16 Ago, 2017

João Duarte, Author at Fair Play

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João DuarteJulho 7, 20175min0

O MotoGP está ao rubro! Nas classes mais baixas a disputa pelo primeiro lugar da classificação pode não estar a ser tão efusiva, mas na categoria mais alta essa luta está ao rubro, com os quatro primeiros classificados separados por apenas 10 pontos. O GP da Catalunha sob rodas no Fair Play

Grande Prémio Monster Energy da Catalunha – Circuito de Barcelona

Realizou-se de 9 a 11 de Junho o Grande Prémio da Catalunha, em Barcelona e contou com algumas surpresas.

Moto3

Na categoria mais baixa do campeonato, foi Joan Mir a vencer a prova catalã, depois de se ter qualificado apenas em quinto lugar da grelha de partida e de ter rodado sempre nos lugares da frente durante todo o fim-de-semana.

Em segundo ficou Romano Fenati a pouco menos de 2 décimas e em terceiro ficou o vencedor da sessão de qualificação e pole position, Jorge Martin, a menos de 3 décimas do vencedor.

Moto2

Na classe intermédia foi Alex Marquez a dominar o fim-de-semana, ao garantir a pole position e a vencer posteriormente a corrida, a sua segunda vitória este ano, com grande à vontade e vantagem sobre os concorrentes.

Em segundo ficou Thomas Luthi a mais de 4 segundos e em terceiro Miguel Oliveira a mais de 5.

MotoGP

Já na categoria mais alta de 1000cc, foi Andrea Dovizioso a garantir a vitória da corrida para a Ducati, também a sua segunda deste ano, isto depois de se ter qualificado apenas em sétimo da grelha de partida.

Marc Marquez garantiu o segundo lugar a mais de 3 segundos e a fechar o pódio ficou Dani Pedrosa a quase 7 segundos de distância.

Dovizioso! (Foto: MotoSport)

Motul TT Assen – TT Circuit Assen

O GP da Holanda disputou-se entre 23 e 25 de Junho em Assen.

Moto3

Na categoria de 250cc foi Aaron Canet a vencer a prova holandesa, a sua segunda este ano, depois de ter começado a corrida no sexto lugar da grelha de partida.

Na segunda posição fiocu Romano Fenati a 35 milésimas e em terceiro John McPhee a 117 milésimas, numa corrida decidida apenas na linha de chegada.

Moto2

Em Moto2, somando a sua quinta vitória do ano, foi Franco Morbidelli a levar a melhor sobre os oponentes, que não lhe facilitaram a vida e estiveram na disputa da vitória na corrida até ao fim. Mobidelli que dominou por completo a tapa, não tendo sido o melhor apenas na primeira sessão de treinos livres.

Em segundo lugar ficou Alex Marquez a pouco mais de 1 décima e em terceiro o japonês Takaaki Nakagami, garantindo o seu terceiro pódio do ano.

Assen Moto2 podium! (Foto: MotoGP)

MotoGP

Na classe superior foi Valentino Rossi a conseguir a vitória da etapa, depois de se ter qualificado em quarto lugar para a grelha de partida e de ter passado despercebido durante quase todas as sessões de treinos livres.

Danilo Petrucci ficou em segundo lugar a 63 milésimos de “El Doctor” e Marc marquez conseguiu levar a melhor sobre Cal Crutchlow e Andrea Dovizioso na luta pelo terceiro posto.

 

GoPro Motorrad Grande Prémio da Alemanha – Sachsenring

O grande prémio germânico realizou-se de 30 de Junho a 2 de Julho no circuito de Sachsenring, na Saxónia.

Moto3

Em moto3 Joan Mir somou a sua quinta vitória deste ano, depois de ter dominado quase por completo as sessões livres e de se ter classificado em segundo na qualificação.

Canet que tinha conseguido a pole abandonou a corrida à 12ª volta, tendo Romano Fenati acabado em segundo e Marcos Ramirez acabado em terceiro.

Moto2

Na categoria de 600cc Franco Morbidelli conseguiu mais uma vez a pole position seguida de vitória na corrida, distanciando-se assim dos adversários na classificação geral.

Miguel oliveira conquistou pela segunda vez a sua melhor marca em moto2, o segundo lugar, a 66 milésimas de Morbidelli e Francesco Bagnaia acabou em terceiro.

MotoGP

Na Alemanha o fim-de-semana foi de alegria para o espanhol Marc Marquez que dominou o último dia de treinos livres e de qualificação, garantindo a pole position e confirmando depois o bom momento com a vitória na corrida a mais de 3 segundos de Jonas Folger, segundo classificado e a mais de 11 de Dani Pedrosa, terceiro classificado.

 

Miguel Oliveira

O português fez uma boa corrida na Catalunha, circuito por onde já passou várias vezes e ao qual já está habituado, tendo conseguido o terceiro lugar.

Na Holanda as coisas não correram tão bem e apesar de até ter rodado na liderança da corrida, acabou por não conseguir fazer melhor que a quinta posição.

Na Alemanha voltou a fazer um excelente resultado e a afirmar-se como um dos melhores.

Apesar de ser ter qualificado em sexto lugar, conseguiu recuperar até ao segundo lugar durante as primeiras voltas da corrida. Foi aproximando-se de Morbidelli e chegou mesmo a ser líder da corrida na penúltima volta, mas o italiano acabou por levar a melhor, com o português a ter de se contentar com o segundo posto.

Na classificação é agora terceiro a 23 pontos do segundo.

Miguel Oliveira (Foto: David Goldman)

 

Classificação Moto3: https://goo.gl/udatb9

Classificação Moto2: https://goo.gl/hqZ8h1

Classificação MotoGP: https://goo.gl/Wq8pMj

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João DuarteJunho 7, 20174min0

Mugello foi a pista que recebeu na passada semana, de 2 a 4 de Junho o GP de Itália. Esta etapa teve como vencedores Andrea Migno em Moto3, Mattia Pasini em Moto2 e Andrea Dovizioso em MotoGP, todos eles italianos e com a particularidade de ter sido a primeira vitória dos três no ano de 2017.

Moto3

No primeiro dia realizaram-se os dois primeiros treinos livres, com os quatro pilotos mais rápidos a rodarem em 1’57 na segunda sessão.

No segundo dia o líder de Moto3, Joan Mir ainda fez o melhor tempo do terceiro treino livre, mas foi Jorge Martin a conseguir a pole na qualificação, seguido de John Mcphee e Joan Mir.

No terceiro dia, dia da corrida, foi Andrea Migno a conseguir surpreender a concorrência e a vencer a corrida ao partir da 13ª posição da grelha de partida. Foi ganhando posições e à sétima volta já era segundo, numa corrida muito disputada, com sucessivas trocas de posições, onde não se conseguia definir um vencer até à última volta.

Em segundo lugar ficou Fabio di Giannantonio, a 37 milésimas, que subiu assim à terceira posição da classificação e em terceiro na corrida ficou Juanfran Guevara a 166 milésimas.

Joan Mir, manteve a liderança da classificação ao acabar em sétimo e Aron Canet subiu ao segunda posição da classificação ao ficar em quinto na corrida.

Moto2

No primeiro dia foi Alex Marquez o mais rápido dos dois treinos livres em Moto2. No segundo dia Mattia Pasini fez a volta mais rápida do terceiro treino livre, à semelhança do que já tinha acontecido no primeiro treino livre do fim-de-semana.

Na qualificação foi Franco Morbidelli a somar mais uma pole, seguido de Alex Marquez e Mattia Pasini.

Já a corrida foi dominada pelo trio Mattia Pasini, Thomas Luthi e Alex Marquez, que disputaram a vitória da corrida ao deixar Franco Morbidelli para trás a partir da oitava volta. No final foi mesmo Mattia Pasini a levar a melhor, com Luthi a ficar em segundo e Marquez em terceiro.

Na classificação geral mantiveram-se as posições no top-5 e Mattia Pasini subiu à sexta posição.

Pasini (Foto: Ultimate Motocycling)

MotoGP

Na classe rainha, Andrea Dovisioso e Cal Crutchlow dominaram o primeiro dia ao rodarem em 1’47’’3.

No segundo dia foi Valentino Rossi a fazer o melhor tempo dos treinos livres com 1’46’’5, tempo que não foi batido nas qualificações, mas ao qual Maverick Vinãles se conseguiu aproximar, conseguindo também a pole position.O segundo lugar foi conseguido por Rossi e o terceiro por Dovizioso.

A corrida foi ganha por Dovizioso que passou para a frente da mesma à passagem da 14ª volta e que controlou até ao fim.

Em segundo lugar ficou Maverick Vinãles que ainda lutou pela vitória com Dovizioso e que manteve a liderança da classificação. A completar o pódio, foi Danilo Petrucci que conseguiu o terceiro posto à frente de Valentino Rossi.

Dovizioso! (Foto: Ultimate Motorcycling)

Miguel Oliveira

Para o português, o fim-de-semana correu melhor que em Le Mans e já conseguiu rodar nas posições da frente. Apesar de se ter qualificado em nono lugar para a corrida, acabou por conseguir conquistar o quinto lugar na mesma e manter o quarto lugar na classificação geral.

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João DuarteMaio 27, 20175min0

O autódromo de Le Mans recebeu na passada semana o MotoGP, onde se realizou de 19 a 21 de maio o HJC Helmets Grand Prix de França. Esta etapa teve como vencedores Joan Mir em Moto3, Franco Morbidelli em Moto2 e Maverick Viñales em MotoGP, que são também os respetivos líderes das classificações gerais das três classes.

Moto3

Na classe mais baixa o primeiro dia, com condições adversas, registou os melhores tempos no primeiro treino livre, onde o top 3 ficou longe do primeiro lugar que foi conseguido pelo malásio Adam Norrodin, que está a realizar a sua segunda época de moto3.

No segundo dia o top-3 do campeonato manteve-se fora dos primeiros lugares do terceiro treino livre e da qualificação, sendo que Jorge Matin conseguiu a pole position a 31 milésimas do italiano Nicolo Bulega. Ainda assim Romano Fenati conseguiu assegurar um lugar na segunda linha da grelha de partida e Joan Mir iria iniciar da terceira.

O terceiro dia já foi diferente, com Joan Mir e Romano Fenati a fazerem uma sessão de aquecimento onde registaram os melhores tempos, o que viria a transpôr-se depois para a corrida.

A corrida começou com Romano Fenati a assumir desde o início a liderança, Joan Mir a fazer uma corrida de trás para a frente e Aron Canet inicialmente a não conseguir aumentar o ritmo, mas depois a colar-se à da corrida.

Na oitava volta Romano Fenati sofre uma queda e abandona a corrida, o que permitiu a Joan Mir assumir a liderança e controlá-la até ao fim da corrida para assim conquistar a sua terceira vitória este ano.

Em segundo lugar ficou Aron Canet, que subiu à terceira posição da geral e a fechar o pódio o italiano Fabio Di Giannantonio, que conquistou assim o seu segundo pódio este ano.

Joan Mir! (Foto: Bike Review)

Moto2

No primeiro dia da classe intermédia foi Lorenzo Baldassarri a assinalar a volta mais rápida naquele que foi o único treino livre (o primeiro) do dia com a pista seca. Do top-3 do campeonato apenas Franco Morbidelli conseguiu aproximar-se do melhor tempo, ao ficar a 11 milésimos que lhe deu o segundo melhor tempo do dia.

No segundo dia Thomas Luthi conseguiu aproximar-se dos melhores tempos logo no terceiro treino livre e acabaria por conseguir a pole position na qualificação, com Francesco Bagnaia a ficar a 26 milésimos e Morbidelli a fechar a primeira linha da grelha de partida com mais um centésimo.

Trio este que conquistou também o pódio da corrida. Franco Morbidelli liderou a corrida desde a primeira à última volta, com exceção da sétima que teve na liderança à passagem pela meta o suíço Thomas Luthi. Morbidelli conseguiu assim a quarta vitória no campeonato, seguido de Francesco Bagnaia que assegurou o mesmo lugar da qualificação e a fechar o pódio Thomas Luthi.

Franco Morbidelli! (Foto: Autoportal)

MotoGP

Na classe mais alta Jack Miller conseguiu o melhor tempo dos treinos livres no primeiro dia, seguido de Marc Marquez a 1,288 segundos e Johann Zarco a 1,781 segundos.

No segundo dia Maverick Viñales a dominar o quarto e último treino livre e a segunda qualificação que dita quem começa na pole position. Na segunda posição da qualificação a ficar Valentino Rossi e em terceiro Johann Zarco, que tinha conquistado o segundo lugar na primeira qualificação.

No derradeiro dia Marc Marquez mostrou querer melhor que a quinta posição da qualificação ao fazer a melhor volta na sessão de aquecimento. Marquez que chegou a rodar na quarta posição na corrida, mas que acabou por sofrer uma queda na 18ª volta da mesma, à semelhança do que aconteceu com Valentino Rossi que sofreu uma queda na última volta a escassas curvas da meta, depois de ter estado inclusivamente na liderança da corrida.

Maverick Viñales conseguiu assim a terceira vitória no campeonato e recuperou a liderança do mesmo, quando estava com menos dois pontos que Rossi à partida para esta etapa.

Em segundo lugar ficou o rockie Johann Zarco que subiu à quinta posição da geral e em terceiro ficou o espanhol Dani Pedrosa que subiu à segunda classificação do campeonato.

Maverick Viñales! (Foto: MotorSport)

Miguel Oliveira

O português não teve um fim-de-semana fácil, a não conseguir fazer melhor que um nono lugar no segundo treino livre do primeiro dia e a qualificar-se em 17º lugar para a corrida, o que nos fazia prever uma corrida de trás para a frente, o que já não é inédito para o luso.

Mas a corrida voltou a não correr-lhe bem e não foi além do 17º lugar, não tendo conseguido pontuar.

No final Miguel Oliveira mostrou-se descontente com o resultado, mas apontou como principais razões o facto de ser uma mota nova com a qual ainda não tinham qualquer feedback na pista francesa, o que fez com que tivessem de trabalhar do zero nas afinações da mesma.

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João DuarteMaio 26, 20176min0

Realizou-se, dias 20 e 21 de maio, a décima e última etapa do circuito mundial de Sevens da World Rugby 2016/2017 em Londres. Com o vencedor do circuito já decidido, esta etapa servia apenas para ter a certeza de quem seria a equipa despromovida para a próxima época, para determinar as classificações finais e entregar o troféu de campeão à África do Sul.

Como “Wild Card” participou novamente a Espanha, à semelhança do já tinha acontecido em Paris.

Dia 1

A grande surpresa do primeiro dia foi a não qualificação das Fiji para a disputa da Cup, tendo perdido dois jogos e vencido apenas um. A primeira derrota foi com o Canadá por 19-22, com os canadianos a estarem a perder por 12-7 ao intervalo e a marcarem um ensaio na bola de jogo por intermédio de John Moonlight que esteve em destaque ao marcar dois ensaios na partida.

A segunda derrota das Fiji surgiu contra a Nova Zelândia, onde os fijianos estiveram novamente a vencer ao intervalo, mas acabaram por perder o confronto, com os All Blacks a marcarem dois ensaios e uma conversão nos últimos 2 minutos de jogo. Destaque para Joe Webber que bisou na partida.

Feito o primeiro dia de jogos, era tempo de verificar as partidas do segundo dia.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/YbtLv9

Scotland heroes! (Foto: World Rugby)

Quartos-de-final da Cup:

Estados Unidos vs. Austrália

Nova Zelândia vs. Escócia

Inglaterra vs. África do Sul

Argentina vs. Canadá

Quartos-de-final da Challenge:

Quénia vs. Espanha

Ilhas Fiji vs. Rússia

Samoa vs. Páis de Gales

França vs. Japão

Dia 2

O segundo começou com o Quénia a vencer facilmente a Espanha por 33-7, as Fiji a vencerem a Rússia por 31-5, que não era mais do que a sua obrigação ou não fossem os campeões olímpicos e mundiais.

A Samoa iria perder com o País de Gales por 21-29 e a França vencer facilmente o Japão que já não tinha hipóteses de se salvar da despromoção do circuito (para isso tinha de se qualificar para a Cup de maneira a fazer mais de 9 pontos relativamente à Rússia).

Nos quartos-de-final da Cup os jogos eram mais intensos. Os Estados Unidos venceram facilmente a Austrália por 31-14, com Perry Baker a fazer o hat-trick.

Com alguma surpresa a Escócia iria manter-se na luta pela Cup depois de vencer a Nova Zelândia por 21-24, com dois ensaios marcados no último minuto e na bola de jogo por Jamie Farndale.

A Inglaterra impediu a África do Sul de tentar vencer mais uma Cup esta época ao vencer os africanos por 17-12, num jogo que foi a prolongamento e foi decidido com um ensaio de Dan Norton.

No último jogo dos quartos-de-final o Canadá venceu facilmente a Argentina e ocupou o último lugar nas meias-finais da Cup.

Nas meias-finais do 13º lugar a Rússia e a Samoa acabaram com a particição da Espanha e do Japão, respetivamente, no World Series 2016/2017.

Nas meias-finais da Challenge as Fiji mostraram que as equipas Challenge não estão ao seu nível e venceram o Quénia por 5-45. A Outra meia-final foi ganha pelo País de Gales num confronto bem disputado com a França.

Para a disputa do 5º lugar iríamos ter um Austrália-África do Sul, depois destas terem vencido com relativa facilidade a Nova Zelândia e a Argentina.

Na final da Cup iríamos ter uma final Bretã para presentear o público londrino, depois da Escócia vencer os Estados Unidos e Inglaterra o Canadá.

Seguíamos assim para os últimos jogos do World Series 2016/2017.

A Samoa mostrou ser mais forte que a Rússia e conquistou o 13º lugar no torneio e no circuito.

As Fiji venceram o País de Gales, levando a Challenge para casa e garantindo o 3º lugar do World Series.

O 5º lugar foi conquistado pela África do Sul que se consagrou também campeã mundial do World Series, com Cecil Afrika, uma das estrelas da equipa africana, a fazer o brilharete no último jogo da época ao marcar 16 pontos.

No 3º lugar iria ficar o Canadá depois de vencer os Estados Unidos por uns escassos 3 pontos depois de ter estado a perder por 14-5 ao intervalo.

Quem venceu a final bretã e a última final do World Series da época, foi a Escócia que soube ter a frieza de na segunda parte aproveitar as oportunidades concedidas e marcar os 12 pontos que lhe iriam dar a vitória final, depois de ter estado a perder 0-7 com o conjunto que se iria consagrar vice-campeão mundial de Sevens, a Inglaterra.

London Winners! (Foto: World Rugby)

Os campeões – África do Sul

Os grandes campeões do World Series foram a África do Sul que apesar de ter terminado esta última etapa em 5º lugar, só não disputou uma outra final, em Singapura. Foi assim a justa vencedora deste World Series ao vencer cinco das oito finais em que participou e o deixar a segunda classificada, a Inglaterra, a 28 pontos do título.

Demonstraram assim ao longo dos últimos meses de competição que tinham a melhor equipa, uma super equipa, que soube dar a volta aos resultados desfavoráveis e controlar os jogos decisivos.

World Series 2016/2017 Champions! (Foto: World Rugby)

 

The final

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João DuarteMaio 19, 20177min0

Disputou-se, dias 13 e 14 de maio, a nona e penúltima etapa do circuito mundial de Sevens da World Rugby 2016/2017 em Paris. Etapa decisiva para a atribuição do título do circuito e para se perceber quem iria ser a equipa despromovida na próxima época.

Apesar do deslize da África do Sul em Singapura, as Fiji e a Inglaterra não conseguiram tirar proveito do mesmo, sendo que as Fiji acabaram mesmo por perder pontos e a Inglaterra não foi além do 3º lugar no torneio, tendo ficado aquém das expectativas.

Em Paris assistimos à consagração da África do Sul como campeã do World Series, mesmo com uma etapa por disputar. Para além da muito provável despromoção do Japão, que necessita de fazer mais 8 pontos que a Rússia na etapa de Londres para garantir um lugar como equipa residente na próxima época.

Como “Wild Card” participou a Espanha, que venceu a qualificação para ocupar um lugar como equipa residente no circuito, por troca com a equipa despromovida.

Dia 1

Logo a abrir a etapa, a Samoa surpreendeu ao vencer as Fiji. Os fijianos pareciam ter o jogo controlado ao estar a vencer 12-7 ao intervalo, mas na segunda parte os samoanos foram melhores e arrancaram uma difícil vitória por 17-19 com um ensaio convertido na bola de jogo.

No quinto jogo era a Escócia a vencer a África do Sul por 12-19 e a dar esperanças à Inglaterra e às Fiji de uma possível não qualificação para a disputa da Cup dos africanos.

Quem mostrou estar mesmo num fim-de-semana sim foi a Samoa que venceu a Austrália por 14-21, num jogo que os australianos acabaram a jogar com seis jogadores depois de um cartão vermelho mostrado na primeira parte.

Os samoanos que iriam garantir a qualificação para a Cup com um empate por 19-19 frente à Rússia, naquele que era supostamente a partida fácil e que acabou por ser a mais complicada.

No último jogo da fase de grupos o Quénia conseguiu assustar a Inglaterra, na tentativa de se qualificar para a Cup, mas não foi além do empate por 12-12 conseguido no último minuto de jogo.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/cIJQDI

Scotland rocks in day 1! (Foto: World Rugby)

Quartos-de-final da Cup:

Escócia vs. Fiji

Inglaterra vs. Estados Unidos

Samoa vs. África do Sul

Nova Zelândia vs. França

Quartos-de-final da Challenge:

Canadá vs. Rússia

Quénia vs. Argentina

Austrália vs. Japão

País de Gales vs. Espanha

Dia 2 – A marcha do campeão

O segundo dia começou com os favoritos a ganhar os respetivos jogos dos quartos-de-final da Challenge e a passarem às meias-finais.

O Canadá venceu a Rússia por 33-0. A Argentina com algumas dificuldades ganhou ao Quénia por 7-12 com um ensaio marcado nos últimos minutos de jogo. Já a Austrália e o País de Gales venceram de forma mais fácil o Japão e a Espanha, respetivamente.

Nos quartos-de-final da Cup seria diferente e começava logo com a Escócia a vencer as Fiji por 24-0 e a deixar os fijianos em maus lençóis na disputa pela liderança do circuito.

Nos outros três jogos não haveriam surpresas. A Inglaterra manteve-se de pé na luta pela vitória da etapa ao vencer os Estados Unidos por 26-12.

A África do Sul arrancou uma vitória suada frente à Samoa e a Nova Zelândia ultrapassou a França, em jogos que não tiveram qualquer ponto na segunda parte dos mesmos.

Nas meias-finais do 13º lugar a Rússia e o Japão venceram o Quénia e a Espanha respetivamente e marcaram presença na final, onde teríamos o Japão a tentar encurtar os pontos em relação à Rússia para evitar a despromoção do circuito.

Nas meias-finais da Challenge iríamos assistir a dois jogos bastante disputados.

Primeiro o jogo que opôs o Canadá à Argentina e que os canadianos estiveram a vencer desde o início até à bola de jogo, altura em que os argentinos conseguiram marcar o seu terceiro ensaio da partida e vencer por apenas um ponto.

Depois foi a vez da Austrália vencer o País de Gales, com os galeses ainda a marcarem um ensaio convertido na bola de jogo, mas a ficarem a dois pontos de empatar a partida e levá-la para prolongamento.

Nas meias-finais do 5º lugar as Fiji defrontaram os Estados Unidos. Os fijianos começaram melhor, mas ao intervalo perdiam por 7-14. Na segunda parte ainda empataram a partida, mas os americanos não queriam deixar fugir a vitória e marcaram mais dois ensaios, terminando assim as aspirações dos fijianos na defesa pelo título do World Series.

Na outra meia-final eram os samoanos a demonstrarem estar num bom fim-de-semana e a passar à final do 5º lugar depois de vencer a França por apenas dois pontos.

Na luta pela vitória da etapa a Escócia venceu a Inglaterra, num jogo em que Dan Norton marcou três ensaios, que foram insuficientes devido às duas conversões falhadas por Tom Mitchell.

Na outra meia-final a África do Sul despachou a Nova Zelândia por 26-5 e garantiu desde logo um lugar na final da Cup e a vitória do circuito.

Na luta pelos últimos lugares o Japão venceu a Rússia e aproximou-se desta na luta pela despromoção, ainda que tenha ficado distante de a evitar.

A Argentina levou a melhor sobre a Austrália e ergueu a taça Challenge.

Em 5º lugar ficaram os Estados Unidos que bateram os samoanos, num jogo em que estes ainda deram luta até ao final.

Na luta pelo 3º lugar foram os neo-zelandeses a levar a melhor sobre uma Inglaterra que sabia que já não podia vencer o circuito, restando-lhe ultrapassar as Fiji na classificação geral do World Series para ficar em segundo lugar.

A final da Cup foi ganha pelos campeões do circuito mundial de Sevens 2016/2017, a África do Sul, que arrecadou assim a 5ª vitória da Cup em 9 etapas disputadas, mostrando estar um nível acima de todas as outras seleções.

The Champs! (Foto: World Rugby)

Próxima etapa – Londres

A última etapa do World Series é em Londres nos dias 20 e 21 de Maio.

A África do Sul já é a campeã do World Series 2016/2017, com uma diferença de 34 pontos sobre a segunda classificada, a Inglaterra. Resta-nos saber quem será a equipa despromovida do circuito.

Assim sendo, será que o Japão irá conseguir pontuar mais 8 pontos que a Rússia e fugir à despromoção?

Será que a Inglaterra e as Fiji, mesmo sabendo que já não conseguem chegar ao primeiro lugar da classificação geral, irão tentar levar a vitória da etapa?

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João DuarteMaio 11, 20178min0

O mundial de motociclismo de 2017, MotoGP, teve início no final de Março e conta já com quatro etapas do circuito realizadas. Para além das novidades de entradas, saídas e alguns regressos de pilotos às várias equipas, há também novos candidatos aos títulos nas três categorias do mundial.

Moto3

A classe mais baixa de motogp está até ao momento a ser dominada por Joan Mir, Romano Fenati, Jorge Martin, John Mcphee e Aron Canet, que ocupam o top-5 da classificação geral da classe e entre os quais estão os vencedores destas quatro etapas já realizadas.

Joan Mir

O espanhol de 19 anos, que corre pela Leopard Racing é atualmente o líder da classificação geral e um dos principais candidatos ao título de moto3 deste ano.

Estreou-se em 2015 no GP da Austrália como “wildcard” e passou a integrar o campeonato a tempo inteiro em 2016 na sua atual equipa, tendo terminado em 5º lugar, fruto dos três pódios conquistados, deixando grandes expetativas em relação ao seu segundo ano de moto3.

Expetativas essas que não foram desfeitas, contando já com duas vitórias e um terceiro lugar.

Romano Fenati

O italiano de 21 anos, começa a sua sexta temporada de moto3 com uma nova equipa, desta vez a representar a Marinelli Rivacold Snipers, depois de no ano passado ter terminado a sua campanha com a Sky Racing Team VR46 na nona etapa realizada.

Tem um quarto lugar na classificação geral, conseguido em 2015, como melhor marca pessoal e conta já com uma vitória e um segundo lugar esta época, o que lhe dá para já o segundo lugar na classificação.

Jorge Martin

O espanhol, a realizar a sua terceira temporada, este ano com uma nova equipa, a Del Conca GresiniMoto3, está a começar bem a época tendo conquistado já dois terceiros e um segundo lugares, que o colocam na terceira posição do campeonato.

John Mcphee

O inglês teve duas breves passagens pelo mundial em 2010 e 2011, quando a classe mais baixa ainda se denominava 125cc.

Em 2012, já como moto3, realizou oito etapas, nunca se tendo conseguido destacar.

Esta época é a sua quinta a tempo inteiro no campeonato, integrando agora o projeto da nova equipa British Talent Team, com a qual já conquistou dois segundos lugares.

Aron Canet

O espanhol é o mais novo dos cinco corredores do top-5, sendo neste momento o quinto classificado.

O corredor parece não ter medo da concorrência apesar da sua juventude e da sua inexperiência, tendo conquistado a vitória na última etapa no Circuito de Jerez.

Joan Mir takes the lead of the championship! (Foto: MCNews)

Moto2

A classe intermédia do motogp está ainda mais competitiva e mais atrativa, os fabricantes e as equipas apostam cada vez mais nesta classe, tanto em testes pré-temporada, como em condições para os seus pilotos.

Até ao momento destacam-se quatro pilotos, Franco Morbidelli, que o ano passado já tinha dado boas indicações, o experiente Thomas Luthi, o português sensação Miguel Oliveira e o espanhol Alex Marquez. Para além destes há ainda outros potenciais vencedores, como é o caso de Takaaki Nakagami.

Franco Morbidelli

O italiano manteve-se na Estrella Galicia 0,0 Marc VDS, com a qual o ano passado conquistou o quarto lugar do campeonato e este conseguiu vencer três das quatro etapas, não tendo acabado esta última em Jerez devido a queda na nona volta da corrida.

É primeiro na classificação geral e o principal candidato à vitória final.

Thomas Luthi

O experiente piloto suíço que está a realizar a sua décima época na classe intermédia é também um dos candidatos ao título do campeonato, estando na segunda posição.

Aos comandos de uma Kalex, pela equipa CarXpert Interwetten conseguiu um terceiro e dois segundos lugares.

Alex Marquez

O irmão mais novo de Marc Marquez seguiu as pisadas do irmão. Foi campeão de moto3 em 2014 e realiza agora a sua terceira época em moto2. Apesar de não se ter afirmado em 2016, a Estrella Galicia 0,0 Marc VDS decidiu apostar nele novamente e parece que está a dar frutos.

Atualmente é o quarto classificado do campeonato com uma vitória conseguida na última etapa em Jerez, conseguido por infortúnio das quedas dos pilotos concorrentes.

Miguel Oliveira

O melhor piloto português de motociclismo de todos os tempos e considerado uma das maiores promessas do futuro do motogp.

Entrou para o mundial de motociclismo em 2011, onde na categoria de 125cc realizou apenas onze etapas e conseguiu a 14ª posição depois de alguns problemas com a sua equipa. Realizou quatro temporadas em moto3, onde em 2015, aos comandos da KTM da equipa Red Bull KTM Ajo, conseguiu finalizar o campeonato em segundo lugar com seis vitórias e três segundos lugares, tendo ficado a apenas 6 pontos do vencedor do campeonato, Danny Kent.

Mudou-se o ano passado para a moto2 em representação da Leopard Racing, onde conseguiu apenas o 21º lugar no campeonato naquele que foi o seu ano de adaptação.

Este ano, voltou para a equipa de Aki Ajo, a Red Bull KTM Ajo, tendo conseguido um segundo e um terceiro lugares, que lhe dão a terceira posição no campeonato.

Pelo seu talento, capacidade de trabalho e persistência, espera-se uma grande época e quem sabe, a vitória final do campeonato para Miguel Oliveira.

The national hope, Miguel Oliveira! (Foto: Autoportal)

MotoGP

Se nas duas classes mais baixas a competitividade é alta e a luta pela liderança do campeonato é aguerrida, então o que dizer da classe mais alta, ou não fosse esta a mais importante.

Na liderança do campeonato está Valentino “the doctor” Rossi, considerado um dos maiores pilotos de motociclismo de todos os tempos, com 9 títulos conquistados, seis na classe MotoGP, uma nos 500cc, uma nos 250cc e uma nos 125cc.

Esta temporada conta já com dois segundos e um terceiro lugares.

Na segunda posição está Maverick Viñales que se mudou da Team Suzuki Ecstar para este ano representar a Movistar Yamaha MotoGP em substituição de Jorge Lorenzo que representa agora a Ducati Team.

Viñales venceu as duas primeiras etapas do circuito e acabou na sexta posição em Jerez, tendo sofrido uma queda no Grand Prix das Americas em Austin, não permitindo que continuasse a liderar o campeonato. Apesar disso, é um dos principais candidatos a retirar a destronar Marc Marquez.

Marc Marquez é o atual campeão de MotoGP e terceiro lugar no campeonato, depois de começar com um quarto lugar no Qatar, uma queda que não o permitiu pontuar na Argentina, a vitória no GP das Américas e o segundo lugar em Jerez, estando a apenas 4 pontos de Rossi, com a promessa de que irá defender até ao fim o seu título.

A fechar o top-4 está Dani Pedrosa, que continua a fazer equipa com Marc Marquez na Repsol Honda Team, tendo conseguido a vitória em Jerez e o terceiro lugar em Austin no GP das Américas.

Pedrosa nunca conseguiu vencer o campeonato na classe mais alta do MotoGP, mas conta já com três segundos lugares e três terceiros lugares no seu currículo, sendo sempre considerado um forte concorrente e candidato ao título.

Follow the leader Valentino “The Doctor” Rossi (Foto: Sport Rider Magazine)

Grand Prix de França – Le Mans

A próxima etapa começa dia 19 de Maio com os treinos livres das três categorias.

O campeonato está ao rubro e os portugueses têm um motivo extra para acompanhar a etapa. Se a acesa luta pelo título nas três classes não é suficiente, o apoio ao piloto português, Miguel Oliveira, não deixa dúvidas da razão pela qual o devemos acompanhar e apoiar.

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João DuarteAbril 18, 20177min0

Teve lugar, dias 15 e 16 de abril, a oitava e antepenúltima etapa do circuito mundial de Sevens da Wolrd Rugby em Singapura. Esta etapa faz parte do circuito desde o ano passado e este ano foi importante para se perceber se ainda haveria hipóteses de outra equipa se aproximar da África do Sul na disputa do título do circuito.

Singapura foi decisiva para se perceber se ainda haveria hipóteses das Ilhas Fiji ou da Inglaterra se classificarem melhor na etapa que a África do Sul e ter a possibilidade de disputar a liderança do ranking geral do circuito até ao fim. A Inglaterra foi a seleção das três referidas que chegou mais longe, mas não foi suficiente para se aproximar da África do Sul.

Como “Wild Card” participou a Hong Kong, que é presença no circuito como equipa convidada.

Dia 1

No primeiro dia e como já é hábito, houve várias surpresas, a primeira delas a vitória do Quénia por 7-22 sobre a Argentina com Frank Wanyama a bisar e a deixar os argentinos com um pé fora da disputa da Cup.

No terceiro jogo era a vez da França surpreender e a deixar a Inglaterra em apuros no grupo B, com a vitória por 14-24, com um super Jean Pascal Barraque a marcar 17 pontos para os gauleses.

Mais para o final do dia foi o Japão a surpreender a França com uma vitória por 14-21, retirando-lhes a hipótese de se qualificarem para a Cup.

Ainda no grupo B, a Inglaterra não quis ficar de fora da luta pelos primeiros lugares logo na fase de grupos e viu-se obrigada a vencer à África do Sul, que até esteve a vencer ao intervalo por 7-5, mas acabou por perder por 12-17 para os ingleses.

A última surpresa do primeiro dia foi a vitória de Hong Kong sobre a Rússia, o que ainda assim não foi suficiente para aspirarem à qualificação para a disputa da Cup.

Para o segundo, na disputa da Cup, teríamos as Fiji e o Canadá, vencedores do grupo A, Inglaterra e a África do Sul, primeiros lugares do grupo B, Austrália e o Quénia, que conseguiu deixar de fora a Argentina e, do grupo D, a Nova Zelândia e os Estados Unidos.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/ixkVUH

Super Baker with fans! (Foto: World Rugby)

Quartos-de-final da Cup:

Fiji vs. Estados Unidos

Austrália vs. África do Sul

Nova Zelândia vs. Canadá

Inglaterra vs. Quénia

Quartos-de-final da Challenge:

Hong Kong vs. Escócia

Argentina vs. França

País de Gales vs. Rússia

Japão vs. Samoa

Dia 2

O segundo dia teve também algumas surpresas. Nos quartos-de-final o único resultado menos esperado foi a vitória da França frente à Argentina por 24-26. Os outros jogos foram ganhos pela Escócia, País de Gales e Samoa.

Já nos quartos-de-final da Cup a história era diferente e começava com a vitória suada dos Estados Unidos frente às Fiji, que deixava os fijianos com poucas esperanças de se aproximarem da África do Sul.

Logo a seguir seriam os sul africanos a perder diante da Austrália por apenas uma conversão e a deixar a competição em aberto.

O Canadá confirmou estar a realizar uma boa etapa e derrotou a Nova Zelândia por 14-26, com Nathan Hirayama em destaque a marcar 3 ensaios e 3 converões.

No último jogo destes quartos-de-final os ingleses iam ficando pelo caminho contra o Quénia, mas uma penalidade de Dan Bibby na bola de joga deu a vitória à Inglaterra por um ponto e a possibilidade de lucrar com as derrotas das Fiji e da África do Sul.

Para a disputa do 13º lugar seguiu a Argentina, depois de vencer facilmente Hong Kong por 7-33 e a Rússia que venceu o Japão por 24-21. Os nipónicos ficam assim obrigados a fazer bons resultados nas duas últimas etapas do circuito para não serem despromovidos do mesmo.

A disputa da Challenge iria ser jogada pela Escócia e pelo País de Gales que deixaram a França e a Samoa pelo caminho, respetivamente.

Já na disputa pela presença no jogo de atribuição do quinto lugar, tínhamos uma partida que colocava frente a frente as equipas que mais finais da Cup tinham protagonizado este ano e que lutam pela liderança do circuito, as Fiji e a África do Sul.

Desta feita e como aconteceu na generalidade dos confrontos entre as duas, quem levou a melhor foram os africanos que ainda foram perder para o intervalo por 14-7, mas que acabaram por aproveitar a expulsão de um fijiano para na segunda parte vencer por 14-19.

A equipa que iria defrontar a África do Sul era a Nova Zelândia que até esteve a perder por 0-14 frente ao Quénia, mas que acabou por dar a volta ao jogo e vencê-lo por 24-21 com um ensaio de Lewis Ormond na bola de jogo.

Já a final da Cup iria ser jogada pelos Estados Unidos que com Perry Baker e Stephen Tomasin a bisar despacharam a Austrália e pelo Canadá que surpreendentemente afastou a Inglaterra com uma vitória por 17-5 conseguida na segunda parte da partida.

Seguiram-se os últimos e decisivos jogos da etapa. O 13º lugar foi conquistado pela Argentina que facilmente venceu a Rússia.

A taça secundária do torneio foi vencida pelo País de Gales à Escócia com dois ensaios nos últimos dois minutos de jogo, aproximando-se desta na classificação geral.

O 5º lugar foi atribuído à Nova Zelândia depois de vencer a África do Sul que estava já descansada depois de despachar as Fiji nas meias-finais, adiando ainda assim a conquista absoluta do circuito para uma das duas últimas etapas.

O 3º lugar foi conquistado pela Inglaterra já na segunda parte por 12-14, conseguindo assim aproximar-se das Fiji no segundo lugar do ranking geral.

Na final estavam surpreendentemente e pela primeira vez este ano os Estados Unidos e o Canadá, final que nas etapas anteriores tinham sido disputadas sempre pela África do Sul e pelas Fiji ou pela Inglaterra.

O Canadá começou melhor, tendo estado a vencer por 0-19, até à altura em que os americanos “acordaram” e começaram a mexer no jogo. Ao intervalo os canadianos venciam por 12-19.

Na segunda os americanos ainda empataram o marcador, mas os canadianos não quiseram desperdiçar esta oportunidade e marcaram o ensaio da vitória no último minuto da partida.

The Podium of the Singapore World Series (Foto: HSBC)

Próxima etapa – Paris

O Worl Series vai ter as duas últimas etapas na Europa e a próxima é em Paris, dias 13 e 14 de Maio.

Teoricamente a África do Sul vai ser a vencedora do circuito mundial deste ano, apesar de matematicamente ainda ser possível às Fiji e à Inglaterra chegarem à liderança do ranking e para isso terão de ficar bem classificados nas duas etapas que faltam disputar, esperando que os africanos escorreguem em ambas.

Será que a África do Sul vai garantir a vitória do circuito já em Paris ou será que a consagração irá ficar novamente adiada?

Serão as Fiji e a Inglaterra capazes de incomodar a África do Sul?

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João DuarteAbril 11, 20179min0

Realizou-se no fim de semana, 7 a 9 de abril, a sétima etapa do circuito mundial de Sevens da World Rugby com lugar em Hong Kong. É uma das etapas mais antigas do circuito e uma das mais espetaculares em termos de entretenimento para o público do evento, além disso, foi também o hospedeiro do evento de qualificação da equipa residente do circuito na próxima época.

Qualifier

O “qualifier” é um evento que se realiza com as melhores classificadas de cada continente, excluindo as equipas que são residentes no circuito mundial.

Ao todo são 12 equipas, 2 da europa, 2 africanas, 2 da Oceânia, 2 asiáticas e 4 americanas, distribuídas por 3 grupos de 4.

Na fase de grupo as equipas que se destacaram foram a Espanha, a Alemanha e o Chile que venceram os três jogos realizados. Para os quartos-de-final passaram os 1ºs, 2ºs e os 2 melhores 3ºs classificados.

Para as meias-finais passaram a Espanha que venceu a Papua Nova Guiné e ocupou a primeira vaga na final e a Alemanha que venceu o Chile e nos garantiu que a vaga no World Series iria ser ocupada por uma equipa europeia, uma vez que a final ia ser entre a Espanha e a Alemanha.

Na final a Alemanha começou a vencer, mas a Espanha reagiu ainda antes do intervalo e marcou ensaio para encurtar a diferença pontual. Na segunda parte os espanhóis garantiram a vitória do qualifier logo ao segundo minuto com um ensaio convertido.

Winners of qualifier! (Foto: Wold Rugby)

Juntamente com a programação do qualifier decorria o World Series.

Hong Kong foi o palco do início da tentativa das Fiji defenderem o título do circuito ao encurtarem a distância na classificação geral para a líder África do Sul. Os fijianos e os ingleses estavam obrigados a ficar melhor classificados que os sul africanos para se aproximarem da liderança, mas só os primeiros o conseguiram.

Como “Wild Card” participou a Coreia do Sul, que é presença habitual nos Hong Kong Sevens e uma das melhores equipas asiáticas.

Dia 1

No primeiro dia foi apenas disputada a primeira ronda de jogos. A Samoa quase surpreendeu a Austrália, num jogo que perdeu por 22-19, mas que podia muito bem ter ganho se tivesse marcado os dois últimos ensaios mais cedo e ainda tivesse tempo para mais um, aproveitando o ascendente no final da parida.

Dia 2

No segundo dia iríamos ter a segunda e a terceira rondas da fase de grupos.

Se no primeiro dia a Samoa tinha ficado a escassos pontos de arrancar a vitória à Austrália, o mesmo iria acontecer frente à Inglaterra, onde perdeu por 12-10. A Samoa esteve inclusive a ganhar por duas vezes, mas a Inglaterra conseguiu dar a volta e garantiu a vitória com apenas uma conversão de diferença.

A primeira grande surpresa do dia foi o empate das Fiji contra o País de Gales. Os galeses estiveram a vencer até ao último minuto de jogo, mas os fijianos empataram-no com um ensaio de Amenoni Nasilasila no último minuto de jogo que podia mesmo ter dado a vítoria, não fosse a conversão falhada.

Já na terceira ronda a Inglaterra iria ser surpreendida pela Austrália. Num encontro equilibrado desde o início, as equipas foram empatadas para o intervalo a 5 pontos.

Na segunda parte o jovem experiente Henry Hutchison marcou o ensaio que colocou a os australianos na frente do marcador, que os ingleses só não conseguiram empatar por terem falhado a conversão do ensaio marcado por Tom Bowen nos últimos minutos de jogo.

A última surpresa do dia foi a vitória da Rússia por 5-14 frente à Escócia, depois de terem estado a perder ao intervalo, o que acabou por não ser suficiente para se qualificarem para a Cup.

Na Cup teríamos a Austrália e a Inglaterra, vencedores do grupo A, a África do Sul e o Canadá, vencedores do grupo B, Fiji e Nova Zelândia, líderes do grupo C e, por fim, os Estados Unidos e a Argentina, primeiros classificados do grupo D.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/affJI1

The striker! (Foto: World Rugby)

Faltavam saber os jogos que iríamos ter nos quartos-de-final da Cup e da Challenge no segundo dia.

Quartos-de-final da Cup:

Austrália vs. Argentina

Fiji vs. Canadá

Estados Unidos vs. Inglaterra

África do Sul vs. Nova Zelândia

Quartos-de-final da Challenge:

Samoa vs. Escócia

País de Gales vs. França

Rússia vs. Coreia do Sul

Quénia vs. Japão

Dia 3

O terceiro dia eram os dias das finais.

Nos quartos-de-final da Challenge, a Samoa depois de boas exibições nos dois primeiros dias da etapa, não conseguiu vencer a Escócia, que ganhou 26-21.

A França venceu o País de Gales, que conseguiram bons resultados no início do circuito e que nas últimas etapas têm vindo a baixar o seu rendimento, por 21-28.

A Rússia despachou facilmente os convidados, Coreia do Sul, por 43-0 e o Quénia iria vencer o Japão por 21-17 depois de ao intervalo terem estado a perder.

Era altura de grandes decisões na disputa da Cup.

O confronto entre a Austrália e a Argentina ainda começou equilibrado, mas na segunda parte os australianos mostraram ser superiores, vencendo por 21-12.

O Canadá ainda se conseguiu bater contra as Fiji na primeira parte, mas na segunda os fijianos tomaram conta da partida e venceram-na por 29-12, com Vatemo Ravouvou e Kalione Nasoko a marcarem dois ensaios cada.

A grande surpresa dos quartos-de-final foi a vitória dilatada dos Estados Unidos sobre a Inglaterra por 27-7, afastando os ingleses da luta pela vitória da etapa e como iríamos verificar a seguir, também da liderança na classificação geral.

No último jogo dos quartos a África do Sul garantiu a passagem às meias-finais da Cup contra a Nova Zelândia que ainda conseguiu dar luta, perdendo apenas por 2 pontos.

Na disputa pelos últimos lugares, o País de Gales venceu a Samoa e o Japão a Coreia do Sul, marcando encontro para a disputa do décimo terceiro lugar.

Para garantir um lugar na disputa da Challenge, a Escócia defrontou a França num jogo equilibrado em que os escoceses estiveram a perder por 7-19 e o ganharam com um ensaio convertido no último minuto de jogo para fechar o jogo em 21-19.

Já o Quénia venceu facilmente a Rússia por 5-24.

Nas meias-finais de disputa do quinto lugar, a Argentina arriscou ser eliminada pelo Canadá, ainda que com mais ensaios marcados. Para conseguirem a vitória tiveram de marcar um quarto ensaio que lhes garantiu a vaga no jogo do quinto lugar por apenas um ponto.

A Nova Zelândia garantiu a outra vaga ao vencer a imputente Inglaterra, que este fim-de-semana se mostrava mais fraca que o habitual.

Nas meia-finais da Cup as Fiji em grande forma derrotaram a Austrália por 12-33, ficando à espera do para saber quem iam defrontar na final.

A outra meia-final foi emotiva e de muitos nervos. Quando na primeira parte parecia que a África do Sul tinha a vitória garantida, na segunda os americanos mostraram que não garantias e empataram a partida em 24-24 na bola de jogo. A partida seguiu para prolongamento e a África do Sul conseguiu marcar o ensaio da vitória através do decisivo Ruhan Nel.

Nos jogos que determinam as classificações finais e os vencedores das taças, o Japão conseguiu vencer o País de Gales numa partida que estiveram a perder por 21-7 e que conseguiram dar a volta com Kosuke Hashino e Kameli Raravou Soejima em destaque com dois ensaios cada e a garantir o 13º lugar.

A final da Challenge foi mais um confronto equilibrado, com o Quénia a marcar na bola de jogo, mas a ser insuficiente para a vantagem de 9 pontos que a Escócia tinha e que lhes deu a vitória por 21-19.

A Nova Zelândia garantiu o quinto lugar contra a Argentina, num jogo muito defensivo, com poucos espaços e muito físico.

A Austrália, por sua vez, conseguiu o terceiro lugar contra os Estados Unidos que estiveram desde o início a correr contra o prejuízo e acabaram por perder 26-19.

Chegava assim a tão esperada final. Certo era que no final a líder da classificação geral iria continuar a ser África do Sul que no máximo iria perder 3 pontos de vantagem sobre as Fiji.

E assim foi, as Fiji não deram hipóteses dos africanos chegarem perto da área de validação e tomaram conta da partida, vencendo-a por 22-0, marcando 4 ensaios sem resposta e garantindo a vitória na etapa.

The Winners! (Foto: World Rugby)

Próxima etapa – Singapura

A próxima paragem do World Series é em Singapura, etapa que faz parte do circuito desde a época passada e irá realizar-se este próximo fim-de-semana, 15 e 16 de Abril.

Para que as Fiji ainda pensem vencer o circuito é necessário que se classifiquem melhor que a África do Sul e que esta não consiga chegar à final nas três etapas que faltam realizar. Será que as Fiji irão conseguir vencer novamente a etapa, aproximando-se da liderança? Ou será que a África do Sul para garantir a vitória no circuito vão tentar levar mais uma vitória para casa?

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João DuarteMarço 16, 201711min0

Realizou-se no fim de semana, 11 e 12 de março, a sexta etapa do World Series, o circuito mundial de Sevens da World Rugby que teve lugar em Vancouver, no Canadá. O frio era muito, mas a animação e o entusiasmo do público e dos jogadores eram maiores à medida que os jogos iam decorrendo, num jogo em que a velocidade, a força, a capacidade de pensar o jogo e os detalhes técnicos imperam, culminando em ensaios e vitórias.

Em Vancoucera África do Sul manteve a liderança do ranking geral, tendo sido finalista do torneio. Liderança essa que mesmo se os africanos tivessem ficado em último lugar do torneio iriam mantê-la devido aos 24 pontos de vantagem que tinham relativamente à segunda classificada e que terminou em terceiro lugar este fim-de-semana, as Fiji. A vencedora da etapa foi a Inglaterra que assim passou para segundo lugar do ranking, por troca direta com as Fiji, e se aproximou da África do Sul.

Como “Wild Card” participou novamente o Chile, à semelhança daquilo que aconteceu na etapa anterior.

Dia 1

Os primeiros jogos decorreram sem surpresas, com todos os favoritos a ganhar, o que iria mudar ao sétimo jogo que opôs o Canadá e a Escócia.

Num jogo que se esperava muito disputado e com desfecho incerto até ao fim, o Canadá desde cedo garantiu a vitória distanciando-se no marcador da Escócia. Ao intervalo e diante do seu público, os canadianos venciam por 21-5 e iriam acabar o jogo a vencer por 28-15.

A Escócia ficava assim em maus lençóis, obrigada a vencer à Rússia e à Nova Zelândia para se apurar para a Cup, o que não se iria suceder.

No décimo primeiro jogo era a vez do País de Gales vencer um jogo em que não era favorito, frente à Argentina. Os argentinos estavam inclusive a vencer por 14-0 a 4 minutos do final da partida, mas a indisciplina de Nicolas Menendez e o consequente cartão vermelho acabou por prejudicar a equipa e determinar a derrota dos argentinos por 14-21.

Ao vigésimo a Argentina redimiu-se e apesar de ter estado a perder por 19-7 com as Fiji ao intervalo conseguiu dar a volta ao marcador e venceu por 24-26, aproveitando o amarelo dado aos fijianos e selando a vitória com um ensaio na bola de jogo, o que garantiu a passagem à disputa da Cup.

No vigésimo segundo jogo e na disputa pela liderança do grupo C, a África do Sul defrontou e empatou com a Inglaterra (12-12) que teve em destaque Dan Norton, que com dois ensaios abriu e fechou o marcador da partida.

A última surpresa do dia foi a vitória da Rússia por 10-12 diante da Escócia, confirmando o último lugar do grupo D para os escoceses e a previsão de mais um mau torneio para uma equipa que nas primeiras três etapas do circuito tinha conseguido um 3º, um 4º e um 6º lugares e que era uma das surpresas do circuito.

Após a realização dos jogo da fase de grupo era altura de verificar quem seguia para a disputa da Cup e da Challenge.

A África do Sul e a Inglaterra garantiram as vagas do grupo A para a disputa da Cup em igualdade pontual, depois de terem empatado no confronto direto. O Quénia e o Chile seguiam para a Challenge.

No grupo B haviam três equipas em igualdade pontual, mas pela diferença de pontos marcados e sofridos quem passava à disputa da Cup eram as Fiji e por apenas um ponto a Argentina, que deixava assim o País de Gales de fora e a quem se ia juntar a Samoa na Challenge.

Os Estados Unidos imbatíveis no primeiro dia ocupavam a primeira vaga da Cup no grupo C e a Austrália em segundo lugar do grupo ocupava a segunda. Para a Challenge eram relegados a França e o Japão.

As últimas duas vagas para a disputa da Cup eram entregues à Nova Zelândia e ao Canadá, primeiros classificados do grupo D. Nos dois últimos lugares tinham ficado a Rússia e a desilusão do primeiro dia, a Escócia, seguindo assim para a Challenge.

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/UF7Bk2

Perry Baker flying and scoring once again! (Foto: World Rugby)

Para fechar o primeiro dia faltavam saber os jogos que iríamos ter nos quartos-de-final no segundo dia.

Quartos-de-final da Cup:

África do Sul vs. Canadá

Estados Unidos vs. Argentina

Nova Zelândia vs. Inglaterra

Fiji vs. Austrália

Quartos-de-final da Challenge:

Quénia vs. Escócia

França vs. Samoa

Rússia vs. Chile

País de Gales vs. Japão

Dia2

Começávamos o segundo dia com os quartos-de-final da Challenge e logo a abrir um jogo bastante equilibrado entre o Quénia e a Escócia, com os quenianos a vencer com dois ensaios nos últimos dois minutos de jogo que ditaram o 19-17 final, isto depois de terem estado a perder por 7-17, mostrando as fragilidades defensivas da Escócia.

O segundo jogo foi também equilibrado e começou a entusiasmar o público que ficou com expectativas de um segundo dia de torneio cheio de jogos eletrizantes.

A Samoa começou a ganhar o confronto com a França, mas os gauleses conseguiram empatar a partida antes do intervalo. Na segunda parte iria acontecer o mesmo, com os franceses a empatarem a partida mesmo na bola de jogo e a presentearem o público com mais uns minutos de jogo, que iria acabar por ser ganho pela Samoa com um ensaio marcado por Joe Perez que tinha acabado de entrar e que acabaria por ser decisivo para o triunfo.

Logo depois seria o Chile a vencer à Rússia por 0-10 e a mostrar que consegue estar ao nível dos últimos classificados do ranking do circuito e que com uma boa preparação pode até integrá-lo.

No último jogo dos quartos-de-final da Challenge o País de Gales venceu facilmente o Japão por 33-0 com Luke Morgan em destaque a bisar na partida.

Nos quartos-de-final da Cup começávamos com a África do Sul a vencer facilmente por 36-7 o Canadá, ficando por realizar o desejo dos canadianos vencerem a etapa em casa, frente ao seu público.

Seguiu-se o Estados Unidos-Argentina. Os argentinos começaram melhor, tendo chegado ao intervalo a vencer 7-12, mas na segunda parte os americanos garantiram a vitória por 14-12 com um ensaio de Danny Barrett.

Depois era a vez da Nova Zelândia defrontar a Inglaterra num jogo bastante físico. A Inglaterra venceu por 12-14 os neozelandeses que estiveram sempre a correr atrás do prejuízo e que acabaram por perder devido à conversão falhada.

Já as Fiji, no jogo que dava acesso às meias-finais da Cup, venceram a Austrália por 28-10, impondo o jogo a que já nos habituaram e a vontade de chegar à final.

Nas meias-finais para a disputa do décimo terceiro lugar a Escócia ganhou à França por 28-21 com um ensaio na bola de jogo, depois dos gauleses a perderem por 21-14 terem empatado o jogo no último minuto.

A outra meia-final foi ganha pelo Japão que marcou três ensaios convertidos, sem resposta por parte da Rússia.

Na primeira meia-final da Challenge o Quénia defrontou a Samoa e saiu derrotado num jogo em que os africanos não conseguiram pôr em prática o seu rugby.

Quem iria defrontar a Samoa na final da Challenge era o País de Gales que ainda acabou a primeira parte a perder 5-0 para o Chile, mas depois terminou com o desejo dos chilenos em conquistar a taça secundária.

Na meia-final para a disputa do quinto lugar a Argentina terminou com a participação do Canadá em Vancouver ao vencer por 5-12 com dois ensaios na segunda parte, depois de ter estado a perder por 5-0.

A Nova Zelândia garantiu a outra vaga na disputa do quinto lugar ao derrotar a Austrália por 21-0, não dando hipóteses aos australianos de responderem.

Nas meias finais tínhamos um África do Sul-Estados Unidos, onde se punha a questão da possibilidade dos americanos vencerem e deixarem os africanos de fora de uma final pela primeira vez este ano no World Series, sabendo ainda assim que isso seria complicado.

O que acabou por se confirmar com a vitória suada da África do Sul por 14-10, frente a uns Estados Unido inconformados.

A outra meia-final opôs a Inglaterra e as Fiji, os únicos finalistas este ano em conjunto com a África do Sul.

O jogo foi, inesperadamente, vencido com facilidade pela Inglaterra que só parou nos 40 pontos e permitiu às Fiji que marcassem o ensaio de honra. Neste jogo Dan Norton esteve em destaque com dois ensaios que o colocavam a um de igual a marca de Collins Injera como melhor marcador de ensaios do World Series de sempre.

Chegávamos aos jogos decisivos do fim-de-semana e que determinam as classificações finais da etapa.

Na disputa do décimo terceiro lugar o Japão marcou o primeiro ensaio da partida e foi para o intervalo a vencer por 7-14, na segunda parte a Escócia acordou e garantiu a vitória do décimo terceiro lugar, que é o seu segundo pior resultado da temporada.

A Challenge foi ganha pelo País de Gales que estava empatado com a Samoa ao intervalo por 7-7, mas acabou por marcar mais dois ensaios e fixar a vitória final em 12-19.

O quinto lugar foi vencido pela Nova Zelândia que depois de ao intervalo estar a vencer por 0-12, permitiu que a Argentina passasse para a frente do marcador por 2 pontos, acabando depois por marcar o ensaio da vitória na bola de jogo por intermédio do jovem Vilimoni Koroi.

Pelo último lugar do pódio os Estados Unidos jogaram com as Fiji que não queriam perder mais pontos para os rivais diretos na disputa pela vitória do circuito, a Inglaterra e a África do Sul.

As Fiji adiantavam-se no marcador e tinham imediatamente resposta dos americanos, tendo a partida terminado em igualdade de ensaios marcados e onde as conversões foram determinantes para a vitória final dos fijianos.

A final foi protagonizada pela África do Sul e pela Inglaterra, a terceira esta época. A África do Sul era a favorita e até marcou o primeiro ensaio, mas os ingleses repuseram a igualdade antes do intervalo em 7-7. A segunda parte foi dominada pela Inglaterra que não quis desperdiçar esta oportunidade para ganhar aos líderes do circuito e aproximar-se pontualmente no ranking geral. A Inglaterra acabaria assim por vencer com mais dois ensaios no marcador, um deles convertido e com Dan Norton mais uma vez em destaque, igualando Collins Injera como melhor marcador de ensaios de todos os tempos, acabando por ser o melhor jogador da final e o DHL Performance Player.

Dan the man! (Foto: World Rugby)

Próxima etapa – Hong Kong

A próxima paragem do World Series é em Hong Kong, etapa que faz parte do circuito desde a génese do mesmo e irá realizar-se entre 7 e 9 de Abril.

Será que a Inglaterra e as Fiji vão conseguir aproximar-se da África do Sul no ranking geral? Será que teremos um novo finalista e vencedor da etapa, ou será que a final irá ser disputada por duas destas três equipas novamente?

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João DuarteMarço 8, 201712min0

Este fim de semana, de 3 a 5 de março teve lugar em Las Vegas a quinta etapa do circuito mundial de Sevens da World Rugby. Um torneio repleto de ação com 45 jogos que nos fazem ficar colados ao ecrã a ver qual será a próxima grande finta ou jogada, distribuídos pelos 3 dias desta 5ª etapa do HSBC Sevens World Series.

A África do Sul venceu o torneio em Las Vegas, desta vez encontrando as Ilhas Fiji na final e acabando por vencê-las, adicionando 3 pontos à vantagem que já trazia no ranking das anteriores etapas. A Inglaterra que era segunda classificada, nem se conseguiu qualificar para as meias-finais da Cup e acabou por descer à terceira posição do ranking, deixando os sul-africanos com uma vantagem de 26 pontos à sua frente e 24 pontos em à frente das Fiji.

Como “Wild Card” participou o Chile pela primeira vez esta época, tendo sido a segunda participação num torneio do World Series.

Uma vez que a etapa estava distribuída em três dias, no primeiro iríamos ter as duas primeiras jornadas da fase de grupos, no segundo a última jornada da fase de grupos e os oitavos de final da Cup e da Challenge, sendo que no último teríamos as restantes fases de apuramento e as respetivas finais.

Dia 1 – País de Gales e Escócia desiludem

As surpresas iriam começar logo no segundo jogo com um Austrália-Escócia a aquecer e entusiasmar os amantes do rugby e em particular dos sevens.

Se a Escócia tinha começado melhor, vencendo ao intervalo por 7-14 e dilatando o resultado para 7-21 no início da segunda parte, a Austrália por sua vez começou a aquecer nos últimos minutos de jogo e marcou dois ensaios através de Lachie Anderson para empatar o jogo em 21-21 a escassos segundos da buzina que dita o final do tempo de jogo.

O árbitro concedeu ainda uma última jogada, denominada “bola de jogo”, onde os australianos aproveitaram para selar a vitória final por 28-21 com um ensaio do veterano Edward Jenkins.

No sétimo jogo do dia a França iria “despachar” o País de Gales, vencendo por 7-33 num jogo que se previa ter algum equilíbrio.

Já no décimo primeiro jogo e algo que não é costume acontecer, a Argentina e o Quénia iriam empatar 14-14. Na primeira parte o Quénia começou melhor, impondo o seu poderio físico, mas a Argentina respondeu logo com dois ensaios antes do intervalo.

Na segunda parte o Quénia empatou logo aos dois minutos o jogo e a partir daí nenhuma equipa teve capacidade para chegar à área de validação e desempatá-lo.

A última surpresa do dia seria a vitória do Canadá sobre o País de Gales, que com duas derrotas em dois jogos realizados perdia a esperança de se qualificar para os quartos-de-final da Cup pela segunda vez esta temporada.

O Canadá começou melhor, mas na segunda parte o País de Gales até deu a volta ao resultado, tendo estado a vencer por duas vezes, acabando depois por perder na bola de jogo com um ensaio convertido de Fuailefau.

Fuailefau in great shape (Foto: World Rugby)

Dia 2 

O segundo dia começou com a última jornada da fase de grupos que iria determinar as equipas que iriam disputar a Cup e a Challenge.

Nesta fase tivemos apenas duas surpresas, a vitória da Argentina sobre a Nova Zelândia e a vitória do Canadá à França.

No primeiro, a Argentina fez uma primeira parte sem grandes falhas e pôs-se na frente do marcador com dois ensaios e uma conversão, na segunda parte foi a vez da Nova Zelândia responder com dois ensaios, com duas conversões falhadas, que podiam ter dado a vitória aos all blacks.

No Canadá-França, assistiu-se a uma primeira parte sem soluções ofensivas para marcar pontos por parte de ambas as equipas, tendo os canadianos chegado ao primeiro ensaio da partida no último minuto antes do apito para o intervalo. Na segunda parte o Canadá não quis abrir mão do jogo e marcou mais dois ensaios no último minuto para garantir a vitória e a qualificação para os quartos-de-final da Cup.

Terminada a fase de grupos era altura de emparelhar as equipas para a fase seguinte.

Do grupo A seguiram para a disputa da Cup a África do Sul com 3 vitórias e com alguma surpresa o Canadá, depois das vitórias sobre a França e o País de Gales. Para a Challenge seguiam assim a França e o País de Gales.

Do grupo B e como esperado seguiam para a Cup a Inglaterra e os Estados Unidos com 3 e 2 vitórias respetivamente. Nos quartos-de-final da Challenge iríamos encontrar a Samoa e o convidado Chile.

A Argentina era o líder do grupo C, depois de vencer com surpresa a Nova Zelândia, que seguia juntamente com os argentinos para a Cup. O Quénia e a Rússia iriam disputar a Challenge.

No grupo D eram as Fiji e a Austrália a assumir a liderança e consequentemente a preencher as últimas duas vagas na Cup. Em sentido contrário seguiam a Escócia e o Japão para disputar a Challenge.

Baker celebrates the passage to quarter finals! (Foto: World Rugby)

Consulte as tabelas em: https://goo.gl/3fSGRI

Quartos-de-final da Cup:

África do Sul vs. Austrália

Argentina vs. Estados Unidos

Fiji vs. Canadá

Inglaterra vs. Nova Zelândia

Quartos-de-final da Challenge

França vs. Japão

Quénia vs. Chile

Escócia vs. País de Gales

Samoa vs. Rússia

Nos jogos dos quartos-de-final da Challenge não houve surpresas, mas houve dois jogos equilibrados.

A França ganhou como era de esperar ao Japão por 24-14, com o estreante em etapas do World Series Alexandre Lagarde a marcar dois ensaios.

O Quénia depois de estar a vencer 21-0 na primeira parte acabou por sentir dificuldades contra um Chile que quase levou o jogo para prolongamento, mas falhou uma conversão.

No Escócia-País de Gales, os galeses conseguiram fazer uma melhor primeira parte assumindo a liderança da partida em 14-21 ao intervalo, na segunda parte a Escócia não quis piorar ainda mais a prestação nesta etapa do World Series, acabando por marcar dois ensaios por intermédio de Jamie Farndale e Dougie Fife que bisavam na partida e garatiam a vitória por 28-21.

No último jogo dos quartos-de-final da Challenge, a Samoa garantia a última vaga nas meias-finais e a certeza de que iria conseguir amealhar mais pontos que a Rússia na luta pelos últimos lugares do ranking geral, ao vencer os russos por 31-7.

Nos quartos-de-final da Cup as emoções aumentavam e os jogos eram cada vez mais empolgantes, deixando nos adeptos grandes expetativas para o último dia.

O jogo da África do Sul-Austrália foi muito equilibrado, com Lachie Anderson a somar mais um ensaio à sua conta pessoal, respondido por outro de Ruhan Nel que empatou a partida antes do intervalo.

Na segunda os africanos marcaram primeiro, mas a Austrália conseguiu responder e passar para a frente com uma conversão a mais no marcador. No penúltimo minuto de jogo foi Rosko Specman a dar a vitória à África do Sul e a permitir a passagem para as meias-finais da Cup.

No segundo jogo a Argentina começou melhor e ao intervalo vencia por 14-0, dilatando o marcador para 19-0 no início da segunda parte.

Mas os Estados Unidos a jogar em casa não quiseram desiludir o seu público e foram atrás do resultado, marcaram três ensaios em quatro minutos, dois dos quais através de Maka Unufe e conseguiram garantir a passagem às meias-finais da prova, vencendo por 19-21.

No Fiji-Canadá, as Fiji venceram com alguma facilidade o Canadá, que ao intervalo perdia já por 21-5, tendo o jogo terminado nos 31- 12 favoráveis aos campeões mundiais e olímpicos.

No último jogo do dia, haveria uma pequena surpresa com a Nova Zelândia a não dar chances à Inglaterra de marcar pontos e a vencer por 0-19 com dois ensaios de Tim Mikkelson na segunda parte do jogo.

Dia 3 – Dia das decisões

No último dia do torneio iriam disputar-se as meias finais, as respectivas finais e os jogos pelos lugares intermédios na etapa.

Nas meias-finais para a disputa do 13º lugar o Japão venceu facilmente o Chile por 24-7 e o País de Gales, que estava a realizar uma prestação do torneio abaixo do normal, venceu como era de esperar a Rússia por 24-5.

Nas meias-finais da Challenge tínhamos um França-Quénia e apesar do equilíbrio da primeira parte, seria o Quénia a levar a melhor com um ensaio no penúltimo minuto de jogo marcado por Collins Injera.

A outra vaga na final da Challenge iria ser ocupada pela Samoa que venceu a Escócia por 0-24, confirmando a má prestação da Escócia no torneio.

Nas meias-finais para a disputa do 5º lugar a Austrália venceu a Argentina por 14-0 e a Inglaterra venceu por 5-12 o Canadá, marcando encontro com a Austrália no jogo pelo quinto lugar.

Seguiam-se as meias-finais pela vitória na etapa e a conquista da taça mais importante, a Cup.

Os Estados Unidos defrontaram a líder do circuito e até começaram a ganhar por 12-0, ao que a África do Sul prontamente respondeu com dois ensaios. Na segunda os africanos marcaram outros dois ensaios e ainda houve tempo para os americanos reduzirem o marcador para 20-17, ficando ainda assim afastados da final do torneio.

Na outra meia-final as Fiji ganharam à Nova Zelândia, num jogo que os all blacks estiveram a vencer por 0-14 com um ensaio de penalidade, mas que acabaram por perder por 19-14.

Chegámos aos últimos jogos da etapa que iriam determinar as classificações finais da mesma.

Na disputa pelo 13º lugar o País de Gales acabou por vencer o Japão, que apesar de tudo deu luta e até esteve a vencer por 19-14 a 3 minutos do final da partida, tendo sofrido o ensaio da derrota por 19-21.

No jogo de disputa pela taça secundária, a Challenge, o Quénia garantia a vitória frente à Samoa, colocando-se na frente do marcador ao intervalo por 14-0 e selando a vitória por 21-14 no último minuto de jogo por intermédio de Andrew Amonde, depois da Samoa ter chegado a empatar a partida.

Pelo quinto lugar defrontaram-se a Austrália e a Inglaterra, num confronto forte física e taticamente. A Inglaterra começou a vencer com um ensaio não convertido, correspondido com um ensaio convertido dos australianos.

Na segunda parte a Inglaterra iria conseguir a vitória final na bola de jogo numa jogada em que Dan Norton chuta para as costas da defensiva australiana, seguindo a bola e assistindo Charlton Kerr que marcou o ensaio da vitória.

No jogo pelo terceiro lugar e à semelhança do jogo anterior, os Estados Unidos começaram a ganhar o jogo, mas rapidamente a Nova Zelândia reponde com um ensaio. Na segunda parte a Nova Zelândia consolidou a vantagem, mas na bola de jogo os americanos levaram a melhor sobre os All Blacks e venceram por 19-15, mostrando que as conversões muitas vezes são decisivas nos sevens.

Na final, repetia-se pela terceira vez esta época o confronto entre a África do Sul e as Fiji, onde nas duas anteriores os africanos tinham saído vitoriosos. As Fiji começaram na frente do jogo, marcando o primeiro ensaio da partida, mas no minuto a seguir iriam ficar reduzidos temporariamente a seis jogadores, o que foi aproveitado pelos sul-africanos para tomar a dianteira do jogo.

Na segunda parte e com as Fiji a jogar novamente com sete jogadores os africanos iriam marcar mais dois ensaios, que iriam dar alguma tranquilidade aos jogares. Nos últimos minutos de jogo as Fiji ainda marcaram mais um ensaio, mas já não conseguiram dar a volta ao resultado, entregando a vitória à África do Sul que venceu o quarto torneio esta época.

The Winners! (Foto: World Rugby)

Próxima etapa – Vancouver

A próxima paragem é em Vancouver, no Canadá, etapa que faz parte do circuito desde o ano passado. Começa já a partir das 17:10 de dia 11 (hora portuguesa).

A África do Sul tem já quatro vitórias em cinco etapas disputadas, será que vai haver outra equipa a conseguir vencer o torneio? Será que as Fiji ou a Inglaterra vão conseguir aproximar-se da África do Sul no topo da tabela?


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