21 Out, 2017

João Ferreira, Author at Fair Play

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João FerreiraOutubro 18, 20175min0

Quem é que não tinha saudades? A NBA está de volta! O espectáculo, os melhores jogadores, os melhores treinadores, o melhor basket. Os dois primeiros jogos foram do melhor que existe e assim esperamos sejam os outros jogos.

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João FerreiraAgosto 27, 20174min1

Os Philadelphia 76ers são, sem sombra de dúvidas, uma das equipas mais entusiasmastes da Conferência Este e da NBA. É verdade que a equipa precisa de tempo para crescer por ser muito jovem mas possui a qualidade para vir a ser uma das melhores equipas dos últimos anos a par dos GSW, com as devidas comparações .

Os dois últimos anos foram penosos com a equipa dos Philadelphia 76ers a ser apelidada como uma das piores equipas de sempre da história da NBA. Esta desgraça exibicional (para se ter uma noção, nos 82 jogos da época transacta, o conjunto de Philly ganhou apenas 28 jogos e perdeu os restantes 54) por parte dos 76ers permitiu-lhes, ao longo dos últimos anos, uma pick bastante alta aquando da altura do Draft.

As primeiras picks

Desta forma pelo 2º ano consecutivo tiveram a 1ª pick do Draft, recebendo assim nas suas hostes Markelle Fultz, um dos jogadores mais promissores da liga. Markelle, que na faculdade de Washington (e que não conseguiu levar a equipa aos playoffs) obteve uma média espantosa de 23.2 pontos por jogo e 5.9 e 5,7 de assistências e de ressaltos por jogo, respectivamente. Fultz lutou com Lonzo Ball pelo lugar máximo das escolhas das equipas da liga norte-americana de Basquetebol mas foi este que foi selecionado para se juntar aos Philadelphia 76ers.

A 1ª escolha do Draft (Foto:ESPN)

A partir do dia em que Fultz se juntou os fãs da NBA criaram o que vai ser a equipa dos Philadelphia 76ers nos próximos anos: os FEDS. Este acrónimo refere-se aos quatro jogadores mais jovens desta equipa: Markelle Fultz, Joel Embiid, Dario Saric, Ben Simmons.

Ben Simmons foi a 1ª pick do ano passado teve a época passada praticamente toda lesionado com uma fractura no pé o que o impediu de mostrar aquilo que realmente era o seu potencial. Desta forma, e com a lesão debelada, o ala apresenta-se como uma das principais promessas no que toca ao tiro exterior e à capacidade de finalizar os lances por si criados. O antigo jogador da LSU possui uma estampa física enorme e tem vindo a trabalhar ao longo do verão para se apresentar nas melhores condições físicas no inicio da NBA. Está aqui um caso sério para ser um grande jogador.

Os restantes FEDS

Joel Embiid, o gigantesco poste dos 76ers que também tem vindo a sofrer de algumas lesões que o impediram de mostrar aquilo que realmente vale é um dos postes mais promissores das NBA a par de Karl-Anthony Towns. O americano teve uma lesão que o tem vindo a afectar desde o Draft mas segundo consta, a lesão está completamente ultrapassada e será, esta época capaz de criar mossa nas tabelas adversárias, seja no jogo interior seja nos ressaltos ofensivos.

 

Por sua vez, Dario Sarič, que fez as despesas praticamente todas da equipa no ano passado, é um jogador mais conhecedor do basquetebol europeu. O croata começou a carreira no Cibona Zagreb tendo passado também no Anadolu Efes (Turquia) antes de assinar pelos 76ers no ano passado. Foi, sem dúvida, o jogador mais em destaque desta equipa no ano passado a par de T.J. McConnel, tendo mesmo sido nomeado por dois meses consecutivos o Rookie do Mês da Conferência Este.

O melhor jogador da época passada dos 76ers (Foto: ESPN)

Outros Destaques

Apesar de todos estes jogadores ainda existe outro destaque nesta free-agency para a equipa de Philadelphia: J.J. Redick, o base contratado à desmantelada equipa dos Clippers. É um dos melhores reforços para esta equipa porque vem juntar uma experiência abismal à equipa que é muito jovem. O registo do base é espantoso com idas aos playoffs todos os anos desde que ingressou na equipa dos Orlando Magic.

Esta é sem duvida uma das equipa mais promissoras desde há muito na liga e esperemos que sejam capazes de trazerem de volta a Philly os anos de glória, anos esses passados com um dos melhores jogadores de sempre, Allen Iverson.

Serão os FEDS capazes de chegar, pelo menos, às meias-finais da Conferência Este?

 

5 provável: Markelle Fultz, J.J.Redick, Ben Simmons, Dario Sarič e Joel Embiid

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João FerreiraAgosto 17, 20174min0

Há muitos anos que a NBA e os seus adeptos têm vindo a verificar uma disparidade astronómica entre aquilo que é a Conferência Oeste e a Conferência Este. Os melhores jogadores têm fugido para a Conferência Oeste numa tendência pouco normal demonstrando a fragilidade dos franchises do Este em relação à contratação de grandes jogadores.

A esta fragilidade apenas existe uma excepção flagrante: Gordon Hayward que saiu dos Utah Jazz e foi para os Boston Celtics (candidatos maiores a ganhares a Conferência Este, nesta época que se avizinha). Apesar dos franchises do Este terem, basicamente, a mesma capacidade financeira que os da Conferência Oeste, a competição dentro da própria Conferência faz com que os jogadores prefiram ir jogar contra grandes equipas mais frequentemente do que o normal na Conferência Este.

Em comparação com o ano passado existem 2 equipas que estão fortemente reforçadas e pronto para fazer frente aos 3 favoritos Golden State Warriors, Houston Rockets e os San Antonio Spurs: os Minnesota Timberwolves, os Oklahoma City Thunder.

Minnesota Timberwolves

A equipa dos Wolves renovou o seu símbolo e com ele o seu plantel e tal como tinha afirmado noutro artigo, vai ser uma equipa a ter em conta para os playoffs deste ano da Conferência Oeste.

Na noite do draft os adeptos do conjunto de Minnesota tiveram uma boa surpresa e viram uma das estrelas dos Chicago Bulls (equipa da Conferência Este) , Jimmy Butler a juntar-se ao seu antigo treinador Tom Thibodeau em troca por Zach LaVine e Kris Dunn e a 7a pick do draft.

Para além desta transferência megalómana, vimos a equipa de Minneapolis a mandar Ricky Rubio para Utah, deixando assim espaço para a contração do free-agent Jeff Teague, antigo jogador dos Indiana Pacers.

Mas este período de free-agency não acabou aqui para os Wolves e, desta forma, adquiriram também os serviços de Taj Gibson e Jamal Crawford, dois jogadores com muita experiência que vão ajudar a crescer a equipa e vão fazer com que está vá pelo menos às meias finais da Conferência Oeste.

5 inicial provável: Jeff Teague, Jimmy Butler, Andrew Wiggins, Taj Gibson e Karl Anthony Towns.

Vai ser difícil de os parar (Foto:ESPN)

Oklahoma City Thunder

A free-agency foi bastante emocionante em Oklahoma e está equipa viu-se presenteada com um reforço de peso que torna os OKC um adversário temível: o 4 vezes All-Star Paul George, o substituto ideal para Kevin Durant.

Apesar desta aquisição por parte do conjunto existem outros dois jogadores que podem fazer a diferença, cada um à sua maneira: Steven Adams, um dos postes mais físicos e competitivos da Liga e Russel Westbrook, o melhor jogador da época transacta e o rei dos triplos-duplos promete fazer estragos novamente levando a equipa a uma grande época. Estes 3 jogadores prometem fazer um novo Big 3 feroz.

5 provável: Russel Westbrook, Andre Roberson, Paul George, Doug McDermott e Steven Adams

Fica a questão: será esta equipa competitiva o suficiente para sufocar o domínio evidente dos GSW, dos Spurs e dos Rockets?

O Duo Mágico (Foto: Getty Images)

A Conferência Oeste promete

Destaque, ainda, para dois franchises: os Pelicans que juntaram a Anthony Davis e DeMarcus Cousins, Rajon Rondo o antigo base dos Bulls que promete levar a equipa aos momentos das grandes decisões, e criando outro Big 3 temível e os Houston Rockets que acrescentaram ao seu plantel CP3 tornando assim o seu backcourt um dos melhores da Conferência Oeste e da NBA.

Este promete ser um ano bastante mais animado na Conferência Oeste do que a Este. Com os melhores jogadores, e com os melhores treinadores existem fortes possibilidades de vermos espectáculos fantásticos com as 8 equipas dos playoffs a serem decididos nos últimos jogos da fase regular.

8 equipas prováveis a irem aos playoffs: Golden State Warriors, San Antonio Spurs, Houston Rockets, Oklahoma City Thunder, Utah Jazz, Minnesota Timberwolves, Memphis Grizzlies e New Orleans Pelicans

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João FerreiraJunho 26, 20176min0

Mais um ano de NBA, mais um ano de espetáculo sem igual. Um ano com um final esperado mas cujo caminho até lá teve tudo o que se pedia para ser considerado fantástico. Desde a confirmação do estatuto de super-equipa por parte dos Golden State Warriors até aos 70 pontos marcados por Devin Booker, 2016-2017 teve de tudo e o Fair Play não podia deixar de fazer um balanço daquilo que é considerado mais importante neste percurso que pareceu demasiado curto.

Golden States Warriors: os Campeões da NBA

Falar em NBA, neste momento, é o mesmo que falar em Golden State Warriors. Depois de no início do ano a equipa de Oakland ter ido buscar Kevin Durant aos OKC, ficou a dúvida de que forma é que o conjunto se ia adaptar à entrada de um jogador daquela magnitude.

O que se seguiu foi um verdadeiro passeio para GSW e para os seus dois principais jogadores: Stephen Curry e Kevin Durant. A equipa melhorou substancialmente o seu jogo defensivo com Draymond Green em destaque( daí estar nomeado para  NBA´s Defensive Player of the Year) e ofensivamente manteve a sua eficácia com os Splash Brothers em destaque principalmente durante a lesão de Kevin Durant que chegou a fazer recear os adeptos dos Dubs.

No final o que fica para a história são as 16 vitórias contra apenas 1 derrota nos playoffs, o completo domínio da NBA deste ano( matando os fantasmas no ano passado) e a certeza de que iremos ver os GSW a lutar pelos títulos durante muitos anos.

Cleveland Cavaliers

Em Cleveland, o reinado dos King James teve um ano bastante bom embora em termos práticos só se olhe para o 1-4 sofrido nas Finais. No nosso ponto de vista, o principal problema são as soluções de qualidade que vêm do banco. Se parecia, após o período de trades, que os Cavaliers estavam com um plantel mais profundo, as Finais provaram que jogadores como Derron Williams, Channing Frye ou Kyle Korver não têm estofo suficiente para estar nesta equipa.

Por outro lado a inconsistência demostrada por Tristan Thompson e Kevin Love torna se preocupante para um conjunto que luta para ser campeão todos os anos mas que para isso não pode só contar com LeBron James e Kyrie Irving em grande forma.

É aqui que reside o principal problema da equipa de Cleveland, que desta maneira pretende aumentar o seu leque de opções com jogadores como Paul George, Carmelo Anthony ou Dwayne Wade (rumores de transferências).

Russel Westbrook: o verdadeiro NBA MVP

Visto que ainda não foi divulgado quem foi o vencedor do prémio de MVP da NBA não podemos discutir entre James Harden e Russel Westbrook.

No entanto, não podemos deixar de afirmar que o base dos Oklahoma City Thunder devia ser considerado o NBA´s Most Valuable Player. Sim, devia! Porquê? Simples. Durante toda a fase regular e durante a primeira ronda foi o jogador a carregar toda a equipa de Oklahoma. Para além de ter levado toda a equipa às costas, bateu o recorde de Triplos-Duplos, 42, (atenção que não é fácil fazer um quanto mais 42!).

É um jogador fantástico que precisa de uma equipa organizada com um segundo base consistente e com um ala que seja power forward capaz de lançar de triplo e de meia distância tão bem ou melhor que o próprio Westbrook.

Se assim a equipa dos OKC conseguir fazer, terão uma equipa para lutar pelos playoffs do próximo ano. 

Chicago Bulls

É incrível como os tempos mudam. Os adeptos de Chicago ainda se alimentam dos tempos de Michael Jordan e Scottie Pippen mas este ano foi mais passado a discutir do que propriamente a jogar.

O treinador Fred Hoiberg não conseguiu lidar com os egos de Jimmy Butler, Dwayne Wade e Rajon Rondo e foram muitas as vezes que foram divulgados casos de desentendimentos entre os três jogadores e que acabaram por afectar o balneário.

Apesar destes conflitos, a equipa acabou por conseguir marcar a presença nos playoffs e mostrou que jogadores como Carter-Williams, Denzel Valentine, Cristiano Felicio ou Bobby Portis não têm qualidade suficiente para fazerem parte do plantel de Chicago, quanto mais do 5 inicial. 

Vamos ver o que futuro nos reserva em relação aos Bulls já que Jimmy Butler se mudou para Minnesota e está claramente em andamento uma transfiguração no plantes.

O ambiente pesado vivido em Chicago (Foto:ESPN)

Outras equipas

Há outros destaques deste ano que passou, volto a frisar, demasiado rápido.

A equipa dos Spurs com um verdadeiro senhor do basquetebol de seu nome Kawhi Leonard. Não fosse a lesão do jogador no jogo 1 frente ao GSW e este artigo poderia ser diferente e poderia ter escrito que os San Antonio Spurs de Greg Popovich tinham sido outra vez campeões da NBA.

A equipa dos Miami Heat , que a meio da época regular estava no fundo da tabela da Conferência Este e que no final lutaram com Chicago por um lugar nos 8 primeiros. Neste capítulo há que dar os parabéns ao treinador Erik Spoelstra (para nós, devia ser considerado o NBA´s Coach of the Year ).

Um homem de fé na NBA (Foto:GettyImages)

O miúdo de 20 anos fez história! Devin Booker. Vamos ouvir falar muito do base dos Phoenix Suns no futuro. No entanto, após esta época desastrosa por parte da sua equipa, o que tiramos é o jogo dos Suns contra os Celtics em que Devin Booker se tornou o 4º jogador na história da NBA a chegar aos 70 pontos!

Estes foram os momentos, equipas, jogadores ou treinadores que se destacaram ao longo da época de 2016-2017. Uma coisa é certa. Esta época encheu as medidas a todos os adeptos de basquetebol. Só é pena ter de terminar. É também um facto de que o ano que vem vai ser tão bom ou melhor que este e a ansiedade para que comece a nova época é enorme. Até lá, vamos ver o que acontece às composições das diferentes equipas.

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João FerreiraJunho 8, 20174min0

As Finais da NBA continuam a surpreender os seus espectadores a cada dia que passa. Se após o jogo 2, ficou a ideia de que os Cleveland Cavaliers tinham muito por onde melhorar. E de facto, no Jogo 3 melhoraram mas a equipa dos Golden State deu mais uma demonstração de força e de classe, arrumando com as Finais da NBA

A vida para os Cleveland Cavaliers está cada vez mais difícil, depois de terem perdido o Jogo 3 por 118-113. Se este foi o jogo mais emocionante destas Finais da NBA, deveu-se principalmente à subida de rendimento no ataque de alguns jogadores da equipa de Cleveland como J.R.Smith ou Kyrie Irving. O problema dos Cavs é que do outro lado está um verdadeiro monstro chamado Kevin Durant.

Agressividade dos Cavs

Tal como disse no artigo referente ao Jogo 2, para ganharem o Jogo 3, o conjunto de Cleveland necessitava de aumentar a intensidade defensiva imposta ao longo do jogo. Apesar de o terem feito, principalmente a partir do 3º período, não deixaram de “dar” pontos de borla aos Golden State com falhas defensivas constantes. Estes pontos, para além de darem cabo do psicológico da equipa que os sofre acaba por aumentar a confiança da equipa que marca.

Um dos principais jogadores a dar estas borlas foi J.R.Smith. O jogador norte-americano teve ontem o seu melhor jogo das finais em ofensivamente, mas mesmo assim pouco acrescentou em termos defensivos. Apesar de ter uma tarefa muito complicada de defender Klay Thompson, o jogador nunca se encontrou no momento defensivo e o seu match-up com um dos membros dos Spalsh Brother não lhe foi nada favorável com o jogador dos Warriors a marcar uns impressionantes 30 pontos em 41 minutos jogados.

J.R.Smith não conseguiu parar Klay (Foto:Getty Images)

Outro problema defensivo dos Cleveland é quando LeBron James sai para descansar. Sim, LeBron precisa de descansar. E quando o fez, durante 1 mero minuto, a sua equipa teve um parcial impressionante pela negativa de 0-11. Isto apenas demonstra que os Cavs pecam por soluções tanto ofensivas como defensivas quando o King está fora do court.

Mas os Cavs não se viram só “aflitos” no momento defensivo. Apesar das exibições monstruosas de LeBron James (mais uma!, com 39 pontos) e de Kyrie Irving (finalmente, mostrou aquilo que realmente vale, com 38 pontos), outros jogadores fundamentais na manobra ofensiva pouco acrescentaram.

Falo de Tristan Thompson, que está a fazer umas finais horríveis, perdendo ressaltos para Steph Curry e sem marcar qualquer ponto, e de Kevin Love que até tinha estado constante nos dois primeiros jogos mas neste pouco mostrou.

Mérito de Golden State

Mas apesar de todas esta falhas de Cleveland, fizeram um grande jogo, o melhor até agora destas Finais da NBA. O problema é que do outro lado está a melhor equipa da NBA. Começam a faltar palavra para descrever a qualidade de jogo que a equipa de Oakland apresenta, sendo que já são colocados ao nível dos Chicago Bulls de Michael Jordan e Scottie Pippen.

Apesar da desvantagem que chegou a ser de 8 pontos, a meio do 3º período nunca desistiu e chegou mesmo a fazer um parcial de 11-0 nos minutos finais com o triplo de Kevin Durant a encerrar o jogo que até àquela altura estava bastante vivo. 

Os Cavs nunca mais se encontraram com o foco a ir para o verdadeiro “bloqueio mental” sofrido por LeBron James nos últimos 4 minutos e meio, onde não marcou qualquer ponto, com uma jogada a ficar na retina dos espectadores pela negativa.

Vai acabar já?

Se os Cavs jogaram muito bem neste Jogo 3, existe uma certa expectativa para ver como é que vão encarar o próximo jogo. É verdade que o ano passado deram a volta a um 1-3 de forma a tornarem-se campeões da NBA. A diferença deste ano tem 2,06m e veio de Oklahoma. Kevin Durant está prestes a ser eleito MVP destas Finais da NBA e ainda só passaram 3 jogos.

Sendo assim, no caso dos Golden State Warriors ganharem o próximo jogo na Quicken Loans Arena não só vão varrer os actuais campeões da NBA, como também vão completar o 1º 16-0 da história (16 vitórias contra 0 derrotas nos playoff´s), o que significa que completam assim 4 “varridelas”: Portland Trail Blazzers, Utah Jazz, San Antonio Spurs e Cleveland Cavaliers.

Veremos o que acontece no próximo jogo com a certeza que irá ser, provavelmente, um dos melhores jogos do ano da NBA.

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João FerreiraJunho 7, 20174min0

Podemos dizer que as finais são para se ganhar ou que numa final à melhor de 7 não há problema em perder um jogo. Essa não é, de facto, a mentalidade norte-americana no que diz respeito às fantásticas Finais da NBA. São jogos espetaculares onde a intensidade é o ponto-chave para que seja possível levar de vencido o adversário.

Se no Jogo 1 o protagonista foi o “traidor” Kevin Durant, o que dizer do Jogo 2 onde o jogador dos Golden State Warriors acabou por fincar o pé com mais uma exibição de grande quilate, só ao nível dos melhores do mundo, com o abafo ao King James a ficar na retina dos fãs mais atentos.

Não passa nada! (Foto:SFGate)

 

Grande Intensidade na 1ª parte

Os Cavaliers são uma das melhores equipas da NBA. Sobre isso não há qualquer questão a levantar. A intensidade colocada por estes na primeira parte é digna de realce pois obrigaram, não só o Warriors a fazerem 8 turnovers como marcaram 64 pontos. No entanto os Cavs não aproveitaram esta pontuação bastante elevada e comprometeram na defesa sofrendo 67 pontos.

A equipa dos Warriors mostrou uma grande capacidade de resposta a maus momentos durante a primeira parte nomeadamente às 3 faltas consecutivas de Draymond Green que puseram a nu algumas dificuldades em defender Kevin Love. Por outro lado, é cada vez mais visível que Javale McGee encaixa muito melhor no sistema de Golden State que o georgiano Zaza Pachulia.

Por outro lado e porque falar dos Warriors é falar deles, os Splash Brother estiveram imperiais. Se no Jogo 1, Klay Thompson esteve muito bem na defesa mas não conseguiu contribuir com pontos, no Jogo 2 o shooting guard esteve muito bem conseguindo 22 pontos.

Por outro lado, Stephen Curry foi um dos melhores em campo com 32 pontos (com o seu 1º triplo-duplo em finais à mistura) e com uma das jogadas das finais (quando tirou LeBron James da frente com uma autêntica aula de dança).

A defesa de Cleveland tremeu por todos os lados

Quando existe uma equipa com uma facilidade tão grande de fazer pontos como os Golden State a defesa passa a ser o principal foco durante o decorrer do jogo. Bloquear acções, proteger o cesto, e acabar por forçar turnovers sem que sejam marcadas faltas são fundamentais. No entanto, é neste capitulo que os Cleveland Cavaliers estão a sentir as maiores dificuldades durante as Finais da NBA, sendo que é indescritível uma equipa sofrer 132 pontos num jogo das Finais da NBA.

Se, por um lado podemos afirmar que a equipa de Oakland é indefensável, por outro podemos verificar que existe muito por onde melhorar.

Em primeiro lugar é necessário que um jogador consiga chatear o suficiente Kevin Durant, ao ponto de este fazer pontuações mais baixas. Penso que a resposta para este problema está em Iman Shumpert. O jogador americano foi o único que, quando entrou, conseguiu parar alguns ataques de Kevin Durat. Para que este entrasse, penso que seria proveitoso, a saída de J.R.Smith do 5 inicial pois este não está a fazer umas boas Finais da NBA.

Em segundo lugar é imperativo que Tristan Thompson entre mais no momento defensivo, ajudando os seus colegas a conseguirem stops suficientes para que sejam aproveitadas com pontos. Zaza Pachulia não é um jogador imprevisível pelo que se torna mais fácil de defêndo-lo.

Em último lugar, penso que Kyrie Irving consegue fazer um melhor papel a defender Steph Curry. Os dois jogadores não são grandes defensores mas o base dos Cleveland já mostrou conseguir tapar os famosos triplos do homólogo dos Warriors.

Jogo 3 vai ser decisivo

Neste momento com 2-0 a favor dos Golden State Warriors e com os jogos a mudarem-se para Cleveland, os Cavs estão encostados às cordas. Acredito piamente que se os comandados de Tyronn Lue não ganham este jogo, o título de campeão da NBA foge para a equipa de Steve Kerr. Para que isto aconteça, os Cavs necessitam que a equipa vá atrás de LeBron James em termos de pontuação e que melhore em termos defensivos.

Vai ser assim tão fácil? (Foto: Getty Images)

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João FerreiraMaio 20, 20174min0

É verdade que no final da 1ªRonda dos Playoffs havia uma certa dúvida para perceber até que ponto é que os Boston Celtics iam conseguir fazer frente aos Wizards. A verdade é que a equipa dos “irlandeses” passou no teste no 7ºjogo e está neste momento a disputar a Final da Conferência Este com os Cleveland Cavaliers.

Uma Final da Conferência Este já espera entre o 1º e 2º classificados da fase regular mas que tem tido um desequilíbrio abismal no toca ao jogo na essência da sua palavra com os Cavaliers a liderarem a série com 2-0.

É verdade que os Cavaliers não acabaram da melhor forma a fase regular com algumas derrotas que preocuparam os adeptos afectos à equipa. As  exibições eram pobres e sem atitude de equipa vencedora. No entanto tudo mudou quando começaram os playoffs. O clique deu se e a equipa assumiu se como candidata que é a chegar (pelo menos) à Final da NBA.

Os melhores bases a Este (Foto:Getty Images)

Para esta subida de rendimento há que destacar a consistência apresentada por Kevin Love que se tem revelado como um jogador essencial na manobra ofensiva da equipa lançando de 3 pontos com grande facilidade (algo que já nos havia habituado nos Timberwolves), mas também o maior entrosamento que existe entre vários jogadores que viram o plantel a crescer no período das trades com jogadores que vieram acrescentar tanto profundidade de suplentes como qualidade na rotação.

A série está decidida?

Sobre a série propriamente dita a equipa dos Celtics têm sentido grandes dificuldades para parar a avalanche ofensiva por parte da equipa de LeBron James. A débil condição física dos Verdes de Boston, que é consequência do pouco tempo de descanso que tiveram após a série a 7 jogos com os Wizards, bem como a dificuldade de Isaiah Thomas em fazer pontos ( no último jogo fez 2 pontos, também devido a uma lesão que o impossibilitou de jogar o jogo todo) são factores que influenciam uma série que se tem revelado bastante desnivelada e que ao final do 2º jogo parece já ter acabado.

A equipa não tem jogadores que neste momento, e contra uns Cleveland Cavaliers fortíssimos, consigam fazer a diferença. Jogadores como Marcus Smart, Al Horford ou mesmo até Isaiah Thomas não terão hipóteses de vencer os campeões da NBA, sendo que o único jogador que se tem mostrado capaz de os derrotar é Avery Bradley que se tem assumido como um dos jogadores mais importantes desta equipa. No entanto a equipa apenas tem de continuar o trabalho realizado sendo que daqui a 2/3 anos poderá ser capaz de fazer frente aos dominadores de Este.

Ninguém consegue parar LeBron James (Foto:Getty Images)

Por outro lado, os Cavaliers contam com uma equipa cada vez mais focada e orientada para um único objectivo: revalidar o título. Com a liderança de LeBron James( está numa fase da carreira em que começa a ser difícil de o descrever), e com a consistência apresentada por Kyrie e por Love, bem como também dos jogadores que partem do banco, Kyle Korver, Channing Frye, Derron Williams, entre outros, os Cleveland mostram se cada vez mais capazes de derrotar os super-favoritos Golden State Warriors numa final que já se espera que aconteça desde o início desta temporada.

Previsão: esperava que Boston fosse capaz de ganhar pelo menos um jogo em casa obrigando a um jogo 5, mas a verdade é que isso não aconteceu o reduz as minhas expectativas a que a série fique terminada já no jogo 4.

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João FerreiraMaio 5, 20178min0

Depois de uma primeira ronda sem grandes surpresas em relação ao desfecho final das séries, mas com grandes jogos em termos de espetáculo, aproxima-se a altura das grandes decisões da NBA e como tal são nestes próximos jogos que se vêem as grandes e pequenas equipas. Apesar de alguns conjuntos parecerem no pico da sua forma competitiva, outros parecem ter dificuldades nos modelos de jogo dos adversários.

Embora as séries já levem 2/3 jogos realizados, o Fair Play não podia de deixar a previsão daquilo que vão ser os jogos da 2ªRonda dos playoffs da NBA a medida que nos aproximamos das finais da liga norte americana de basquetebol. Os jogos tornam-se mais agressivos, as equipas ganham atitude e os fãs ganham com todo este espetáculo.

San Antonio Spurs vs Houston Rockets

Provavelmente a série mais espectacular, em termos teóricos, desta 2ª ronda dos playoffs. As duas equipas apresentam-se no pico da forma com os seus melhores jogadores a contribuírem muito para aumentar a qualidade do basquetebol praticado.

De facto do lado de San Antonio, após 2 jogos realizados, existem algumas considerações a ter: LaMarcus Aldridge parece estar ainda a recuperar do susto que apanhou nos últimos jogos da época regular (o jogador teve um problema cardíaco que o obrigou a parar durante alguns jogos) e a lesão que afasta Tony Parker do resto da época vai obrigar Paty Mills a assumir o jogo dos texanos de San Antonio.

Tudo isto não parece afectar o “MVP silencioso”, Kawhi Leonard. ” The Claw” tem estado impressionante nos últimos jogos tendo mesmo  em conta que marcou 81,3% dos lançamentos efectuados num total de 34 pontos no último jogo.

Tudo isto, juntamente com o factor defensivo que tem sido realçado com as constantes boas exibições a defender James Harden só ajudarão os San Antonio Spurs na busca pelo título.

Do outro lado estão os Houston Rockets, equipa que assumiu no início da época o objectivo de chegar ao título de campeão da NBA. Para isso contam com um dos melhores treinadores da liga Mike D’Antoni e com um dos melhores jogadores da liga, senão o melhor, James Harden.

Esta experiente equipa, que conta com jogadores com Trevor Ariza ou Patrick Beverley, parece ter apenas um problema que se reflete em todas as equipas de D’Antoni: a defesa é muito pobre e a equipa não o esconde (prefere marcar muitos pontos para compensar do que defender melhor).

Com jogadores como Lou Williams ou Eric Gordon a saltarem do banco e a contribuírem com muitos pontos prevê-se que os Houston Rockets possam fazer uma grande série.

Previsão: Apesar de terem um ataque do outro mundo, penso que a dificuldade defensiva dos Houston Rockets dará vantagem ao Spurs que passarão a série ao 7º jogo.

Irá Kawhi bloquear a passagem de Harden à próxima ronda? (Foto:ESPN)

Utah Jazz vs Golden State Warriors

Os Golden State Warriors continuam a sua senda de vitória depois de uma época regular marcada pelo sucesso (67 vitorias e apenas 15 derrotas). A equipa de Oakland parece cada vez mais entrosada entre si e os resultados assim o afirmam, com os Warriors a terem despachado os Trail Blazzers em 4 jogos e a ameaçarem repetir o resultado frente a uma das equipas sensação desta época: os Utah Jazz.

O regresso intermitente de Kevin Durant, bem como a subida de rendimento de Steph Curry e de Draymond Green (tem sido um elemento fundamental no movimento ofensivo e defensivo da equipa), tem feito com que os Golden State se apresentem como uma das duas equipas favoritas a ganhar a NBA. É importante referir o aparecimento e aumento de qualidade de jogo de Javale McGee que se tem revelado como um jogador a ter em conta para o próximo ano e para o que resta dos playoffs.

Os Jazz, por seu lado, têm uma das melhores defesas da liga. Esta equipa de Salt Lake City, conta com um inspiradíssimo Gordon Hayward e com um dos melhores defesas da liga, Rudy Gobert, para atacar os Warriors. Este conjunto, que é sem dúvida uma das boas surpresas desta época, parece ter na equipa enquanto colectivo a sua maior força, contando com todos os jogadores para derrotar os Warriors.

Previsão: A série já leva 2-0 a favor dos Warriors, o que me faz acreditar que estes não terão problemas em resolver a mesma em 5 jogos.

Será que os Golden State passam Utah com facilidade? (Foto:ESPN)

Cleveland Cavaliers vs Toronto Raptors

Uma reedição da Final da Conferência Oeste do ano passado, que parece ir ter exatamente o mesmo desfecho. Até há uns três/quatro meses atrás, as duas equipas pareciam ser semelhantes, em termos de qualidade com os Toronto Raptors a acabarem mesmo a Conferência Este em 3º lugar.

A equipa de Cleveland, que tem vindo a subir de rendimento desde o final da época regular e início dos playoffs, está imparável com 6 vitória em outros tantos jogos nos playoffs deste ano.

Lebron James parece não ter fim e continua a bater recordes noite após noite, o que só facilita a vida à equipa de Cleveland. Kyrie, Love, J.R. Smith e Tristan Thompson bem como todo o plantel de Cleveland tem vindo a mostrar ser capaz de acompanhar o ritmo imposto pelo The King que irá com certeza levar mais uma vez a sua equipa à final da Conferência.

Do outro lado, a equipa canadiana dos Toronto Raptors conta com um conjunto com qualidade indiscutível mas que peca na consistência em momentos decisivos. As duas super-estrelas, Kyle Lowry e DeMar DeRozan, parecem não ser consistentes nos momentos decisivos tendo este último jogador tido um desastrado jogo 2 contra os Cavaliers com apenas 5 pontos marcados. Apesar das boas exibições de Serge Ibaka e de Valenciunas e com PJ Tucker a aparecer bem do banco, o conjunto canadiano parece não ter muitas hipóteses contra uns qualificadíssimos Cavaliers.

Previsão: Os Cavaliers vão continuar o passeio nos playoffs rumo a mais uma final da NBA e por isso resolverão esta série em 5 jogos.

Lebron não irá ter dificuldades em abater DeMar DeRozan (Foto: Getty Images)

Boston Celtics vs Washington Wizards

Esta série apresenta-se como a série mais equilibrada dos playoffs da Conferência Este. De facto, as duas equipas são bastante parecidas tanto na qualidade dos seus jogadores, como na qualidade de jogo posto dentro do court. Penso que nesta série a home court advantage será essencial.

De um lado, os Boston Celtics e Isaiah Thomas que se recompôs, após a morte da sua irmã, o suficiente para continuar a criar jogo para a equipa de Boston. O pequeno base tem sido a peça chave de Brad Stevens ao longo de toda a época, sendo que nos playoffs não tem sido diferente, com Isaiah a assumir não só o controlo do jogo em termos de jogadas como também em termos de pontos. No entanto, a equipa de Boston não se resume apenas a Thomas (que pode e tem tido dificuldade em defender Wall) , com Al Horford a melhorar o seu rendimento que vinha a cair e com Jae Crowder e Marcus Smart a aumentarem, também, o seu ritmo de jogo.

Os seus adversários, os Washington Wizards, têm em John Wall e Bradley Beal os seus verdadeiros salvadores, sendo que neste momento o jogo da equipa da capital passa sempre por estes dois construtores de jogo. Com Marcin Gortat a ser um potento no jogo mais perto da tabela e com Otto Porter Jr. a lançar de 3 pontos como só ele sabe fazer, os Wizards podem pensar em seguir em frente se se mantiverem coesos tanto no ataque como na defesa com Markieff Morris em destaque no momento defensivo.

Previsão: Tal como afirmei, a home court advantage vai ser um ponto chave desta série e penso que Boston irá seguir em frente ao final de 7 jogos.

Será Wall capaz de apanhar Isaiah? (Foto:Getty Images)

Mais agressividade, mais espetáculo

Esta ronda tem sido marcada pelo o aumento da agressividade dos jogadores nas bolas dividas e no decorrer do jogo. Isto apenas traz mais emoção e mais espetacularidade ao jogo que já de si é fantástico. Vamos ver o que esta ronda nos reserva à medida que nos aproxima-mos do final de mais um ano de NBA.

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João FerreiraAbril 18, 20174min0

A NBA está repleta de jogadores cuja qualidade é indiscutível, como LeBron James, Russell Westbrook, James Harden ou Kawhi Leonard. No entanto, é na altura dos playoffs que se vê os grandes jogadores a decidirem jogos mais dificeis que o habitual. Um jogador que parece desaparecer nas grandes decisões é Blake Griffin.

Blake Griffin… de regular e líder na fase regular a “desaparecimento” nos Playoffs… como se explica?

Por um lado temos de destacar as grandes fases regulares que Blake Griffin tem feito ao longo dos últimos anos. Este jogador, que nunca abandonou a sua equipa de origem (os L.A. Clippers) tem vindo a fazer fases regulares acima da média com um máximo de carreira de 24.1 ppg na época de 2013-2014, o que diz muito sobre a sua qualidade.

Por outro há que afirmar que a sua influência é demasiado grande para que este deixe de produzir de forma tão brusca nos playoffs. Como tal a equipa ressente-se sempre que Blake Griffin se encontra em baixo de forma.

Primeiros anos na NBA

Apesar ter passado um ano no “estaleiro” devido a uma lesão na rótula do joelho esquerdo, durante a Summer League Team dos L.A. Clippers (foi eleito na mesma o MVP dessa competição), Blake Griffin voltou em grande tendo sido mesmo considerado Rookie de Ano em 2010-2011, onde a sua concorrência era bastante forte com jogadores como John Wall, DeMarcus Cousins ou Paul George.

No mesmo ano em que ganhou o título de melhor jogador novato da NBA, Blake Griffin entrou no lote restrito de jogadores que participaram no jogo de todas as estrelas da liga norte-americana de basquetebol, o NBA All-Star Game. Contribuiu com 8 pontos na equipa do Oeste. Ganhou também o concurso de afundanços acabando à frente de jogadores como JaVale McGee, DeMar DeRozan ou Serge Ibaka.

Rookie of the Year 2011 (Foto:Getty Images)

Os Últimos anos

A influência que Blake Griffin assumiu dentro do seio do balneário dos L.A.Clippers é abismal, sendo considerado mesmo um dos capitães de equipa a par de Chris Paul e DeAndre Jordan. Este trio, de jogadores acima da média, tem vindo a alimentar o sonho dos Clippers de conquistarem o prémio máximo da NBA (o anel de campeão). No entanto, e apesar da sua química de jogo ser grande (jogam juntos desde 2010), os Clippers demoram em afirmar-se como uma equipa capaz de fazer frente a grandes conjuntos como L.A. Lakers (nos últimos anos de Kobe), Golden State Warriors ou mesmo San Antonio Spurs.

Uma das principais causas para a falta de competitividade dos Clippers é a inconsistência que Blake Griffin tem mostrado nos últimos tempos. Tanto em termos físicos (tem vindo a sofrer lesões com uma regularidade assustadora) como em termos técnico-táticos (a sua velocidade no ataque ao cesto tem vindo a diminuir), Blake Griffin tem regredido. No jogo 1 dos playoffs deste ano (contra os Utah Jazz) apresentou-se-nos quase como jogador que tenta liderar a sua equipa mas que não consegue efectivamente levá-la para a frente (apesar de ter conseguido 26 pontos, os Clippers perderam o jogo).

O despero de quem perde o jogo 1 contra os Utah Jazz

A dúvida no ar

Blake Griffin é, sem dúvida alguma, um jogador de créditos firmados, sendo mesmo considerado um dos grandes jogadores da liga. No entanto algo se passa para que não apresente o basquetebol a que acostumou o seus fãs. Será que é a inconsistência da sua equipa, os L.A.Clippers, ou são as lesões que tem afectado o seu ritmo de jogo? Uma coisa é certa: os Clippers precisam de Blake Griffin no seu melhor e este precisa de melhorar muito se quer conduzir a sua equipa ao tão desejado título da NBA.


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