17 Ago, 2017

Daniel Faria, Author at Fair Play

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Daniel FariaJulho 28, 20174min0

Depois da experiência frustrada no Génova, onde era suposto a cedência de Adel Taarabt ao clube italiano até 2018, tudo indica que o jogador marroquino retorne ao Benfica, apresentando-se no Seixal, para a temporada 2017/2018.

O atleta com dupla nacionalidade – Adel Taarabt possui nacionalidade francesa – vai apresentar-se no Seixal para a pré-época, sabendo desde já que não entra nas “contas” de Rui Vitória. Mesmo assim, vai treinar-se no Caixa Futebol Campus, à espera de nova colocação para prosseguir a carreira.

Ao fim de dois anos de ligação ao Benfica, o marroquino regista 0 minutos de utilização na equipa principal e apenas sete jogos na equipa B encarnada, com um golo marcado.

O jogador possui ainda mais três anos de contrato, assumindo-se cada vez mais como um fardo para o Benfica, sobretudo no que toca à folha salarial. Taarabt aufere um salário mensal de 193 mil euros, perfazendo um total anual de 2,316 milhões de euros brutos no final do ano.

Marroquino não foi feliz em Itália, ao serviço do Génova. (Foto: MF)

O investimento

O marroquino de 28 anos chegou à Luz em meados de junho em 2015, tendo assinado por cinco anos. Custou aos cofres das águias 2,925 milhões de euros, segundo divulgou a SAD do Benfica na altura.

Tendo em conta a duração do vínculo, até 2020, Taarabt pode custar, só em salários, 11,58 milhões de euros se cumprir todo o contrato que o liga às águias.

Continuando nesta “saga”, além disso, o jogador pode receber 232 mil euros brutos por cada 15 jogos em que for titular pelo Benfica, e voltará a receber essa quantia caso chegue às 30 partidas, o que quase de certeza não acontecerá, mas descrevemos isto só para o leitor ter uma ideia do contrato feito entre o jogador e o clube.

Taarbat é um dos mais bem pagos, sem nunca ter alinhado na equipa principal do Benfica. (Foto: MF)

Caso isto acontecesse, Taarabt poderia, assim, ganhar 464 mil euros ilíquidos por época, o que em cinco anos estabelece um valor máximo de 2,32 milhões de euros só em prémios de jogo.

Assim, os custos de Taarabt poderiam chegar a 13,9 milhões de euros, isto sem contar com as despesas com a contratação do futebolista. Kia Joorabchian, empresário iraniano que esteve a cargo da intermediação da transferência, lucrou também pelo menos um milhão de euros de comissão.

Erro de casting

Depois destes factos, importa perguntar: o jogador tem qualidade? Tem. Mas ter qualidade não chega. É preciso trabalhar, dedicar-se, para ser alguém no futebol. Mostrou bom futebol? Mostrou, principalmente no Queen Spark Rangers. Mas, este investimento absurdo, num jogador que nem “calçou” – nem vai “calçar” – na equipa principal, simplesmente não se compreende.

Uma expectativa desmedida foi criada num jogador que à partida mostrava qualidade e que de repente transformou-se num autêntico fardo para o Benfica, que não consegue livrar-se de um jogador que aufere um dos salários “mais gordos” no plantel, não dando qualquer contributo ao mesmo.

Um tremendo erro de casting, que está a custar caro ao tetracampeão nacional, que deve estar simplesmente a rezar para que o final do vínculo contratual entre jogador e clube chegue rapidamente.

Quando a cabeça não tem juízo…

Depois de um empréstimo falhado ao TSV Munique no início da época 2016/17, o médio seguiu para Itália, para o Génova, onde chegou ainda a iludir em relação à sua performance.

Na estreia, duas assistências no empate a três com a Fiorentina, e a promessa de um regresso à sua melhor versão. Não passou de “fogo de vista”. A inconstância exibicional impediu a afirmação plena no onze do técnico Andrea Mandorlini.

Um total de 209 minutos, fez com que o jogador desaparecesse completamente da equipa italiana, regressando assim ao Benfica na procura de um novo rumo para a atribulada carreira.

A qualidade técnica demonstrada no Tottenham, QPR, AC Milan e Fulham, fazia prever outro tipo de cenário, mas a verdade é que a inconsistência do jogador em termos exibicionais bem como os problemas fora das quatro linhas – álcool, excesso de peso, entre outras irresponsabilidades – sempre impediu a afirmação plena nos vários clubes onde passou.

No Queens Park Rangers, Taarbat teve os melhores momentos da carreia. (Foto: MF)

Quando a cabeça não tem juízo… a carreira é que paga. Que destino para Taarabt?

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Daniel FariaJulho 22, 20172min0

Dinheiro é algo que definitivamente não preocupa o Manchester City orientado por Guardiola, que parece estar disposto a fazer tudo para voltar ao título inglês e alcançar patamares superiores na Liga dos Campeões. Para já, o clube gastou já 153 milhões de euros, preparando-se para bater novo recorde no mercado de transferências, ao adquirir o passe do defesa Mendy, do Mónaco, ao que tudo indica por 57,5 milhões de euros.

A confirmar-se, o valor em transferências subirá para 210,5 milhões, em cinco aquisições. É muita “pasta”, como se costuma dizer.

Douglas Luiz, médio do Vasco da Gama (12M), Ederson, guarda-redes benfiquista (40M), Bernardo Silva, médio do Mónaco (50M), Walker, lateral direito ex-Tottenham (51M), são para já as aquisições no defeso, fazendo do Manchester City um autêntico agitador do mercado.

É para comprar, e com “estrondo”, chamem o Manchester City, que está sedento por títulos e parece quase desesperado em constituir uma equipa formada por estrelas, que possibilite grandes resultados a nível desportivo.

O senhor que se segue, será ao que tudo indica, Mendy, que a confirmar-se, tornar-se-á o defesa mais caro de sempre no desporto rei.

Mendy está prestes a tornar-se o defesa mais caro de sempre. (Foto: Google)

Uma corrida desenfreada no mercado, que torna o clube de Manchester um verdadeiro gastador, sem ter que preocupar-se com os lados da balança. Se olharmos para o “saldo” das saídas do clube inglês, o valor somado em vendas cifra-se em… 36,40 milhões de euros.

Uma autêntica loucura, o posicionamento do City nesta janela de transferências. Para o bem ou para o mal, conforme o tempo passar, saberemos se a aposta será bem sucedida. Bem estão os clubes que lhes calha a sorte da loucura inglesa, que está disposta a abrir – e de que maneira – os cordões à bolsa.

Para já, 153 milhões de euros… e está a contar. Senhoras e senhores, sentem-se e contemplem, pois o milionário Manchester City promete continuar a elevar as temperaturas neste mercado de verão.

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Daniel FariaJulho 18, 20174min0

Com a nova época à porta, passamos em revista alguns números relativos à Liga NOS 2016/2017, no que toca aos golos apontados. “Algarismos” que comprovam uma tendência que há muito sabemos: em Portugal marcam-se poucos golos e o espectáculo sofre com isso, prejudicando a qualidade do nosso campeonato e a nossa imagem lá fora. Afinal, o “sal” do futebol são os golos. Sem eles, isto não tem piada.

Na última temporada, em 306 jogos realizados, marcaram-se 728 golos, o que perfaz uma média de 2,38 golos por jogo. 170 jogos (o que representa 56% das partidas realizadas), terminaram com menos de três golos no placard, contra 136 que registaram um “score” com mais de três golos após o apito final.

O resultado típico, por assim dizer, foi o empate a uma bola. 36 jogos terminaram com a igualdade 1-1 que é como quem diz, um golinho para cada lado e está fechado.

Os clássicos são por vezes exemplos de jogos com poucos golos em Portugal. (Foto: MF)

Estes números merecem toda a nossa atenção e reflectem um certo défice na qualidade do futebol, que se vai tornando cada vez mais táctico e menos propício ao espectáculo. O futebol português precisa de arrojo, algo que se vê a espaços mas não é suficiente para “colar” o espectador ao ecrã, ou levá-lo ao relvado para ver os jogos.

“Fazendo contas”, a taxa de conversão no que respeita a golos no campeonato português traduz-se em 35%, o que é manifestamente pouco para um campeonato que por vezes se auto proclama, ou quer ser, dos melhores da Europa.

Recuando apenas uma temporada, em 2015/2016, marcaram-se em Portugal 831 golos nos mesmos 306 jogos realizados este ano. Ou seja, a Liga NOS apresentou esta época menos 103 golos do que na época anterior. Se quisermos também observar o número de golos em 2014/2015, a época terminou com 763 golos consumados, mais 35 do que a presente época que findou em Maio.

Festa do golo apresentou decréscimo este ano em Portugal. (Foto: RR)

Portugal é um país onde se marca pouco. E muito de bola parada. Por vezes assistimos a jogos chatos, enfadonhos, porque as equipas não querem arriscar. Estão cómodas na situação. E isso é inadmissível. Ainda há pessoas que pagam bilhetes para ver jogos. Será que merecem não ver sequer um golo? Dá que pensar.

E se compararmos o nosso número de golos numa temporada com os nossos vizinhos? Vejamos o exemplo da Bundesliga. Exactamente com o mesmo número de jogos, 306, marcaram-se 877 golos, o que dá uma média de 2,87 golos por jogo. Na Série A, um campeonato fechado e tático, ultrapassou-se a barreira dos 1000 golos. Foram facturados 1123 golos, com uma média de 2,96 golos por jogo. Espanha e Inglaterra não vale também a pena comparar. Na Liga Holandesa, por exemplo, tida por vezes como inferior à portuguesa, marcaram-se 907 golos em 312 jogos. Outro exemplo e último: na Liga Turca, com os mesmos 306 jogos da Liga NOS, ultrapassou-se também a barreira dos 800 golos, com 828 apontados no final da época.

Entre a fraca finalização, Bas Dost foi quem mais marcou. (Foto: Google)

Falta criatividade e engenho na hora de alvejar as redes das balizas em Portugal, isso é notório, como os números atestam. Muitos golos são fabricados de bola parada, fruto de jogos previsíveis e aborrecidos e os adeptos portugueses merecem mais, embora também por vezes se preocupem mais com razões extra futebol, mas é o país que temos, empobrecido no que à cultura desportiva diz respeito.

Mas acreditamos que o adepto português gosta de futebol e merece um campeonato com mais golos e consequentemente mais emoção e mais festa. Por isso, vamos lá a “abanar as redes”, que é disso que o povo gosta. Liga Portuguesa, está na hora de fazer as pazes com a baliza e dar aos adeptos o que eles mais amam: festa e golos, com mais abundância.

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Daniel FariaJulho 9, 20174min0

De ano para ano, surgem novos valores no campeonato português às vezes sem estarmos à espera. Neste artigo, o leitor pode conferir cinco nomes que prometem “agitar” a Liga NOS em termos de qualidade. Dois pertencem aos “grandes”, enquanto que os outros três apresentam dados que fazem antever capacidade para singrar no principal escalão do futebol português.

Opinar sobre jogadores que podem dar certo na liga, é sempre muito subjectivo e passível de erro, pois como sabemos o futebol e a performance de um jogador é variável de época para época, mas estamos crentes nestes cinco nomes que apresentamos. Poderiam ser cinco, dez, quinze, vinte… Mas vamos com calma, até o porque campeonato só começa para o mês que vem, agosto.

Por isso, caro leitor, fique para já, com este “cheirinho” de alguns “intérpretes” que muito provavelmente vão fixar a sua atenção nos relvados portugueses nesta época 2017/2018, alguns pelo que já demonstraram e outros pelo que podem vir a exibir dentro das quatro linhas.

Filip Krovinovic (Benfica)

Krovinovic chega à luz com os adeptos a esperarem magia dos pés do croata (Foto: MaisFutebol)

O jogador croata promete ser um “agitador” do nosso campeonato. Um dos primeiros reforços confirmados pelo Benfica para a época 2017/2018 deu nas vistas nas duas últimas épocas no Rio Ave, onde exibiu um futebol de elevado recorte técnico, brindando os adeptos de futebol com a sua perícia com a bola nos pés, inteligência dentro de campo e a maneira como por vezes organizava o jogo da equipa e impulsionava para o ataque a formação do Rio Ave.

Com apenas 21 anos, o jovem médio croata promete lutar pela titularidade no tetracampeão nacional. A concorrência que se cuide.

Everton (Marítimo)

Depois da experiência no Bahrein, onde mostrou “faro” para o golo, segue-se a experiência no Marítimo para Everton. (Foto: MF)

Campeão no Bahrein e melhor marcador no país, com quase 20 golos apontados, o brasileiro Everton Nascimento chegou à Madeira com o rótulo de goleador. Quem o conhece, aponta qualidade ao avançado, que promete surpreender os “aficionados” do futebol nacional com a sua veia finalizadora.

Cinco golos apontados na Taça do Bahrein e 11 no campeonato, ajudaram no título do Manama Club. Vejamos agora como se adapta na Liga NOS, o brasileiro que chega com fama de goleador aos verde-rubros.

Bruno Fernandes (Sporting)

Bruno Fernandes, acompanhado do presidente leonino Bruno de Carvalho, promete dar alegrias aos adeptos leoninos. (Foto: MF)

Ainda jovem – 22 anos -, mas já com muita experiência nos pés, Bruno Fernandes promete ser uma das referências na Liga NOS 2017/2018, pelo que já evidenciou no futebol italiano ao serviço de Udinese e Sampdória.

Com mais de 30 jogos realizados nas duas últimas épocas na Série A e oito golos – de vez em quando dá o ar da sua graça na finalização – o Sporting garantiu uma boa contratação, que certamente acrescentará qualidade ao campeonato português.

N’Sor (Moreirense)

Depois de uma boa época no União, N’Sor chega com moral para tornar-se o homem golo do Moreirense. (Foto: Ghana News)

O melhor marcador do União da Madeira, que apontou 17 golos em 33 jogos a época passada nos madeirenses, promete ser a referência ofensiva do Moreirense.

Se a condição física for a melhor, acredita-se que N’Sor será um dos “artilheiros” na Liga, surpreendendo quem não o conhece bem. Espirito guerreiro e bom posicionamento entre os defesas, são “armas” que podem afirmá-lo como um dos “homens golo” na temporada que se inicia no próximo mês de agosto.

Tomás Podstawski (Setúbal)

Desde sempre apelidado de grande promessa portuguesa, o médio de 22 anos conseguirá esta época dar nas vistas? Vamos acreditar que sim. Depois de vários anos ao serviço do Futebol Clube do Porto, evoluindo nas camadas jovens e posteriormente na equipa B, o atleta ruma agora ao Vitória de Setúbal, procurando minutos no principal escalão do futebol português.

Fazendo uso da qualidade que detém, isso é inegável, importará saber como o jovem português irá gerir as oportunidades que lhe forem dadas, porque existem condições para ser uma das boas surpresas do campeonato.

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Daniel FariaJunho 23, 20177min0

Onde existe dinheiro – em larga quantidade – todos sabemos que haverá sempre o “fantasma” da corrupção e da ilegalidade a pairar. Infelizmente, no futebol, esse espectro da “ilegalidade financeira”, se assim quisermos chamar, está cada vez mais presente, num desporto que se assume a olhos vistos como uma indústria ou uma máquina de fazer milhões.

Como todos sabemos, o futebol é actualmente um desporto milionário. Os clubes movimentam receitas astronómicas resultantes da venda de bilhetes, dos passes milionários dos jogadores, dos prémios atribuídos em competições, entre outros factores.

Os atletas, são vistos também como um mero instrumento financeiro, em que os clubes procuram ao máximo rentabilizar aquele activo, seja em transferências, ou contratos publicitários, que acabam por beneficiar e/ou promover o jogador e sobretudo o clube, que cada vez mais rico, está constantemente sedento por novo encaixe monetário.

Falamos claro dos maiores clubes a nível mundial, Manchester United, Real Madrid, Bayern Munique, entre outros, o leitor sabe a quem nos referimos. Deixe de fora o clube da sua terra, porque nesse meio futebolístico sim, ainda existe algum amor à camisola, descartando o lado industrial que está a “matar” o futebol e a sua verdadeira essência que é o jogo dentro das quatro linhas.

Muito dinheiro é movimentado no desporto rei. (Foto: apostas1x2)

Inflação desmedida

Hoje qualquer um vale 40, 50, 60, 70 milhões, fruto de uma inflação desmedida que desregula o valor real de cada jogador… Valor real esse que não existe na verdade, porque o que se pode fazer é uma avaliação de acordo com o que achamos que cada jogador vale, mas sinceramente, por vezes é difícil ver transferências astronómicas por “dá cá aquela palha”. Os clubes por vezes parecem “meninos mimados” que não sabem o que fazer ao dinheiro. Temos 100 milhões, ora pega 50 para este e mais 50 para aquele e pronto… E assim mostram que têm poder económico. Ridículo.

SAD’s, passes e salários

Noutra vertente, outra coisa que intriga, e que tem estado na ordem do dia é a relação do futebol com o fisco.

No meio de todas estas enormes quantias de dinheiro em movimento, como é que funcionam os impostos? É inegável que as Sociedades Anónimas Desportivas, as conhecidas SAD [Sociedades Anónimas Desportivas], apresentam grandes resultados com as vendas de grande valor que os clubes protagonizam.

Existem duas realidades fundamentais sujeitas a impostos no que se refere a um jogador de futebol: a primeira é o passe do atleta, ou direitos desportivos e a segunda é naturalmente o seu salário.

O passe do atleta é comercializado no mercado, tendo um grande valor económico consoante a valia do jogador, podendo ser detido por várias partes.

Ederson, ex-Benfica, é um exemplo de um jogador com o passe detido por várias partes. (Foto: O Benfiquista)

Exemplo – retirado de um artigo do um jornal português, que reflete bem a situação:

Um jogador começa a valorizar-se com boas exibições e atrai a atenção de outro clube. Este clube entra em negociações com a SAD que detém o “passe” do jogador e oferece pelo mesmo vinte milhões de euros. A SAD tinha despendido com a aquisição deste jogador cinco milhões de euros. Com o acordo estabelecido, o clube interessado terá então de negociar com o jogador. Efectuada a transferência e encerrado o negócio, a SAD terá gerado uma mais-valia de quinze milhões de euros.

Esta mais-valia de 15 milhões de euros vai ser sujeita a IRC à taxa normal. Porém, se a SAD reinvestir no prazo de três anos os vinte milhões de euros resultantes da venda do jogador, na contratação de outros jogadores verá a taxa de IRC reduzida para metade.

Os jogadores, são, regra geral, tributados em sede de IRS como trabalhadores dependentes. Porém, como se trata de uma profissão de desgaste rápido, poderão deduzir integralmente ao IRS o despendido em seguros de doença, acidentes pessoais, de vida ou reforma por velhice.

Regime especial é possibilidade

Os jogadores de futebol podem optar por um regime especial para agentes desportivos, em que lhes é aplicada uma taxa de tributação inferior à taxa normal (correspondente a apenas 60 por cento desse montante).

Ao optar por este regime, perde o direito a quaisquer deduções ou abatimentos, ou seja, os rendimentos serão sujeitos a tributação pelo seu montante bruto.

Mas, apesar disso, os prémios que os atletas recebem por classificações relevantes obtidas em provas desportivas de elevado prestígio, estão isentos de IRS.

Depois destes “factos rápidos”, é importante perguntar: como é que se vê tanto jogador e clube a fugir aos impostos, se ainda gozam em alguns casos de benefícios fiscais e têm na sua posse elevadas quantias de dinheiro que podem facilmente fazer face aos seus encargos fiscais e estarem bem economicamente?

Muitos jogadores têm sido acusados de fugir ao fisco, vejamos o caso de Cristiano Ronaldo e Messi. Ainda há poucos dias saiu uma notícia que referia o facto de mais de 40 clubes com a sua situação ao fisco fora dos trâmites legais…

Cristiano Ronaldo está acusado pelo fisco espanhol de evasão aos impostos, tal como Messi. (Foto: Google)

Não somos economistas nem pretendemos sê-lo, nem queremos fazer campanha negativa ao futebol e aos seus agentes, mas há coisas que não se percebem na relação do futebol com o fisco. Vale tudo para ter na sua posse a maior quantidade de dinheiro possível, sem cumprir obrigações legais?

Fisco atento aos negócios

As operações de transferências de jogadores, pelos elevados montantes que atingem e também pela sua relevância como fonte de receita, são cada vez mais objecto de planeamento fiscal e os clubes e jogadores têm que ter consciência disso, porque esta realidade foi criada pelos mesmos, que correm a todo o custo lado a lado nesta “guerra financeira”, com os empresários a serem também um dos principais impulsionadores dos negócios megalómanos.

Cada país tem as suas leis fiscais, sendo que este artigo foi feito com base na lei portuguesa, mas de nação para nação acreditamos que a disparidade entre os princípios económicos referentes ao futebol não seja muito grande.

O futebol e o desporto em geral têm cada vez maior importância na vida económica dos países. Por outro lado, e ao contrário da generalidade da actividade económica, neste campo estão envolvidas muitas paixões e multidões, o que faz com que o processo e notícias de evasões fiscais seja cada vez mais ampliado e alvo de dissecação.

Fisco espanhol tem estado particularmente activo nos últimos dias. (Foto: JN)

No meio de um desporto que se rege cada vez mais pelo dinheiro, o que acaba por infelizmente ser natural, pede-se aos clubes, atletas e sobretudo aos empresários, rigor na gestão do seu elevado património, contribuindo para limpar a imagem do futebol, que por vezes é “poluída” sem necessidade nenhuma.

Por isso e para concluir: investigue-se de maneira eficaz possíveis delitos na arte de usurpar impostos, não só no futebol, como em toda a actividade desportiva. Em todos os meios há quem pague impostos e quem faça de tudo para escapar aos mesmos, mas quando falamos em rendimentos de 20 ou 30 milhões anuais, parece-nos que a evasão fiscal não tem qualquer fundamento.

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Daniel FariaJunho 17, 20171min0

A Taça das Confederações, onde Portugal participa pela primeira vez, está quase a começar. Dando uma “espreitadela” nos elencos das oito equipas que participam no “ensaio” para o mundial do próximo ano na Rússia, mostramos uma figura por seleção. Acompanhe o nosso roteiro rápido de oito atletas que podem abrilhantar a competição.

Numa seleção alemã muito desfalcada relativamente à convocatória habitual, terá Portugal hipóteses para fazer história novamente depois da conquista do Europeu?

Atenção ainda aos conjuntos de Chile e México repletos de qualidade. Austrália, Nova Zelândia, Camarões e Rússia são vistos como “outsiders”, mas como se sabe o futebol é imprevisível, podendo acontecer sempre alguma surpresa.

Voltando ao ponto deste artigo, vejamos alguns atletas que podem muito provavelmente dar nas vistas no torneio.

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Daniel FariaJunho 11, 20175min0

O abdómen. Aquele músculo “invisível” para muita gente, que trava uma “luta” para conseguir mais definição naquela área. Principalmente no caso dos homens, a tarefa pode ser um “quebra cabeças”, devido à tendência que o organismo tem para “guardar” gordura naquele local.

Pois bem, o Fair Play dá algumas dicas, que servem tanto para meninos como para meninas que querem treinar com mais eficácia a zona do abdómen.
Ponto prévio: não existem treinos milagrosos, nem atalhos, como é apanágio quando falamos em fitness.

Porque é que não consegue ver ainda o seu abdómen? Porque tem o percentual de gordura alto, “escondendo” o músculo por baixo da “capa” de gordura. Se você fizer um treino consciente, apoiado num regime alimentar correcto, conseguirá com certeza ver o músculo a longo prazo.

Um abdomén visível requer baixo percentual de gordura. (Foto: shutterstock)

Para um treino de abdómen ser eficaz, é preciso considerar alguns factores:

1- Deve incluir carga no treino

  • Quando você treina bíceps, pernas, ou outro músculo qualquer, os exercícios são feitos com carga, certo? Então considere usar carga nos exercícios de abdómen. Adicione um peso considerável na polia ou cabos e faça o exercício dessa forma, por exemplo.

2- Menos repetições, mais contracção

  • A técnica é tudo na musculação. Por vezes, em vez de fazer 25 repetições, é preferível executar 12 a 15, com foco total no movimento, tentando “ouvir” o músculo que está a recrutar. Ou seja, não vale a pena fazer, 50, 100, 200 abdominais, é só uma perda de tempo, servindo só para atrasar o progresso, fatigando desnecessariamente o músculo.

3- Treine três vezes por semana

  • Parece-lhe excessivo treinar três vezes por semana esta área muscular? Desengane-se. O abdómen é um músculo pequeno, tendo um tempo de regeneração mais rápido. Por isso, aumente a frequência de treino para três vezes por semana e verá mais resultados.

O movimento deve ser “consciente” na hora de treinar a barriga. (Foto: dicasemagrecer.com.br)

4- Abuse das pranchas

  • Esqueça os exercícios convencionais, como por exemplo, o tradicional “crunch”. Por vezes, este movimento, pode até prejudicar a sua nuca e lombar, se for executado incorretamente. Invista em pranchas. Rectas, laterais… tanto faz. Para além de ser um movimento desafiante, recruta fortemente o seu “core” e abdómen. Faça quatro séries de um minuto. Pode até ser feito todos os dias, para fortalecimento do core.

5- Procure sempre variedade

  • É muito fácil cair na zona de conforto ao treinar o abdômen. Procure sempre variar, existem inúmeras alternativas. Elevação de pernas, “russian twists”, entre outros. Basta pesquisar no Google e encontrará uma panóplia de exercícios.

“Russian Twist” é um exemplo de alternativas ao treino tradicional. (Foto: OX2.com)

6- Controle a respiração

  • Respirar. Simples não é? Por ser um acto que praticamos automaticamente, por vezes é negligenciado na hora do treino. Quando estiver a fazer os exercícios abdominais, ou seja, a esforçar-se para fazer o movimento, solte o ar. Depois, inspire na parte mais simples do exercício. Ou seja, quando estiver a “subir” expire e quando “descer”, inspire. A respiração correcta permite melhor rendimento no treino e eficiência do músculo na resposta ao exercício.

7 – Faça exercícios compostos

  • Agachamentos e peso morto, são “reis” na arte de recrutar o abdominal. São movimentos compostos, que puxam pelo corpo todo, exigindo muito da parede abdominal para o corpo se equilibrar na sua execução. Por isso, involuntariamente o seu abdominal será afectado positivamente por este género de exercícios.

Exemplo de treino

Exercício 1: 4 séries de prancha durante 1 minuto

A prancha é um exercício isométrico muito poderoso. (Foto: desedentarioamaratonista.com)

Exercício 2: 4 séries de elevação de pernas suspenso

Elevar as pernas estando suspenso irá fortalecer o seu core. (Foto: Google Images)

Exercício 3: 4 séries de 12-15 repetições de abdómen na roda


Exercício 4: 4 séries de 12-15 repetições na polia

Fazer abdominal na polia, ou cabo, sobrecarrega de modo eficaz a região muscular. (Foto: Google Images)

Parece simples, mas altamente eficaz. Está aqui apenas um exemplo de tudo o que você precisa para recrutar eficazmente a zona abdominal. Treine segunda, quarta e sexta utilizando 60 segundos de descanso entre as séries e não se esqueça de realizar cada repetição de maneira controlada, lenta e focando-se na contracção muscular.

Para concluir, importa dizer que não é fácil definir o abdómen. Não existem truques secretos ou métodos milagrosos para construir um abdómen esteticamente apelativo, é tudo uma questão de seguir uma dieta adequada e treinar com disciplina. Se você estiver disposto a fazer isso por meses – alimentar-se bem e treinar com disciplina – os resultados, inevitavelmente, vão aparecer, pode ter a certeza disso. Por isso, abdómen à obra!

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Daniel FariaMaio 28, 20178min0

O futebol português inicia hoje uma nova era, com a estreia do vídeo-árbitro, na final da Taça de Portugal entre Benfica e Vitória de Guimarães, no Jamor. Com os árbitros “debaixo de fogo” – imagem recorrente no futebol luso, onde se discute por vezes mais arbitragem do que futebol – conseguirá a tecnologia “refrear” os ânimos e ser uma espécie de “porto seguro” que permita amenizar as vozes contestatárias que tantas vezes se erguem contra a arbitragem?

A principal palavra que se coloca a partir de hoje é mudança. Para o bem ou para o mal, o vídeo-árbitro mudará a visão do futebol em Portugal, culminando na tão desejada “revolução tecnológica”. Para além da mudança, a palavra desafio está presente. Toda a mudança constitui um desafio que os árbitros e comunidade futebolística portuguesa terão que saber lidar, adaptando-se a uma nova realidade que conjuga tecnologia e futebol.

O sistema, a cargo dos árbitros Artur Soares Dias e Jorge Sousa, vai estar “instalado numa ‘régie’” e permitirá aceder a “todos os ângulos de câmara disponíveis no estádio”.

Portugal é pioneiro

O nosso país torna-se deste modo pioneiro nesta tecnologia, uma vez que o jogo de hoje que decide o vencedor da Taça de Portugal 2016/2017, assume-se como a primeira final em provas nacionais, a nível mundial, a recorrer oficialmente ao vídeo-árbitro.

Estádio do Jamor apadrinhará o vídeo-árbitro em Portugal (Foto: FPF)

O passo decisivo foi dado a 5 de março de 2016, no 130º encontro anual realizado em Cardiff, quando o International Board decidiu autorizar a introdução deste recurso. Portugal foi um dos primeiros seis países a avançar, a par de Austrália, Brasil, Estados Unidos, Alemanha e Holanda.

Os australianos foram os primeiros a adoptar o sistema, e espera-se que, para além de Portugal, se juntem à revolução tecnológica Holanda e Alemanha. De resto, os árbitros portugueses já foram experimentando o sistema na Cidade do Futebol, em Oeiras.

De relembrar que a Federação Portuguesa de Futebol confirmou a 7 de Abril a utilização do vídeo-árbitro no embate entre vitorianos e “encarnados”, o primeiro jogo oficial do país a recorrer ao sistema de comunicação entre o árbitro de campo e os árbitros a cargo das imagens em directo.

Árbitros portugueses têm experimentado a tecnologia pelo menos desde o ano passado. (Foto: antoniotadeia.com)

Objectivo é errar menos

“Queremos claramente que os árbitros errem cada vez menos e esta ferramenta, estamos convencidos, será muito importante para diminuir a margem de erro”, foram as palavras de Fernando Gomes, da FPF, na ocasião.

Isso mesmo. Errar cada vez menos. Porque a perfeição não existe, ao contrário do que muitos adeptos do “desporto rei” possam pensar, relativamente à tecnologia “ligada” à arbitragem. O vídeo-árbitro não vai eliminar os erros a 100%. Estamos a falar de seres humanos. E como se sabe, os seres humanos falham. E quem controla a tecnologia do vídeo-árbitro? Pois. São pessoas.

Falando mais concretamente no funcionamento do vídeo-árbitro, os vídeo-árbitros assistentes (VAR), vão poder intervir em situações como a validação de golos, a marcação de grandes penalidades, a atribuição de cartões vermelhos e possíveis erros na identificação de jogadores castigados.

A tecnologia intervém principalmente nas situações especificadas na imagem. (Foto: FIFA)

Engane-se quem ache que os VAR poderão intervir quando quiserem. Até porque isso levaria a um desperdício de tempo útil de jogo, que não é o que se pretende.

Trocando por miúdos: o recurso ao vídeo-árbitro pode ser decidido pelo árbitro, através do sistema de intercomunicações, ou podem ser estes assistentes a recomendar ao juiz que reveja uma decisão tomada no decurso do jogo. Seguidamente, os vídeo-árbitros, devidamente instalados numa sala de operações, revêm o lance e informam o árbitro da decisão que acham ser a correcta. O “homem do apito” pode depois decidir rever ele próprio a jogada junto à linha lateral ou simplesmente aceitar a recomendação dos auxiliares.

Sistema não é perfeito

Outra situação serão os fora-de-jogo. Estes lances não serão analisados pelo vídeo-árbitro, a não ser que resultem em golo. Em contrapartida, este sistema pode funcionar como incentivo aos “bandeirinhas” para que deixem prosseguir as jogadas que suscitem dúvidas, pois em caso de golo irregular, a decisão poderá ser revertida pelo olhar da tecnologia.

“O vídeo-árbitro deve ser usado em situações muito específicas: golos, penáltis, vermelhos – mas apenas directos, não por acumulação de amarelos, e identidade trocada”, destacou David Elleray, director técnico do International Board.

Amostragem de cartões é um dos campos onde a tecnologia pode intervir. (Foto: RR Sapo)

O inglês admitiu ainda que há uma situação que não pode ser resolvida: “Se um golo resulta de um canto mal assinalado, o vídeo-árbitro nada pode fazer e temos de aceitar, pois as leis dizem que a partir do momento em que o árbitro dá ordem para o recomeço do jogo já não pode voltar atrás.”

“O sistema não é perfeito, há desafios”, reconheceu Elleray, dando o exemplo das bolas paradas. Apresentou como exemplo um lance muito semelhante ao ocorrido no último dérbi no Estádio da Luz, quando o primeiro golo do Benfica resultou de uma jogada em que o Sporting pediu penálti. “Com o vídeo-árbitro, as pessoas teriam de aceitar que o golo fosse anulado caso o árbitro entendesse que tinha havido penálti do outro lado.”

Intervir o menos possível

Outro ponto que já se falou atrás, é a possível perda de tempo no acto da decisão. Os críticos do sistema apontam a perda de tempo que o recurso ao vídeo-árbitro pode provocar. “Não queremos ter 10 intervenções por jogo. Em testes que estamos a fazer nos EUA, houve três interferências em 10 jogos”, assegurou o antigo árbitro inglês. “Não queremos que os árbitros digam ‘Não sei se é penálti ou não, quero ver repetição’.”

Intervir o menos possível, é um dos objectivos do vídeo-árbitro. (Foto: clicrbs.com.br)

Por outras palavras, a revisão ocorre apenas quando o vídeo-árbitro – ou outro assistente – der indicação clara de um erro flagrante ou o próprio árbitro suspeita que perdeu algo importante. “O árbitro deve aceitar a decisão em factos objectivos. Em questões subjectivas (se é vermelho ou amarelo, ou se foi mão na bola ou bola na mão), terá de ser sempre o árbitro a ver e a decidir”, explicou Elleray.

“Exemplo e inspiração”

Por outro lado, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, mostrou também o seu agrado pelo sistema ser adoptado em Portugal, dizendo-se “muito satisfeito” pela implementação do vídeo-árbitro na I Liga portuguesa de futebol na próxima temporada, uma situação que deve servir como “exemplo e inspiração para todos”. Como se sabe, anunciou também, no final de Abril, que a tecnologia do vídeo-árbitro será utilizada no mundial de 2018, na Rússia.

Infantino congratulou Federação Portuguesa de Futebol pela oficialização do vídeo-árbitro. (Foto: RR Sapo).

Por fim, uma questão-chave: A indicação do vídeo-árbitro sobrepõe-se à do árbitro? A resposta é um redondo não. A decisão final sobre qualquer lance que possa estar em causa cabe sempre ao árbitro da partida. Isto para dizer que o sistema do vídeo-árbitro não será infalível, como muita gente pensa. O futebol e decisões inerentes ao mesmo, estarão sempre ligadas a um fenómeno complexo. O vídeo-árbitro procurará somente ajudar os árbitros a errarem menos. Erros irão sempre existir, e é essa a essência da arbitragem. Só errando é que os árbitros têm a necessidade de evoluir, corrigindo esses mesmos erros e tornando-se um agente desportivo confiável e com credibilidade.

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Daniel FariaAbril 18, 20177min0

“O dinheiro manda tudo”. Quem já não ouviu esta frase? Como em quase tudo na vida, a “lei do dinheiro” impera, sendo a nossa passagem por este mundo regida muitas vezes por um conjunto de investimentos. E o seu corpo e a prática do fitness não foge à regra. Ir para o ginásio, consiste num investimento, a longo prazo, em que toda a gente quer ver frutos. Será o fitness um desporto caro? Vale a pena pagar a mensalidade de um ginásio e “ser fit”?

Muita gente já se deve ter questionado com as interrogações redigidas no parágrafo anterior. Realmente, para quem leva este desporto a sério, pode-se dizer com alguma propriedade que o fitness é caro, pois envolve mais do que uma simples mensalidade de um ginásio ou health club.

A lista é extensa: suplementação, dieta, material desportivo, mensalidade do ginásio, despesas de transporte para o mesmo e em alguns casos, em atletas avançados, o uso de esteróides anabolizantes, que não são baratos. Assim de cabeça, estas despesas somadas, podem atingir valores como 300€ ao mês. Um pouco caro para quem pratica musculação como fonte de recreação. Isto sem referir que há gente que gasta mais de 300€ em suplementos alimentares… Por isso, os nossos cálculos estão feitos muito por alto.

A dieta, é uma das despesas de quem quer ser fit. (Foto: ginasiovirtual.com)

Fitness é uma indústria

Mas a ideia que se quer passar, e por mais que algumas pessoas neguem é a de o fitness é uma indústria, e cada vez mais em crescimento, dada a “febre” atual da população pelo exercício físico.

“O mercado português de fitness cresceu 13% em 2015, somando assim 730 mil pessoas, o que equivale a 7,1% da população total e 8,3% com mais de 15 anos. Enquanto isso, o número de ginásios aumentou para 1.365, levando a uma média de 537 membros por clube no final de 2015”. Este trecho retirado da Associação de Empresas de Ginásios e Academias de Portugal (AEGAP) comprova essa tese de crescimento, com os ginásios a aproveitarem-se da moda do fitness, que é transversal em outros países europeus, em maior escala.

Continuando a ver o “report” mais recente da AGAP, datado de 15, relativo ao mercado do fitness português, pode-se constatar que a mensalidade média dos ginásios situa-se nos 36,30 euros, originando um volume de mercado em termos de receitas líquidas de adesão na ordem dos 260 milhões de euros, enquanto o valor de mercado total cifra-se nos 286 milhões.

Em 2015, registou-se um ligeiro crescimento no mercado fitness em Portugal. (Foto: blogrevistaautoestima.blogspot.pt)

Tenha noção dos gastos e controle o seu orçamento

No desporto, e o fitness não é exceção, o dinheiro está sempre presente, e mesmo que não note, o mesmo é dispendioso para si. Mas como se faz questão de lembrar, o investimento é benéfico. Pois está a investir em si e no seu corpo.

Mas o que não se pode negar, é que de facto, para quem leva o fitness a sério e como um estilo de vida, o mesmo representa uma despesa assinalável no quotidiano. Mas lá está: cada um define as suas prioridades. Pessoalmente, achamos benéfico gastar 300 ou 400€ em “matéria desportiva”, do que em saídas à noite ou copos, por exemplo. Mas o livre-arbítrio é para todos, e cada um decide o que acha ser melhor para si e para a sua vida.

Ora vejamos um exemplo de despesa: imagine que você compra um whey protein isolado, de boa qualidade. Um suplemento desta tipologia, custa em média 50 a 60€ (tendo já um perspetiva low-cost). A sua mensalidade no ginásio é de 50 euros mensais. A nível de dieta, gasta entre 100 a 150 euros ao mês. Em gasolina, suponhamos, gasta 30€ ao mês para se deslocar para o seu ginásio. Apeteceu-lhe comprar uns calções, sapatilhas “xpto” e uma bolsa, gastando por exemplo 40€ em material desportivo. Paga personal-trainer (imaginemos 20€)… Tem conhecimento de causa e quer aventurar-se a tomar algo mais forte para perder peso – leia-se esteroides – há comprimidos que o mais barato que se encontra são 160/200€… Quer que continue? É que a soma das coisas referidas vai já em 490 euros…

Sem dor, sem ganhos. Uma frase muito escutada, que reflecte os sacrifícios de quem gosta “de ferro”. (Foto: atzmut.com)

Invista em si com consciência

Com isto quer-se dizer o quê? Não é obrigado a gastar quantias exorbitantes para se exercitar, nem queremos passar a ideia de que o fitness é um desporto para elites, porque não o é… Mas se olharmos atentamente para o extrato bancário no que diz respeito a aquisições e pagamento de mensalidades ou serviços que alguém adquire por inerência à prática de musculação, chegamos facilmente à conclusão de que o dinheiro é importante para “fazer ginásio”.

Já se ouviu por aí: “quanto mais dinheiro tiveres, melhor físico vais ter”. E em certa medida é verdade. Porque com maior capacidade financeira, consegue-se frequentar os melhores ginásios, ter os melhores suplementos – sendo que suplementar não é obrigatório – ter os melhores alimentos com melhor “biodisponibilidade”, ter as melhores “drogas”, isto para quem compete… Não sejamos hipócritas, porque num desporto em que o principal objectivo é mostrar os músculos, há efectivamente o uso de recursos desta origem, denominados esteróides.

O tema fitness vai muito para além do treino, tendo conotações financeiras. (Foto: Pinterest.com)

Determinação vale mais que o dinheiro

Com dinheiro, conseguimos obter serviços “premium” e tudo da melhor qualidade para “turbinar” o nosso corpo. Mas nunca esquecer, e isto vem acima de qualquer capacidade monetária que possamos ter para aplicar neste desporto: A FORÇA DE VONTADE. Sim, o caps-lock foi propositado caro leitor. Você pode ter 1000€ para gastar em matérias de fitness, quero investir ao máximo no seu físico, mas se você não possuir vontade para “abraçar” este desporto como estilo de vida, não irá a lugar algum, estando simplesmente a atirar dinheiro para o caixote de lixo.

Em suma, pretende-se chamar à atenção de que quem se dedica e quer que o seu físico se destaque, terá que fazer um investimento para conseguir esse objetivo. Cabe ao atleta ponderar e estudar o que é melhor para si, fazendo as aquisições de modo inteligente, gerindo o seu orçamento para praticar estas actividades.

Sinta-se bem e faça as escolhas certas. (Foto: Funkyou.com)

Não estamos com isto a dizer que para ter resultados tem que gastar “rios de dinheiro”. Existem pessoas que são disciplinadas, treinam em casa, nem ginásio pagam e têm resultados. O que pode acontecer é passado algum tempo estagnarem, e quando se estagna é preciso dar o próximo passo, que é como quem diz, aumentar o investimento em si e no seu corpo e essa “capitalização” pode ser feita através de várias formas. Pagar a um especialista, adquirir suplementos, etc…

Por isso, para terminar, este artigo serve de reflexão para quem quer mergulhar a sério neste desporto ou está estagnado: talvez seja necessário aumentar o investimento em si para continuar a mudar ou a manter o seu nível físico. Invista no seu bem-estar, sempre com “cabeça”. Ponderando todas as situações e capitalizando o seu dinheiro para as coisas certas, ser fitness será muito mais fácil.


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