo, acabou por fazer 15 golos em 36 jogos com a camisola do Bastia.

Foto: Youtube

Esta marca levou-o à Alemanha. Depois de dois anos a representar o Hoffenheim com alguns golos à mistura, Colónia foi a cidade seguinte. E foi exatamente nos Billy Goats que deu a conhecer todo o seu poderio. Talvez como uma espécie de premonição, o primeiro golo com a camisola do Colónia demorou 45 segundos a chegar, numa partida da taça alemã. A partir passou a aplicar-se a máxima do nosso pensador madeirense – foi como o ketchup.

O golo típico de Modeste é um golo fácil. Normalmente um toquezinho chega. Característica de um autêntico matador e de um jogador muito auto-sustentável. Dos 37 golos do Colónia na liga, 22 são do avançado gaulês, o que significa que 60% dos golos são seus. Um dado que fala por si. Outra marca também bastante interessante é a sua eficácia. Para fazer golo, precisa de menos tentativas que Lewa e Auba. Para chegar à marca de 22 que carrega no momento, necessitou apenas de 74 ocasiões. Como referência de comparação, Aubameyang dispôs de 84 e Lewandowski de 100.

Considerando apenas a variável do impacto que tem na equipa, Modeste está bastante à frente dos outros dois. Com 25 jornadas já jogadas, o francês segue na roda de Lewandowski e Aubameyang, na luta pelo desejado Torjägerkanone. Esta época têm sido batidos recordes na Bundesliga neste sentido. Até à data, a liga nunca havia visto três jogadores com mais de 20 golos à 25ª jornada.

Foto: Squawka

Os que defendem que Modeste deve estar na seleção nacional usam de um argumento poderoso. Afirmam que o francês é melhor que Aubameyang e Lewandowski. A razão é simples. O gabonês e o polaco têm uma equipa recheada de estrelas, com companheiros de classe mundial que lhes fazem chegar excelentes bolas. Com Modeste isso não acontece. O Colónia é uma equipa de meio de tabela, que o francês está a colocar na luta pelos lugares europeus, aos quais não chega desde a época de 92/93. Apesar disto, entrar para as contas para a frente de ataque gaulesa não é pêra doce. Por entre os elegíveis para aquela posição estão nomes com Griezmann, Gameiro, Giroud, Lacazette, Moussa Dembelé e Gignac.

Na luta pela Bota de Ouro, o dianteiro segue em 5º – a par de Belotti, que é outro caso semelhante. Sempre atenta ao que se passa no futebol ocidental, a China já acenou com muitas notinhas. Modeste vive agora o melhor momento da carreira mas também o mais decisivo visto que está perto de fazer 29 anos. Entre ir para a China para ter uma reforma descansada, tentar os altos voos europeus ou ficar em Colónia, tudo é opção para Anthony Modeste.

Foto. ZeroZero

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Pedro NunesMarço 4, 20175min0

Poder apresentar um onze diferente todos os jogos parece boa ideia. Ter um excelente plantel e ser obrigado a isso por causa das lesões, já não parece tão divertido. No entanto, este tem sido o dia-a-dia de Rui Vitória esta época no Benfica.

Como é sabido, os principais dinamizadores da época do Benfica têm sido o osteófito do astrálago direito de Jonas, a parede abdominal de Grimaldo e as tibiotársicas de jogadores como Samaris e Fejsa. Todos os dias é um desafio novo. São estes conjuntos de músculos, ossos e articulações que têm enriquecido o currículo do departamento médico do clube, sempre empenhados na busca pela cura de cada maleita.

Ora vejamos. Se Jonas e Mitroglou tivessem conseguido fazer dupla em todos os jogos e marcassem um hat-trick cada um em todos eles, isso seria um desastre para o clube. Jimenez, o substituto natural dos dois avançados, seria um fardo de 22M€ sentado no banco, que não rendia. Já correriam notícias que o mexicano estaria insatisfeito e ninguém ia saber como contornar a situação. Mais. Gonçalo Guedes, ao invés de estar em Paris e de ter deixado cá 30M€, estaria neste momento a jogar contra o Cova da Piedade e o Freamunde para não perder ritmo de competição.

Este plantel, à primeira vista um dos melhores da memória recente do Benfica, acaba por ser curto em certas ocasiões. Manter o nível exibicional da equipa tendo de fazer alterações na equipa todos os jogos, não deve ser tarefa fácil. Tem sido muito isto o caminho de Rui Vitória ao leme do clube, acabando por o grande mérito do técnico ribatejano. A máquina parece estar tão bem oleada que passa a ideia que até funcionava caso o técnico colocasse a mulher e filha a jogar como dupla de centrais.

Foto: RR

Um bom exemplo deste tipo de adaptações ocorreu em S. Petersburgo. Quando o Benfica jogou contra o Zenit, para a Liga dos Campeões, Rui Vitória não teve outro remédio que não baixar Samaris a central, face às opções que tinha disponíveis. Apesar disso o nível manteve-se, o Benfica venceu, e o grego acabou por fazer um dos melhores jogos de águia ao peito. A equipa acabou por não se ressentir das ausências.

Já este ano, o Benfica já foi obrigado a substituir vários insubstituíveis – pelo menos enquanto eram assim denominados. Jonas, Ederson e Fejsa estão no topo destes exemplos. Gonçalo Guedes foi o que melhor foi aproveitando as oportunidades dadas e, em crescendo, foi colecionando boas exibições, fazendo esquecer a lesão de Jonas. Ederson tem Júlio César no banco para substituí-lo, sempre que o seu joelho o tramar. No meio campo, quando não há Fejsa a situação remenda-se com Samaris.

Foto: maisfutebol

Até Rafa, mal chegou, adaptou-se rapidamente ao clube, saindo lesionado na estreia. A coxa direita do extremo deu o alerta no primeiro jogo de águia ao peito. Nesse jogo, contra o Arouca, a dupla de atacantes foi formada por ele e por Gonçalo Guedes. Note-se os exercícios de imaginação que Rui Vitória tem de fazer de vez em quando. Acabam por ser uma excelente forma de alimentar o cérebro.

Todas estas maleitas já vêm do ano passado e parecem ser sempre por azar – o que é muito estranho. Há os que dizem que é azar e há os que acreditam em coincidências. Os próprios funcionários deste departamento do clube deverão ter de ir ao médico pois já devem estar estafados de tanto trabalho. Até eles precisarão de férias neste momento. Acompanhar evolução dos jogadores que precisam de ser tratados, tratar dos que estão bem como prevenção e elaborar boletins clínicos – que são coisas que ainda custam a escrever – custa a qualquer génio da medicina.

Agora chegou um novo nome para dirigir este departamento das águias. Desde a saída de João Paulo Almeida, em Setembro, que o trabalho na enfermaria aumentou exponencialmente. O ex-Barcelona, Lluis Til Pérez, assinou há dias para tomar conta deste sector – de longe o mais debilitado das águias. Apesar de tudo isto, não tem sido este o facto que tem tirado competitividade ao Benfica, que continua em primeiro, luta pela Taça e joga a Champions. Sempre com dois jogadores no onze inicial de braço ao peito. No fim de contas, podemos dizer que está de boa saúde.

Foto: A Bola

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Pedro NunesFevereiro 17, 20175min0

O rolo compressor que Jardim montou no Mónaco reencontrou a melhor versão de Falcao, que tem feito uma parceria mortífera com Germain. Praticamente tudo naquela equipa funciona às mil maravilhas. Bernardo Silva consegue agora também mostrar todo o potencial prometido. E ainda há Kylian Mbappé Lottin, a nova coqueluche do clube, em quem nos centramos na parceria com a Talent Spy.

Kylian Mbappé Lottin é da colheita de ‘98. A nova jóia da coroa monegásca começou desde bem cedo a pulverizar recordes. A 2 de Dezembro de 2015, contra o Caen, tornou-se no mais jovem de sempre a representar o Mónaco. Tinha, então, 16 anos e 11 meses. Meses depois, já com 17 aninhos completos, tornou-se no mais novo de sempre a marcar pela equipa do Principado. A maior parte da história ainda está por escrever, mas já temos alguns bons episódios.

O seu desenvolvimento foi muito rápido e nada comum para a idade. Já com alguns jogos realizados com a camisola monegásca, foi um dos jogadores mais em foco no Europeu sub-19, realizado em Julho passado na Alemanha, a par do seu colega de equipa, Augustin. Os dois lideraram uma equipa gaulesa que venceu a competição, com o avançado do PSG a terminar como melhor marcador e o extremo do Mónaco a fixar a sua marca pessoal em 5 golos. Relevante realçar novamente que por essa data tinha 17 anos.

Mesmo numa equipa com Bernardo Silva, Lemar e Dirar para as alas, o “puto” tem conseguindo vir a impor-se, reservando o seu espaço. Depois de Martial, o Mónaco demorou pouco mais de um ano a dispor de mais um grande talento nas suas fileiras, vindo da sua formação.

Como é quase obrigatório nestes casos de rapazinhos novos que começam a encher o olho aos adeptos pelo seu futebol, Mbappé Lottin também já tem o seu ascendente definido. Thierry Henry, no caso. O estilo de jogo que promove tem muito a ver como o da antiga estrela gaulesa. A principal característica é a velocidade de ponta, algo em que os dois se assemelham bastante, assim como a jogada preferencial – da esquerda para o meio. Para além disso, ambos tiveram o Mónaco como rampa lançadora das suas carreiras.

Foto: L’Équipe

Apesar de ser conhecido como um clube vendedor – especialmente nos últimos anos -, o Mónaco não quis abrir mão da sua mais recente pérola. A situação passou-se no Verão passado, quando o Arsenal chegou ao Stade Louis II com 40M€ para levar o extremo para Londres. Em nome daquilo que seria o projecto alinhavado para a temporada, Kylian Mbappé ficou em terra. Foi o próprio Arsène Wenger a assumir a proposta e a referir-se ao jogador como “enérgico”.

A decisão não podia ter tido melhor resultado. Desportivamente está à vista de todos e, a continuar assim, financeiramente também. Para o ano a cifra poderá bem dobrar.

Este interesse dos tubarões europeus no jovem já vem de trás. Zidane tem-no debaixo de olho há mais tempo que os outros. Espantado com um jogo que viu dele em Clarefontaine, o agora treinador do Real Madrid convidou-o a passar uma semaninha à experiência no Barnabéu. Com uns curtos 14 anos de vida, Kylian e o pai decidiram que ainda era demasiado cedo para deixar França.

Duas das boas qualidades de Mbappé são a sua capacidade de auto-avaliação e auto-crítica. Afinal ninguém o conhece melhor que ele mesmo. É assim quando diz “tenho uma velocidade de ponta boa e gosto de rematar, mas penso que posso mudar em muitas vertentes. Devia ser mais consistente e aumentar a minha contribuição defensiva”.

Leonardo Jardim, técnico que tem sido responsável por lapidar o diamante, sabe disto, toma conta do seu menino e doseia os minutos, para que a evolução continue a ser sistemática. “O talento não se mede em função dos anos. O Kylian tem um grande talento, mas deve continuar a trabalhar para chegar ao mais alto nível”, afirmou o técnico português recentemente.

E como nestas coisas os números nos trazem sempre informações relevantes, vamos a eles. Só ao longo desta época, Mbappé Lottin já anotou na sua ficha de jogo 7 golos só na liga. 3 deles foram conseguidos na última jornada, frente ao Metz. E nem sequer foi o seu primeiro hat-trick. Na Taça de França já havia balançado as redes adverárias por 3 vezes no mesmo jogo, contra o Rennes.

Os exercícios de futurologia em relação ao que virá a ser o jogador, ficam para depois. Tal como diz um dos mais conceituados filósofos do futebol do séc. XX: “Os prognósticos só se fazem no final do jogo”. Mesmo assim, é seguro afirmar que há vários pontos de interesse em Mbappé e o futebol do futuro pode contar com ele.

BOA OPÇÃO PARA…

Três grandes – Perante o nível que tem demonstrado no Mónaco, Mbappé na realidade portuguesa tinha tudo para ser uma das estrelas dos plantéis. Não é à toa que os tubarões europeus já lhe seguem o rasto há bastante tempo e acenam com vários milhões para o levar.

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Pedro NunesJaneiro 21, 20174min0

Treinador despedido, diretor desportivo pelo mesmo caminho e a maior estrela vendida. Na primeira metade da época, estes foram alguns dos momentos mais relevantes do Wolfsburgo. A três pontos da linha de água, contamos o que aconteceu e levantamos uma pontinha do véu, para percebermos o que poderá trazer o futuro dos Lobos.

Nesta primeira metade da época, houve pouca coisa a correr bem no Volkswagen Arena. Se em Maio do ano que passou a equipa se encontrava num grande momento – bateu o Real Madrid para a Liga dos Campeões em casa -, a partir daí o estado de graça do Wolfsburgo começou a cair a pique e entraram numa espiral de resultados negativa, quando nos primeiros 15 jogos do campeonato conseguiram apenas 10 pontos.

Dieter Hecking iniciou a temporada com apenas uma vitória em sete encontros, conseguida logo na jornada de abertura, contra o Augsburg. Sem espaço para manobra, o treinador acabou despedido e para o seu lugar foi chamado o treinador dos sub-23 e antigo jogador do Bayern, Valerien Ismael. Seguidamente, também o diretor desportivo do clube, acabou por deixar o seu cacifo livre. Klaus Allofs terminou a ligação com os Lobos depois de uma derrota por 5-0 contra o Bayern.

O ambiente não era, de facto, o melhor para trabalhar. O escândalo da Volkswagen que ainda ninguém sabe bem que implicações trará aos Lobos, as contratações falhadas, os jogadores com estatuto de estrela que não rendiam, o treinador trazido à pressão que não mostrava resultados. Tudo contribuiu para a saída do antigo avançado alemão, que em tempos tinha vencido uma DFB-Pokal e se tinha qualificado para a Champions.

Julian Draxler foi o expoente desta queda livre, com várias exibições aquém das expectativas, depois de rejeitada a proposta do PSG no verão. Se havia sido o melhor exemplo do futebol pobre e triste da equipa, foi também em Draxler que se iniciou a tentativa de reconstrução dos Lobos. Na abertura do mercado, o médio alemão acabou mesmo por ser transferido para o PSG que, à segunda tentativa, acabou por o contratar por uma quantia a rondar os 40M€.

Foto: The Sun

Com estes valores nos cofres, o Wolfsburgo iniciou um processo de recrutamento para melhorar os pontos fracos do seu plantel. Sem perder tempo, o avançaram para as contratações de Malli, Ntep e Bazoer.

Com 29 golos e 19 assistências em 129 golos, Malli foi sempre um dos homens-chave do Mainz. O médio ajudou o clube a chegar à Europa na época passada e é um dos melhores nomes que o Wolfsburgo poderia resgatar neste inverno. Ficará com a camisola de Draxler e será por ele que começará esta reformulação. Por detrás desta revolução quase total, está agora ao leme dos destinos do clube, está agora o novo diretor desportivo, Olaf Rebbe.

Foto: Sport DE

Não tem sido uma temporada muito proveitosa para os históricos emblemas alemães. Equipas como o Wolfsburgo, Werder Bremen e Gladbach – para não falar do Hamburgo, que se vê em mais um ano na mesma situação – têm tido épocas bastante fracas, cada um pelos seus motivos.

Das quatro mencionadas, a que parece estar com mais vontade de dar a volta por cima é o Wolfsburgo. Tal intenção ficou evidente nesta paragem no campeonato, com as mexidas no mercado de transferências e com a procura de renovar o estado de alma.

Os dois últimos jogos para a liga acabaram com vitórias (contra Gladbach e Werder Bremen) e as mexidas nas equipas foram feitas de forma a tirar a equipa da mó de baixo. Os adeptos dos Lobos ainda vão tendo esperanças na sua equipa. A primeira vitória em casa da temporada chegou tarde e questionou-se muitas vezes como é que uma equipa com jogadores como Benaglio, Ricardo Rodriguez, Luiz Gustavo e Goméz, podia ter performances tão más.

O Estugarda é um exemplo recente de quão mal podem correr as coisas para um histórico e esse espectro deverá agora pairar sobre os jogadores dos Lobos. Com a temporada a meio, e o abanão necessário ao intervalo dado, veremos se os jogadores respondem no que resta da temporada. Se é mudar o rumo dos acontecimentos que querem, parece uma boa altura para dar início a essa tarefa.

Foto: Trivela

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Pedro NunesJaneiro 5, 20177min0

Hull chama Marco Silva para o resgate; Labyad encontra na Holanda a sua primeira experiência pós-Sporting; Porto começa a limpar a casa – Adrián, Sérgio Oliveira e Evandro postos de parte; Yunus Malli troca Mainz pelo Wolfsburgo; West Ham no mercado à procura de avançado – Moussa Dembéle e Jermaine Defoe são os alvos.

OFICIAL

  • Marco Silva apresentado como novo treinador do Hull City. fp: Enorme desafio para o técnico português. Depois de uma época de sucesso no Olympiakos, e de uma carreira positiva em Portugal, em particular ao serviço do Estoril, mas também do Sporting, onde venceu uma Taça de Portugal, Marco Silva chega ao escalão máximo do futebol inglês para tomar as rédeas do último classificado da Premier League. O plantel dos Tigers está entre os piores do campeonato, a falta de soluções é gritante, e o calendário que se avizinha para o Hull City é terrível, com visitas a Stamford Bridge, Old Trafford e ao Emirates nas próximas 5 jornadas;

  • Málaga assegura empréstimo de Adalberto Peñaranda, vindo do Watford, até ao final da temporada;

  • Nelson Valdez, avançado paraguaio ex-Seattle Sounders, assina livremente pelo Cerro Porteno;
  • Besiktas pesca na Croácia e paga 3M€ por Matej Mitrovic ao Rijeka;
  • Médio Piti, ex-jogador do Rayo Vallecano, sai para o AEL Limassol a custo zero;
  • Universitario Deportes contrata lateral esquerdo Juan Manuel Vargas, que estava sem clube desde o verão, quando representou o Bétis;
  • Mikael Solsaio, avançado finlandês vindo do FC Ilves, assina pelo Middlesbrough. No sentido contrário está o médio belga Julien de Sart, que sai do Boro para se juntar ao Derby County. Será emprestado até ao final da temporada;
  • Everton despende 12,9M€ para adquirir os serviços do avançado Ademola Lookman, de 19 anos, que chega do Charlton;

  • Após deixar Sporting em agosto, Zakaria Labyad já tem novo clube. A festa de boas-vindas é na Holanda, em Utrecht. O marroquino assinou até 2020;
  • Anderlecht assegura a cedência de Isaac Thelin, avançado sueco que representava o Bordéus, até final da temporada;
  • Manchester United acerta o quarto empréstimo do keeper Samuel Johnstone. Desta feita, rodará meio ano no Aston Villa;
  • Osmanlispor empresta Cheickh Diabaté por 6 meses ao Metz. O avançado de 194 centímetros volta a jogar em França, depois de representar o Bordéus;
  • Gazélec acerta vinda de Said Benrahma (Nice) por empréstimo até final da temporada;
  • Giliano Wijnaldum anunciado como primeira contratação da época para os Philadelphia Union. fp: É irmão do outro Wijnaldum, e apesar dos seus 22 anos, o lateral-esquerdo acumula experiências positivas no campeonato holandês. A recente mudança para os alemães do Bochum não correu pelo melhor, e agora carrega a difícil missão de disputar o lugar na lateral com o experiente Fabinho;
  • O internacional norte-americano Miguel Ibarra regressa aos Minnesota United, depois de uma passagem falhada a Sul, no Club León.
  • Caparrós dispensado do Osasuna, que está agora no mercado à procura dum novo timoneiro;
  • FC Porto começa a limpar a casa e dispensa Evandro, Oliveira e Adrián. Os jogadores estão neste momento a treinar à parte do plantel e procuram colocação;
  • Extremo Allano é reforço do Estoril. O jogador de 21 anos chega por empréstimo do Cruzeiro;
  • Zaza dispensado do West Ham;
  • Lateral Andrea Beghetto (SPAL) reforça o Génova. A equipa italiana assegurou também ao empréstimo de Pinilla, com opção de compra no final da época;
  • Yunus Malli (Mainz) é reforço do Wolfsburgo. A transferência rondou os 12,5M€. fp: Com o dinheiro feito em Draxler, o Wofsburgo resolveu também mexer-se no mercado. Olhando para dentro de portas, resolveu ir ao Mainz resgatar um dos seus melhores jogadores nesta temporada, colmatando a saída do médio alemão. Acaba por ser uma boa contratação para os Lobos, que lutam para fugir à zona inferior da tabela.

RUMORES

  • Arsenal procura reforçar as laterais e o polivalente português, Ricardo Pereira (Nice), é um dos apontados. Os valores falados rondam os 23M€; (O Jogo)
  • É cada vez mais intenso o interesse da Juventus em Marco Verratti (PSG) e parece já haver uma proposta de 80M€ em cima da mesa; (ZeroZero)
  • West Ham aponta baterias a Jermaine Defoe, mas o Sunderland rejeita todas as propostas; (SkySports)
  • Mourinho chegou com 38 milhões a Itália para trazer o central Manolas da Roma; (The Sun)
  • Matty Cash, jovem de 19 anos do Nottingham Forest, seguido atentamente pelo RB Leipzig, que tem 7M€ para o contratar; (Guardian)
  • Andy Delort, actualmente no Tigres, poderá regressar a França para jogar no Rennes por empréstimo. Enquanto isso, Ntep poderá estar na porta de saída dos rouge-et-noir; (Ouest-France)
  • Marselha está a trabalhar duramente na ‘Operação regresso’ de Dimitri Payet ao clube do sul de França. Os phocéens tentarão incluir Lass Diarra no negócio; (L’Équipe)
  • José Fonte dá nega a proposta de renovação do Southampton e poderá estar na iminência de sair do clube. Conversa na conta de Instagram de Lovren faz achar que o português pode estar a caminho dos Reds (Director desportivo do clube)
  • Os Chicago Fire estão perto de garantir a contratação de Jorge Bava (Atletico Bucaramanga), guarda-redes veterano oriundo do Uruguai. (Fire Confidential)
  • Bastian Schweinsteiger (Manchester United) está a ser novamente associado aos Chicago Fire, emblema determinado em atrair o internacional alemão; (Fire Confidential)
  • Lolo (Elche) surge como forte possibilidade para rumar à Liga MX. (Futbolsapiens)
  • Ighalo (Watford) também associado ao futebol chinês. (SkySports)
  • Depay pode estar a caminho do Everton; (Transfermarketweb)
  • Negócio praticamente fechado entre Diego Capel e Deportivo; (Fichajes)
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Pedro NunesJaneiro 1, 20174min0

Óscar e Tévez são os mais recentes jogadores a rumar à China, com propostas astronómicas; Valência está novamente sem treinador; Marco van Ginkel renova com o Chelsea mas volta ao PSV; Pepe com propostas de vários clubes.

OFICIAL

  • Oscar é mais um nome que se rende aos milhões chineses. O Shanghai SIPG pagará 70,5 milhões de euros, que entram diretamente nos cofres do Chelsea, e o médio receberá 460 mil euros por semana para ser treinado por André Villas-Boas. fp: Dada a entrada de André Villas-Boas na equipa do Shanghai SIPG, a remodelação do plantel iria ser quase um assunto primário. Oscar foi um objectivo claro de AVB no que toca à recruta de figuras de peso, visto que o brasileiro se encontrava numa situação um pouco instável no Chelsea de Antonio Conte. Com Dario Conca de saída, Oscar assumirá função cerebral de todo o meio-campo, apoiado por um experiente Ahmedov em terrenos mais recuados, e encontrará alguns compatriotas como Hulk e Elkeson que serão importantíssimos numa primeira fase de adaptação.
  • Marco van Ginkel renova com o Chelsea até 2019 e será emprestado ao PSV até ao final da temporada. fp: Uma espécie de deja-vu. Por esta altura, no ano passado, Van Ginkel fez o mesmo percurso. Acabou por ser fundamental na caminhada do PSV rumo ao bicampeonato. Será essa a perspectiva de Cocu, sobretudo tendo em conta o mau momento de Guardado e a época abaixo do expectável de Siem de Jong. Por outro lado, aos 24 anos, este médio holandês tem o conforto de saber que o Chelsea o mantém dentro dos planos, tendo sido acordada a renovação de contrato até 2019.
  • Michel Bastos assina pelo Palmeiras um contrato de dois anos mais um de opção.
  • Cheick Diabaté (Osmanlispor), e que já foi jogador do Bordéus, emprestado ao Metz.
  • Cesare Prandelli demite-se e o Valência encontra-se novamente sem treinador.
  • Tanaka (Sporting) transferido para o Vissel Kobe a título definitivo.
  • Tévez (Boca Juniors) volta a sair da Argentina para rumar à China. O clube receberá perto de 11M€ pela transferência e o avançado receberá 40M€/ano no Shanghai Shenhua. (estes valores têm sido nas últimas horas desmentidos e ainda não é certo se serão factualmente verdadeiros) fp: A novela ‘Tévez’ foi consumada após vários meses de assédio ao avançado argentino. Gustavo Poyet, também ele recentemente contratado como técnico do Shanghai Shenhua, admitiu por várias vezes o interesse no jogador pelo que acabou por anunciar relativamente mais cedo a transferência. Demba Ba continua a recuperar de uma grave lesão contraída no ano passado e Obafemi Martins, mesmo demonstrando um nível espectacular na segunda volta, era a única opção viável para a posição. A chegada de Tévez não vem colmatar mas sim atribuir ainda mais qualidade à dianteira dos Diabos Azuis e, por outro lado, demonstrar alguma precipitação da direcção do clube no que toca à capacidade de gestão da equipa.
  • Defesa albanês, Mergim Mavraj (Colónia) está de volta ao Hamburgo e assina até 2019.
  • O internacional mexicano Erick Torres regressa aos Houston Dynamo, após o Cruz Azul não ter activado a opção de compra associada ao empréstimo.

RUMORES

  • Inter de Milão poderá estar a preparar oferta monstruosa por Alexis Sanchez (Arsenal). (SkySports)
  • Callum Wilson (Bournemouth) está nas cogitações do Newcastle. (SkySports)
  • Duo do Atlético de Madrid, Griezmann e Saul, estão nas prioridades de Mourinho para reforçar o Manchester United. (SkySports)
  • Samuel Eto’o (Antalyaspor) é objectivo do Hull City para ajudar na fuga à despromoção. (SkySports)
  • Fenerbahce fará proposta de 20M€ por Jesus Navas (Manchester City). (SkySports)
  • Tony Pulis disposto a para mais de 20M€ por Morgan Schneiderlin (Manchester United). (SkySports)
  • Pepe (Real Madrid) tem ofertas da China e de grandes clubes da Europa. (AS)
  • Roma de viagem a Paris para convencer Jesé (PSG). (AS)
  • Carlos Vela (Real Sociedade) é o nome que o Lyon tentará assegurar para reforçar o ataque. (AS)
  • Axel Witsel (Zenit) muito próximo de rumar à China. (Calciomercato)
  • Taarabt (Benfica) oferecido ao Deportivo. (Record)
  • Iturbe (Roma) a um passo de reforçar o Torino. (Calciomercato)

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