20 Out, 2017

Daniel Faria, Author at Fair Play

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Daniel FariaOutubro 1, 20174min0

Em dia de eleições autárquicas - há futebol -, com foco especial para o clássico entre Porto e Sporting, às 19h15 e ainda para o Marítimo-Benfica, às 21h30. Posto isto, importa perguntar: o futebol realmente impede a participação activa no acto eleitoral?

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Daniel FariaJulho 28, 20174min0

Depois da experiência frustrada no Génova, onde era suposto a cedência de Adel Taarabt ao clube italiano até 2018, tudo indica que o jogador marroquino retorne ao Benfica, apresentando-se no Seixal, para a temporada 2017/2018.

O atleta com dupla nacionalidade – Adel Taarabt possui nacionalidade francesa – vai apresentar-se no Seixal para a pré-época, sabendo desde já que não entra nas “contas” de Rui Vitória. Mesmo assim, vai treinar-se no Caixa Futebol Campus, à espera de nova colocação para prosseguir a carreira.

Ao fim de dois anos de ligação ao Benfica, o marroquino regista 0 minutos de utilização na equipa principal e apenas sete jogos na equipa B encarnada, com um golo marcado.

O jogador possui ainda mais três anos de contrato, assumindo-se cada vez mais como um fardo para o Benfica, sobretudo no que toca à folha salarial. Taarabt aufere um salário mensal de 193 mil euros, perfazendo um total anual de 2,316 milhões de euros brutos no final do ano.

Marroquino não foi feliz em Itália, ao serviço do Génova. (Foto: MF)

O investimento

O marroquino de 28 anos chegou à Luz em meados de junho em 2015, tendo assinado por cinco anos. Custou aos cofres das águias 2,925 milhões de euros, segundo divulgou a SAD do Benfica na altura.

Tendo em conta a duração do vínculo, até 2020, Taarabt pode custar, só em salários, 11,58 milhões de euros se cumprir todo o contrato que o liga às águias.

Continuando nesta “saga”, além disso, o jogador pode receber 232 mil euros brutos por cada 15 jogos em que for titular pelo Benfica, e voltará a receber essa quantia caso chegue às 30 partidas, o que quase de certeza não acontecerá, mas descrevemos isto só para o leitor ter uma ideia do contrato feito entre o jogador e o clube.

Taarbat é um dos mais bem pagos, sem nunca ter alinhado na equipa principal do Benfica. (Foto: MF)

Caso isto acontecesse, Taarabt poderia, assim, ganhar 464 mil euros ilíquidos por época, o que em cinco anos estabelece um valor máximo de 2,32 milhões de euros só em prémios de jogo.

Assim, os custos de Taarabt poderiam chegar a 13,9 milhões de euros, isto sem contar com as despesas com a contratação do futebolista. Kia Joorabchian, empresário iraniano que esteve a cargo da intermediação da transferência, lucrou também pelo menos um milhão de euros de comissão.

Erro de casting

Depois destes factos, importa perguntar: o jogador tem qualidade? Tem. Mas ter qualidade não chega. É preciso trabalhar, dedicar-se, para ser alguém no futebol. Mostrou bom futebol? Mostrou, principalmente no Queen Spark Rangers. Mas, este investimento absurdo, num jogador que nem “calçou” – nem vai “calçar” – na equipa principal, simplesmente não se compreende.

Uma expectativa desmedida foi criada num jogador que à partida mostrava qualidade e que de repente transformou-se num autêntico fardo para o Benfica, que não consegue livrar-se de um jogador que aufere um dos salários “mais gordos” no plantel, não dando qualquer contributo ao mesmo.

Um tremendo erro de casting, que está a custar caro ao tetracampeão nacional, que deve estar simplesmente a rezar para que o final do vínculo contratual entre jogador e clube chegue rapidamente.

Quando a cabeça não tem juízo…

Depois de um empréstimo falhado ao TSV Munique no início da época 2016/17, o médio seguiu para Itália, para o Génova, onde chegou ainda a iludir em relação à sua performance.

Na estreia, duas assistências no empate a três com a Fiorentina, e a promessa de um regresso à sua melhor versão. Não passou de “fogo de vista”. A inconstância exibicional impediu a afirmação plena no onze do técnico Andrea Mandorlini.

Um total de 209 minutos, fez com que o jogador desaparecesse completamente da equipa italiana, regressando assim ao Benfica na procura de um novo rumo para a atribulada carreira.

A qualidade técnica demonstrada no Tottenham, QPR, AC Milan e Fulham, fazia prever outro tipo de cenário, mas a verdade é que a inconsistência do jogador em termos exibicionais bem como os problemas fora das quatro linhas – álcool, excesso de peso, entre outras irresponsabilidades – sempre impediu a afirmação plena nos vários clubes onde passou.

No Queens Park Rangers, Taarbat teve os melhores momentos da carreia. (Foto: MF)

Quando a cabeça não tem juízo… a carreira é que paga. Que destino para Taarabt?

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Daniel FariaJulho 22, 20172min0

Dinheiro é algo que definitivamente não preocupa o Manchester City orientado por Guardiola, que parece estar disposto a fazer tudo para voltar ao título inglês e alcançar patamares superiores na Liga dos Campeões. Para já, o clube gastou já 153 milhões de euros, preparando-se para bater novo recorde no mercado de transferências, ao adquirir o passe do defesa Mendy, do Mónaco, ao que tudo indica por 57,5 milhões de euros.

A confirmar-se, o valor em transferências subirá para 210,5 milhões, em cinco aquisições. É muita “pasta”, como se costuma dizer.

Douglas Luiz, médio do Vasco da Gama (12M), Ederson, guarda-redes benfiquista (40M), Bernardo Silva, médio do Mónaco (50M), Walker, lateral direito ex-Tottenham (51M), são para já as aquisições no defeso, fazendo do Manchester City um autêntico agitador do mercado.

É para comprar, e com “estrondo”, chamem o Manchester City, que está sedento por títulos e parece quase desesperado em constituir uma equipa formada por estrelas, que possibilite grandes resultados a nível desportivo.

O senhor que se segue, será ao que tudo indica, Mendy, que a confirmar-se, tornar-se-á o defesa mais caro de sempre no desporto rei.

Mendy está prestes a tornar-se o defesa mais caro de sempre. (Foto: Google)

Uma corrida desenfreada no mercado, que torna o clube de Manchester um verdadeiro gastador, sem ter que preocupar-se com os lados da balança. Se olharmos para o “saldo” das saídas do clube inglês, o valor somado em vendas cifra-se em… 36,40 milhões de euros.

Uma autêntica loucura, o posicionamento do City nesta janela de transferências. Para o bem ou para o mal, conforme o tempo passar, saberemos se a aposta será bem sucedida. Bem estão os clubes que lhes calha a sorte da loucura inglesa, que está disposta a abrir – e de que maneira – os cordões à bolsa.

Para já, 153 milhões de euros… e está a contar. Senhoras e senhores, sentem-se e contemplem, pois o milionário Manchester City promete continuar a elevar as temperaturas neste mercado de verão.

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Daniel FariaJulho 18, 20174min0

Com a nova época à porta, passamos em revista alguns números relativos à Liga NOS 2016/2017, no que toca aos golos apontados. “Algarismos” que comprovam uma tendência que há muito sabemos: em Portugal marcam-se poucos golos e o espectáculo sofre com isso, prejudicando a qualidade do nosso campeonato e a nossa imagem lá fora. Afinal, o “sal” do futebol são os golos. Sem eles, isto não tem piada.

Na última temporada, em 306 jogos realizados, marcaram-se 728 golos, o que perfaz uma média de 2,38 golos por jogo. 170 jogos (o que representa 56% das partidas realizadas), terminaram com menos de três golos no placard, contra 136 que registaram um “score” com mais de três golos após o apito final.

O resultado típico, por assim dizer, foi o empate a uma bola. 36 jogos terminaram com a igualdade 1-1 que é como quem diz, um golinho para cada lado e está fechado.

Os clássicos são por vezes exemplos de jogos com poucos golos em Portugal. (Foto: MF)

Estes números merecem toda a nossa atenção e reflectem um certo défice na qualidade do futebol, que se vai tornando cada vez mais táctico e menos propício ao espectáculo. O futebol português precisa de arrojo, algo que se vê a espaços mas não é suficiente para “colar” o espectador ao ecrã, ou levá-lo ao relvado para ver os jogos.

“Fazendo contas”, a taxa de conversão no que respeita a golos no campeonato português traduz-se em 35%, o que é manifestamente pouco para um campeonato que por vezes se auto proclama, ou quer ser, dos melhores da Europa.

Recuando apenas uma temporada, em 2015/2016, marcaram-se em Portugal 831 golos nos mesmos 306 jogos realizados este ano. Ou seja, a Liga NOS apresentou esta época menos 103 golos do que na época anterior. Se quisermos também observar o número de golos em 2014/2015, a época terminou com 763 golos consumados, mais 35 do que a presente época que findou em Maio.

Festa do golo apresentou decréscimo este ano em Portugal. (Foto: RR)

Portugal é um país onde se marca pouco. E muito de bola parada. Por vezes assistimos a jogos chatos, enfadonhos, porque as equipas não querem arriscar. Estão cómodas na situação. E isso é inadmissível. Ainda há pessoas que pagam bilhetes para ver jogos. Será que merecem não ver sequer um golo? Dá que pensar.

E se compararmos o nosso número de golos numa temporada com os nossos vizinhos? Vejamos o exemplo da Bundesliga. Exactamente com o mesmo número de jogos, 306, marcaram-se 877 golos, o que dá uma média de 2,87 golos por jogo. Na Série A, um campeonato fechado e tático, ultrapassou-se a barreira dos 1000 golos. Foram facturados 1123 golos, com uma média de 2,96 golos por jogo. Espanha e Inglaterra não vale também a pena comparar. Na Liga Holandesa, por exemplo, tida por vezes como inferior à portuguesa, marcaram-se 907 golos em 312 jogos. Outro exemplo e último: na Liga Turca, com os mesmos 306 jogos da Liga NOS, ultrapassou-se também a barreira dos 800 golos, com 828 apontados no final da época.

Entre a fraca finalização, Bas Dost foi quem mais marcou. (Foto: Google)

Falta criatividade e engenho na hora de alvejar as redes das balizas em Portugal, isso é notório, como os números atestam. Muitos golos são fabricados de bola parada, fruto de jogos previsíveis e aborrecidos e os adeptos portugueses merecem mais, embora também por vezes se preocupem mais com razões extra futebol, mas é o país que temos, empobrecido no que à cultura desportiva diz respeito.

Mas acreditamos que o adepto português gosta de futebol e merece um campeonato com mais golos e consequentemente mais emoção e mais festa. Por isso, vamos lá a “abanar as redes”, que é disso que o povo gosta. Liga Portuguesa, está na hora de fazer as pazes com a baliza e dar aos adeptos o que eles mais amam: festa e golos, com mais abundância.

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Daniel FariaJulho 9, 20174min0

De ano para ano, surgem novos valores no campeonato português às vezes sem estarmos à espera. Neste artigo, o leitor pode conferir cinco nomes que prometem “agitar” a Liga NOS em termos de qualidade. Dois pertencem aos “grandes”, enquanto que os outros três apresentam dados que fazem antever capacidade para singrar no principal escalão do futebol português.

Opinar sobre jogadores que podem dar certo na liga, é sempre muito subjectivo e passível de erro, pois como sabemos o futebol e a performance de um jogador é variável de época para época, mas estamos crentes nestes cinco nomes que apresentamos. Poderiam ser cinco, dez, quinze, vinte… Mas vamos com calma, até o porque campeonato só começa para o mês que vem, agosto.

Por isso, caro leitor, fique para já, com este “cheirinho” de alguns “intérpretes” que muito provavelmente vão fixar a sua atenção nos relvados portugueses nesta época 2017/2018, alguns pelo que já demonstraram e outros pelo que podem vir a exibir dentro das quatro linhas.

Filip Krovinovic (Benfica)

Krovinovic chega à luz com os adeptos a esperarem magia dos pés do croata (Foto: MaisFutebol)

O jogador croata promete ser um “agitador” do nosso campeonato. Um dos primeiros reforços confirmados pelo Benfica para a época 2017/2018 deu nas vistas nas duas últimas épocas no Rio Ave, onde exibiu um futebol de elevado recorte técnico, brindando os adeptos de futebol com a sua perícia com a bola nos pés, inteligência dentro de campo e a maneira como por vezes organizava o jogo da equipa e impulsionava para o ataque a formação do Rio Ave.

Com apenas 21 anos, o jovem médio croata promete lutar pela titularidade no tetracampeão nacional. A concorrência que se cuide.

Everton (Marítimo)

Depois da experiência no Bahrein, onde mostrou “faro” para o golo, segue-se a experiência no Marítimo para Everton. (Foto: MF)

Campeão no Bahrein e melhor marcador no país, com quase 20 golos apontados, o brasileiro Everton Nascimento chegou à Madeira com o rótulo de goleador. Quem o conhece, aponta qualidade ao avançado, que promete surpreender os “aficionados” do futebol nacional com a sua veia finalizadora.

Cinco golos apontados na Taça do Bahrein e 11 no campeonato, ajudaram no título do Manama Club. Vejamos agora como se adapta na Liga NOS, o brasileiro que chega com fama de goleador aos verde-rubros.

Bruno Fernandes (Sporting)

Bruno Fernandes, acompanhado do presidente leonino Bruno de Carvalho, promete dar alegrias aos adeptos leoninos. (Foto: MF)

Ainda jovem – 22 anos -, mas já com muita experiência nos pés, Bruno Fernandes promete ser uma das referências na Liga NOS 2017/2018, pelo que já evidenciou no futebol italiano ao serviço de Udinese e Sampdória.

Com mais de 30 jogos realizados nas duas últimas épocas na Série A e oito golos – de vez em quando dá o ar da sua graça na finalização – o Sporting garantiu uma boa contratação, que certamente acrescentará qualidade ao campeonato português.

N’Sor (Moreirense)

Depois de uma boa época no União, N’Sor chega com moral para tornar-se o homem golo do Moreirense. (Foto: Ghana News)

O melhor marcador do União da Madeira, que apontou 17 golos em 33 jogos a época passada nos madeirenses, promete ser a referência ofensiva do Moreirense.

Se a condição física for a melhor, acredita-se que N’Sor será um dos “artilheiros” na Liga, surpreendendo quem não o conhece bem. Espirito guerreiro e bom posicionamento entre os defesas, são “armas” que podem afirmá-lo como um dos “homens golo” na temporada que se inicia no próximo mês de agosto.

Tomás Podstawski (Setúbal)

Desde sempre apelidado de grande promessa portuguesa, o médio de 22 anos conseguirá esta época dar nas vistas? Vamos acreditar que sim. Depois de vários anos ao serviço do Futebol Clube do Porto, evoluindo nas camadas jovens e posteriormente na equipa B, o atleta ruma agora ao Vitória de Setúbal, procurando minutos no principal escalão do futebol português.

Fazendo uso da qualidade que detém, isso é inegável, importará saber como o jovem português irá gerir as oportunidades que lhe forem dadas, porque existem condições para ser uma das boas surpresas do campeonato.


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