17 Dez, 2017

Luís Pereira, Author at Fair Play

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Luís PereiraDezembro 4, 20171min0

Terminou a temporada de F1 de 2017, com os títulos de Campeões do Mundo a ir para Lewis Hamilton e para a Mercedes. Vettel e a Ferrari ainda lutaram, mas não foi o suficiente. Numa longa temporada, com 20 Grande Prémios, houve vários fatores a ter em conta, mas o Fair Play escolheu os 5 maiores destaques.

Neste artigo o Fair Play vai apresentar o mais relevante que se passou em 2017, mas que também importará em 2018 e diante.

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Luís PereiraOutubro 25, 20174min0

Lewis Hamilton vence GP dos EUA, aproximando-se muito do título; título pode acontecer já no México, bastando um 5º lugar; Vettel, em 2º, ainda tem esperança; Verstappen foi estrela da corrida, mas estragaram-lhe o final; Mercedes alcança o Campeonato Mundial de Construtores.

Hamilton domina, Mercedes Campeões do Mundo

Lewis Hamilton está cada vez mais perto do título de Campeão do Mundo de F1. Hamilton teve uma das melhores corridas da temporada e bateu de forma convincente Vettel. Hamilton esteve confortável todo o fim de semana do GP e facilmente chegou à pole, ainda que sem grande vantagem para Vettel.

Mas aos sábados não se ganham pontos, e ultimamente a Ferrari havia tido um carro mais rápido aos domingos. No arranque, Vettel sai melhor e passa para a liderança. Nada disso afetou Hamilton.

Hamilton, bastante confiante, como tem estado desde a pausa de verão, atacou e ultrapassou Vettel. Depois, foi ver Hamilton dominar as ocorrências a seu belo prazer, sempre a controlar ritmo e corrida. Hamilton venceu assim a corrida, coisa que tem sido habito na pista texana.

Para voltar a ser campeão do mundo, Hamilton agora só precisa de terminar em 5º na próxima corrida, no México. Numa forma bastante competitiva, Hamilton sabe que pode acabar com o assunto já na próxima corrida.

Com este resultado a Mercedes conquistou também o Mundial de Construtores, pelo 4º ano consecutivo, reforçando o domínio que tem apresentado desde 2014. A Mercedes tem dominado a era híbrida, que começou em 2014, e não apresenta sinais de abrandar.

Derrota pesada para Vettel

Vettel saiu vivo dos EUA. Saiu vivo, mas sem muitas esperanças. Vettel sabe que Hamilton está bastante perto de ser campeão, mas pior que isso foi a “derrota” que sofreu nesta corrida. A Ferrari tem tido, ultimamente, um carro mais rápido que os Mercedes. Essa rapidez não se traduziu em resultados por erros próprios e por questões de fiabilidade. Apesar disso, Vettel esperava que essa maior rapidez em pista se fosse traduzir em resultados. O problema foi que isso não aconteceu nos EUA.

Vettel até arrancou bem, para a liderança. Mas não durou muito. Cedo se notou que Hamilton estava mais rápido, e cedo ultrapassou o rival. Vettel ainda tentou uma estratégia alternativa, de parar mais uma vez para troca de pneus, mas nunca teve o andamento para ser uma ameaça.

Vettel sabe que matematicamente ainda pode chegar ao título, mas também sabe que só uma enorme maré de azar é que pode parar Hamilton de amealhar os pontos suficientes para chegar ao desejado 4º título.

Verstappen, a estrela da corrida

Enquanto toda a gente se focava nas contas do título, durante a corrida havia um miúdo que brilhava e ultrapassava, Max Verstappen. Verstappen não é nenhum desconhecido nestas andanças, mas o jovem piloto gosta de mostrar as suas habilidades, tal como fez nos EUA.

O “miúdo” saiu da 16ª posição, devido a uma penalidade por troca de motor, mas isso só o fez brilhar mais. Ultrapassagem, atrás de ultrapassagem fê-lo chegar à 6ª posição pela volta 10, com muita energia ainda para mais.

O brilhante ritmo de corrida fez Verstappen depressa apanhar os líderes, com o pódio ali na mira. Facilmente passou um desinspirado Bottas, e estava agora fizado no 3º lugar de Raikkonen. Na última volta, Verstappen conseguiu, estava o pódio alcançado. Só que não. Verstappen foi penalizado por ter cortado a curva durante a ultrapassagem, devolvendo o 3º lugar a Raikkonen. Foi uma penalização dura, mas justa. Apesar de ser ter ficado pelo 4º lugar, Verstappen foi, sem dúvida, a animação da corrida.

O que se segue?

Hamilton tem agora de pontuar pelo menos um 5º lugar nas últimas três corridas que se seguem. Apesar de isso parecer uma questão de tempo, na F1 sabe-se que se deve esperar até que a bandeira de xadrez esteja a dançar para se poder festejar.

Agora a F1 vai para o México, onde se vai ver se Vettel volta a sair vivo ou se Hamilton vai mesmo conseguir finalizar o 2º “match point”.

GRANDE PRÉMIO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

(foto: f1.com)

CAMPEONATO DO MUNDO DE PILOTOS

(foto: f1.com)

MERCEDES, CAMPEÕES MUNDIAIS DE CONSTRUTORES

(foto: f1.com)

 

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Luís PereiraOutubro 3, 20175min0

Verstappen vence na Malásia; 2ª vitória da carreira para o jovem piloto; Red Bull completa pódio com Ricciardo em 3º; Hamilton 2º, mas aumenta vantagem pontual; Vettel azarado, mas bastante rápido, termina em 4º; com 5 corridas por disputar, ainda há muito incertezas no campeonato.

Max Verstappen venceu o GP da Malásia, numa corrida onde há muito mais para saborear do que o champanhe dos vencedores. O jovem piloto da Red Bull bateu o homem da pole, Lewis Hamilton, e somou a sua 2ª vitória da ainda curta carreira de piloto de F1.

Verstappen fez um bom arranque, que o deixou próximo de Hamilton, e na 4ª volta, passou para a liderança. a partir daí, Verstappen controlou a seu belo prazer.

Foi um fim de semana positivo para a Red Bull, para além de bater a Mercedes em luta direta, conseguiu colocar Ricciardo em 3º, completando o pódio. Ricciardo resistiu a uma pressão final de Vettel, mas Ricciardo tinha andamento para aguentar e chegar ao pódio. A Red Bull está confiante que pode continuar a ganhar, e quem sabe, disputar mesmo o campeonato, no ano seguinte.

Sensação agridoce para Hamilton

(foto: f1.com)

Para Hamilton o fim de semana teve uma sensação agridoce. Hamilton conseguiu a pole, numa volta de qualificação fantástica, mas não conseguiu vencer a corrida. Apesar de ter aproveitado o azar de Vettel, que terminou em 4º, e alargado a vantagem pontual, Hamilton sai da Malásia com a sensação de que a Mercedes está a ficar para trás.

A sensação é que a Ferrari está definitivamente mais rápida, com a Red Bull a conseguir também bater as Flechas de prata em alguns circuitos. Apesar de Hamilton estar agora 34 pontos à frente de Vettel, ainda faltam 5 corridas e na próxima vez, o azar pode bater à porta dos Mercedes.

Hamilton tem feito a diferença, aproveitando os problemas que atingiriam os Ferrari, não só na Malásia, mas como antes já havia feito ao vencer, de forma convincente, o GP de Singapura. Hamilton vai precisar do contributo da Mercedes, porque não pode sair por cima lutando contra ambos os Ferrari e Red Bull.

Azar para a Ferrari

(foto: f1.com)

Quem não saiu nada satisfeita da Malásia foi a equipa da Ferrari. Raikkonen, que iria arrancar de 2º, nem começou a corrida, com problemas mecânicos. Problemas esses que afetaram Vettel na qualificação e o forçaram a começar em último.

Apesar dos problemas, Vettel fez uma excelente corrida de recuperação, que o levou de último para 4º. No entanto, nem tudo foi positivo, no final da corrida, Vettel bateu com o Williams de Stroll, danificando o carro. O problema deste embate é que pode levar a que Vettel tenha uma penalização de 5 lugares, por troca de caixa de velocidade, na próxima corrida, no Japão.

A Ferrari sabe que tem de eliminar os problemas de fiabilidade, porque sente-se no paddock que atualmente são os italianos que têm o monolugar mais rápido. Vettel pode ser campeão se vencer todas as corridas que ainda faltam, mas isso não é possível sem antes…terminar a corrida.

Divorcio anunciado, novas alianças surgem

(foto: f1fanatic.co.uk)

Era de esperar. Depois de três anos muito penosos, a McLaren anunciou que se vai separar da Honda, para começar a utilizar motores Renault, no próximo ano. Por troca direta, a Honda vai passar para Toro Rosso, em caminho inverso da McLaren.

A falta de competitividade, fiabilidade e falha em cumprir objetivos levou a este divorcio, depois de 3 anos a tentar reavivar uma das parcerias com maior prestigio da modalidade. Com isso a McLaren vai agora apostar na Renault, única solução, já que a Mercedes e Ferrari se recusaram.

A Renault também não tem tido vida fácil nesta era hibrida, mas aposta forte em 2018. Apesar de nunca ter atingido a competitividade dos motores da Mercedes e Ferrari, os motores Renault têm sido capazes de ganhar corridas com a Red Bull, algo que a McLaren espera conseguir replicar.

A Honda vai mudar de ares e vai para a Toro Rosso. A Toro Rosso, como equipa mais jovem e sem tanta pressão, pode ser o ambiente ideal para a Honda conseguir finalmente atingir os níveis exigidos para a Fórmula 1.

Esta aliança acaba por ser uma jogada que a Red Bull tem para 2019, caso a Honda se torne bastante mais competitiva, a ideia é mudar para os motores nipónicos, ficando sempre a expectativa de as regras mudarem em 2021, ano em que a Aston Martin, parceiros da Red Bull, poderiam entrar em cena, como fabricantes de motores.

Para 2021, também pode ser solução para a McLaren em desenvolver os seus próprios motores, e tornar-se numa versão de “Ferrari britânica”. Esta solução vai muito depender das novas regras de motores para 2021, mas também da própria capacidade de Renault. Se a Renault oferecer motores com capacidade de lutar contra a Mercedes, não haverá necessidade para a McLaren de investir e arriscar milhões em financiar a pesquisa e desenvolvimento de motores próprios.

O que se segue?

A F1 vai agora para o Japão, onde há expectativas de haver corrida animada. Não se sabe quem terá o monolugar mais competitivo, já que Suzuka tem um traçado bastante próprio, com tanto Mercedes, como Red Bull ou Ferrari a ter possibilidade de sair do Japão vitoriosos.

 

GRANDE PRÉMIO DA MALÁSIA

(foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: f1.com)

 

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Luís PereiraJulho 19, 20173min0

Lewis Hamilton vence em Silverstone, dominando por completo; Bottas recupera de 9º para 2º, completando dobradinha da Mercedes; azar para a Ferrari, especialmente para Vettel; Ricciardo foi o homem da corrida, de último para 5º; Completa a 1ª metade do campeonato, e apenas 1 ponto separa Vettel de Hamilton.

O campeonato de F1 está novamente ao rubro, com apenas 1 ponto de diferença entre o líder Sebastian Vettel e Lewis Hamilton.

Lewis Hamilton venceu o GP da Grã-Bretanha, que dominou por completo. Lewis Hamilton dominou completamente a qualificação, conseguindo a vantagem mais folgada da época, que lhe deu a paz de espírito que precisava para vencer a corrida. Hamilton esteve sempre em controlo da corrida, sem nunca estar em causa que a vitória seria para ele.

(foto: f1fanatic.co.uk)

A completar o domínio da Mercedes, Bottas terminou a corrida em 2º, mesmo que tivesse começado em 9º, muito por boa performance do finlandês e pelo infortúnio que tiveram os pilotos da Ferrari. Apesar do 3º lugar de Raikkonen, a Ferrari não foi feliz e Silverstone, já que ambos os pilotos tiveram furos nas últimas voltas da corrida.

Este azar foi especialmente penalizador para Vettel, que se viu a terminar na 7ª posição, que lhe deixou apenas com 1 ponto de vantagem para Hamilton. Isto numa altura em que parece que a Mercedes já se voltou a encontrar, com as afinações a mostrar mais estabilidade, que têm feito da Mercedes regularmente a mais rápida.

Os Red Bull é que ficaram aquém do desempenho que esperavam, ficando longe de lutar pelo pódio, mas com aspetos positivos a trazer das terras britânicas. Verstappen finalmente conseguiu acabar uma corrida, e Ricciardo foi a estrela da corrida, porque mesmo depois de ter partido da última posição conseguiu recuperar até ao 5º lugar. Deveras impressionante.

Entre as equipas “do outro campeonato”, há que destacar a corrida de Hulkenberg, que levou o ainda pouco competitivo Renault à 6ª posição. Esta também foi a corrida de estreia da nova versão do motor Honda. Alonso, que começou em penúltimo, ainda rodou nos pontos, mas teve de abandonar com problemas mecânicos. Mas parece que a evolução foi suficiente para permitir aos McLarens a capacidade de lutar com carros mais velozes numa pista onde a potência de motor é muito importante.

GRANDE PRÉMIO DA GRÃ-BRETANHA

(foto: f1.com)

O que se segue?

De uma das corridas mais rápidas, vamos de seguida para uma das mais lentas, no GP da Hungria. O GP da Hungria costuma trazer corridas interessantes, onde a estratégia e a boa aderência dos carros são jogada importante. Também vai ser importante perceber se o momento está mesmo virado para a Mercedes, ou se a Ferrari vai recuperar. Vamos entrar agora na 2ª metade do campeonato, onde tudo ainda está por decidir.

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE EQUIPAS

(foto: f1.com)

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Luís PereiraJunho 26, 20173min0

Daniel Ricciardo vence corrida caótica em Baku; Hamilton e Vettel em batalha dentro e fora de pita; Lance Stroll estreia-se no pódio, com um 3º lugar.

Ricciardo aproveitou as consequências da corrida mais caótica dos últimos tempos, para chegar à vitória do GP do Arzebaijão. Ricciardo sobreviveu a 3 safety cars para chegar à 1ª vitória da Red Bull desde p GP da Malásia do ano passado.

Mais sorte teve Bottas, que sobreviveu a um contacto com Raikkonen, esteve em último, com uma volta a menos, mas aproveitou o caos para chegar ao 2º(!!!!) lugar, mesmo em cima da linha da maeta, ultrapassando o estreante Stroll.

Stroll, muito criticado este ano, chegou aos pontos no último GP, no Canadá, mas em Baku conseguiu tornar-se no mais jovem estreante a chegar ao pódio. Stroll ficou desiludido por ter perdido o 2º lugar mesmo a centímetros da meta, mas a estreia no pódio é sempre um momento alto.

Guerra aberta entre Hamilton e Vettel

(foto: f1.com)

Para muitos fãs, isto já era o esperado, Hamilton e Vettel chocaram em pista.

Tudo se passou durante o período de safety car, onde Vettel bateu na traseira de Hamilton. Nessa fase da corrida, Vettel e Hamilton encontravam-se a disputar a liderança da corrida, e Vettel achou que Hamilton travou em demasia. Não contente com a situação, Vettel acelerou para o lado de Hamilton e bateu com o Ferrari no Mercedes, enquanto gesticulava.

Tudo isto originou uma penalização de 10 segundos a Vettel, já que a FIA verificou, por telemetria, que Hamilton na travou nem rodou demasiado lento. Quis o destino, no entanto, que durante essa penalização de Vettel, a proteção de cabeça do monolugar de Hamilton se soltasse, obrigando uma paragem extra, paragem essa que colocou Hamilton atrás de Vettel, em pista.

Vettel conseguiu ficar em 4º, com Hamilton logo atrás a reclamar por uma penalização superior para a condução de Vettel. A disputa continuou fora de pista, com Vettel a achar que Hamilton devia de ser penalizado e Hamilton a não querer confrontar Vettel, com medo que as coisas “azedassem”.

Uma coisa é certa, este confronto deve ter dado alguma nostalgia aos fãs de F1 dos anos 80/90, para muitos a Era de Ouro da F1. Esperemos que a emoção ainda esteja para vir, mas com as coisas a permanecerem nos limites do desporto.

GRANDE PRÉMIO DO ARZEBAIJÃO

(foto: f1.com)

O que se segue?

O calendário vai fazer o “grande circo” seguir para a Austria, com uma pista que tem trazido corridas interessantes. Mas o destaque vai estar certamente no conflito Hamilton/Vettel, que ainda vai fazer correr muita tinta e queimar muita borracha. Veremos se na Austria os ânimos vão aquecer.

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(foto: f1.com)

Luís PereiraJunho 21, 20173min0

Hamilton controla GP do Canadá, volta a ter um fim de semana “limpo”; Bottas fica em 2º e completa dobradinha da Mercedes; Ricciardo de novo no pódio, em 3º; Vettel faz recuperação fantástica e acaba em 4º.

Hamilton dominou o GP do Canadá, uma pista onde o britânico é habitualmente forte. Hamilton chegou à pole numa excelente volta de qualificação, mas sabe que as corridas nem sempre lhe têm saído de feição. No Canadá, no entanto, Hamilton dominou de ponta a ponta, e nunca pareceu se sentir sequer ameaçado por alguém.

Hamilton volta em forma

(foto: f1.com)

Hamilton conseguiu aproveitar para se aproximar pontualmente de Vettel, mas sabe que precisa de evitar fins de semana como em Mónaco ou na Rússia.

A completar um fim de semana perfeito da Mercedes, Bottas ficou em 2º lugar, para dar uma dobradinha deliciosa. A Mercedes tem tido mais dificuldades do que nos anos anteriores, e as melhorias trazidas para o Canadá trouxeram os resultados esperados. Mas ainda há muito para lutar, porque a Ferrari não ficou parada.

Daniel Ricciardo salvou o fim de semana da Red Bull, que parecia destinada a um 2º lugar, depois do fantástico arranque de Verstappen. A sorte não quis sorrir a Verstappen, que abandonou com problemas mecânicos, mas Ricciardo ainda conseguiu salvar o dia.

Mau dia da Ferrari, brilhante recuperação de Vettel

O dia não correu muito bem à Ferrari. Vettel foi um dos infelizes do arranque, já que ficou sem parte da sua asa dianteira, que o obrigou a parar cedo e fazer uma corrida de recuperação. A corrida de recuperação de Vettel foi sensacional, já que conseguiu terminar no 4º lugar, inclusive à frente de Raikkonen. Vettel perdeu alguns pontos de vantagem, mas a sua vantagem, 12 pontos, ainda é sólida.

Primeiros pontos para Stroll, McLaren-Honda nem tanto

Finalmente o estreante Lance Stroll conseguiu pontuar na F1, e logo na corrida “caseira”. Apesar de ter tido uma qualificação para esquecer, Stroll conseguiu aproveitar os problemas do arranque da corrida e elevou-se para lugares pontuáveis.

Já Alonso e a McLaren-Honda continuam na sua saga de desaires e problemas. Alonso fez uma corrida de muita luta, principalmente pelo défice que tinha em velocidade de ponta, nas retas, e estava, a quatro voltas do final, no último lugar pontuável. Depois, o já inevitável aconteceu, o motor Honda falhou e a McLaren não pontuou.

Os rumores de que há um divorcio à vista são cada vez mais fortes e já muitos esperam pelo inevitável anúncio de que para o ano será o regresso de uma parceria McLaren-Mercedes.

GRANDE PRÉMIO DO CANADÁ

(foto: f1.com)

O que se segue?

O próximo duelo entre Hamilton e Vettel vai ser nas ruas de Baku, no Azerbaijão. Naquele que é o circuito citadino mais rápido do calendário, tanto Hamilton como Vettel sabem que não se podem dar ao luzo de cometer erros, com as paredes ali tão perto. O nível está muito aproximado e não parece que algum deles vá conseguir fugir ao ponto de ficar destacado. Tudo ainda pode acontecer nesta temporada de Fórmula 1.

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(foto: f1.com)

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Luís PereiraJunho 8, 20174min0

Vettel vence o glamoroso GP do Mónaco; primeira vitória da Ferrari no principado desde 2001; Hamilton termina em 7º e está agora a 25 pontos da liderança; Raikkonen parte da pole, 1ª desde 2008, mas termina em 2º.

Sebastian Vettel derrotou o colega de equipa, Kimi Raikkonen, no GP do Mónaco. Numa corrida com poucas mudanças de posição em pista, o que é normal nas ruas do principado, foi a estratégia que reinou.

Kimi Raikkonen fez a pole, algo que não acontecia desde 2008, mas durante a corrida nunca se conseguiu afastar de Vettel. Durante as paragens Vettel rodou mais tempo, enquanto que Raikkonen apanhou muitos pilotos em pista, que o atrasaram.

Vettel voltou das boxes confortavelmente à frente e não mais olhou para trás. Quem não ficou nada satisfeito foi Raikkonen, que achou que conseguiria ser ele a fazer a Ferrari a regressar às vitórias no principado.

A completar o pódio ficou Daniel Ricciardo, com a Red Bull. Ricciardo fez o mesmo que Vettel, rodou mais tempo, fazendo-o saltar tanto Bottas como Verstappen. Apesar de ter ficado no pódio, a Red Bull começa a mostrar incapacidade de lutar com os Mercedes e com a Ferrari.

Mais um fim de semana para esquecer

Lewis Hamilton terminou a corrida de Mónaco no 7º lugar. Sim, no 7º lugar. Foi a 2ª vez este campeonato que Hamilton teve daqueles fins de semana para esquecer. O pior de tudo, par ao inglês, é que Vettel voltou a vencer e agora tem 25 pontos de vantagem para Hamilton.

Hamilton tem agora de esperar que Vettel tenha problemas mecânicos sérios para voltar a entrar na luta pelo título. É verdade que ainda estamos na primeira metade da temporada, mas a competitividade entre a Ferrari e Mercedes é tão próxima que apenas um enorme salto competitivo dos Mercedes conseguirá fazer Hamilton saltar Vettel em velocidade apenas.

Acima de tudo, Hamilton tem de se certificar que este fim de semana foi o último onde se sentiu perdido e esperar que a sorte lhe sorria.

GRANDE PRÉMIO DO MÓNACO

(Foto: f1.com)

Para quando McLaren-Honda?

Não há como escapar, a McLaren-Honda está a ter uma época horrível. Este seria o ano em que a competitividade da Honda iria despertar, mas se alguma coisa mudou foi uma mudança ainda para pior.

Esta falta de competitividade tem se visto pela falta de pontos. Apesar de o cartório de responsabilidades estar quase todo no capo nipónico, neste fim de semana não foi bem assim. Neste circuito, onde a potência de motor não faz tanto efeito, foram os pilotos, mesmo aqueles que não participaram que fizeram a diferença. Vandoorne bateu sozinho enquanto rodava nos pontos, enquanto o regressado Button, que fez presença na Q3, bateu enquanto tentava entrar em lugares pontuáveis.

E Alonso? Alonso, que facilmente teria pontuado no Mónaco, estava na América a ser deixado mal, ironicamente, pelo motor Honda do seu Indycar. Com isto, Alonso deve estar a pensar que a Honda simplesmente não quer nada com ele, ou é simplesmente o destino. Assim a McLaren continua a ser a única equipa sem pontuar neste campeonato.

O que se segue?

Da corrida mais lenta da temporada para uma das mais rápidas, vamos de Mónaco para o GP do Canadá. O GP do Canadá é uma das corridas mais emocionantes do campeonato e pode ser o palco que Hamilton precisa para voltar à sua forma, já que o inglês costuma ser genuinamente competitivo, ganhando 5 das últimas 9 corridas disputadas no “Great White North”.

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(Foto: f1.com)

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(Foto: f1.com)

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Luís PereiraMaio 18, 20175min0

Lewis Hamilton vence o GP de Espanha, na melhor corrida do ano; Vettel fica em 2º, depois de muita luta em pista, com a dupla da Mercedes; Ricciardo fica no último lugar do pódio, sem andamento para mais; Bottas esteve grande parte da corrida em 3º, mas abandona com o motor partido; luta intensa pelo campeonato, ainda com muitas incertezas.

Lewis Hamilton regressou às vitórias no GP de Espanha. Depois de uma intensa corrida e luta com Sebastian Vettel, Hamilton voltou ao topo do pódio, naquela que terá sido a melhor corrida desta temporada.

Uma temporada que tem sido bastante equilibrada, Hamilton igualou as duas vitórias que Vettel também tem nesta temporada, estando apenas separados por 6 pontos. Depois de ter perdido a liderança da corrida no arranque, bom andamento e boa estratégia conseguiram dar a oportunidade a Hamilton de ultrapassar Vettel para terminar na frente.

A completar o pódio ficou Ricciardo, apesar de o Red Bull nunca ter tido andamento para correr com os da frente. Ricciardo beneficiou do abandono de Bottas, com problemas no motor. A Mercedes não ficará totalmente desiludida, já que Bottas fez um excelente trabalho de equipa ao atrasar Vettel.

GRANDE PRÉMIO DE ESPANHA

(Foto: f1.com)

Melhor corrida da temporada

A corrida do GP de Espanha até agora foi considerada a melhor corrida da temporada, por ter tido emoção até ao final. Apesar de Hamilton ter cometido erros, ainda conseguiu lutar, ultrapassar e chegar à vitória.

Vettel, apesar de ter ficado apenas em 2º lugar, também teve de lutar muito em pista. Vettel teve de ultrapassar Bottas, que fez muito bom trabalho de equipa. Outras lutas em pista também tiveram importância, como a de Alonso com Kvyat, ou a de Max Verstappen e Kimi Raikkonen.

Apesar de o circuito de Barcelona geralmente ser considerado uma pista com poucas ultrapassagens, este ano não se verificou isso, para deleite dos adeptos. Isto vem a mostrar que este ano a preocupação de haver poucas ultrapassagens não se deve tanto aos novos carros (bem mais rápidos), mas depende do circuito e da escolha de pneus para cada Grande Prémio.

Hamilton vs. Vettel

(Foto: f1fanatic.co.uk)

Se já foi dito que esta corrida foi provavelmente a melhor corrida da temporada, a muito se deve a enorme disputa em pista entre os líderes do campeonato. Hamilton e Vettel são provavelmente os pilotos mais talentosos desta geração. Esta temporada está a ser aquela onde eles estão mais vezes em duelo direto em pista, para delírio dos fãs.

Em Barcelona a corrida começou com Vettel a arrancar melhor e Hamilton parecia estar destinado a terminar atrás do rival. A Mercedes, no entanto, estava a pensar como dar a volta à situação, e elaborou uma estratégia que permitiu a Hamilton apertar o cerco a Vettel. O enorme andamento de ambos atingiu o seu pináculo quando Hamilton tentou ultrapassar Vettel, mas Vettel fechou a porta e chocaram rodas. Isso não impediu Hamilton de voltar a tentar 5 voltas mais tarde, mas desta vez com sucesso.

Estava assim ganha a corrida para o inglês, mas o que ficou na retina foi a intensa batalha entre os candidatos ao titulo. Batalhas destas é aquilo que os fãs de F1 esperam que se volte a repetir muitas vezes nas próximas corridas. Espera-se mais porque a competitividade Mercedes e Ferrari está bastante apimentada, com cada pequeno erro a custar caro.

A corrida pelo título muito vai depender da capacidade de desenvolvimento de ambas as equipas, que estarão dispostas a apostar tudo nos pilotos estrela para ganhar o campeonato.

McLaren-Honda continua a desiludir

(Foto: f1fanatic.co.uk)

Depois de uma qualificação espetacular, onde foi à Q3, Alonso não conseguiu acabar a corrida nos pontos. A nova aliança McLaren-Honda continua a não funcionar e começa a haver cada vez mais dúvidas de que alguma vez irá. Não admira que Alonso tenha trocado a corrida em Mónaco (!!!!!!) para participar nas 500 Milhas de Indianápolis. O espanhol sente que tem mais hipótese de ganhar uma corrida oval, onde nunca participou, do que com a atual combinação McLaren-Honda.

O que vem a seguir?

Nada mais nada menos do que a corrida rainha da F1, o GP do Mónaco. Apesar da ausência chocante de Alonso e o regresso de Button também ser destaque, as verdadeiras cabeças de cartaz desta corrida são o glamour e os duelos Vettel vs Hamilton e Mercedes vs Ferrari. Vamos ver quem irá vencer no principado e terá direito a jantar com o Príncipe Alberto II.

CAMPEONATO MUNDIAL DE PILOTOS

(Foto: f1.com)

 

CAMPEONATO MUNDIAL DE CONSTRUTORES

(Foto: f1.com)


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