21 Ago, 2017

João Ferreira, Author at Fair Play

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João FerreiraAgosto 17, 20174min0

Há muitos anos que a NBA e os seus adeptos têm vindo a verificar uma disparidade astronómica entre aquilo que é a Conferência Oeste e a Conferência Este. Os melhores jogadores têm fugido para a Conferência Oeste numa tendência pouco normal demonstrando a fragilidade dos franchises do Este em relação à contratação de grandes jogadores.

A esta fragilidade apenas existe uma excepção flagrante: Gordon Hayward que saiu dos Utah Jazz e foi para os Boston Celtics (candidatos maiores a ganhares a Conferência Este, nesta época que se avizinha). Apesar dos franchises do Este terem, basicamente, a mesma capacidade financeira que os da Conferência Oeste, a competição dentro da própria Conferência faz com que os jogadores prefiram ir jogar contra grandes equipas mais frequentemente do que o normal na Conferência Este.

Em comparação com o ano passado existem 2 equipas que estão fortemente reforçadas e pronto para fazer frente aos 3 favoritos Golden State Warriors, Houston Rockets e os San Antonio Spurs: os Minnesota Timberwolves, os Oklahoma City Thunder.

Minnesota Timberwolves

A equipa dos Wolves renovou o seu símbolo e com ele o seu plantel e tal como tinha afirmado noutro artigo, vai ser uma equipa a ter em conta para os playoffs deste ano da Conferência Oeste.

Na noite do draft os adeptos do conjunto de Minnesota tiveram uma boa surpresa e viram uma das estrelas dos Chicago Bulls (equipa da Conferência Este) , Jimmy Butler a juntar-se ao seu antigo treinador Tom Thibodeau em troca por Zach LaVine e Kris Dunn e a 7a pick do draft.

Para além desta transferência megalómana, vimos a equipa de Minneapolis a mandar Ricky Rubio para Utah, deixando assim espaço para a contração do free-agent Jeff Teague, antigo jogador dos Indiana Pacers.

Mas este período de free-agency não acabou aqui para os Wolves e, desta forma, adquiriram também os serviços de Taj Gibson e Jamal Crawford, dois jogadores com muita experiência que vão ajudar a crescer a equipa e vão fazer com que está vá pelo menos às meias finais da Conferência Oeste.

5 inicial provável: Jeff Teague, Jimmy Butler, Andrew Wiggins, Taj Gibson e Karl Anthony Towns.

Vai ser difícil de os parar (Foto:ESPN)

Oklahoma City Thunder

A free-agency foi bastante emocionante em Oklahoma e está equipa viu-se presenteada com um reforço de peso que torna os OKC um adversário temível: o 4 vezes All-Star Paul George, o substituto ideal para Kevin Durant.

Apesar desta aquisição por parte do conjunto existem outros dois jogadores que podem fazer a diferença, cada um à sua maneira: Steven Adams, um dos postes mais físicos e competitivos da Liga e Russel Westbrook, o melhor jogador da época transacta e o rei dos triplos-duplos promete fazer estragos novamente levando a equipa a uma grande época. Estes 3 jogadores prometem fazer um novo Big 3 feroz.

5 provável: Russel Westbrook, Andre Roberson, Paul George, Doug McDermott e Steven Adams

Fica a questão: será esta equipa competitiva o suficiente para sufocar o domínio evidente dos GSW, dos Spurs e dos Rockets?

O Duo Mágico (Foto: Getty Images)

A Conferência Oeste promete

Destaque, ainda, para dois franchises: os Pelicans que juntaram a Anthony Davis e DeMarcus Cousins, Rajon Rondo o antigo base dos Bulls que promete levar a equipa aos momentos das grandes decisões, e criando outro Big 3 temível e os Houston Rockets que acrescentaram ao seu plantel CP3 tornando assim o seu backcourt um dos melhores da Conferência Oeste e da NBA.

Este promete ser um ano bastante mais animado na Conferência Oeste do que a Este. Com os melhores jogadores, e com os melhores treinadores existem fortes possibilidades de vermos espectáculos fantásticos com as 8 equipas dos playoffs a serem decididos nos últimos jogos da fase regular.

8 equipas prováveis a irem aos playoffs: Golden State Warriors, San Antonio Spurs, Houston Rockets, Oklahoma City Thunder, Utah Jazz, Minnesota Timberwolves, Memphis Grizzlies e New Orleans Pelicans

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João FerreiraJunho 26, 20176min0

Mais um ano de NBA, mais um ano de espetáculo sem igual. Um ano com um final esperado mas cujo caminho até lá teve tudo o que se pedia para ser considerado fantástico. Desde a confirmação do estatuto de super-equipa por parte dos Golden State Warriors até aos 70 pontos marcados por Devin Booker, 2016-2017 teve de tudo e o Fair Play não podia deixar de fazer um balanço daquilo que é considerado mais importante neste percurso que pareceu demasiado curto.

Golden States Warriors: os Campeões da NBA

Falar em NBA, neste momento, é o mesmo que falar em Golden State Warriors. Depois de no início do ano a equipa de Oakland ter ido buscar Kevin Durant aos OKC, ficou a dúvida de que forma é que o conjunto se ia adaptar à entrada de um jogador daquela magnitude.

O que se seguiu foi um verdadeiro passeio para GSW e para os seus dois principais jogadores: Stephen Curry e Kevin Durant. A equipa melhorou substancialmente o seu jogo defensivo com Draymond Green em destaque( daí estar nomeado para  NBA´s Defensive Player of the Year) e ofensivamente manteve a sua eficácia com os Splash Brothers em destaque principalmente durante a lesão de Kevin Durant que chegou a fazer recear os adeptos dos Dubs.

No final o que fica para a história são as 16 vitórias contra apenas 1 derrota nos playoffs, o completo domínio da NBA deste ano( matando os fantasmas no ano passado) e a certeza de que iremos ver os GSW a lutar pelos títulos durante muitos anos.

Cleveland Cavaliers

Em Cleveland, o reinado dos King James teve um ano bastante bom embora em termos práticos só se olhe para o 1-4 sofrido nas Finais. No nosso ponto de vista, o principal problema são as soluções de qualidade que vêm do banco. Se parecia, após o período de trades, que os Cavaliers estavam com um plantel mais profundo, as Finais provaram que jogadores como Derron Williams, Channing Frye ou Kyle Korver não têm estofo suficiente para estar nesta equipa.

Por outro lado a inconsistência demostrada por Tristan Thompson e Kevin Love torna se preocupante para um conjunto que luta para ser campeão todos os anos mas que para isso não pode só contar com LeBron James e Kyrie Irving em grande forma.

É aqui que reside o principal problema da equipa de Cleveland, que desta maneira pretende aumentar o seu leque de opções com jogadores como Paul George, Carmelo Anthony ou Dwayne Wade (rumores de transferências).

Russel Westbrook: o verdadeiro NBA MVP

Visto que ainda não foi divulgado quem foi o vencedor do prémio de MVP da NBA não podemos discutir entre James Harden e Russel Westbrook.

No entanto, não podemos deixar de afirmar que o base dos Oklahoma City Thunder devia ser considerado o NBA´s Most Valuable Player. Sim, devia! Porquê? Simples. Durante toda a fase regular e durante a primeira ronda foi o jogador a carregar toda a equipa de Oklahoma. Para além de ter levado toda a equipa às costas, bateu o recorde de Triplos-Duplos, 42, (atenção que não é fácil fazer um quanto mais 42!).

É um jogador fantástico que precisa de uma equipa organizada com um segundo base consistente e com um ala que seja power forward capaz de lançar de triplo e de meia distância tão bem ou melhor que o próprio Westbrook.

Se assim a equipa dos OKC conseguir fazer, terão uma equipa para lutar pelos playoffs do próximo ano. 

Chicago Bulls

É incrível como os tempos mudam. Os adeptos de Chicago ainda se alimentam dos tempos de Michael Jordan e Scottie Pippen mas este ano foi mais passado a discutir do que propriamente a jogar.

O treinador Fred Hoiberg não conseguiu lidar com os egos de Jimmy Butler, Dwayne Wade e Rajon Rondo e foram muitas as vezes que foram divulgados casos de desentendimentos entre os três jogadores e que acabaram por afectar o balneário.

Apesar destes conflitos, a equipa acabou por conseguir marcar a presença nos playoffs e mostrou que jogadores como Carter-Williams, Denzel Valentine, Cristiano Felicio ou Bobby Portis não têm qualidade suficiente para fazerem parte do plantel de Chicago, quanto mais do 5 inicial. 

Vamos ver o que futuro nos reserva em relação aos Bulls já que Jimmy Butler se mudou para Minnesota e está claramente em andamento uma transfiguração no plantes.

O ambiente pesado vivido em Chicago (Foto:ESPN)

Outras equipas

Há outros destaques deste ano que passou, volto a frisar, demasiado rápido.

A equipa dos Spurs com um verdadeiro senhor do basquetebol de seu nome Kawhi Leonard. Não fosse a lesão do jogador no jogo 1 frente ao GSW e este artigo poderia ser diferente e poderia ter escrito que os San Antonio Spurs de Greg Popovich tinham sido outra vez campeões da NBA.

A equipa dos Miami Heat , que a meio da época regular estava no fundo da tabela da Conferência Este e que no final lutaram com Chicago por um lugar nos 8 primeiros. Neste capítulo há que dar os parabéns ao treinador Erik Spoelstra (para nós, devia ser considerado o NBA´s Coach of the Year ).

Um homem de fé na NBA (Foto:GettyImages)

O miúdo de 20 anos fez história! Devin Booker. Vamos ouvir falar muito do base dos Phoenix Suns no futuro. No entanto, após esta época desastrosa por parte da sua equipa, o que tiramos é o jogo dos Suns contra os Celtics em que Devin Booker se tornou o 4º jogador na história da NBA a chegar aos 70 pontos!

Estes foram os momentos, equipas, jogadores ou treinadores que se destacaram ao longo da época de 2016-2017. Uma coisa é certa. Esta época encheu as medidas a todos os adeptos de basquetebol. Só é pena ter de terminar. É também um facto de que o ano que vem vai ser tão bom ou melhor que este e a ansiedade para que comece a nova época é enorme. Até lá, vamos ver o que acontece às composições das diferentes equipas.

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João FerreiraJunho 8, 20174min0

As Finais da NBA continuam a surpreender os seus espectadores a cada dia que passa. Se após o jogo 2, ficou a ideia de que os Cleveland Cavaliers tinham muito por onde melhorar. E de facto, no Jogo 3 melhoraram mas a equipa dos Golden State deu mais uma demonstração de força e de classe, arrumando com as Finais da NBA

A vida para os Cleveland Cavaliers está cada vez mais difícil, depois de terem perdido o Jogo 3 por 118-113. Se este foi o jogo mais emocionante destas Finais da NBA, deveu-se principalmente à subida de rendimento no ataque de alguns jogadores da equipa de Cleveland como J.R.Smith ou Kyrie Irving. O problema dos Cavs é que do outro lado está um verdadeiro monstro chamado Kevin Durant.

Agressividade dos Cavs

Tal como disse no artigo referente ao Jogo 2, para ganharem o Jogo 3, o conjunto de Cleveland necessitava de aumentar a intensidade defensiva imposta ao longo do jogo. Apesar de o terem feito, principalmente a partir do 3º período, não deixaram de “dar” pontos de borla aos Golden State com falhas defensivas constantes. Estes pontos, para além de darem cabo do psicológico da equipa que os sofre acaba por aumentar a confiança da equipa que marca.

Um dos principais jogadores a dar estas borlas foi J.R.Smith. O jogador norte-americano teve ontem o seu melhor jogo das finais em ofensivamente, mas mesmo assim pouco acrescentou em termos defensivos. Apesar de ter uma tarefa muito complicada de defender Klay Thompson, o jogador nunca se encontrou no momento defensivo e o seu match-up com um dos membros dos Spalsh Brother não lhe foi nada favorável com o jogador dos Warriors a marcar uns impressionantes 30 pontos em 41 minutos jogados.

J.R.Smith não conseguiu parar Klay (Foto:Getty Images)

Outro problema defensivo dos Cleveland é quando LeBron James sai para descansar. Sim, LeBron precisa de descansar. E quando o fez, durante 1 mero minuto, a sua equipa teve um parcial impressionante pela negativa de 0-11. Isto apenas demonstra que os Cavs pecam por soluções tanto ofensivas como defensivas quando o King está fora do court.

Mas os Cavs não se viram só “aflitos” no momento defensivo. Apesar das exibições monstruosas de LeBron James (mais uma!, com 39 pontos) e de Kyrie Irving (finalmente, mostrou aquilo que realmente vale, com 38 pontos), outros jogadores fundamentais na manobra ofensiva pouco acrescentaram.

Falo de Tristan Thompson, que está a fazer umas finais horríveis, perdendo ressaltos para Steph Curry e sem marcar qualquer ponto, e de Kevin Love que até tinha estado constante nos dois primeiros jogos mas neste pouco mostrou.

Mérito de Golden State

Mas apesar de todas esta falhas de Cleveland, fizeram um grande jogo, o melhor até agora destas Finais da NBA. O problema é que do outro lado está a melhor equipa da NBA. Começam a faltar palavra para descrever a qualidade de jogo que a equipa de Oakland apresenta, sendo que já são colocados ao nível dos Chicago Bulls de Michael Jordan e Scottie Pippen.

Apesar da desvantagem que chegou a ser de 8 pontos, a meio do 3º período nunca desistiu e chegou mesmo a fazer um parcial de 11-0 nos minutos finais com o triplo de Kevin Durant a encerrar o jogo que até àquela altura estava bastante vivo. 

Os Cavs nunca mais se encontraram com o foco a ir para o verdadeiro “bloqueio mental” sofrido por LeBron James nos últimos 4 minutos e meio, onde não marcou qualquer ponto, com uma jogada a ficar na retina dos espectadores pela negativa.

Vai acabar já?

Se os Cavs jogaram muito bem neste Jogo 3, existe uma certa expectativa para ver como é que vão encarar o próximo jogo. É verdade que o ano passado deram a volta a um 1-3 de forma a tornarem-se campeões da NBA. A diferença deste ano tem 2,06m e veio de Oklahoma. Kevin Durant está prestes a ser eleito MVP destas Finais da NBA e ainda só passaram 3 jogos.

Sendo assim, no caso dos Golden State Warriors ganharem o próximo jogo na Quicken Loans Arena não só vão varrer os actuais campeões da NBA, como também vão completar o 1º 16-0 da história (16 vitórias contra 0 derrotas nos playoff´s), o que significa que completam assim 4 “varridelas”: Portland Trail Blazzers, Utah Jazz, San Antonio Spurs e Cleveland Cavaliers.

Veremos o que acontece no próximo jogo com a certeza que irá ser, provavelmente, um dos melhores jogos do ano da NBA.

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João FerreiraJunho 7, 20174min0

Podemos dizer que as finais são para se ganhar ou que numa final à melhor de 7 não há problema em perder um jogo. Essa não é, de facto, a mentalidade norte-americana no que diz respeito às fantásticas Finais da NBA. São jogos espetaculares onde a intensidade é o ponto-chave para que seja possível levar de vencido o adversário.

Se no Jogo 1 o protagonista foi o “traidor” Kevin Durant, o que dizer do Jogo 2 onde o jogador dos Golden State Warriors acabou por fincar o pé com mais uma exibição de grande quilate, só ao nível dos melhores do mundo, com o abafo ao King James a ficar na retina dos fãs mais atentos.

Não passa nada! (Foto:SFGate)

 

Grande Intensidade na 1ª parte

Os Cavaliers são uma das melhores equipas da NBA. Sobre isso não há qualquer questão a levantar. A intensidade colocada por estes na primeira parte é digna de realce pois obrigaram, não só o Warriors a fazerem 8 turnovers como marcaram 64 pontos. No entanto os Cavs não aproveitaram esta pontuação bastante elevada e comprometeram na defesa sofrendo 67 pontos.

A equipa dos Warriors mostrou uma grande capacidade de resposta a maus momentos durante a primeira parte nomeadamente às 3 faltas consecutivas de Draymond Green que puseram a nu algumas dificuldades em defender Kevin Love. Por outro lado, é cada vez mais visível que Javale McGee encaixa muito melhor no sistema de Golden State que o georgiano Zaza Pachulia.

Por outro lado e porque falar dos Warriors é falar deles, os Splash Brother estiveram imperiais. Se no Jogo 1, Klay Thompson esteve muito bem na defesa mas não conseguiu contribuir com pontos, no Jogo 2 o shooting guard esteve muito bem conseguindo 22 pontos.

Por outro lado, Stephen Curry foi um dos melhores em campo com 32 pontos (com o seu 1º triplo-duplo em finais à mistura) e com uma das jogadas das finais (quando tirou LeBron James da frente com uma autêntica aula de dança).

A defesa de Cleveland tremeu por todos os lados

Quando existe uma equipa com uma facilidade tão grande de fazer pontos como os Golden State a defesa passa a ser o principal foco durante o decorrer do jogo. Bloquear acções, proteger o cesto, e acabar por forçar turnovers sem que sejam marcadas faltas são fundamentais. No entanto, é neste capitulo que os Cleveland Cavaliers estão a sentir as maiores dificuldades durante as Finais da NBA, sendo que é indescritível uma equipa sofrer 132 pontos num jogo das Finais da NBA.

Se, por um lado podemos afirmar que a equipa de Oakland é indefensável, por outro podemos verificar que existe muito por onde melhorar.

Em primeiro lugar é necessário que um jogador consiga chatear o suficiente Kevin Durant, ao ponto de este fazer pontuações mais baixas. Penso que a resposta para este problema está em Iman Shumpert. O jogador americano foi o único que, quando entrou, conseguiu parar alguns ataques de Kevin Durat. Para que este entrasse, penso que seria proveitoso, a saída de J.R.Smith do 5 inicial pois este não está a fazer umas boas Finais da NBA.

Em segundo lugar é imperativo que Tristan Thompson entre mais no momento defensivo, ajudando os seus colegas a conseguirem stops suficientes para que sejam aproveitadas com pontos. Zaza Pachulia não é um jogador imprevisível pelo que se torna mais fácil de defêndo-lo.

Em último lugar, penso que Kyrie Irving consegue fazer um melhor papel a defender Steph Curry. Os dois jogadores não são grandes defensores mas o base dos Cleveland já mostrou conseguir tapar os famosos triplos do homólogo dos Warriors.

Jogo 3 vai ser decisivo

Neste momento com 2-0 a favor dos Golden State Warriors e com os jogos a mudarem-se para Cleveland, os Cavs estão encostados às cordas. Acredito piamente que se os comandados de Tyronn Lue não ganham este jogo, o título de campeão da NBA foge para a equipa de Steve Kerr. Para que isto aconteça, os Cavs necessitam que a equipa vá atrás de LeBron James em termos de pontuação e que melhore em termos defensivos.

Vai ser assim tão fácil? (Foto: Getty Images)

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João FerreiraMaio 20, 20174min0

É verdade que no final da 1ªRonda dos Playoffs havia uma certa dúvida para perceber até que ponto é que os Boston Celtics iam conseguir fazer frente aos Wizards. A verdade é que a equipa dos “irlandeses” passou no teste no 7ºjogo e está neste momento a disputar a Final da Conferência Este com os Cleveland Cavaliers.

Uma Final da Conferência Este já espera entre o 1º e 2º classificados da fase regular mas que tem tido um desequilíbrio abismal no toca ao jogo na essência da sua palavra com os Cavaliers a liderarem a série com 2-0.

É verdade que os Cavaliers não acabaram da melhor forma a fase regular com algumas derrotas que preocuparam os adeptos afectos à equipa. As  exibições eram pobres e sem atitude de equipa vencedora. No entanto tudo mudou quando começaram os playoffs. O clique deu se e a equipa assumiu se como candidata que é a chegar (pelo menos) à Final da NBA.

Os melhores bases a Este (Foto:Getty Images)

Para esta subida de rendimento há que destacar a consistência apresentada por Kevin Love que se tem revelado como um jogador essencial na manobra ofensiva da equipa lançando de 3 pontos com grande facilidade (algo que já nos havia habituado nos Timberwolves), mas também o maior entrosamento que existe entre vários jogadores que viram o plantel a crescer no período das trades com jogadores que vieram acrescentar tanto profundidade de suplentes como qualidade na rotação.

A série está decidida?

Sobre a série propriamente dita a equipa dos Celtics têm sentido grandes dificuldades para parar a avalanche ofensiva por parte da equipa de LeBron James. A débil condição física dos Verdes de Boston, que é consequência do pouco tempo de descanso que tiveram após a série a 7 jogos com os Wizards, bem como a dificuldade de Isaiah Thomas em fazer pontos ( no último jogo fez 2 pontos, também devido a uma lesão que o impossibilitou de jogar o jogo todo) são factores que influenciam uma série que se tem revelado bastante desnivelada e que ao final do 2º jogo parece já ter acabado.

A equipa não tem jogadores que neste momento, e contra uns Cleveland Cavaliers fortíssimos, consigam fazer a diferença. Jogadores como Marcus Smart, Al Horford ou mesmo até Isaiah Thomas não terão hipóteses de vencer os campeões da NBA, sendo que o único jogador que se tem mostrado capaz de os derrotar é Avery Bradley que se tem assumido como um dos jogadores mais importantes desta equipa. No entanto a equipa apenas tem de continuar o trabalho realizado sendo que daqui a 2/3 anos poderá ser capaz de fazer frente aos dominadores de Este.

Ninguém consegue parar LeBron James (Foto:Getty Images)

Por outro lado, os Cavaliers contam com uma equipa cada vez mais focada e orientada para um único objectivo: revalidar o título. Com a liderança de LeBron James( está numa fase da carreira em que começa a ser difícil de o descrever), e com a consistência apresentada por Kyrie e por Love, bem como também dos jogadores que partem do banco, Kyle Korver, Channing Frye, Derron Williams, entre outros, os Cleveland mostram se cada vez mais capazes de derrotar os super-favoritos Golden State Warriors numa final que já se espera que aconteça desde o início desta temporada.

Previsão: esperava que Boston fosse capaz de ganhar pelo menos um jogo em casa obrigando a um jogo 5, mas a verdade é que isso não aconteceu o reduz as minhas expectativas a que a série fique terminada já no jogo 4.

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João FerreiraMaio 5, 20178min0

Depois de uma primeira ronda sem grandes surpresas em relação ao desfecho final das séries, mas com grandes jogos em termos de espetáculo, aproxima-se a altura das grandes decisões da NBA e como tal são nestes próximos jogos que se vêem as grandes e pequenas equipas. Apesar de alguns conjuntos parecerem no pico da sua forma competitiva, outros parecem ter dificuldades nos modelos de jogo dos adversários.

Embora as séries já levem 2/3 jogos realizados, o Fair Play não podia de deixar a previsão daquilo que vão ser os jogos da 2ªRonda dos playoffs da NBA a medida que nos aproximamos das finais da liga norte americana de basquetebol. Os jogos tornam-se mais agressivos, as equipas ganham atitude e os fãs ganham com todo este espetáculo.

San Antonio Spurs vs Houston Rockets

Provavelmente a série mais espectacular, em termos teóricos, desta 2ª ronda dos playoffs. As duas equipas apresentam-se no pico da forma com os seus melhores jogadores a contribuírem muito para aumentar a qualidade do basquetebol praticado.

De facto do lado de San Antonio, após 2 jogos realizados, existem algumas considerações a ter: LaMarcus Aldridge parece estar ainda a recuperar do susto que apanhou nos últimos jogos da época regular (o jogador teve um problema cardíaco que o obrigou a parar durante alguns jogos) e a lesão que afasta Tony Parker do resto da época vai obrigar Paty Mills a assumir o jogo dos texanos de San Antonio.

Tudo isto não parece afectar o “MVP silencioso”, Kawhi Leonard. ” The Claw” tem estado impressionante nos últimos jogos tendo mesmo  em conta que marcou 81,3% dos lançamentos efectuados num total de 34 pontos no último jogo.

Tudo isto, juntamente com o factor defensivo que tem sido realçado com as constantes boas exibições a defender James Harden só ajudarão os San Antonio Spurs na busca pelo título.

Do outro lado estão os Houston Rockets, equipa que assumiu no início da época o objectivo de chegar ao título de campeão da NBA. Para isso contam com um dos melhores treinadores da liga Mike D’Antoni e com um dos melhores jogadores da liga, senão o melhor, James Harden.

Esta experiente equipa, que conta com jogadores com Trevor Ariza ou Patrick Beverley, parece ter apenas um problema que se reflete em todas as equipas de D’Antoni: a defesa é muito pobre e a equipa não o esconde (prefere marcar muitos pontos para compensar do que defender melhor).

Com jogadores como Lou Williams ou Eric Gordon a saltarem do banco e a contribuírem com muitos pontos prevê-se que os Houston Rockets possam fazer uma grande série.

Previsão: Apesar de terem um ataque do outro mundo, penso que a dificuldade defensiva dos Houston Rockets dará vantagem ao Spurs que passarão a série ao 7º jogo.

Irá Kawhi bloquear a passagem de Harden à próxima ronda? (Foto:ESPN)

Utah Jazz vs Golden State Warriors

Os Golden State Warriors continuam a sua senda de vitória depois de uma época regular marcada pelo sucesso (67 vitorias e apenas 15 derrotas). A equipa de Oakland parece cada vez mais entrosada entre si e os resultados assim o afirmam, com os Warriors a terem despachado os Trail Blazzers em 4 jogos e a ameaçarem repetir o resultado frente a uma das equipas sensação desta época: os Utah Jazz.

O regresso intermitente de Kevin Durant, bem como a subida de rendimento de Steph Curry e de Draymond Green (tem sido um elemento fundamental no movimento ofensivo e defensivo da equipa), tem feito com que os Golden State se apresentem como uma das duas equipas favoritas a ganhar a NBA. É importante referir o aparecimento e aumento de qualidade de jogo de Javale McGee que se tem revelado como um jogador a ter em conta para o próximo ano e para o que resta dos playoffs.

Os Jazz, por seu lado, têm uma das melhores defesas da liga. Esta equipa de Salt Lake City, conta com um inspiradíssimo Gordon Hayward e com um dos melhores defesas da liga, Rudy Gobert, para atacar os Warriors. Este conjunto, que é sem dúvida uma das boas surpresas desta época, parece ter na equipa enquanto colectivo a sua maior força, contando com todos os jogadores para derrotar os Warriors.

Previsão: A série já leva 2-0 a favor dos Warriors, o que me faz acreditar que estes não terão problemas em resolver a mesma em 5 jogos.

Será que os Golden State passam Utah com facilidade? (Foto:ESPN)

Cleveland Cavaliers vs Toronto Raptors

Uma reedição da Final da Conferência Oeste do ano passado, que parece ir ter exatamente o mesmo desfecho. Até há uns três/quatro meses atrás, as duas equipas pareciam ser semelhantes, em termos de qualidade com os Toronto Raptors a acabarem mesmo a Conferência Este em 3º lugar.

A equipa de Cleveland, que tem vindo a subir de rendimento desde o final da época regular e início dos playoffs, está imparável com 6 vitória em outros tantos jogos nos playoffs deste ano.

Lebron James parece não ter fim e continua a bater recordes noite após noite, o que só facilita a vida à equipa de Cleveland. Kyrie, Love, J.R. Smith e Tristan Thompson bem como todo o plantel de Cleveland tem vindo a mostrar ser capaz de acompanhar o ritmo imposto pelo The King que irá com certeza levar mais uma vez a sua equipa à final da Conferência.

Do outro lado, a equipa canadiana dos Toronto Raptors conta com um conjunto com qualidade indiscutível mas que peca na consistência em momentos decisivos. As duas super-estrelas, Kyle Lowry e DeMar DeRozan, parecem não ser consistentes nos momentos decisivos tendo este último jogador tido um desastrado jogo 2 contra os Cavaliers com apenas 5 pontos marcados. Apesar das boas exibições de Serge Ibaka e de Valenciunas e com PJ Tucker a aparecer bem do banco, o conjunto canadiano parece não ter muitas hipóteses contra uns qualificadíssimos Cavaliers.

Previsão: Os Cavaliers vão continuar o passeio nos playoffs rumo a mais uma final da NBA e por isso resolverão esta série em 5 jogos.

Lebron não irá ter dificuldades em abater DeMar DeRozan (Foto: Getty Images)

Boston Celtics vs Washington Wizards

Esta série apresenta-se como a série mais equilibrada dos playoffs da Conferência Este. De facto, as duas equipas são bastante parecidas tanto na qualidade dos seus jogadores, como na qualidade de jogo posto dentro do court. Penso que nesta série a home court advantage será essencial.

De um lado, os Boston Celtics e Isaiah Thomas que se recompôs, após a morte da sua irmã, o suficiente para continuar a criar jogo para a equipa de Boston. O pequeno base tem sido a peça chave de Brad Stevens ao longo de toda a época, sendo que nos playoffs não tem sido diferente, com Isaiah a assumir não só o controlo do jogo em termos de jogadas como também em termos de pontos. No entanto, a equipa de Boston não se resume apenas a Thomas (que pode e tem tido dificuldade em defender Wall) , com Al Horford a melhorar o seu rendimento que vinha a cair e com Jae Crowder e Marcus Smart a aumentarem, também, o seu ritmo de jogo.

Os seus adversários, os Washington Wizards, têm em John Wall e Bradley Beal os seus verdadeiros salvadores, sendo que neste momento o jogo da equipa da capital passa sempre por estes dois construtores de jogo. Com Marcin Gortat a ser um potento no jogo mais perto da tabela e com Otto Porter Jr. a lançar de 3 pontos como só ele sabe fazer, os Wizards podem pensar em seguir em frente se se mantiverem coesos tanto no ataque como na defesa com Markieff Morris em destaque no momento defensivo.

Previsão: Tal como afirmei, a home court advantage vai ser um ponto chave desta série e penso que Boston irá seguir em frente ao final de 7 jogos.

Será Wall capaz de apanhar Isaiah? (Foto:Getty Images)

Mais agressividade, mais espetáculo

Esta ronda tem sido marcada pelo o aumento da agressividade dos jogadores nas bolas dividas e no decorrer do jogo. Isto apenas traz mais emoção e mais espetacularidade ao jogo que já de si é fantástico. Vamos ver o que esta ronda nos reserva à medida que nos aproxima-mos do final de mais um ano de NBA.

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João FerreiraAbril 18, 20174min0

A NBA está repleta de jogadores cuja qualidade é indiscutível, como LeBron James, Russell Westbrook, James Harden ou Kawhi Leonard. No entanto, é na altura dos playoffs que se vê os grandes jogadores a decidirem jogos mais dificeis que o habitual. Um jogador que parece desaparecer nas grandes decisões é Blake Griffin.

Blake Griffin… de regular e líder na fase regular a “desaparecimento” nos Playoffs… como se explica?

Por um lado temos de destacar as grandes fases regulares que Blake Griffin tem feito ao longo dos últimos anos. Este jogador, que nunca abandonou a sua equipa de origem (os L.A. Clippers) tem vindo a fazer fases regulares acima da média com um máximo de carreira de 24.1 ppg na época de 2013-2014, o que diz muito sobre a sua qualidade.

Por outro há que afirmar que a sua influência é demasiado grande para que este deixe de produzir de forma tão brusca nos playoffs. Como tal a equipa ressente-se sempre que Blake Griffin se encontra em baixo de forma.

Primeiros anos na NBA

Apesar ter passado um ano no “estaleiro” devido a uma lesão na rótula do joelho esquerdo, durante a Summer League Team dos L.A. Clippers (foi eleito na mesma o MVP dessa competição), Blake Griffin voltou em grande tendo sido mesmo considerado Rookie de Ano em 2010-2011, onde a sua concorrência era bastante forte com jogadores como John Wall, DeMarcus Cousins ou Paul George.

No mesmo ano em que ganhou o título de melhor jogador novato da NBA, Blake Griffin entrou no lote restrito de jogadores que participaram no jogo de todas as estrelas da liga norte-americana de basquetebol, o NBA All-Star Game. Contribuiu com 8 pontos na equipa do Oeste. Ganhou também o concurso de afundanços acabando à frente de jogadores como JaVale McGee, DeMar DeRozan ou Serge Ibaka.

Rookie of the Year 2011 (Foto:Getty Images)

Os Últimos anos

A influência que Blake Griffin assumiu dentro do seio do balneário dos L.A.Clippers é abismal, sendo considerado mesmo um dos capitães de equipa a par de Chris Paul e DeAndre Jordan. Este trio, de jogadores acima da média, tem vindo a alimentar o sonho dos Clippers de conquistarem o prémio máximo da NBA (o anel de campeão). No entanto, e apesar da sua química de jogo ser grande (jogam juntos desde 2010), os Clippers demoram em afirmar-se como uma equipa capaz de fazer frente a grandes conjuntos como L.A. Lakers (nos últimos anos de Kobe), Golden State Warriors ou mesmo San Antonio Spurs.

Uma das principais causas para a falta de competitividade dos Clippers é a inconsistência que Blake Griffin tem mostrado nos últimos tempos. Tanto em termos físicos (tem vindo a sofrer lesões com uma regularidade assustadora) como em termos técnico-táticos (a sua velocidade no ataque ao cesto tem vindo a diminuir), Blake Griffin tem regredido. No jogo 1 dos playoffs deste ano (contra os Utah Jazz) apresentou-se-nos quase como jogador que tenta liderar a sua equipa mas que não consegue efectivamente levá-la para a frente (apesar de ter conseguido 26 pontos, os Clippers perderam o jogo).

O despero de quem perde o jogo 1 contra os Utah Jazz

A dúvida no ar

Blake Griffin é, sem dúvida alguma, um jogador de créditos firmados, sendo mesmo considerado um dos grandes jogadores da liga. No entanto algo se passa para que não apresente o basquetebol a que acostumou o seus fãs. Será que é a inconsistência da sua equipa, os L.A.Clippers, ou são as lesões que tem afectado o seu ritmo de jogo? Uma coisa é certa: os Clippers precisam de Blake Griffin no seu melhor e este precisa de melhorar muito se quer conduzir a sua equipa ao tão desejado título da NBA.

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João FerreiraAbril 14, 20179min0

Todos os anos, os espectadores da NBA esperam ansiosamente pela fase dos playoffs. É o momento da época que traz o melhor basquetebol do mundo aos pavilhões norte-americanos assumindo-se como a parte mais espectacular e fenomenal do ano. As melhores equipas batem-se umas contras as outras para mostrarem a sua supremacia e a sua qualidade dentro do court.

Dentro de todos os jogos, que vão animar as próximas semanas no Mundo do basquetebol, existem 4 jogos que têm uma vertente competitiva mais acentuada. Apesar de haver encontros como Raptors vs Bucks com um confronto físico bastante interessante entre Giannis Atentokounmpo e DeMar DeRozan, Spurs vs Grizzlies com um confronto directo entre os irmãos Gasol, Clippers vs Jazz com um embate feroz entre dois dos melhores postes da liga (Rudy Gobert e DeAndre Jordan), e um Golden State Warriors vs Portland Trail Blazers que promete ser uma série muito interessante e entusiasmaste, destacamos quatro jogos que prometem ser os grandes matches desta primeira ronda dos playoffs.

Cleveland Cavaliers vs Indiana Pacers

Os campeões em título da NBA, os Cleveland Cavaliers, tiveram uma época regular um pouco atribulada e acabaram por finalizar esta fase da temporada em 2º lugar, atrás dos Boston Celtics. Apesar de parecer que a entrega dos jogadores durante a última semana de jogos diminuiu com 4 derrotas nos jogos realizados no mês de Abril, os Cavaliers demonstram ser uma equipa capaz de derrotar qualquer uma outra nos playoffs sendo uma das mais temíveis, senão mesmo a mais temível, da liga. Com LeBron James numa forma assombrosa (aos 32 anos continua a surpreender a forma como domina todos os confrontos físicos em que entra), com Kyrie Irving (um dos melhores point guards da liga), com J.R. Smith a voltar em força após uma lesão que o afectou ao longo da maior parte da época regular, e com Kevin Love a assumir uma parte importante do jogo da equipa de Cleveland, os Cavaliers podem muito facilmente passar esta série.

No entanto, do outro lado está um colectivo que vê nos jogos em casa o seu principal ponto forte, os Indiana Pacers. A equipa de Indianópolis tem em Paul George o seu principal jogador, um verdadeiro líder. Este promete complicar a vida aos Cavaliers no seu caminho para a revalidação do título. Apesar de George dar mais nas vistas, os Pacers veêm no colectivo a sua principal arma, com jogadores como Myles Turner, Jeff Teague, Thaddeus Young ou Monta Ellis a darem o contributo necessário para que esta equipa sonhe em ir mais longe nos playoffs, apesar de ter estado em risco de não os jogar.

Previsão: Os Cleveland Cavaliers não deverão ter problemas em passar esta 1ª ronda dos playoffs apesar de terem que se aplicar mais nos jogos fora com a série a ficar resolvida ao 5º jogo.

Será que George consegue consumar o milagre? (Foto: Getty Images)

Washington Wizards vs Atlanta Hawks

Um dos jogos mais equilibrados desta 1ª ronda, onde o confronto físico e a velocidade de jogo vão ser uma constante. O 4º e 5º classificados da conferência Oeste da NBA encontram-se numa das séries mais esperadas nesta ronda inicial dos playoffs.

De um lado, os Wizards, que contam com John Wall como líder de uma equipa jovem mas bastante promissora. A equipa da capital dos Estados Unidos da América é uma das principais equipas a ter em conta no futuro, com jogadores como Bradley Beal, Otto Porter Jr. e Marcin Gortat. No entanto, os Wizards resolveram um problema grande que caracterizava a sua equipa: a falta de banco. Com jogadores capazes de contribuir com bastantes pontos como Bojan Bogdanovic, Kelly Oubre Jr. e Tomas Satoransky, os Whashington Wizards são uma equipa muito forte nestes playoffs da Conferência Este.

Do outro lado, os Hawks, têm no colectivo a sua força suprema. A equipa de Atlanta já é uma presença habitual nos momentos decisivos da liga norte-americana de basquetebol. A equipa dos Hawks que contam com jogadores como Paul Millsap (4x NBA All-Star), Kent Bazemore, Dwight Howard, o veterano da equipa de Atlanta que já ganhou tudo o que havia para ganhar na NBA, Denis Schroder, o point guard alemão bastante talentoso. Este conjunto de Atlanta reforçou-se bastante bem durante o período de trades, onde contrataram Ersan Ilyasova e Mike Dunleavy, reforçando um banco que já contava com Malcom DelaneyKris Humphries, e Tim Hardaway Jr.

Previsão: Apesar de ser uma das séries mais complicadas de prever, achamos que os Hawks irão conseguir dar a volta ao parcial desfavorável da época regular deste ano, levando a melhor a série no 7º jogo.

Será possível travar Wall? (Foto: Getty Images)

Oklahoma City Thunder vs Houston Rockets

Um dos grandes jogos de toda a 1ª ronda. O encontro entre os dois principais favoritos à vitória do prémio de MVP (Most Valuable Player): Russell Westbrook e James Harden.

Os OKC partem para os playoffs com a moral em cima depois de no início do ano ter sido completamente desvalorizada pensando-se que iria ser Westbrook a carregar a equipa às costas. Por um lado, foi isso que aconteceu, possibilitando ao base dos Thunder o recorde de 43 triplos-duplo (passando Oscar Robertson), mas o conjunto mostrou-se bastante capaz de acompanhar o ritmo do líder da equipa, principalmente após o período de trades, com a entrada de Taj GibsonDoug McDermott e com a subida de rendimento de Victor Oladipo, Steven Adams Enes Kanter.

Do outro lado do court, a equipa dos Houston Rockets vai querer mostrar porque é umas das principais favoritas ao título final. Comandada por James Harden, o “barbudo” que esta época fez números fenomenais (só para ter em atenção os 22 triplos-duplo), o colectivo de Houston tem no conjunto o seu principal ponto-forte. Clint CapelaEric GordonLou WilliamsTrevor Ariza dão consistência ao jogo dos texanos, fazendo assim com que seja possível sonhar com uma presença na final da Conferência Oeste da NBA.

Previsão: Apesar de terem feito uma época bastante positiva, tendo em conta a perda de Kevin Durant no começo desta temporada, os Oklahoma City Thunder terão dificuldade em levar vencido o conjunto muito forte dos Houston Rockets, que vencerão  a série ao fim do 6º jogo.

Harden vs Westbrook (Foto:Getty Images)

Boston Celtics vs Chicago Bulls

Dos últimos jogos a ser definido, senão mesmo o último, nestes playoffs , os Celtics (1ºlugar) e os Bulls (8º lugar) vão se defrontar num jogo que promete entusiasmo e competitividade até ao fim.

Por um lado, o surpreendente plantel de Boston, que garantiu, na última jornada da época regular da NBA, o primeiro lugar da Conferência Oeste. Este conjunto, comandado por Isaiah Thomas, extensão do treinador Brad Stevens dentro do court, mostrou ser capaz do melhor (acabando com um recorde de 53-29), mas também do pior (acabou por ser completamente humilhada pelos Cavaliers no último confronto entre as duas equipas). No entanto com jogadores como Al Horford, Jae Crowder e Avery Bradley em forma e com Marcus Smart a assumir cada vez mais preponderância no jogo praticado pelos “irlandeses”, os Celtics vêem-se com grandes probabilidades de avançar à próxima ronda.

No entanto, os verdes de Boston vão enfrentar os vermelhos de Chicago. Os Chicago Bulls, a mítica equipa de Michael Jordan, enfrentou uma época regular bastante atribulada, com as suas principais estrelas a mostrarem-se descontentes com o treinador Fred Hoiberg. Apesar de todas as quezílias no seio dos Bulls, os jogadores juntaram-se e mostraram que eram capazes de bem melhor. Jimmy Butler, Dwayne Wade, Robin Lopez e Rajon Rondo (que assumiu o jogo da equipa nos últimos jogos), têm-se destacado como importantes nas aspirações da sua equipa. É importante destacar o contributo de Nikola Mirotic, Paul Zipser e Denzel Valentine, que mostraram que os Bulls podem contar com eles para o futuro.

Previsão: Os Boston Celtics serão forçados a fazerem uma grande série se quiserem passar à próxima ronda, pois a equipa dos Chicago Bulls está bastante motivada. Assim pensamos que a série cairá para o lado dos Celtics ao fim de 6 jogos.

Será Isaiah capaz de passar por Jimmy Butler? (Foto: Getty Images)

Outros Jogos

Toronto Raptors vs Milwaukee Bucks (7 jogos)

Golden State Warriors vs Portland Trail Blazzers (5 jogos)

Los Angeles Clippers vs Utah Jazz (6 jogos)

San Antonio Spurs vs Memphis Grizzlies (5 jogos)

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João FerreiraMarço 25, 20176min0

Igualdade e disputa, são dois elementos que cada vez mais se vê na Conferência Este da NBA. Dos Cavaliers de King James até Goran Dragic dos Miami Heat, sem esquecer o “pequeno” Isaiah Thomas, a Conferência está melhor. Agora resta-nos esperar ansiosamente pelos playoff’s que vão trazer jogos emocionantes, bem ao estilo da NBA com confrontos físicos e táticos acima da média.

Serão os campeões capazes de revalidar o título?

Após uma fase regular sem grandes percalços os campeões da Conferência Este e da NBA de 2016, Cleveland Cavaliers, vão para os playoff’s com a confiança em alta e com uma equipa recheada de grandes jogadores.

LeBron James, o King James, com 32 anos, continua a surpreender e a fazer coisas que só estão ao alcance dos melhores de todos os tempos. Com uma média de 26 pontos por jogo e um máximo de carreira de 8.8 assistências por jogo, LeBron marca, dá a marcar e faz jogar.

Os Cavaliers contam, também, com Kyrie Irving, um dos melhores bases da liga, em grande forma, capaz de lançar de curta/longa distância e de meter a bola nos locais corretos à hora correta.

Ainda com jogadores como J.R. Smith, retornado de uma lesão que o afetou ao longo da maior parte da época, com Kevin Love a 100% fisicamente e com Tristan Thompson exímio a defender.

Reparamos também que os Cavaliers foram das equipas que melhor se reforçaram nos períodos de trades com contratações de jogadores como Derron Williams, Derrick Williams, Kyle Korver, fazendo com que a inconsistência de alguns dos seus principais jogadores não se reflita tanto na forma como jogam.

A dupla imparável (Foto:Getty Images)

O pequeno “grande” Isaiah

Os Boston Celtics são, claramente, a principal concorrência dos Cleveland Cavaliers na luta pela final da NBA. A equipa, treinada pelo “jovem” Brad Stevens, tem em Isaiah Thomas o principal desequilibrador de jogo.

O pequeno base de 1,75m continua a impressionar pela sua agilidade e esperteza acima da média, sendo capaz de enfrentar jogadores com mais 30cm sem que reflita na sua forma de jogar. A sua capacidade de lançamento de longa distância e a forma bastante agressiva como ataca o cesto são as suas principais características.

O base tem ao seu lado o experiente poste Al Horford, que contribui com muitos pontos (média de 14.3 pontos por jogo) e com uma atitude defensiva notória com 1.4 blocos e 5.4 ressaltos defensivos por jogo.

Porém, a equipa do trevo tem em Marcus Smart o seu melhor defensor. O jogador, que normalmente salta do banco, apresenta uma consistência defensiva pouco vista na liga. Os 1.6 roubos de bola por jogo fazem dele um jogador muito difícil por quem passar.

Com estes jogadores e com jogadores consistentes como Jae Crowder, Kelly Ollynyk, Avery Bradley ou Amir Johnson, os Boston Celtics podem causar uma grande supresa, sendo que acredito que serão capazes de chegar à final da Conferência Este.

Será Isaiah capaz de guiar Boston à glória? (Foto: Getty Images)

“Procura-se banco!”

Um dos bons exemplos de que uma boa profundidade de plantel ajuda nas aspirações de toda uma equipa são os Washington Wizards. A equipa que tem em John Wall o seu melhor jogador necessita urgentemente de um banco com mais qualidade.

John Wall, leva uma média de 22.9 pontos por jogo, tem-se revelado com um jogador bastante evoluído, não só no capítulo do passe onde é exímio, mas também no lançamento de longa distância saído de um drible. A sua velocidade a percorrer todo o court faz com que a equipa se apresse para o apoiar.

A equipa dos Wizards tem nas suas fileiras Bradley Beal, que é sem dúvida alguma uma das maiores surpresas desta época. O jogador tem vindo a crescer ao longo das últimas épocas em Washington e tem neste momento uma média de máximo de carreira de 23.1 pontos por jogo, o que leva a crer que sem ele os Wizards não estariam onde estão.

É inevitável falar desta sem referir outros dois jogadores: o gigante poste polaco Marcin Gortat, que tem revelado grande sintonia com Wall, Otto Porter Jr. que possui uma percentagem de lançamentos de 3 pontos de 44%.

No entanto, os Wizards não irão muito longe neste playoff´s pois o seu banco não acrescenta muito ou quase nada ao seu jogo sendo que é mesmo a segunda equipa onde os jogadores suplentes contribuem com menos pontos.

De olhos postos na surpresa (Foto: Getty Images)

A recuperação do ano

Se, no início de janeiro, alguém dissesse que os Miami Heat era a equipa que pior jogava na Conferência Este e em toda a NBA não estaria a dizer nenhuma asneira. A equipa de Miami, a par dos Brooklyn Nets, era de facto o conjunto que menos mostravam dentro do court.

Tudo mudou no dia 17 de Janeiro, numa vitória frente aos Houston Rockets. Os Heat embarcaram desde aí para um recorde quase impressionante de 24 vitórias (contra Cleveland, Golden State, entre outras equipas) consentindo apenas 7 derrotas. Este recorde espectacular fez com que passassem de último lugar para o 8º posto, o que já dá acesso ao playoff.

Esta recuperação é consequência notória da subida de rendimento do base esloveno Goran Dragic e do poste americano Hassan Whiteside. O base que leva uma média de 20.2 pontos por jogo e o poste que tem na vertente defensiva o seu ponto forte, sem deixar de ser um grande atacante, têm levado a equipa às costas e fazem agora com que as hostes de Miami acreditem naquilo que parecia impossível no início do ano civil.

De realçar a importância que tem tido nalguns jogos, em que os tem decidido com lançamentos no último segundo.

Os obreiros da recuperação do ano (Foto: Getty Images)

Uma Conferência mais física

Apesar de serem, à partida, jogos menos competitivos, a Conferência Este tem apresentado uma dinâmica bastante boa com surpresas e com uma vertente física mais acentuada nos confrontos entre as várias equipas. Ficamos, assim, com a certeza de que vão ser playoff’s emocionantes e de que a incerteza vai reinar no Este.

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João FerreiraMarço 21, 20176min0

A Conferência Oeste, a mais competitiva e difícil da NBA, tem sido imprevisível ao longo de toda a época regular, sendo que existem surpresas, desilusões, certezas e um futuro promissor para uma liga que precisa de inovação. A qualidade desta conferência é indiscutível e basta ter em conta que os campeões em título, os Cleveland Cavaliers, estariam em quarto lugar se estivessem a disputar os lugares de playoff com os clubes do lado Oeste dos Estados Unidos da América.

GOLDEN STATE: HÁ RECEITA PARA VENCER SEM CURRY?

Os super-favoritos Golden State Warriors vão entrar nos playoff´s em baixo de forma o que nos prova três coisas: a baixa influência que o MVP da fase regular do ano passado, Steph Curry, tem tido na equipa em detrimento de uma maior dependência de Kevin Durant, que se encontra lesionado.

Por outro lado, também mostra que o banco dos Golden State Warriors não é o ideal para atacar de forma segura o playoff da conferência oeste. Curry ficou quase “obrigado” a organizar e assumir o jogo da formação de Oakland e, talvez, essa é uma das razões pelas suas prestações menos conseguidas.

O regresso de Durant (ainda não há data para o retorno do ala) poderá inverter os acontecimentos. Várias questões e preocupações se erguem na frente dos vice-campeões da NBA;

Há receita para Curry? (Foto: Getty Images)

POPOVICH EVOCA A SIMPLICIDADE COMO “CARTA MESTRE”

Os San Antonio Spurs contam com uma equipa única na liga: o jogo simples de passe/corte e de bloqueios, conseguindo soltar colegas para que estes lancem de média e longa distância, é algo que os Spurs fazem como ninguém.

Para isso contam com um Kawhi Leonard numa forma assombrosa, capaz de conduzir a equipa que ainda conta com um motivado LaMarcus Aldridge (após um susto do foro cardíaco), com Pau Gasol a mostrar a classe que já nos acostumou e com Paty Mills a mostrar que é uma alternativa mais do que válida a Tony Parker.

Fica a ideia de há muitos anos: qualquer jogador se consegue adaptar ao jogo dos Spurs. Nunca é difícil quando existe um treinador como Greg Popovich;

O DOMADOR DO “THUNDER” – RUSSELL WESTBROOK

Os Oklahoma City Thunder têm nas suas fileiras, na minha opinião, o MVP da fase regular: Russel Westbrook. O jogador que ameaça o recorde de 41 triplos-duplos numa época regular (leva já 33) e que mantém uma média de triplo-duplo (31,8 pontos/jogo, 10,6 ressaltos/jogo e 10,3 assistências/jogo) tem levado a equipa de Oklahoma a vitórias ao longo da época contra equipas como os Utah Jazz ou os San Antonio Spurs.

É importante referir Taj Gibson, transferido dos Chicago Bulls durante o período de trades e que se tem revelado como uma aquisição bastante importante nas aspirações da equipa. Com Steven Adams na máxima rotação e harmonia com Westbrook, com Victor Oladipo a lançar triplos com grande regularidade e com Doug McDermott (também transferido dos Chicago Bulls) a saltar do banco e a contribuir com muitos pontos, os OKC apresentam-se como uma equipa que ninguém quer enfrentar nos playoff´s;

O “domador” dos OKC (Foto: Getty Images)

SEM TRIPLE THREAT NÃO HÁ CLIPPERS

Os Los Angeles Clippers já garantiram há muito a sua presença nos playoff´s, dando até para os líderes da equipa, Chris Paul e Blake Griffin, ficarem de fora uma vez que ambos já sentiam alguns problemas físicos pela exigente temporada realizada pela equipa de LA.

J.J. Reddick tem sido o grande abono de família dos Clippers, que sem estas duas super-estrelas, perdem alguma profundidade no court.

É provável que os Clippers não cheguem longe nos playoff´s pois não possuem um banco com a dinâmica e a qualidade do 5 inicial.

O Triple Threat composto por Blake Griffin, Chris Paul e DeAndre Jordan poderá levar a equipa algumas vitórias, mas a inconsistência apresentada por jogadores com Jamal Crawford, Austin Rivers ou Luc Mbah a Moute fará com que os Clippers saiam mais cedo das maiores decisões;

A COQUELUCHE DO MOMENTO: MINNESOTA TIMBERWOLVES

Nesta conferência bastante competitiva existe uma equipa a ter em conta para a próxima temporada, tendo utilizado a época actual para fazer evoluir os seus principais jogadores e melhorar os seus suplentes. Falo dos Minnesota Timberwolves.

Na equipa de Minnesota, comandada por um treinador que premeia maioritariamente a vertente defensiva, Tom Thibodeau, conta nas suas fileiras com um dos postes mais promissores senão o mais promissor da liga: Karl-Anthony Towns.

Este jovem de 21 anos tem características únicas para um poste: para além de trabalhar muito bem de costas para o cesto utilizando o seu físico para criar espaços para lançar, tem a habilidade de lançar de média e longa distância.

Por outro lado, esta equipa conta também com o base espanhol Ricky Rubio, que está numa forma assombrosa, mostrando a sua alta qualidade de passe, tendo um máximo de carreira de 19 assistências num só jogo.

A par destes dois jogadores, a equipa de Minnesota conta com jovens importantes como Andrew Wiggings, Zach LaVine, mostrando que com os jogadores certos podem ser sérios candidatos aos playoff´s do próximo ano.

O Futuro da NBA (Foto: Getty Images)

UMA CONFERÊNCIA AO “ESTILO” DA MELHOR NBA

Como já estamos habituados, os playoff’s desta Conferência vão ser bastante competitivos com equipas em grande forma e com modelos de jogo bastante diferente: desde o jogo rápido dos GSW como o jogo trabalhado e de passe dos Spurs.

Ainda com equipas como os Rockets, com James Harden sempre em grande, com os Jazz comandados por Hayward, a conferência vai atingir o seu pico competitivo quando começarem os playoff’s. Até lá não percam o entusiasmo, a aceleração, as dinâmicas e a loucura inerente à melhor liga de basketball do planeta: a NBA.


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